ANÁLISE: XFX Radeon HD 7750 Black Edition Overclocked DD

ANÁLISE: XFX Radeon HD 7750 Black Edition Overclocked DD

Dando sequência a série de anÁlises com placas utilizando o chip Radeon HD 7750, hoje iremos analisar a Radeon HD 7750 Black Edition Overclocked Double Dissiparion da XFX. Provavelmente é a melhor placa do mercado com esse chip, com overclock bem acima da média, sistema de cooler diferenciado e exclusivo conector para Crossfire, diferente das demais placas com chip 7750.

XFX Radeon HD 7750 Black Edition Overclocked Double Dissiparion
A placa que vamos analisar hoje vem com um sistema de cooler bastante diferenciado. Esse sistema jÁ foi utilizado pela XFX em outros modelos de placas da série 7000, mas causou surpresa ao ser adotado para esse chip pelo fato dele ser destinado ao segmento de baixo custo/desempenho. A 7750 BE OC DD vem com core overclockado para 900MHz, trazendo ainda como diferencial conector Crossfire, tecnologia que estÁ disponível de forma diferente nas demais 7750, sem necessidade do bridge, jÁ nessa versão temos as duas possibilidades. Outro detalhe é que ela possui um conector de energia de 6 pinos, mais uma característica exclusiva, provavelmente devido ao fato de estar com clock superior e ter suporte a Crossfire, que acaba possibilitando overclockar mais a placa também.

{break::A Arquitetura GCN}Uma das grandes novidades (e destaques) da geração Southern Islands estÁ na utilização de uma arquitetura mais robusta e aprimorada em relação às antigas VLIW5 (Very Long Instruction Word, 5:1 ratio) e VLIW4 (Very Long Instruction Word, 4:1 ratio), presentes nas Radeons das séries 5000 e 6000.

Superficialmente falando, o design VLIW era composto por unidades de Stream Processors (também chamados de ALUs), preparadas para lidar com o processamento dos shaders. Enquanto no padrão VLIW5 a AMD dividiu a arquitetura em quatro unidades para lidar com shaders do tipo simples e um do tipo complexo, no VLIW4 (Radeons 6900), extinguiu-se a divisão entre shaders simples e complexos, ficando "apenas" quatro Stream Processors para lidar com shaders de complexidade mediana.


(Arquitetura VLIW5)


(Arquitetura VLIW4)

Com a chegada da nova geração de GPUs, a AMD resolveu dar um passo a frente em termos de arquitetura, ao desenvolver um design que não ficasse limitado apenas ao processamento grÁfico, como ocorreu com o VLIW.

Chamado pela companhia de Graphics Core Next – GCN (Novo Core GrÁfico), a nova arquitetura possui significativas mudanças em seu design, de forma a remover algumas ineficiências presentes no VLIW.

O GCN é a base de uma GPU que tem um bom desempenho tanto em tarefas grÁficas, quanto em computação geral. Para lidar com o processamento de tarefas de uso geral, foi introduzida uma nova unidade modelo de computação na arquitetura. Essa nova unidade foi projetada para melhorar o aproveitamento, elevar a capacidade de processamento e de multitarefa do chip grÁfico.


(Arquitetura GCN - Compute Unit)

Assim, a base do novo cluster de shaders da arquitetura Graphics Core Next – chamada pela AMD de Compute Unit (Unidade Computacional ou UC) é composta dos seguintes elementos:

• 16 Unidades SIMD de largura;
• 64 KB nos registradores por Unidade SIMD.

Vale ressaltar que cada Compute Unit possui na realidade quatro Unidades SIMD, totalizando assim 64 shaders processors/stream processors.

Enquanto que a HD 7770 possui 10 Unidades Computacionais, resultando assim em 640 Stream Processors (64 SIMDs x 10 UCs), a Radeon HD 7750 possui 512 SPs, em virtude da presença de apenas 8 Unidades Computacionais (64 SIMDs x 8 UCs).

A redução na quantidade de Compute Units do chip Cape Verde impactou ainda no total de unidades de texturas, uma vez que cada unidade computacional estÁ associado a 4 TMUs. Assim, a Radeon 7750 possui um total de 32 unidades de texturas (8 UCs x 4 TMUs), contra 40 da 7770 (10 UCs x 4 TMUs).

É importante ainda destacar que a nova geração Southern Islands é composta ainda das seguintes características:

• Engine com design de Geometria Dupla / motores de Computação Assíncrono;
• 8 render backends / mÁximo de 32 ROPs do tipo Color por ciclo de clock (16 ROPs na série 7700)/ 128 ROPs do tipo Z/Stencil por clock;
• Engine composta por 768KB R/W de cache L2;

A unidade computacional presente na arquitetura GCN possui praticamente a mesma força em termos de processamento de ponto flutuante por clock que as GPUs da geração anterior. O mesmo vale para a quantidade do tamanho dos registradores (para unidades de vetores). Cada UC possui seus próprios registradores e dados locais compartilhados.


(Arquitetura GCN - Hierarquia de Cache)

Embora tanto as Radeons 6000 quanto as 7000 possuam a capacidade de processar 64 operações em paralelo, pesa em favor da Southern Islands o fato de contar com apenas quatro processadores de vetores com 16 elementos, contra 16 processadores de vetores com quatro elementos. Outra vantagem para a arquitetura GCN é que esta possui ainda um processador escalar.

