ANÁLISE: XFX Radeon HD 7770 Black Super Overclocked Edition DD

ANÁLISE: XFX Radeon HD 7770 Black Super Overclocked Edition DD
Passada a euforia das Radeons HD 7970 e 7950, a AMD segue o plano de renovação de sua linha de VGAs, com o lançamento, desta vez, de uma série mais "interessante" para o mercado: a 7700.

Interessante porque embora não apresente o mesmo desempenho de suas irmãs maiores, as placas desta série possuem um atrativo que talvez seja único para toda a linha de VGAs da AMD: a pretensa boa relação de custo X benefício. Com preços abaixo dos US$200 (7770) e US$ 150 (7750), a nova linha intermediÁria de baixo custo da companhia parece reunir as condições necessÁrias para se tornar uma das novas queridinhas dos gamemaníacos.

Assim como as 7900, as Radeons HD 7700 elevaram o patamar da categoria para um nível acima, ou seja, rivalizando muitas vezes com as VGAs de uma categoria superior da geração anterior.

Vale ressaltar que jÁ fazia um bom tempo que a AMD não atualizava a sua linha de VGAs do segmento intermediÁrio de baixo custo. Para quem não sabe, as Radeons da série 6700 nada mais são do que as mesmas 5700 "disfarçadas" com uma nova nomenclatura.

Agora a coisa é diferente. Tanto a Radeon HD 7770 quanto a 7750 são baseadas no chip grÁfico codinome Cape Verde, sendo parte integrante da nova geração de GPUs Southern Islands.


(Posicionamento da linha Southern Islands - Radeons série HD7000)

Além da Cape Verde (segmento intermediÁrio de baixo custo), a geração Southern Islands serÁ composta ainda pelas linhas Pitcairn (segmento intermediÁrio): Radeons 7870 e 7850; e Tahiti (segmento intermediÁrio de alto desempenho), formada pelas Radeons 7970 e 7950 (fala-se em uma terceira VGA, a 7930), e da solução dual GPU (Radeon 7990), codinome New Zealand, equipada com dois chips Tahiti.

Quanto aos modelos de entrada (Radeons HD 7400/7500/7600), ainda não hÁ nenhuma informação a respeito de seus codinomes.

A nova geração Southern Islands causou um grande impacto no mercado ao trazer uma série de aprimoramentos em relação às placas da geração passada, além de contar com alguns recursos inéditos, prometendo não apenas trazer mais desempenho, como também uma experiência multimídia ainda mais rica para o usuÁrio.

O primeiro grande destaque refere-se ao seu processo de fabricação. Depois de passar duas gerações em 40nm, a AMD, junto com a TSMC, finalmente refinou a litografia. Agora as novas Radeons HD 7000 contam com o moderno processo em 28nm. Esse refinamento possibilitou não apenas uma redução nos custos de fabricação, como também permitiu que as GPUs atingissem uma maior performance, seja pela possibilidade de clocks maiores, seja pelo aumento da quantidade de Stream Processors/ROPs/TMUs do chip. Outra vantagem diz respeito à redução no consumo de energia proporcional às suas especificações.

No campo dos jogos, o suporte ao DirectX 11.1 talvez seja um dos fatores que mais chamaram a atenção dos gamers. Entretanto, não hÁ muitos detalhes sobre os benefícios da nova API grÁfica da Microsoft, que só entrarÁ em cena com a chegada do Windows 8.

JÁ o ZeroCore Power Technology promete a redução significativa no consumo de energia quando a placa estÁ sendo subutilizada, como por exemplo, quando o usuÁrio estÁ navegando na Internet, ou utilizando uma suíte de escritório, por exemplo.

Outros aprimoramentos importantes são o suporte ao PCIe 3.0 (que dobra a largura de banda no trÁfego dos dados – impedindo qualquer tipo de gargalo); nova geração do Tessellator (que promete aumentar a performance em games com uso abusivo do Tessellation); Eyefinity 2.0 (que flexibiliza e melhora o uso de múltiplos monitores); HD3D (que amplia o uso da tecnologia 3D); entre outros. 


(Detalhe da XFX HD 7770 Black Super Overclocked Edition featuring Double Dissipation)

A placa utilizada em nossa anÁlise foi a Radeon HD 7770 Black Super Overclocked Edition featuring Double Dissipation, modelo top de linha da XFX que segue a mesma "receita de sucesso" da XFX HD7970 Black Edition Double Dissipation analisada pelo Adrenaline. Ou seja, compartilha de forma extremamente harmônica um visual elegante e simultaneamente "agressivo", utilizando em sua construção equipamentos de primeiríssima qualidade (padrão Duratec) - além de contar com o reforço de duas onças de cobre no PCB (aumentando tanto a vida útil, quanto o potencial para overclock) – bem como um super sistema de refrigeração com tecnologia Ghost Thermal / HydroCell Thermal, entre outros destaques.

Outro grande destaque diz respeito à placa vir turbinada de fÁbrica, com GPU trabalhando em 1,12Ghz, podendo ir muito além desse patamar, graças ao robusto sistema de refrigeração.

Por falar em clock, a Black Super Overclocked Edition featuring Double Dissipation possui o selo "GHz Edition". Trata-se de uma iniciativa da AMD para destacar que a Radeon HD 7770 é a primeira VGA do mundo a vir de fÁbrica com todas as suas frequências de operações nominais trabalhando na magnitude do GHz, seja ela a GPU ou memória.

