ANÁLISE: XFX Radeon HD 7970 Black Edition Double Dissipation

ANÁLISE: XFX Radeon HD 7970 Black Edition Double Dissipation
Lançada oficialmente no dia 22 de dezembro de 2011, somente hoje, dia 9 de janeiro, desembarcam nas lojas as primeiras versões da Radeon HD 7970.

A placa é equipada com o chip grÁfico codinome Tahiti, e faz parte da nova geração de GPUs Southern Islands da AMD. AliÁs, a companhia manteve o esquema de nomenclatura de seus chips semelhante aos da geração anterior Northern Islands (Radeon 6000), ou seja, cada classe de GPU com um nome de uma ilha do Caribe, como foi o caso, por exemplo, da Barts (6870/6850), Cayman (6970/6950) e Antilles (6990).


(Posicionamento da linha Southern Islands - Radeons série HD7000)

Com a nova geração Southern Islands, a AMD jÁ anunciou três linhas de chips grÁficos. São eles:

- Tahiti (segmento intermediÁrio de alto desempenho): Radeons 7970, 7950 e 7930;
- Pitcairn (segmento intermediÁrio): Radeons 7870 e 7850;
- Cape Verde (segmento intermediÁrio de baixo custo): Radeons 7770 e 7750.

Especula-se ainda que a Radeon HD 7990 (dual GPU) é conhecida internamente pela AMD como New Zealand. Quanto aos modelos de entrada (Radeons HD 7400/7500/7600), ainda não hÁ nenhuma informação a respeito de seus codinomes.

A nova geração Southern Islands causou um grande impacto no mercado ao trazer uma série de aprimoramentos em relação as placas da geração passada, além de contar com alguns recursos inéditos, prometendo não apenas trazer mais desempenho, como também uma experiência multimídia ainda mais rica para o usuÁrio.

 (Modelo de referência da Radeon HD 7970)

O primeiro grande destaque refere-se ao seu processo de fabricação. Depois de passar duas gerações em 40nm, a AMD, junto com a TSMC, finalmente refinou a litografia. Agora as novas Radeons HD 7000 contam com o moderno processo em 28nm. Esse refinamento possibilitou não apenas uma redução nos custos de fabricação, como também permitiu que as GPUs atingissem uma maior performance, seja pela possibilidade de clocks maiores, seja pelo aumento da quantidade de Stream Processors/ROPs/TMUs do chip. Outra vantagem diz respeito à redução no consumo de energia proporcional às suas especificações.

No campo dos jogos, o suporte ao DirectX 11.1 talvez seja um dos fatores que mais chamaram a atenção dos gamers. Entretanto, não hÁ muitos detalhes sobre os benefícios da nova API grÁfica da Microsoft, que só entrarÁ em cena com a chegada do Windows 8.

JÁ o ZeroCore Power Technology promete a redução significativa no consumo de energia quando a placa estÁ sendo subutilizada, como por exemplo, quando o usuÁrio estÁ navegando na internet, ou utilizando uma suíte de escritório, por exemplo.

Outros aprimoramentos importantes são o suporte ao PCIe 3.0 (que dobra a largura de banda no trÁfego dos dados – impedindo qualquer tipo de gargalo); nova geração do Tessellator (que promete aumentar a performance em games com uso abusivo do Tessellation); Eyefinity 2.0 (que flexibiliza e melhora o uso de múltiplos monitores); HD3D (que amplia o uso da tecnologia 3D); entre outros.


(XFX HD7970 Black Edition Double Dissipation)

A grande notícia para nós brasileiros – particularmente para o público que nos acompanha – é que o Adrenaline foi o primeiro e (até o momento) o único portal especializado do país a receber a versão top da Radeon HD 7970 da XFX, chamada pela empresa de XFX HD7970 Black Edition Double Dissipation.

Além de contar com um visual muito bonito e "agressivo", a placa utiliza em sua construção equipamentos de primeiríssima qualidade (padrão Duratec), além de contar com o reforço de duas onças de cobre no PCB (aumentando tanto a vida útil, quanto o potencial para overclock), super sistema de refrigeração com tecnologia Ghost Thermal / HydroCell Thermal, entre outros destaques. Por último, mas não por menos, como não poderia deixar de ser, pertencente à linha Black Edition, a placa vem de fÁbrica turbinada, com GPU em 1.0Ghz e memória em 5.7Ghz (podendo ir muito além deste patamar).

A seguir, veremos se a nova geração Southern Islands é realmente tudo de bom como sugerem seus predicados no papel.

{break::A Arquitetura GCN}Uma das grandes novidades (e destaques) da geração Southern Islands estÁ na utilização de uma arquitetura mais robusta e aprimorada em relação às antigas VLIW5 (Very Long Instruction Word, 5:1 ratio) e VLIW4 (Very Long Instruction Word, 4:1 ratio), presentes nas Radeons das séries 5000 e 6000.