Outro importante aprimoramento implementado pela AMD na nova arquitetura diz respeito ao fato de a Graphics Core Next não necessitar de paralelismo de nível de instrução, ou seja, cada uma das quatro unidades de vetor de largura 16 SIMD executa um diferente conjunto de processos, sendo todo o conjunto de envergadura 64, necessitando de apenas quatro ciclos.


(Arquitetura GCN - Diagrama do bloco)

Ainda que o poder computacional de ponto flutuante tenha permanecido quase idêntico por CU, a arquitetura GCN é mais eficiente que a anterior, na medida em que, ao dispensar o paralelismo de nível de instrução, o resultado da compilação das instruções também se torna muito mais simples, traduzindo em mais eficiência e, portanto, melhor desempenho.

De certa forma, o GCN é muito semelhante à arquitetura MIMD (Múltiplas Instruções, Múltiplos Dados) presente na geração Fermi da NVIDIA, ou seja, trata-se de um chip focado no conceito da computação de uso geral – GPGPU, podendo ser utilizado tanto para o processamento grÁfico, quanto para realizar tarefas que atualmente são tratadas pelo processador.

{break::Aprimoramentos e novidades}A nova geração Southern Islands não trouxe "apenas" mais desempenho. As Radeons 7000 possuem ainda uma série de novos recursos e o aprimoramento de outros jÁ presentes nas gerações passadas, de forma a agregar ainda mais valor tangível e intangível ao usuÁrio.

Tessellation Gen 9
Para quem ainda não sabe, o Tessellation (tess), tem sido provavelmente uma das grandes "estrelas" presentes no DirectX 11. Sua função é a de melhorar consideravelmente a qualidade de uma cena, ao acrescentar uma imensa quantidade de detalhes geométricos às imagens. Entretanto, tal recurso gerou um grande esforço computacional extra às GPUs, resultando, em muitos casos, no comprometimento do desempenho.

Talvez essa tenha sido a principal crítica feita às Radeons das gerações 5000 e 6000, uma vez que elas não estavam devidamente preparadas para lidar com um grande fluxo de trabalho gerado pelo tess. Ainda que a linha 6000 tenha dado um importante salto em relação à 5000 nesse quesito, as placas da geração passada ainda estavam distantes de suas rivais em matéria de Tessellation.

A AMD implementou ainda na arquitetura GCN, uma nova geração de Tesselator (Gen 9) em sua Engine de Geometria, que trouxe as seguintes otimizações:

• Reutilização de vértice ampliado;
• Melhorias no buffer de memória fora do chip;
• Ampliação nos caches de parâmetro.

Assim, as Radeons HD 7000 tiveram um aumento de desempenho nos fatores de Tessellation na ordem de até 500% em relação às Radeons 6000.

DirectX 11.1
Em matéria de marketing, um dos maiores apelos das novas Radeons HD 7000 serÁ a compatibilidade com a nova versão da API grÁfica da Microsoft, o DirectX 11.1. Entretanto, até o Windows 8 chegar, tal recurso ficarÁ apenas no papel. Ainda assim, as principais novidades do DX11.1 serão:

• Rasterização independente de objeto;
• Interoperabilidade flexível entre computação grÁfica e vídeo;
• Suporte nativo ao Stereo 3D.

ZeroCore Power Technology
Trata-se de um recurso bastante interessante para o usuÁrio (e para o meio ambiente), ainda que não traga nenhum tipo de ganho. Embora este recurso não traga nenhum aumento na performance ou melhoria na qualidade da imagem, o ZeroCore Power Technology possibilita uma economia bastante interessante na conta de luz no final do mês.

Com as preocupações em torno de um mundo mais "verde" e ambientalmente correto, a AMD fez um verdadeiro "golaço" ao disponibilizar um consumo de energia virtualmente zero para as Radeons da geração Southern Islands quando subutilizadas, como, por exemplo, ao surfar na web, mandar e-mails, utilizar suíte de escritório, entre outras tarefas rotineiras do dia a dia.

Na realidade, a companhia vem, nas últimas gerações, aumentando a sua preocupação no que diz respeito ao – digamos – consumo passivo de suas placas. Para se ter ideia da evolução obtida, em 2008, quando as Radeons tinham litografia em 55nm, o consumo em idle (em modo ocioso) era de até 90W! Essa patamar mudou consideravelmente com as VGAs em 40nm, caindo para até 20W.

Contudo, o que parecia jÁ muito bom, ficou ainda melhor. Com a nova geração, a AMD conseguiu reduzir o TDP para apenas 2,7W, quando a GPU é demandada em menos de 95% de seu "poder de fogo". A eficiência (e confiança) no ZeroCore Power Technology é tão grande, que até mesmo a ventoinha da GPU é desligada! Algo que seria insano de se imaginar hÁ alguns anos.

Eyefinity 2.0
Embora a tecnologia de uso simultâneo de múltiplos monitores ainda seja algo para poucos (principalmente em mercados emergentes como é o caso do Brasil) , é inegÁvel que o Eyefinity trouxe uma verdadeira revolução para o mercado ao permitir o uso de até seis telas por VGA (a depender do tipo de Radeon utilizada).