A linha completa de VGAs da XFX baseadas na Radeon HD 7770 é formada pelos seguintes modelos:

- Core Edition (FX-777A-ZNF4 & FX-777A-ZNFC) – 1000MHz de Core Clock
- Double Dissipation Edition (FX-777A-ZDF4 & FX-777A-ZDFC) – 1000MHz de Core Clock
- Black Edition (FX-777A-ZNB4 & FX-777A-ZNBC) – 1095Mhz de Core Clock
- Black Edition Double Dissipation (FX-777A-ZDB4 & FX-777A-ZDBC) – 1095Mhz de Core Clock
- Black Super Overclocked Edition Double Dissipation (FX-777A-ZDSC) – 1120Mhz de Core Clock

{break::A Arquitetura GCN}Uma das grandes novidades (e destaques) da geração Southern Islands estÁ na utilização de uma arquitetura mais robusta e aprimorada em relação às antigas VLIW5 (Very Long Instruction Word, 5:1 ratio) e VLIW4 (Very Long Instruction Word, 4:1 ratio), presentes nas Radeons das séries 5000 e 6000.

Superficialmente falando, o design VLIW era composto por unidades de Stream Processors (também chamados de ALUs), preparadas para lidar com o processamento dos shaders. Enquanto no padrão VLIW5 a AMD dividiu a arquitetura em quatro unidades para lidar com shaders do tipo simples e um do tipo complexo, no VLIW4 (Radeons 6900), extinguiu-se a divisão entre shaders simples e complexos, ficando "apenas" quatro Stream Processors para lidar com shaders de complexidade mediana.


(Arquitetura VLIW5)


(Arquitetura VLIW4)

Com a chegada da nova geração de GPUs, a AMD resolveu dar um passo a frente em termos de arquitetura, ao desenvolver um design que não ficasse limitado apenas ao processamento grÁfico, como ocorreu com o VLIW.

Chamado pela companhia de Graphics Core Next – GCN (Novo Core GrÁfico), a nova arquitetura possui significativas mudanças em seu design, de forma a remover algumas ineficiências presentes no VLIW.

O GCN é a base de uma GPU que tem um bom desempenho tanto em tarefas grÁficas, quanto em computação geral. Para lidar com o processamento de tarefas de uso geral, foi introduzida uma nova unidade modelo de computação na arquitetura. Essa nova unidade foi projetada para melhorar o aproveitamento, elevar a capacidade de processamento e de multitarefa do chip grÁfico.


(Arquitetura GCN - Compute Unit)

Assim, a base do novo cluster de shaders da arquitetura Graphics Core Next – chamada pela AMD de Compute Unit (Unidade Computacional ou UC) é composta dos seguintes elementos:

• 16 Unidades SIMD de largura;
• 64 KB nos registradores por Unidade SIMD.

Vale ressaltar que cada Compute Unit possui na realidade quatro Unidades SIMD, totalizando assim 64 shaders processors/stream processors.

Enquanto as Radeon HD 7970 e 7950 possuem, respectivamente, 32/30 UCs – totalizando assim 2.048/1.792 Stream Processors (64 SIMDs x 32 UCs / 64 SIMDs x 28 UCs), a Radeon HD 7770 possui (como era de se supor) especificações bem mais modestas. O chip Cape Verde possui no mÁximo 10 Unidades Computacionais, resultando assim em 640 Stream Processors (64 SIMDs x 10 UCs).

A redução na quantidade de Compute Units impactou ainda no total de unidades de texturas, uma vez que cada unidade computacional estÁ associado a 4 TMUs. Assim, a Radeon 7770 possui um total de 40 unidades de texturas (10 UCs x 4 TMUs), contra 112 da 7950 (28 UCs x 4 TMUs) e 128 (32 UCs x 4 TMUs) da 7970.

É importante ainda destacar que a nova geração Southern Islands é composta ainda das seguintes características:

• Engine com design de Geometria Dupla / motores de Computação Assíncrono;
• 8 render backends / mÁximo de 32 ROPs do tipo Color por ciclo de clock (16 ROPs na série 7700)/ 128 ROPs do tipo Z/Stencil por clock;
• Engine composta por 768KB R/W de cache L2;

A unidade computacional presente na arquitetura GCN possui praticamente a mesma força em termos de processamento de ponto flutuante por clock que as GPUs da geração anterior. O mesmo vale para a quantidade do tamanho dos registradores (para unidades de vetores). Cada UC possui seus próprios registradores e dados locais compartilhados.


(Arquitetura GCN - Hierarquia de Cache)

Embora tanto as Radeons 6000 quanto as 7000 possuam a capacidade de processar 64 operações em paralelo, pesa em favor da Southern Islands o fato de contar com apenas quatro processadores de vetores com 16 elementos, contra 16 processadores de vetores com quatro elementos. Outra vantagem para a arquitetura GCN é que esta possui ainda um processador escalar.

Outro importante aprimoramento implementado pela AMD na nova arquitetura diz respeito ao fato de a Graphics Core Next não necessitar de paralelismo de nível de instrução, ou seja, cada uma das quatro unidades de vetor de largura 16 SIMD executa um diferente conjunto de processos, sendo todo o conjunto de envergadura 64, necessitando de apenas quatro ciclos.


(Arquitetura GCN - Diagrama do bloco)

Ainda que o poder computacional de ponto flutuante tenha permanecido quase idêntico por CU, a arquitetura GCN é mais eficiente que a anterior, na medida em que, ao dispensar o paralelismo de nível de instrução, o resultado da compilação das instruções também se torna muito mais simples, traduzindo em mais eficiência e, portanto, melhor desempenho.

De certa forma, o GCN é muito semelhante à arquitetura MIMD (Múltiplas Instruções, Múltiplos Dados) presente na geração Fermi da NVIDIA, ou seja, trata-se de um chip focado no conceito da computação de uso geral – GPGPU, podendo ser utilizado tanto para o processamento grÁfico, quanto para realizar tarefas que atualmente são tratadas pelo processador.

