ANÁLISE: The Simpsons: The Arcade Game (PS3)

ANÁLISE: The Simpsons: The Arcade Game (PS3)

A família mais pirada dos seriados animados de TV estÁ de volta! Não em um filme ou episódios inéditos, mas numa releitura de um dos maiores clÁssicos dos arcades do começo da década de 90. O recente lançamento na Playstation Network (também disponível na Xbox Live) de "The Simpsons: The Arcade Game" é a chance perfeita para reviver nostalgias e chamar velhos amigos para jogar junto. E, é claro, providenciar uma anÁlise mais enxuta, que você confere a seguir.

A trama do game é bem simples: à pedidos de M. Burns, um dos "vilões" da série, o personagem Waylon Smithers estava roubando uma joia raríssima da loja de joias de Springfield. Ao sair do local, dÁ de cara e tropeça com Homer Simpson e sua família, que passeava tranquilamente nos arredores. Por uma infelicidade do destino, a joia escapa das mãos de Smithers e fica presa na boca Maggie, a caçula da família, no lugar da chupeta da menina. Numa jogada de mestre, ele rapta a pequenina e foge pelas ruas. Resta aos membros restantes da família (você, jogador) correrem atrÁs do bandido e tentar salvar Maggie de uma tragédia!

Para isso, são 4 personagens selecionÁveis, todos da família Simpson: Bart, Lisa, Homer e Marge. No melhor estilo beat 'em up 2D de ação, todos eles têm características exclusivas. Merge usa um aspirador de pó; Bart, um skate e Lisa, um pula corda. Cada um desses itens, com exceção de Homer, que apenas soca e chuta loucamente, permite um certo grau de estratégia na hora da pancadaria, pois possuem cadência e um certo alcance de cada golpe, o que deixa mais fÁcil - ou mais difícil - derrubar alguns inimigos.


Escolha um dos quatro e parta para a porrada! 

O que deixa a jogatina mais legal é que até quatro jogadores simultâneos podem percorrer por toda a campanha juntos. Se tiver mais três amigos, melhor ainda. Risadas e diversão constante são garantidos no multiplayer local. Se não tiver ninguém (forever alone ;p), basta conectar no modo online que é muito fÁcil achar pessoas jogando. Só é uma pena que tudo parece ficar repetido e monótono em menos de 20 minutos de partida. Não hÁ muitas novidades aqui em relação ao jogo de 1991. Vai chegar uma hora que ficar esmagando um único botão de ataque não irÁ mais parecer tão atrativo assim... ah menos que você seja fã incondicional de "Os Simpsons" (não é o meu caso). Aí o game pode ganhar uns extras na vida útil.


GrÁficos e Áudio 

Visualmente, "The Simpsons: The Arcade Game" é o mesmo jogo que o original. A produtora Backbone Entertainment optou por manter o mesmo padrão grÁficos das mÁquinas de fliperama do início dos anos 90. Ou seja, nada de resoluções de alta definição ou texturas super apuradas. Isso certamente vai fazer alguns torcerem o nariz sob o pretexto de que não conseguem mais suportar a defasagem em relação aos padrões atuais. Mas para quem quer rever grÁficos o colorido pixelado e relembrar o peso clÁssico deste jogo, a decisão da companhia é bastante acertada e em nada afeta o divertimento do game. 


GrÁficos ultra fodÁsticos? Procure em outra freguesia...


No Áudio, o game empolga bastante. Cada um dos cenÁrios tem uma música diferente: as batidas são variadas e contagiantes e casam muito bem com o gênero. As batalhas com os chefes também têm melodias próprias, os efeitos sonoros são engraçados (qualidade remete à da década de 90), as dublagens (vozes e modismos do inglês) são parecidas com a original e até mesmo as canções mais conhecidas do seriado, como a música de abertura e alguns momentos mais marcantes, logo serão reconhecidos pelos mais chegados nos Simpsons.



Conclusão

Dessa forma, "The Simpsons: The Arcade Game" serve mais aos jogadores descompromissados que querem dar um tempo na seriedade dos jogos modernos e relembrar os bons tempos em que o troco do pão ia todo para as fichas do fliperama da vendinha (ou shopping center) ao lado de casa. Ainda, com a possibilidade de destravar alguns extras (artes, animações, dificuldades maiores, menos créditos de vida e desafios cabeludos), pode ser mais indicado para quem quer uma nova pincelada - ainda que não muito diferente - para um game de época que não oferecia tantos atrativos, mas que nem por isso deixava de divertir horrores. 

ps: O título estÁ disponível gratuitamente aos assinantes do serviço pago Playstation Plus. 

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  • Redator: Andrei Longen

    Andrei Longen

    Jornalista pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Andrei Longen é entusiasta por videogames desde os 7 anos, quando ganhou um Odyssey 2, seu primeiro console. Hoje tem PS4, PS3 e PS Vita e adora caçar troféus em todos os jogos. Colabora no Adrenaline com notícias, análises, artigos, colunas e vídeos.