Conforme pode ser visto abaixo, as possibilidades para a tecnologia são inúmeras, permitindo o uso de imagens independentes, simultâneas ou um misto das duas. É possível, por exemplo, o uso de três monitores para formar uma única imagem panorâmica, com o quarto independente, quatro telas simultâneas formando um grande painel e mais duas independes da primeira e entre si. E por aí vai.

A nova geração Southern Islands trouxe como novidade o Eyefinity 2.0, que flexibiliza o uso dos múltiplos monitores. Agora, com as Radeons HD 7000, o usuÁrio não necessita ter os mesmos monitores com as mesmas resoluções. Assim, em caso de três telas de tamanhos diferentes, é possível ajustar as resoluções independentemente, e utilizar simultaneamente os monitores.

Por falar em ajustes de resolução, com a introdução do driver Catalyst 12.2, a AMD permitiu que o usuÁrio configure a resolução do monitor como bem entender, permitindo, por exemplo, 3072x768, ou 5040x1050, entre outras.

Outra novidade presente no Eyefinity 2.0 foi a ampliação da largura de banda de sinal do monitor. Com isso, o usuÁrio pode agora utilizar resoluções de 16k x 16k! É possível, por exemplo, configurar cinco telas em modo Paisagem 5.1, com resolução de 2560x1600 pixels. Ou seja, um imenso painel de 12800x1600 pixels, em uma resolução de 20MPixels.

Vale ressaltar que o Eyefinity 2.0 foi um dos grandes responsÁveis pela utilização de uma configuração de memória tão robusta na Radeon 7900. São ao todo 3GB de memória com interface de 384 bits.

HD3D (Stereo 3D)
Apesar de ter ficado "inerte" por vÁrias gerações em se tratando do recurso 3D, a AMD não apenas recupera o tempo perdido, como fez importantes aprimoramentos no HD3D (tecnologia estereoscópica 3D).

A primeira delas – e a mais natural – é a de expandir o HD3D para o Eyefinity. Assim, com a chegada do driver que habilite esta função, o usuÁrio passarÁ a poder utilizar o 3D em mais de um monitor.

Outra importante melhoria diz respeito à expansão na especificação HDMI 1.4a, que passa agora a suportar empacotamento de quadro para Stereo 3D, permitindo uma ampliação nos framerates. As Radeons da série 7900 são as primeiras VGAs a suportar HDMI de 3GHz com empacotamento de quadro para Stereo 3D. Entretanto, o recurso estÁ limitado às restrições da especificação HDMI 1.4a. Assim, as maiores configurações para jogos 3D são: 720p60 ou 1080p24.

Por último, mas não por menos, o usuÁrio poderÁ agora sobre o HDMI, configurar a resolução da tela em 1080P, obtendo assim 60Hz por olho (120Hz no total). Até então tal recurso não era possível, uma vez que sobre o HDMI, era possível apenas 24/30Hz em cada olho.

UVD3 - Unified Video Decoder
Para quem ainda não sabe, a tecnologia Decodificação de Vídeo Universal (UVD) da AMD jÁ estÁ no mercado hÁ bastante tempo, sendo consideradas uma das plataformas mais eficientes no processamento de vídeos, e que de tempos em tempos recebe melhorias por parte da companhia.

Com a chegada da geração Southern Islands, a AMD fez pequenos, mas importantes aprimoramentos, como é o caso do suporte, via hardware,  da decodificação de vídeos usando a codificação MVC (Multi-View Codec), MPEG-4 e DiVX . A AMD adicionou ainda um pequeno recurso chamado Dual Stream HD+HD.

PCIe Gen 3
À medida que novas gerações de placas chegavam ao mercado, gerou um temor nos analistas de que o padrão de interface de comunicação PCI Express chegaria a um ponto em que não conseguiria dar mais vazão ao fluxo de dados com a intensidade necessÁria, gerando assim um verdadeiro gargalo para o desempenho da VGA.

Este temor, contudo, se diluiu, com o recente anúncio da geração 3 do PCIe, que dobrou a taxa de transferência em relação ao PCIe Gen 2, garantindo assim tranquilidade para as futuras placas 3D.

Com o novo patamar de desempenho advindo da Southern Islands, a AMD garantiu o suporte ao PCI Express 3.0 nas novas Radeons HD 7000, encerrando assim qualquer tipo de temor em relação a gargalo de desempenho.

Com o PCIe Gen 3, a largura de banda saltou de 16GB/s para 32GB/. JÁ nas placas acessórias instaladas, o ganho saiu de 500MB/s para 1GB/s por pista/linha. Assim, os dispositivos que utilizam a configuração x16 podem utilizar de 16GB/s, ou 128Gbps. Vale ressaltar, contudo, que para se beneficiar do PCI Express 3.0, o usuÁrio deverÁ ter um sistema totalmente preparado e compatível com tal recurso. Assim, além de uma VGA PCIe Gen 3.0, tanto a placa-mãe quanto o processador deverão suportar a novidade.