{break::Aprimoramentos e novidades}A nova geração Southern Islands não trouxe "apenas" mais desempenho. As Radeons 7000 possuem ainda uma série de novos recursos e o aprimoramento de outros jÁ presentes nas gerações passadas, de forma a agregar ainda mais valor tangível e intangível ao usuÁrio.

Tessellation Gen 9
Para quem ainda não sabe, o Tessellation (tess), tem sido provavelmente uma das grandes "estrelas" presentes no DirectX 11. Sua função é a de melhorar consideravelmente a qualidade de uma cena, ao acrescentar uma imensa quantidade de detalhes geométricos às imagens. Entretanto, tal recurso gerou um grande esforço computacional extra às GPUs, resultando, em muitos casos, no comprometimento do desempenho.

Talvez essa tenha sido a principal crítica feita às Radeons das gerações 5000 e 6000, uma vez que elas não estavam devidamente preparadas para lidar com um grande fluxo de trabalho gerado pelo tess. Ainda que a linha 6000 tenha dado um importante salto em relação à 5000 nesse quesito, as placas da geração passada ainda estavam distantes de suas rivais em matéria de Tessellation.

A AMD implementou ainda na arquitetura GCN, uma nova geração de Tesselator (Gen 9) em sua Engine de Geometria, que trouxe as seguintes otimizações:

• Reutilização de vértice ampliado;
• Melhorias no buffer de memória fora do chip;
• Ampliação nos caches de parâmetro.

Assim, as Radeons HD 7000 tiveram um aumento de desempenho nos fatores de Tessellation na ordem de até 500% em relação às Radeons 6000.

DirectX 11.1
Em matéria de marketing, um dos maiores apelos das novas Radeons HD 7000 serÁ a compatibilidade com a nova versão da API grÁfica da Microsoft, o DirectX 11.1. Entretanto, até o Windows 8 chegar, tal recurso ficarÁ apenas no papel. Ainda assim, as principais novidades do DX11.1 serão:

• Rasterização independente de objeto;
• Interoperabilidade flexível entre computação grÁfica e vídeo;
• Suporte nativo ao Stereo 3D.

ZeroCore Power Technology
Trata-se de um recurso bastante interessante para o usuÁrio (e para o meio ambiente), ainda que não traga nenhum tipo de ganho. Embora este recurso não traga nenhum aumento na performance ou melhoria na qualidade da imagem, o ZeroCore Power Technology possibilita uma economia bastante interessante na conta de luz no final do mês.

Com as preocupações em torno de um mundo mais "verde" e ambientalmente correto, a AMD fez um verdadeiro "golaço" ao disponibilizar um consumo de energia virtualmente zero para as Radeons da geração Southern Islands quando subutilizadas, como, por exemplo, ao surfar na web, mandar e-mails, utilizar suíte de escritório, entre outras tarefas rotineiras do dia a dia.

Na realidade, a companhia vem, nas últimas gerações, aumentando a sua preocupação no que diz respeito ao – digamos – consumo passivo de suas placas. Para se ter ideia da evolução obtida, em 2008, quando as Radeons tinham litografia em 55nm, o consumo em idle (em modo ocioso) era de até 90W! Essa patamar mudou consideravelmente com as VGAs em 40nm, caindo para até 20W.

Contudo, o que parecia jÁ muito bom, ficou ainda melhor. Com a nova geração, a AMD conseguiu reduzir o TDP para apenas 2,7W, quando a GPU é demandada em menos de 95% de seu "poder de fogo". A eficiência (e confiança) no ZeroCore Power Technology é tão grande, que até mesmo a ventoinha da GPU é desligada! Algo que seria insano de se imaginar hÁ alguns anos.

Eyefinity 2.0
Embora a tecnologia de uso simultâneo de múltiplos monitores ainda seja algo para poucos (principalmente em mercados emergentes como é o caso do Brasil) , é inegÁvel que o Eyefinity trouxe uma verdadeira revolução para o mercado ao permitir o uso de até seis telas por VGA (a depender do tipo de Radeon utilizada).

Conforme pode ser visto abaixo, as possibilidades para a tecnologia são inúmeras, permitindo o uso de imagens independentes, simultâneas ou um misto das duas. É possível, por exemplo, o uso de três monitores para formar uma única imagem panorâmica, com o quarto independente, quatro telas simultâneas formando um grande painel e mais duas independes da primeira e entre si. E por aí vai.

A nova geração Southern Islands trouxe como novidade o Eyefinity 2.0, que flexibiliza o uso dos múltiplos monitores. Agora, com as Radeons HD 7000, o usuÁrio não necessita ter os mesmos monitores com as mesmas resoluções. Assim, em caso de três telas de tamanhos diferentes, é possível ajustar as resoluções independentemente, e utilizar simultaneamente os monitores.

Por falar em ajustes de resolução, com a introdução do driver Catalyst 12.2, a AMD permitirÁ que o usuÁrio configure a resolução do monitor como bem entender, permitindo, por exemplo, 3072x768, ou 5040x1050, entre outras.

Outra novidade presente no Eyefinity 2.0 foi a ampliação da largura de banda de sinal do monitor. Com isso, o usuÁrio pode agora utilizar resoluções de 16k x 16k! É possível, por exemplo, configurar cinco telas em modo Paisagem 5.1, com resolução de 2560x1600 pixels. Ou seja, um imenso painel de 12800x1600 pixels, em uma resolução de 20MPixels.

Vale ressaltar que o Eyefinity 2.0 foi um dos grandes responsÁveis pela utilização de uma configuração de memória tão robusta na Radeon 7900. São ao todo 3GB de memória com interface de 384 bits.

HD3D (Stereo 3D)
Apesar de ter ficado "inerte" por vÁrias gerações em se tratando do recurso 3D, a AMD não apenas recupera o tempo perdido, como fez importantes aprimoramentos no HD3D (tecnologia estereoscópica 3D).

