ANÁLISE: State of Decay (Xbox 360)

ANÁLISE: State of Decay (Xbox 360)

Desenvolvido pela Undead Labs e publicado pela Microsoft, State of Decay é o jogo de apocalipse zumbi exclusivo no lançamento para Xbox 360 (mas a versão para PC jÁ foi prometida). Apesar de estar inserido num tema à beira do esgotamento, o jogo traz alguns elementos interessantes, como um grande mundo aberto para ser explorado, grande quantidade de personagens, foco no multiplayer e alguns recursos de estratégia, como manutenção dos "quarteis generais" e de mantimentos.

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Mas as novidades disponíveis no jogo são suficientes para compensar o enredo batido, os inúmeros "bugs" e os grÁficos discutíveis? Procure a resposta na anÁlise a seguir!

História e Jogabilidade

O game se passa num momento em que as pessoas ainda estão tentando entender o que estÁ acontecendo, conforme os mortos voltam à vida e partem para o ataque, em busca de carne humana. Zumbis são o tema do momento, tanto nos filmes, como nos games e até nos livros. Desanima um pouco ter que ver os personagens ficando impressionados – "mas ele estava morto!" – com uma história que o jogador conhece hÁ tempos. Mas a opção de colocar o game nesse espaço de tempo se justifica porque é importante para o jogo que haja ainda muitos sobreviventes vivendo em casas barricadas. Cabe ao jogador se encontrar com essas pessoas, descobrir quais são de confiança e expandir seu grupo.

HÁ grande variedade de armas para enfrentar os zumbis, como galhos, pÁs, machados e armas de fogo. Com ênfase no gerenciamento de recursos, nada dura para sempre. As armas brancas se quebram e a munição é escassa. Mas, graças à inteligência artificial risível e incontÁveis bugs consecutivos, muitas vezes seus punhos serão mais do que suficientes para acabar com os zumbis (chamados de Zeds no game).


Ponto interessante a se frisar aqui é que a grande variedade de personagens é muito bem-vinda para o multiplayer e para morrer. Sim, morrer. Quando seu personagem morre não hÁ outra vida pra ele, você passa a comandar outra pessoa. E todas as habilidades que haviam sido melhoradas pelo anterior são perdidas, então é bom ter cuidado com os seus favoritos. O jogo, no geral, é bem fÁcil, mas você não vai querer deixar seu personagem exausto à noite no meio de uma horda de zumbis.

Os personagens podem ser trocados no quartel general, que também é um atributo bem bolado do jogo. Ele deve ser gerenciado, construindo-se novas instalações como dormitórios e conseguindo-se suprimentos como alimentos, conforme o grupo de sobreviventes cresce. O game se passa num mundo aberto relativamente grande para o tamanho do game e é possível dirigir. Os carros fazem muito barulho e os NPCs sempre condenam a ideia de andar motorizado, mas o pequeno toque nostÁlgico de pegar um carro e sair atropelando zumbis como em Carmaggeddon torna fazer isso irresistível.

GrÁficos e Som

A maior desvantagem de State of Decay com certeza estÁ na parte técnica. Os grÁficos são bastante pobres, a aparência física das pessoas é repetitiva e dÁ a impressão que cada tipo de carro só tem uma cor. O número de dubladores é muito pequeno comparado ao tanto de personagens que aparece. A trilha sonora também não tem nada de marcante.

Mas, é sempre bom lembrar que este é um game de baixo orçamento e, levando isso em consideração, esses defeitos ficam bem mais perdoÁveis.

Conclusão

State of Decay pode ser bastante divertido para o gamer que só quer passar o tempo e aprontar com alguns zumbis. Quem gostar muito do game, também pode levÁ-lo mais a sério e se dedicar a melhorar seus quartéis generais e seus personagens. Mas dificilmente alguém vai passar muitas horas com esse jogo.

O grande diferencial do game realmente é seu preço. Convertendo Microsoft Points para reais numa base de 80 pra 1, o jogo estÁ saindo por R$ 20, aproximadamente. É mais barato que o Duck Tales: Remastered que, apesar de lindo, é um re-lançamento. Para quem tiver uns pontinhos e tempo sobrando, vale a pena dar uma conferida. 


PRÓS
CONTRA
  • Redator: João Gabriel Nogueira

    João Gabriel Nogueira

    João Gabriel Nogueira se formou em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 2015 e curte games desde muito antes. Começou com o Master System e o gosto pelos jogos eletrônicos trouxe o gosto pela tecnologia. Escrever notícias e análises de jogos, hardware e dispositivos móveis para o Adrenaline, além de trabalho é uma alegria e um aprendizado.