{break::Os recursos da Radeon 7750}

Confiram os principais recursos presentes na Radeon HD 7750:

• 1,5 bilhão de transistores;
• Litografia em 28nm;
• 512 Stream Processors;
• 16 ROPs;
• 32 TMUs;
• GPU: 800Mhz (900MHz no modelo analizado);
• VRAM: 4.5Ghz;
• 1 GB de memória GDDR5;
• Bus de 128 bits;
• Suporte às tecnologias: DirectX 11.1; Eyefinity 2.0; Accelerated Video Transcoding (AVT); AMD Accelerated Parallel Processing (APP) para DirectCompute 5.1, OpenGL 4.2 e OpenCL 1.2; programação Microsoft C++ AMP; CrossFireX; HD3D; Unified Video Decoder 3 (UVD3); Morphological Anti-Aliasing; CSAA; HDMI 1.4a; Dolby TrueHD e DTSHD Master Audio;
• ZeroCore Power Technology
• Suporte ao PCI Express Gen 3

Olhando os números acima, bem como a tabela comparativa no final desta seção, podemos perceber claramente que a AMD foi extremamente comedida com alguma das especificações do chip grÁfico Cape Verde (Radeons 7770/7750). Basta mencionar a quantidade de Stream Processors, um dos principais fatores responsÁveis pelo "poder de fogo" de suas placas. Enquanto a boa e velha Radeon HD 6750 (leia-se 5750) possui 720 SPs, estranhamente a Radeon HD 7750 involuiu neste aspecto, ao contar com "apenas" 512 Stream Processors.

É claro e evidente que uma comparação direta entre placas com arquiteturas diferentes não é algo muito justo, mas paciência, a própria AMD aumentou a quantidade de SPs da nova série 7900 em relação a 6900. Assim, não é de se estranhar o tímido ganho de desempenho registrado pela 7750 em alguns de nossos testes.

A limitada quantidade de Stream Processors da linha Cape Verde (512 SPs na 7750 e 640 SPs na 7770), somado com a grande distância na quantidade de SPs da série 7800 (1024 SPs na 7850 e 1280 SPs na 7870) é ponto mais do que suficiente para a especulação de uma possível ampliação nas linhas 7700/7800. Algo como uma Radeon 7790 com 768 Stream Processors, além de uma 7830 com 896 SPs.

Não bastasse o fato de a placa contar com um número reduzido de Stream Processors, a quantidade de unidades de texturizações também sofreu retrocesso, ao passar de 36 (6750/5750) para 32 TMUs. Dentro da atual conjuntura, a permanência da quantidade de unidades rasterizadoras em16 ROPs pode ser considerada como positiva.

Em relação aos clocks, hÁ duas situações distintas. Se por um lado, a freqüência de operação da GPU passou de 700Mhz (6750/5750) para 800Mhz (7750) – aumento de 14% – as memórias sofreram leve downgrade, ao passar de 4,6Ghz para 4,5Ghz.

A grande crítica em torno da linha 7700, é a timidez em torno das macro especificações. Nada justifica uma baixa quantidade de Stream Processors, TMUs e clocks, a não ser que a tese de que a AMD estaria guardando na "manga" uma ou mesmo até duas novas placas intermediÁrias, conforme mencionado algumas linhas acima.

Entretanto, as Radeons HD 7770 e 7750 possuem alguns pontos de  destaque. São eles: quantidade de transistores, Área do die, e claro, a litografia do chip. Enquanto a dupla 5750/6750 tem processo de fabricação em 40nm, a Radeon HD 7750 tem GPU utilizando a moderna litografia em 28nm. Para o lado dos consumidores, os principais benefícios são: VGA com ótima relação de desempenho por Watt gasto, além de possibilitar um ótimo potencial para overclock. JÁ para a AMD, o novo processo de fabricação permitiu a redução da Área do die do chip grÁfico, possibilitando a fabricação de mais GPUs por waffer, reduzindo assim o seu custo unitÁrio.

Falando em Área do die, o Cape Verde tem 123mm², número extraordinÁrio se for levado em conta a expressiva quantidade de transistores: 1,5 bilhão. Esses números representam um avanço respectivo de 44% e 35% na quantidade de transisores e na Área do die em relação às Radeons 5750/6750. Isto foi possível, claro, mediante a utilização da moderna litografia em 28nm.

Outro ponto importante diz respeito ao TDP (dissipação térmica) em 55W, consideravelmente menor que os 86W da dupla 5750/6750.

Conforme jÁ mencionado no tópico anterior, a nova geração Southern Islands conta com o suporte para o PCI Express 3.0, dobrando a largura de banda no trÁfego de dados para 32GB/s. AliÁs, a linha Radeon HD 7000 é inovadora em muitos sentidos. Além de ser a primeira VGA compatível com o PCIe Gen 3, é ainda a primeira a contar com litografia High-K em 28nm e suporte para o DirectX 11.1.

Em relação ao poder computacional, a arquitetura Graphics Core Next é mais previsível em termos de performance atualmente usÁvel, enquanto nas gerações anteriores baseadas nas arquiteturas VLIW-5 e VLIW-4, a performance atual depende muito de diversos fatores, como interdependência entre operações e distribuição das operações pelo compilador.

Tal fato resulta, em alguns casos, em baixos níveis de aproveitamento das ALUs (unidades lógicas de aritmética em tradução livre). Na nova arquitetura GCN, a GPU lida bem tanto com algoritmos seriais como mais paralelizados, garantindo performance muito mais consistente em computação pela GPU.

{break::XFX Radeon HD 7750 Black Edition Overclocked DD}Apesar de ser uma placa do segmento mais modesto, este modelo teve a mesma atenção dispensada à XFX HD7970 Black Edition Double Dissipation especial, no que diz respeito à seleção dos componentes da placa - desde o PCB até a FAN usada na refrigeração.