A primeira delas – e a mais natural – é a de expandir o HD3D para o Eyefinity. Assim, com a chegada do driver que habilite esta função, o usuÁrio passarÁ a poder utilizar o 3D em mais de um monitor.

Outra importante melhoria diz respeito à expansão na especificação HDMI 1.4a, que passa agora a suportar empacotamento de quadro para Stereo 3D, permitindo uma ampliação nos framerates. As Radeons da série 7900 são as primeiras VGAs a suportar HDMI de 3GHz com empacotamento de quadro para Stereo 3D. Entretanto, o recurso estÁ limitado às restrições da especificação HDMI 1.4a. Assim, as maiores configurações para jogos 3D são: 720p60 ou 1080p24.

Por último, mas não por menos, o usuÁrio poderÁ agora sobre o HDMI, configurar a resolução da tela em 1080P, obtendo assim 60Hz por olho (120Hz no total). Até então tal recurso não era possível, uma vez que sobre o HDMI, era possível apenas 24/30Hz em cada olho.

UVD3 - Unified Video Decoder
Para quem ainda não sabe, a tecnologia Decodificação de Vídeo Universal (UVD) da AMD jÁ estÁ no mercado hÁ bastante tempo, sendo consideradas uma das plataformas mais eficientes no processamento de vídeos, e que de tempos em tempos recebe melhorias por parte da companhia.

Com a chegada da geração Southern Islands, a AMD fez pequenos, mas importantes aprimoramentos, como é o caso do suporte, via hardware,  da decodificação de vídeos usando a codificação MVC (Multi-View Codec), MPEG-4 e DiVX . A AMD adicionou ainda um pequeno recurso chamado Dual Stream HD+HD.

PCIe Gen 3

À medida que novas gerações de placas chegavam ao mercado, gerou um temor nos analistas de que o padrão de interface de comunicação PCI Express chegaria a um ponto em que não conseguiria dar mais vazão ao fluxo de dados com a intensidade necessÁria, gerando assim um verdadeiro gargalo para o desempenho da VGA.

Este temor, contudo, se diluiu, com o recente anúncio da geração 3 do PCIe, que dobrou a taxa de transferência em relação ao PCIe Gen 2, garantindo assim tranquilidade para as futuras placas 3D.

Com o novo patamar de desempenho advindo da Southern Islands, a AMD garantiu o suporte ao PCI Express 3.0 nas novas Radeons HD 7000, encerrando assim qualquer tipo de temor em relação a gargalo de desempenho.

Com o PCIe Gen 3, a largura de banda saltou de 16GB/s para 32GB/. JÁ nas placas acessórias instaladas, o ganho saiu de 500MB/s para 1GB/s por pista/linha. Assim, os dispositivos que utilizam a configuração x16 podem utilizar de 16GB/s, ou 128Gbps. Vale ressaltar, contudo, que para se beneficiar do PCI Express 3.0, o usuÁrio deverÁ ter um sistema totalmente preparado e compatível com tal recurso. Assim, além de uma VGA PCIe Gen 3.0, tanto a placa-mãe quanto o processador deverão suportar a novidade.

{break::Os recursos da Radeon 7770}

Confiram os principais recursos presentes na Radeon HD 7770:

• 1,5 bilhão de transistores;
• Litografia em 28nm;
• 640 Stream Processors;
• 16 ROPs;
• 40 TMUs;
• GPU: 1000Mhz (1120Mhz na XFX HD7770 Black Super Overclocked Edition Double Dissipation);
• VRAM: 4.5Ghz (5.2Ghz na XFX HD7770 Black Super Overclocked Edition Double Dissipation);
• 1 GB de memória GDDR5;
• Bus de 128 bits;
• Suporte às tecnologias: DirectX 11.1; Eyefinity 2.0; Accelerated Video Transcoding (AVT); AMD Accelerated Parallel Processing (APP) para DirectCompute 5.1, OpenGL 4.2 e OpenCL 1.2; programação Microsoft C++ AMP; CrossFireX; HD3D; Unified Video Decoder 3 (UVD3); Morphological Anti-Aliasing; CSAA; HDMI 1.4a; Dolby TrueHD e DTSHD Master Audio;
• ZeroCore Power Technology
• Suporte ao PCI Express Gen 3

Olhando os números acima, bem como a tabela comparativa no final desta seção, podemos perceber claramente que a AMD foi extremamente comedida com alguma das especificações da Radeon HD 7770. Basta mencionar a quantidade de Stream Processors, um dos principais fatores responsÁveis pelo "poder de fogo" de suas placas. Enquanto a boa e velha Radeon HD 6770 (leia-se 5770) possui 800 SPs, estranhamente a Radeon HD 7770 involuiu neste aspecto, ao contar com "apenas" 640 Stream Processors.


É claro e evidente que uma comparação direta entre placas com arquiteturas diferentes não é algo muito justo, mas paciência, a própria AMD aumentou a quantidade de SPs da nova série 7900 em relação a 6900. Assim, não é de se estranhar o tímido ganho de desempenho registrado em alguns de nossos testes, em comparação às 5770/6770.

Embora a companhia pretenda lançar a linha 7800, a distância colossal entre os 640 SPs da 7770 e os 1.792 SPS da 7950, nos leva a crer em uma eventual criação de uma Radeon 7930 e/ou 7830. A própria AMD informa em sua documentação que os sufixos 70 e 50 são reservados para os modelos com desempenho top e intermediÁrio, ficando o 30 para as placas com menor desempenho. Assim, em um exercício de futurologia, poderíamos especular uma eventual Radeon 7930 com 1536 SPs, 7870 com 1280 SPs, 7850 com 1024 SPs e 7830 com 768 SPs.