A XFX Radeon HD 7750 Black Edition Overclocked DD usa capacitores sólidos e adicionou suporte à CrossFire e um alimentador de energia de 6 pinos, diferente do modelo referência e da grande maioria das placas com o chip Radeon HD 7750.

O cooler usa o chamado Ghost Thermal Technology, uma nova solução de refrigeração da XFX. Ela melhora o fluxo de ar entre o PCB e os componentes bÁsicos, eliminando o acúmulo de calor dentro da caixa de resfriamento encontrado em outras soluções e que é resolvido com o aumento da rotação da FAN. A nova tecnologia usa alumínio, que além de ser leve e melhorar a dissipação de calor, dÁ um visual mais bacana à placa comparado ao plÁstico usado normalmente.

A versão analisada, Double Dissipation, como indica o nome, conta com duas FANs (ventoinhas), que garantem excelente fluxo de ar com baixo nível de ruído, privilegiando o silêncio ao mesmo tempo em que mantém a placa inteira refrigerada.

A XFX foi minuciosa na seleção dos componentes do cooler. Até mesmo a FAN usada foi especialmente projetada para operação por até dez mil horas, graças à ventoinha Duratec IP-5X, que é à prova de poeira.

{break::Fotos}Abaixo uma série de fotos da 7750 BE OC DD da XFX, provavelmente a melhor placa do mercado com o chip Radeon HD 7750. Ela possui uma série de diferenciais frente a um modelo referência, como jÁ destacamos, além do clock bem acima do padrão. Uma exclusividade do modelo é possuir o conector Crossfire, tornando possível fazer um Crossfire de 7750 com outra placa idêntica por meio do bridge, além da opção normal sem bridge das 7750. Não sabemos até que ponto existe diferença de desempenho.

Outro diferenciais, bons ou ruins, é que ela possui um conector de energia de 6 pinos, também exclusivo desse modelo. Bom porque dÁ maior força à placa em situações como de overclock e ruim porque estamos falando de uma 7750 e a referência não possui conector de energia.

Mais um diferencial estÁ nas conexões, total de 4, uma DVI a mais do que outros modelos de 7750, possibilitando assim se conectar 4 monitores em Eyefinity.

Além desses diferenciais que citamos, não podemos deixar de falar do excelente acabamento dessa geração de placas da XFX com o sistema Double Dissipation, dando a 7750 um ar de placa MID de alto desempenho, que infelizmente não é, mesmo pelo seu belo visual.

Abaixo algumas fotos comparando o modelo analisado com a 7750 da HiS e com um modelo de 7750 single slot da XFX. Os destaquem ficam por conta do alimentador de energia de 6 pinos como jÁ destacamos, do conector Crossfire e das 4 conexões de vídeo da placa, características exclusivas desse modelo. Fica bem claro também que a XFX adotou um PCB diferente das demais empresas, semelhante ao da 7770.

{break::MÁquina/Softwares utilizados}Como de constume, utilizamos uma mÁquina TOP de linha baseada em um processador Intel Core i7 3960X overclockado para 4.6GHz.

Abaixo, fotos do sistema montado com a placa analisada.

A seguir, os detalhes da mÁquina, sistema operacional, drivers, configurações de drivers e softwares/games utilizados nos testes.

MÁquina utilizada nos testes:
- Mainboard MSI Big Bang XPower II / MSI X79A-GD65 8D
- Processador Intel Core i7 3960X @ 4.6GHz
- Memórias 16 GB DDR3-1600MHz Corsair Dominator-GT
- HD 1TB Sata2 Western Digital Black
- Fonte XFX ProSeries 1000W
- Cooler Master Hyper 212 EVO

Sistema Operacional e Drivers
- Windows 7 64 Bits 
- Intel INF 9.3.0.1019
- Catalyst 12.3 / 12.4 WHQL: Placas AMD 
- GeForce 296.10 WHQL: Placas Nvidia

Configurações de Drivers
3DMark 
- Anisotropic filtering: OFF 
- Antialiasing - mode: OFF 
- Vertical sync: OFF 
- Demais opções em Default

Games: 
- Anisotropic filtering: Variado através do game testado 
- Antialiasing - mode: Variado através do game testado 
- Texture filtering: High-Quality 
- Vertical sync: OFF 
- Demais opções em Default 

Aplicativos/Games
- 3DMark 11 1.0.3 (DX11) 
- Unigine HEAVEN Benchmark 3.0 (DX11)

- Aliens vs Predator (DX11) 
- Batman Arkham City (DX11)
- Crysis Warhead (DX10) 
- Crysis 2 (DX11)
- DiRT 3 (DX11) 
- HAWK 2 (DX11)
- Just Cause 2 (DX10.1) 
- Mafia II (DX9) 
- Metro 2033 (DX11) 

{break::GPU-Z e Temperatura}Abaixo a tela principal do GPU-Z mostrando algumas das principais características técnicas da placa, que possui clock do core em 900MHz (100MHz acima da referência) e memórias em 4.6GHz(4x 1150MHz), igual a uma placa referência. Esse clock é o mais alto disponibilizado pelo CCC em se tratando de overclock das 7750, vamos ver quanto vai representar na diferença frente a outras 7750.


Temperatura
Iniciamos nossa bateria de testes com um bench bastante importante: a temperatura do chip, tanto em modo ocioso como em uso contínuo.

As placas da ASUS, clockada a 820 MHz, e da HIS, clockada a 800 MHz, conseguem as menores temperaturas, ficando 3 graus abaixo das duas versões da XFX, uma a 800 MHz e a outra a 900 MHz.

Medimos o pico de temperatura durante os testes do 3DMark 11 rodando em modo contínuo. E novamente as placas da ASUS e da HIS apresentam as menores temperaturas entre todas, com um ganho de 17 e 19 graus, respectivamente. Enquanto isso, a XFX Radeon HDF 7750 DD OC conseguiu um aumento baixo, de apenas 17 graus e ficou apenas um grau acima do modelo da HIS, mas a XFX Radeon HD 7750 CORE EDITION subiu 31 graus em relação ao seu modo ocioso, por conter apenas um fan em seu design single slot.

{break::Consumo de Energia}Também fizemos testes de consumo de energia com todas as placas comparadas. Os testes foram feitos todos em cima da mÁquina utilizada na review, o que dÁ a noção exata do que cada VGA consome.

Em modo ocioso, todas as placas apresentam baixo consumo, com apenas 2 Watts de diferença entre a da ASUS, o menor consumo obtido, e as da XFX, maiores consumidoras.

 

No teste de carga, rodando o 3DMark 11, todas repetem o bom desempenho obtido em modo ocioso e apresentam os menores consumos entre todas as placas testadas, novamente com uma diferença de apenas 2 Watts entre si. Assim, vale ressaltar que os modelos da ASUS e da HIS são encontradas por cerca de 110 dólares, enquanto as da XFX são mais caras, 119 dólares a CORE EDITION e 124 dólares a DD OC, que vem com clock a 900 MHz.

{break::3DMark 11, Heaven 3.0}

Com o 3DMark 11, versão mais recente do aplicativo para testes de desempenho de placas de vídeo mais famoso do mundo, os modelos da ASUS e da HIS e a CORE EDITION da XFX obtém um empate técnico, com cerca de 0,11% de diferença entre si. A única que se distancia do grupo é a DD OC da XFX, modelo overclockado que consegue uma performance quase 5% melhor que as outras, mas ainda 23% abaixo da 7770 da HIS.

 

Unigine HEAVEN 3.0 - DirectX 11

Trata-se de um dos testes sintéticos mais "descolados" do momento, pois tem como objetivo mensurar a capacidade das placas 3D em suportar os principais recursos da API grÁfica DirectX 11, como é o caso do Tessellation.

O teste foi dividido em duas partes: uma sem e outra com o uso do Tessellation, ambas a 1920x1080 com o filtro de antialiasing em 8x e anisotropic em 16X.

No primeiro teste, com o tessellation desativado, as placas novamente não se distanciam muito umas das outras, com a XFX Radeon HD 7750 DD OC mais uma vez liderando, seguida pela da ASUS, apenas 2% abaixo. AtrÁs vêm a da HIS e a XFX Radeon HD 7750 CORE EDITION, com desempenho cerca de 2% inferior.

Usando o tessellation ativado em modo normal, as placas repetem o desempenho obtido no teste anterior, com o modelo overclockado da XFX um pouco à frente das demais, mas sem ultrapassar os 5%.

{break::Aliens vs Predator}

Começamos os testes em jogos com o Aliens vs Predator, game que traz o suporte ao DX11 e que foi muito bem recebido pelo público e crítica.

As placas mantêm o mesmo comportamento entre si nas três resoluções, com a XFX Radeon HD 7750 DD OC um pouco melhor que as demais, mas nunca ultrapassando os 2%, e a XFX Radeon HD 7750 CORE EDITION e os modelos da ASUS e da HIS com empates técnicos. O que chama a atenção aqui foi que nenhuma conseguiu superar a HD 5750, equivalente às 7750 de duas gerações atrÁs, ficando cerca de 10% atrÁs.

{break::Batman Arkham City}

Lançado no final de 2011, a sequência Batman Arkham City é um dos games mais elogiados de 2011, mesmo com alguns problemas relativos à API DirectX 11 na versão para PC. Utilizamos a versão atualizada que corrige o problema.

Mais uma vez, a versão overclockada da XFX se distancia das demais, com desempenho cerca de 8% superior na média das três resoluções, enquanto as outras se mantêm empatadas. Aqui elas se recuperam da falha no teste anterior e voltam a superar a 5750, dessa vez por mais de 25%.

{break::Crysis Warhead}

O FPS futurístico da Crytek fez muito barulho por trazer uma qualidade grÁfica bem superior a dos concorrentes e por ser considerado por muito tempo como um dos games que mais exigia recursos do computador, principalmente das placas 3D. Assim, nada melhor do que submeter as VGAs da review pelo crivo de "Crysis Warhead".

Leve vantagem das duas versões overclockadas, a da XFX e a da ASUS, mas sem superar os 2% de superioridade. Aqui elas vêem a GTX 550 Ti, da equivalente da geração anterior da NVIDIA que vinha se mantendo abaixo ou empatando, superÁ-las por mais de 8%.