Não bastasse o fato de a placa contar com um número reduzido de Stream Processors, outros itens permaneceram estagnados no tempo e espaço, como é o caso da quantidade de TMUs e ROPs, respectivamente em 40 e 16, idênticos aos da 5770/6770. Em relação às memórias, como a AMD manteve inalterada a sua interface/bus em 128 bits, nada mais justo do que aumentar a frequência de operação da VRAM. Enquanto  a Radeon intermediÁria da geração passada trabalha em 4.8Ghz, a 7770 tem clock em 4.5Ghz. Felizmente a XFX HD7770 Black Super Overclocked Edition Double Dissipation tem memória em 5.2Ghz.

Mas nem tudo estÁ perdido com a nova linha de placas intermediÁrias da AMD. Conforme mencionado na introdução desta review, a Radeon HD 7770 possui o selo GHz Edition, garantindo que a VGA tem GPU trabalhando na casa dos GHz. Mais especificamente em 1GHz. Vale ressaltar que a XFX ousou com a sua HD7770 Black Super Overclocked Edition Double Dissipation, com core clock de 1,12Ghz.

Outros pontos que merecem destaque são: a quantidade de transistores, Área do die, e claro, a litografia do chip. Enquanto a dupla 5770/6770 tem processo de fabricação em 40nm, a Radeon HD 7770 tem GPU utilizando a moderna litografia em 28nm. Para o lado dos consumidores, os principais benefícios são: VGA com ótima relação de desempenho por Watt gasto, além de possibilitar um ótimo potencial para overclock. JÁ para a AMD, o novo processo de fabricação permitiu a redução da Área do die do chip grÁfico, possibilitando a fabricação de mais GPUs por waffer, reduzindo assim o seu custo unitÁrio.

Falando em Área do die, o Cape Verde tem 123mm², Área extraordinÁria se for levada em conta a expressiva quantidade de transistores: 1,5 bilhão. Esses números representam um avanço respectivo de 44% e 35% no número de transisores e na Área do die em relação às Radeons 5770/6770. Isto foi possível, claro, mediante a utilização da moderna litografia em 28nm.

Outro ponto importante diz respeito ao TDP (dissipação térmica) em 80W, consideravelmente menor que os 108W a 5770/6770.

Conforme jÁ mencionado no tópico anterior, a nova geração Southern Islands conta com o suporte para o PCI Express 3.0, dobrando a largura de banda no trÁfego de dados para 32GB/s. AliÁs, a linha Radeon HD 7000 é inovadora em muitos sentidos. Além de ser a primeira VGA compatível com o PCIe Gen 3, é ainda a primeira a contar com litografia High-K em 28nm e suporte para o DirectX 11.1.

Em relação ao poder computacional, a arquitetura Graphics Core Next é mais previsível em termos de performance atualmente usÁvel, enquanto nas gerações anteriores baseadas nas arquiteturas VLIW-5 e VLIW-4, a performance atual depende muito de diversos fatores, como interdependência entre operações e distribuição das operações pelo compilador.

Tal fato resulta, em alguns casos, em baixos níveis de aproveitamento das ALUs (unidades lógicas de aritmética em tradução livre). Na nova arquitetura GCN, a GPU lida bem tanto com algoritmos seriais como mais paralelizados, garantindo performance muito mais consistente em computação pela GPU.


ND - Não Disponível até o momento do encerramento da anÁlise

{break::XFX R7770 Black Super Overclocked Edition Double Dissipation}Apesar de ser uma placa do segmento intermediÁrio de baixo custo, a XFX teve a mesma atenção dispensada à XFX HD7970 Black Edition Double Dissipationespecial, no que diz respeito à seleção dos componentes da placa, desde o PCB até a FAN usada na refrigeração.

A XFX R7770 Black Super Overclocked Edition Double Dissipation usa capacitores sólidos, circuito impresso construído com duas onças de cobre (cerca de 28,36 gramas) e Ferrite Core Chokes que usam 25% menos energia com menor ruído e filtragem de frequências mais altas que os Ferrite Chokes comuns.

O PCB especial proporciona temperaturas de 5% a 10% mais baixas na GPU, melhora a capacidade de overclocking entre 10% e 30%, com impedância duas vezes menor, e melhor eficiência energética. Falando em overclocking, até mesmo o BRACKET usado foi pensado nisso, com frestas mais largas para melhorar o fluxo de ar.

As GPUs que equipam a série Black Edition são escolhidas por um processo especial que, segundo a XFX, identifica as melhores GPUs (estimadas em 1%) que podem alcançar frequências de operação mais altas. As placas da série oferecem alta performance ao usar clocks mais altos que o modelos de referência, mantendo o consumo de energia similar devido ao uso dos componentes especiais que compõem a série.

O cooler usa o chamado Ghost Thermal Technology, uma nova solução de refrigeração da XFX que melhora o fluxo de ar entre o PCB e os componentes bÁsicos, eliminando o acúmulo de calor dentro da caixa de resfriamento encontrado em outras soluções e que é resolvido com o aumento da rotação da FAN. A nova tecnologia usa alumínio, que além de ser leve e melhorar a dissipação de calor, dÁ um visual mais bacana à placa comparado ao plÁstico usado normalmente.

A versão analisada, Double Dissipation, como indica o nome, conta com duas FANs (ventoinhas), o que garante excelente fluxo de ar com baixo nível de ruído, privilegiando o silêncio ao mesmo tempo em que mantém a placa inteira refrigerada. Segundo a XFX, essa solução gera fluxo de ar até três vezes maior, resultando em temperaturas até 7ºC mais baixas e com nível de ruído até 13dBa menor.

O cooler da XFX utiliza tecnologia HydroCell, baseada na tecnologia de Câmara de Vapor (Vapor Chamber Technology - VCT)

O VCT foi usado inicialmente na Radeon HD 5970 e o príncipio do HydroCell é o mesmo: o calor emanado pela GPU aquece o fluido dentro da zona de vaporização, fazendo-o evaporar. O vapor do fluido se move através do vÁcuo até que se choque com a zona de condensação. Nesse estÁgio, o vapor se condensa, voltando ao seu estÁgio inicial líquido (liberando o calor no processo). O fluido é então absorvido pela zona de transporte (por meio do processo de capilaridade), onde é então levado de volta para o ponto inicial do processo, a zona de vaporização, fechando o ciclo para então ser repetido.

A tecnologia VCT é utilizada também em outras soluções de resfriamento de placas da AMD como as HD 6900 e também da NVIDIA, a partir da GTX 580.

A XFX foi minuciosa na seleção dos componentes do cooler, até mesmo a FAN usada foi especialmente projetada para operação por até dez mil horas, graças à ventoinha Duratec IP-5X, que é à prova de poeira.

{break::Fotos}As fotos abaixo mostram o belo acabamento da XFX Radeon HD 7770 Black Edition Super Overclocked Double Dissipation, placa que traz uma série de diferenciais também na parte visual na comparação com um modelo referência da AMD.

Temos o sistema de cooler GHOST THERMAL TECHNOLOGY totalmente estilizado com duas FANs, e uma faixa de ponta a ponta em uma das laterais com o modelo do chip, assim como nome do sistema de cooler mencionado.


Abaixo, algumas fotos comparando a HD 7770 com a HD 6850 e a 5770, nas quais podemos ver que o tamanho do PCB da nova placa teve uma leve redução na comparação com a HD 6850, e aumento sobre a 5770.

{break::MÁquina/Softwares utilizados}Como de constume, utilizamos uma mÁquina TOP de linha baseada em um processador Intel Core i7 980X overclockado para 4.2GHz.

As placas utilizadas nos comparativos foram - além da VGA analisada - por parte de modelos com chip AMD: XFX Radeon HD 6870, 6850, 6790 e 5770. JÁ por parte da NVIDIA, utilizamos as placas GeForce GTX 560 e GTX 460 1GB.

Um detalhe importante de ser mencionado: a mainboard G1.Assassin não tem suporte ao barramento PCI-Express 3.0, dessa forma a HD 7770 rodou os testes em 2.0, mesmo trazendo suporte ao 3.0. Futuramente faremos um artigo no qual pretendemos comparar a diferença de velocidade entre os barramentos. 

Abaixo, fotos do sistema montado com a XFX Radeon HD 7770 BE SOC DD.

A seguir, os detalhes da mÁquina, sistema operacional, drivers, configurações de drivers e softwares/games utilizados nos testes.

MÁquina utilizada nos testes:
- Mainboard Gigabyte G1.Assassin
- Processador Intel Core i7 980X @ 4.2GHz
- Memórias 6 GB DDR3-1600MHz G.Skill (3x2GB)
- HD 1TB Sata2 Western Digital Black
- Fonte XFX ProSeries 1000W
- Cooler Thermalright Venomous X

Sistema Operacional e Drivers:
- Windows 7 64 Bits
- Intel INF 9.2.0.1030
- Catalyst 12.1 WHQL: Placas AMD
- ForceWare 285.62 WHQL: Placas Nvidia

Configurações de Drivers:
3DMark
- Anisotropic filtering: OFF
- Antialiasing - mode: OFF
- Vertical sync: OFF
- Demais opções em Default

Games:
- Anisotropic filtering: Variado através do game testado
- Antialiasing - mode: Variado através do game testado
- Texture filtering: High-Quality
- Vertical sync: OFF
- Demais opções em Default

Aplicativos/Games:
- 3DMark 11 1.0.3 (DX11)
- Unigine HEAVEN Benchmark 2.5 (DX11)

- Aliens vs Predator (DX11)
- Batman Arkham City (DX11)
- Crysis Warhead (DX10)
- Crysis 2 (DX11)
- DiRT 3 (DX11)
- HAWK 2 (DX11)
- Just Cause 2 (DX10.1)
- Mafia II (DX9)
- Metro 2033 (DX11)

{break::GPU-Z, Temperatura e Consumo de energia}Abaixo temos a tela principal do aplicativo GPU-Z com detalhes técnicos da XFX Radeon HD 7770 Black Edition Super Overclocked Double Dissipation, mostrando seus clocks mais altos em relação a um modelo referência, com core em 1120MHz (default = 1000MHz) e memórias em 5.2GHz (default = 4.5GHz).


Temperatura
Iniciamos nossa bateria de testes com um bench bastante importante: a temperatura do chip, tanto em modo ocioso como em uso contínuo.

Em modo ocioso (idle), o comportamento da 7770 é excelente, com a menor temperatura entre as placas testadas.

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JÁ com as placas em uso contínuo, durante os os testes do 3DMark 11, temos mudanças na tabela, com a 6790 com a menor temperatura, mas com a 7770 na segunda colocação. Temos que levar em conta duas situações: uma que essa 7770 estÁ overclockada, por isso esquenta mais que uma referência, outra que ela possui um sistema de cooler melhor, e esfria mais. Resta saber o que mais estÁ influenciando, algo que só saberemos testando uma referência.

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Retiramos os testes de consumo de energia do site Anandtech.com, confiram abaixo. 

Em modo ocioso (também conhecido como idle), o consumo de energia da XFX HD 7770 BE DD foi o menor entre as placas listadas, condição que se manteve rodando o benchmark do jogo Metro 2033, onde a placa ficou 15 Watts abaixo da HD 5770.

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{break::3DMark 11, Heaven 2.5}Com o 3DMark 11, versão mais recente do aplicativo para testes de desempenho de placas de vídeo mais famoso do mundo, o desempenho da nova arquitetura GCN presente na 7770 se mostrou muito bem, com a 7770 ficando na segunda colocação atrÁs apenas da GTX 560.