{break::Crysis 2}

Para os testes com o Crysis 2, utilizamos a ferramenta Adrenaline Crysis 2 Benchmark Tool, que lançamos no ano passado e é utilizada por praticamente todos os websites internacionais para benchmarks com o Crysis 2. O game, como todos sabem, é referência em qualidade de imagem, e no mês de junho 2011 finalmente ganhou seu patch com suporte ao DirectX 11, jÁ que originalmente o game vinha apenas em DX9.

Todos os modelos mantêm o comportamento apresentado anteriormente entre si, com diferenças que passam por pouco os 3% em alguns casos. Aqui elas voltam a superar a GTX 550 Ti, com a diferença entre a CORE EDITION (a com o menor desempenho) e a rival da NVIDIA chegando a 8% na resolução mais alta.

{break::DiRT 3}

DiRT 3 é o game mais recente de uma das séries de corrida off-road de maior sucesso da história da indústria dos jogos eletrônicos. Lançado em junho de 2011, o game traz o que existe de melhor em tecnologia da API DirectX 11. Os testes com o game foram feitos utilizando a ferramenta Adrenaline Racing Benchmark Tool.

Mantendo a relação entre si apresentada nos testes anteriores, as 7750 vêem a GTX 550 Ti as superarem por cerca de 25% na média das três resoluções em relação à sua melhor colocada a XFX Radeon HD 7750 DD OC. Elas também são superadas pelas HD 5750 nas resoluções mais altas por menos de 1%.

{break::HAWX 2}

Agora é a vez da NVIDIA. Em HAWX 2, simulador aéreo da Ubisoft, a empresa tem grande vantagem sobre os modelos da AMD.

Aqui o modelo overclockado da XFX consegue uma vantagem de mias de 7% sobre as demais na resolução mais baixa, mas a diferença cai conforme subimos a resolução. Elas também conseguem conseguem se recuperar em relação à 5750, com vantagem de mais de 20% (em relação ao modelo da HIS), mas continuam atrÁs da GTX 550 Ti, diminuindo a diferença para 13% (em relação à DD OC)

{break::Just Cause 2}

Para fazer o "contra peso", as placas da série Radeon dominam em todos os segmentos rodando o Just Cause 2, curiosamente apoiado pela NVIDIA.

Aqui, a placa da HIS conseguiu os piores resultados entre as 7750 nas três resoluções, mas nunca com resultados mais de 5,5% abaixo da overclockada da XFX. Todas conseguem superar novamente a 5750 e a GTX 550 Ti em mais de 10%.

{break::Mafia II}

Mafia II trouxe a continuação do aclamado game de ação em terceira pessoa ambientado no obscuro mundo da mÁfia italiana dos anos 40 e 50, nos EUA.

Os resultados obtidos por todas as 7750 são tão próximos que podemos considerar um empate técnico geral. Elas conseguem um ganho de cerca de 5% sobre a 5750, mas novamente deixam a GTX 550 Ti ganhar vantagem. A rival da NVIDIA as supera em mais de 8% em todas as resoluções.

{break::Metro 2033}

Trata-se de um FPS da 4A Games baseado em um romance homônimo russo, que conta a saga dos sobreviventes de uma guerra nuclear ocorrida em 2013 que se refugiam nas estações de metrô. O game, que faz uso intensivo da técnica de Tessellation e demais recursos do DirectX 11, desbancou de Crysis o título de jogo mais pesado. Sendo assim, nada melhor do que observar como se comportam as VGAs sob este intenso teste.

Aqui observamos que o aumento de clock presente na DD OC da XFX (900 MHz) e na da ASUS (820 MHz), ampliam seu desempenho quanto maior a resolução. Isso porque a vantagem das duas sobre as demais aumenta conforme subimos as resoluções. A da ASUS, por exemplo, começa empatada com as demais abaixo da GTX 550 Ti e depois apresenta superioridade de 3% em 1920x1080.

{break::Overclock: Temperatura, 3DMark 11}Assim como demais placas da série 7000, a Radeon HD 7750 também pode ser overclockada. No entanto, diferente dos demais modelos, por ser um conceito de placa que visa ter seu custo reduzido e consequentemente não utiliza do que existe de melhor em componentes para estar trabalhando em situações extremas como pode acontecer em overclock, não é recomendado comprar uma placa com esse chip pensando em se overclokar. Ou também não era indicado, jÁ que a XFX desenvolveu um modelo bem diferenciado, inclusive com PCB exclusivo e conector de energia, dando maior poder de força ao chip.

Para começar a placa jÁ vem overclockada com core trabalhando em 900MHz, clock limite do CCC para se overclockar uma 7750 qualquer. No caso desse modelo, como ela jÁ possui o clock limite por padrão, o CCC libera aumentar seu clock até 1GHz. Foi isso que fizemos, sem nenhuma mudança na voltagem, até porque nem teria muita lógica forçar demais essa placa, pois mesmo sendo um modelo bastante diferenciado, não é o proposito desse chip. Também aumentamos o clock das memórias de 4.6GHz para 5GHz como podem ver abaixo na tela principal do GPU-Z junto a tela do CCC com o overclock feito.

Vale destacar que fazendo alterações nas voltagens ou utilizando um aplicativo específico para overclock provavelmente poderíamos ter levado ela além de 1GHz no core. Teoricamente seu projeto permite esse tipo de overclock mais avançado, mesmo sendo uma 7750.