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Unigine HEAVEN 2.5 - DirectX 11
Trata-se de um dos testes sintéticos mais "descolados" do momento, pois tem como objetivo mensurar a capacidade das placas 3D em suportar os principais recursos da API grÁfica DirectX 11, como é o caso do Tessellation.

O teste foi dividido em duas partes: uma sem e outra com o uso do Tessellation, ambas a 1920x1080 com o filtro de antialiasing em 8x e anisotropic em 16X.

Neste primeiro teste, com o tessellation desativado, mudança na tabela em comparação com os resultados do 3DMark11, com as duas placas da série 6800 da AMD na ponta. A 7770 superou a GTX 560 em poucos pontos, praticamente um empate técnico.

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As posições se mantiveram usando o tessellation ativado em modo normal, novamente com a 7770 pouco a frente da GTX 560 e atrÁs de suas irmãs da geração 6800.

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{break::Aliens vs Predator}Chegamos finalmente ao ponto alto da review: os testes em jogos!

Nada melhor do que começar por Aliens vs Predator, game que traz o suporte ao DX11 e que foi muito bem recebido pelo público e crítica.

Apesar da melhor pontuação no 3DMark 11 aqui a HD 7770 não conseguiu bater as HD 6850/6870, ficando empatada tecnicamente com a HD 6790 e GTX 460 em todas as resoluções usadas.

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{break::Batman Arkham City}Lançado no final de 2011, a sequência Batman Arkham City é um dos games mais elogiados de 2011, mesmo apresentando problemas relativos à API DirectX 11 na versão para PC. Utilizamos a versão atualizada que corrige o problema.

Em Batman Arkham City, no teste em 1280x1024 a HD 7770 empatou com a GTX 560, ficando pouco abaixo da HD 6850.

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JÁ nos testes em resolução mais alta ela conseguiu superar por boa margem a HD 6850, a despeito do seu barramento mais estreito (128-bit contra 256-bit da HD 6850) e menor quantidade de Stream Processors.

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{break::Crysis Warhead}O FPS futurístico da Crytek fez muito barulho por trazer uma qualidade grÁfica bem superior a dos concorrentes e por ser considerado por muito tempo como um dos games que mais exigia recursos do computador, principalmente das placas 3D. Assim, nada melhor do que submeter as VGAs da review pelo crivo de "Crysis Warhead".

Neste teste a HD 7770 manteve-se pouco acima da HD 6790 e HD 5770, perdendo ainda mais força no teste em 1920x1080.

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{break::Crysis 2}Para os testes com o Crysis 2, utilizamos a ferramenta Adrenaline Crysis 2 Benchmark Tool, que lançamos ano passado e é utilizada por praticamente todos os websites internacionais para benchmarks com o Crysis 2. O game, como todos sabem, é referência em qualidade de imagem, e no mês de junho 2011 finalmente ganhou seu patch com suporte ao DirectX 11, jÁ que originalmente o game vinha apenas em DX9.

Em Crysis 2 as coisas melhoram um pouco para a HD 7770, que ficou à frente da HD 6850, posição que se manteve nos testes em resolução mais alta. Em comparação com a HD 5770, a vantagem chegou a 43.5% no teste em 1920x1080!

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{break::DiRT 3}DiRT 3 é o game mais recente de uma das séries de corrida off-road de maior sucesso da história da indústria dos jogos eletrônicos. Lançado em junho de 2011, o game traz o que existe de melhor em tecnologia da API DirectX 11. Os testes com o game foram feitos utilizando a ferramenta Adrenaline Racing Benchmark Tool.

Novamente a HD 7770 ultrapassou a HD 6850, perdendo apenas para a HD 6870 e GTX 560. Comparando com a HD 5770, placa do segmento que foi substituída pela HD 7770, a vantagem da nova geração foi de 25.4%.

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{break::HAWX 2}Agora é a vez da NVIDIA. Em HAWX 2, simulador aéreo da Ubisoft, a empresa tem grande vantagem sobre os modelos da AMD.

Este benchmark causou polêmica desde antes de seu lançamento, quando a AMD lançou nota à imprensa alegando que a Ubisoft (desenvolvedora do HAWX 2) deixou de usar código otimizado para todas as GPUs em benefício de um código que prejudicaria a performance das placas Radeon ao utilizar técnicas de renderização que têm melhor desempenho no Fermi da NVIDIA. Este, é sabido, tem maior poder de processamento de geometria ao renderizar até quatro triângulos por ciclo de clock, enquanto a HD 6800 (placa lançada na mesma época que o benchmark foi disponibilizado) renderiza apenas um triângulo por ciclo de clock.

Aqui a HD 7770 ficou cerca de 35% à frente da HD 5770, mas não foi pÁreo para a HD 6850.

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{break::Just Cause 2}Para fazer o "contra peso", as placas da série Radeon dominam em todos os segmentos rodando o Just Cause 2, curiosamente apoiado pela NVIDIA.

À frente da GTX 560 por pequena margem, a HD 7770 mostrou força neste teste!

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{break::Mafia II}Mafia II trouxe a continuação do aclamado game de ação em terceira pessoa ambientado no obscuro mundo da mÁfia italiana dos anos 40 e 50, nos EUA.

Neste teste a HD 7770 praticamente empatou com a HD 6850 e a GTX 460, mas comparada à HD 5770 a vantagem foi de quase 48% no teste em 1920x1080.

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{break::Metro 2033}Trata-se de um FPS da 4A Games baseado em um romance homônimo russo, que conta a saga dos sobreviventes de uma guerra nuclear ocorrida em 2013 que se refugiam nas estações de metrô. O game, que faz uso intensivo da técnica de Tessellation e demais recursos do DirectX 11, desbancou de Crysis o título de jogo mais pesado. Sendo assim, nada melhor do que observar como se comportam as VGAs sob este intenso teste.

Metro 2033 utiliza vÁrios recursos do DirectX 11 de forma intensiva, levando as placas ao limite. 

Novamente vemos um empate técnico entre HD 7770 e HD 6850, com pequena vantagem para a nova geração, situação que se repete em todas as resoluções testadas.

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{break::Overclock: Temperatura, 3DMark 11}Um dos grandes atrativos da nova geração Radeon 7000 da AMD estÁ em seu poder de overclock, que pode chegar a números elevadíssimos. Por padrão, a Radeon HD 7770 tem clock de 1GHz no core e 4.5GHz nas memórias, mas a XFX foi além com a Radeon HD 7770 Black Edition Super Overclock DD e colocou a placa com core a 1.120MHz e memórias a 5.2GHz, números bastante elevados e que colocaram a 7770 perto de seu limite sem alteração na voltagem.

Conseguimos aumentar o clock para 1.175MHz e deixar a placa estÁvel, acima disso o Crysis 2 não finalizava, apesar dos demais testes passarem normalmente. Quando tentamos aumentar as memórias para 1.325MHz, os outros testes também não finalizavam. Como recebemos a placa apenas um dia antes da data de publicação, não conseguimos fazer mais testes.

Apesar dessa 7770 da XFX não subir muito, destacamos novamente que ela jÁ é uma placa overclockada, diga-se de passagem, com um overclock considerÁvel em cima de modelos referência. Dessa forma, o overclock feito jÁ pode ser considerado bom. Mesmo assim, esperÁvamos mais, principalmente pelo comportamento da 7970. 


Temperatura
Rodando o 3DMark 11 a temperatura teve acréscimo de apenas 1ºC, devido ao pequeno overclock que conseguimos neste exemplar.

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3DMark 11
O score aumentou cerca de 4%, bem próximo dos 4.9% de aumento de clock.

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{break::Overclock: AvsP, Crysis 2 e DiRT 3}Além do 3DMark 11, fizemos testes com a placa overclockada na resolução de 1920x1080 em alguns games. Como pode ser observado nos grÁficos abaixo, a melhora com overclock foi praticamente nula devido ao pouco clock que conseguimos estabilizar.

Aliens vs Predator

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Crysis 2

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Metro 2033

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{break::Conclusão}Após permanecer uma geração no ostracismo, a AMD finalmente atualiza seu portfólio no segmento de placas intermediÁrias de baixo custo com o lançamento da Radeon HD 7770.

Se por um lado a VGA tem o mérito de tentar disseminar as novas tecnologias para o mercado, como é o caso da litografia em 28nm, DirectX 11.1, PCI Express 3.0, por outro, nossos testes demonstraram que a Radeon HD 7770 não trouxe um ganho de performance tão grande como muitos gamemaníacos imaginavam.

A placa obteve um comportamento um tanto irregular, com uma grande margem de oscilação, ora ficando próxima da Radeon 6870 e da GeForce GTX 560, ora sendo apenas marginalmente mais veloz que a Radeon 5770/6770.


Dado o expressivo ganho da Radeon 7970 sobre a 6970, nada mais natural do que se supor o desempenho da Radeon HD 7770 igual, ou até um pouco melhor do que a 6870. Fato que definitivamente não aconteceu. Para complicar ainda mais a situação, é bom lembrar que a placa utilizada pelo Adrenaline foi a XFX Radeon HD 7770 Black Super Overclocked Edition Double Dissipation, que além de bela e detentora de uma qualidade fora do comum para o segmento, possui clocks consideravelmente maiores do que uma Radeon HD 7770 "comum".  Assim, as placas que seguem o modelo de referência da AMD certamente possuem um desempenho ainda menor.

Por falar na XFX, a empresa estÁ mais uma vez de parabéns, apostando alto no Brasil, trazendo para o país os modelos mais descolados e tops de seu portfólio. Foi-se o tempo de ficarmos restritos às VGAs que seguiam o modelo de referência e que não traziam nenhum diferencial ao consumidor.

A XFX confirmou que esse modelo analisado custarÁ U$ 179 dólares, preço interessante por se tratar de um lançamento, e que apesar do desempenho da 7770 ter ficado um pouco aquém do que se esperava, o preço acaba tornando a Black Super Overclocked Edition Double Dissipation uma opção muito mais atraente por todos os seus diferenciais. Se tratando de um modelo referência que custa os mesmos U$ 160 e julgando pelo desempenho apresentado, cria-se um grande ponto de interrogação quanto a sua condição comercial. Afinal de contas, por US$ 145, o usuÁrio poderÁ levar para casa uma Radeon HD 6870, placa que demonstrou superioridade frente a 7770. Agora como destacamos, é lançamento, esse preço deve cair em poucas semanas.


PRÓS
Overclockada de fÁbrica (1120MHz contra 1000Mhz);
Sistema de refrigeração bastante eficiente;
Projeto diferenciado da XFX (cooler de alto padrão e componentes de primeiríssima qualidade);
Excelente acabamento;
Bastante silenciosa;
Suporte a inúmeras tecnologias de ponta, como DX11.1, PCIe 3.0, Eyefinity 2.0, HD3D multimonitor, ZeroCore Power...
CONTRA
Aceita pouco overclock sobre os clocks adotados pela XFX;
Preço um pouco elevado, concorrendo com VGAs de um segmento acima da geração anterior
Assuntos
  • Redator: Fabio Feyh

    Fabio Feyh

    Fábio Feyh é sócio-fundador do Adrenaline e Mundo Conectado, e entre outras atribuições, analisa e escreve sobre hardwares e gadgets. No Mundo Conectado é responsável pelas análise de drones e alguns gadgets relacionados a fotos e vídeo, como Action Cams.