Temperatura
As XFX apresentam pequenos crescimento térmicos em relação à seu clock base, subindo apenas dois graus. Enquanto isso, a ASUS cresce 8 graus, o que é suficiente para ultrapassar a DD OC em 3 graus, mesmo estando 100 MHz abaixo. No entanto, devemos lembrar que o modelo overclockado da XFX sofreu também um aumento de apenas 100 MHz, enquanto que a da ASUS foi de 820 MHz para 900 MHz.

3DMark 11
A XFX Radeon HD 7750 DD OC foi a que apresentou melhor crescimento, mais de 15% em relação ao seu clock base (jÁ overclockado se comparado ao referência). Logo em seguida vem o modelo da ASUS, com aumento de mais de 11%, suficiente para superar o desempenho da CORE EDITION overclockada, que subiu apenas 8,57% em relação a seu clock base.

{break::Overclock: AvP, Crysis 2 e Metro 2033}Além do 3DMark 11, fizemos testes com a placa overclockada na resolução de 1920x1080 em alguns games. Vamos acompanhar abaixo como a placa se comportou.

Aliens vs Predator
Novamente a DD OC da XFX consegue o maior crescimento, cerca de 25% em relação a seu clock base, ultrapassando assim a GTX 550 Ti. No entanto, o crescimento do modelo da ASUS e da CORE EDITION da XFX não ultrapassou os 4%, o que não foi o bastante nem para superar a 5750 em seu clock base.

Crysis 2
O modelo da ASUS e a CORE EDITION da XFX conseguem um empate técnico de 4,8% em seus crescimentos, ficando bem atrÁs da DD OC, também da XFX, que sobe 14%. Com o aumento, a placa consegue um empate técnico com a GTX 460.


Metro 2033
A versão overclockada da XFX consegue um aumento de 12,5%, suficiente para novamente empatar com a GTX 460. Outra que consegue um bom ganho também é a 7750 da ASUS, subindo 10,87% e se distanciando da CORE EDITION overclockada, que conseguiu um aumento de apenas 6,52% em relação ao seu clock base.

{break::Conclusão}Com o lançamento da série Radeon HD 7000, a AMD se posicionou de forma diferente em relação ao segmento de baixo custo / desempenho, removendo algumas placas de vídeo que poderiam concorrer com as APUs que jÁ possuem GPU integrado de baixo desempenho. A Radeon HD 7750 é o modelo mais modesto de placa de vídeo add-on da empresa no que diz respeito a desempenho e preço e se comportou como tal, conseguindo fazer frente apenas aos modelos LOW de gerações anteriores. O que lembra bastante o comportamento da 7770, que em muitos casos brigou com a 5770. Se tratando da comparação entre 7770 e 7750, existe uma diferença considerÁvel, mesmo com essa 7750 OC da XFX, de cerca de 20% a 35% em média a favor de uma 7770 com características referência, essa custando cerca de $10 dólares a mais do que uma 7750 e $5 a menos que a 7750 da XFX.

Esse modelo da XFX estÁ com certeza entre os melhores com chip Radeon HD 7750 e provavelmente é a melhor placa com esse chip. Trazendo como diferencial o suporte à Crossfire, uma exclusividade frente às outras 7750, ainda vem com core overclockado para 900MHz, o mesmo clock do overclock mÁximo do CCC para outras 7750. Para dar maior possibilidade de overclock, a XFX adicionou um conector de energia de 6 pinos, o que faz com que a placa receba mais energia que uma referência e consequentemente tenha maior poder de overclock, tudo isso sobre um PCB exclusivo semelhante ao da 7770.

Agora a pergunta é: vale a pena um projeto tão diferenciado para uma placa baseada no chip Radeon HD 7750, que jÁ sabemos ser um produto de baixo desempenho e que tem como principal atrativo ser a placa de vídeo mais barata da geração 7000? Ou deveria ser menos jÁ que esse modelo da XFX estÁ custando na newegg $124,99 dólares, valor $5 dólares acima de uma 7770 referência, que mesmo com o projeto único dessa 7750 da XFX, ainda assim não consegue bater a 7770 mais simples?

No Brasil como esperado estÁ custando mais do que em cenÁrio internacional. Na Kabumm, o preço à vista é de R$ 414, quase R$ 50 acima de uma 7750 com características de modelo referência. Esse valor é nada menos que 65% acima do que é cobrado lÁ fora com o dólar na casa de R$ 2.



PRÓS
Bastante silenciosa
Baixo consumo de energia
Excelente acabamento
Sistema de cooler diferenciado
Bom potencial de overclock
Suporte a tecnologias de ponta como DX11.1, PCIe 3.0, Eyefinity 2.0, HD3D multimonitor, ZeroCore Power...
CONTRA
Preço mais alto do que uma 7770 que tem desempenho superior de 20% a 35% em média
Desempenho do chip 7750 abaixo do esperado
Necessidade de conector de energia de 6 pinos, diferente de outras 7750
Assuntos
  • Redator: Fabio Feyh

    Fabio Feyh

    Fábio Feyh é sócio-fundador do Adrenaline e Mundo Conectado, e entre outras atribuições, analisa e escreve sobre hardwares e gadgets. No Mundo Conectado é responsável pelas análise de drones e alguns gadgets relacionados a fotos e vídeo, como Action Cams.