Superficialmente falando, o design VLIW era composto por unidades de Stream Processors (também chamados de ALUs), preparadas para lidar com o processamento dos shaders. Enquanto no padrão VLIW5 a AMD dividiu a arquitetura em quatro unidades para lidar com shaders do tipo simples e um do tipo complexo, no VLIW4 (Radeons 6900), extinguiu-se a divisão entre shaders simples e complexos, ficando "apenas" quatro Stream Processors para lidar com shaders de complexidade mediana.


(Arquitetura VLIW5)


(Arquitetura VLIW4)

Com a chegada da nova geração de GPUs, a AMD resolveu dar um passo a frente em termos de arquitetura, ao desenvolver um design que não ficasse limitado apenas ao processamento grÁfico, como ocorreu com o VLIW.

Chamado pela companhia de Graphics Core Next – GCN (Novo Core GrÁfico), a nova arquitetura possui significativas mudanças em seu design, de forma a remover algumas ineficiências presentes no VLIW.

O GCN é a base de uma GPU que tem um bom desempenho tanto em tarefas grÁficas, quanto de computação geral. Para lidar com o processamento de tarefas de uso geral, foi introduzida uma nova unidade modelo de computação na arquitetura. Essa nova unidade foi projetada para melhorar o aproveitamento, elevar a capacidade de processamento e de multitarefa do chip grÁfico.


(Arquitetura GCN - Compute Unit)

Assim, a base do novo cluster de shaders da arquitetura Graphics Core Next – chamada pela AMD de Compute Unit (CU) é composta dos seguintes elementos:

• 16 Unidades SIMD de largura;
• 64 KB nos registradores por Unidade SIMD.

Vale ressaltar que cada Compute Unit possui na realidade quatro Unidades SIMD, totalizando assim 64 shaders processors/stream processors. Levando-se ainda em conta que a GPU Tahiti (Radeon 7900) é composta por 32 CUs, chegamos então à conclusão de que o novo chip grÁfico tem um total de 2.048 stream processors (64 SIMDs x 32 Cus) – pelo menos no caso da Radeon HD 7970.

É importante ainda destacar que a nova geração Southern Islands (ao menos a linha 7900) é composta ainda das seguintes características:

• Engine com design de Geometria Dupla / motores de Computação Assíncrono;
• 8 render backends / 32 ROPs do tipo Color por ciclo de clock / 128 ROPs do tipo Z/Stencil por clock;
• Engine composta por 768KB R/W de cache L2;
• Até 32 Compute Units.

A unidade computacional presente na arquitetura GCN possui praticamente a mesma força em termos de processamento de ponto flutuante por clock que as GPUs da geração anterior. O mesmo vale para a quantidade do tamanho dos registradores (para unidades de vetores). Cada CU possui seus próprios registradores e dados locais compartilhados.


(Arquitetura GCN - Hierarquia de Cache)

Embora tanto as Radeons 6900 quanto as 7900 possuam a capacidade de processar 64 operações em paralelo, pesa em favor da Southern Islands o fato de contar com apenas quatro processadores de vetores com 16 elementos, contra 16 processadores de vetores com quatro elementos. Outra vantagem para a arquitetura GCN é que esta possui ainda um processador escalar.

Outro importante aprimoramento implementado pela AMD na nova arquitetura diz respeito ao fato de a Graphics Core Next não necessitar de paralelismo de nível de instrução, ou seja, cada uma das quatro unidades de vector de largura 16 SIMD executa um diferente conjunto de processos, sendo todo o conjunto de envergadura 64, necessitando de apenas quatro ciclos.


(Arquitetura GCN - Diagrama do bloco)

Ainda que o poder computacional de ponto flutuante tenha permanecido quase idêntico por CU, a arquitetura GCN é mais eficiente que a anterior, na medida em que, ao dispensar o paralelismo de nível de instrução, o resultado da compilação das instruções também se torna muito mais simples, traduzindo em mais eficiência e, portanto, melhor desempenho.

De certa forma, o GCN é muito semelhante à arquitetura MIMD (Múltiplas Instruções, Múltiplos Dados) presente na geração Fermi da NVIDIA, ou seja, trata-se de um chip focado no conceito da computação de uso geral – GPGPU, podendo ser utilizado tanto para o processamento grÁfico, quanto para realizar tarefas que atualmente são tratadas pelo processador.

{break::Aprimoramentos e novidades}A nova geração Southern Islands não trouxe "apenas" mais desempenho. As Radeons 7000 possuem ainda uma série de novos recursos e o aprimoramento de outros jÁ presentes nas gerações passadas, de forma a agregar ainda mais valor tangível e intangível ao usuÁrio.

Tessellation Gen 9
Para quem ainda não sabe, o Tessellation (tess), tenha sido provavelmente uma das grandes "estrelas" presentes no DirectX 11. Sua função é a de melhorar consideravelmente a qualidade de uma cena, ao acrescentar uma imensa quantidade de detalhes geométricos às imagens. Entretanto, tal recurso gerou um grande esforço computacional extra às GPUs, resultando, em muitos casos, no comprometimento do desempenho.

Talvez essa tenha sido a principal crítica feita às Radeons das gerações 5000 e 6000, uma vez que elas não estavam devidamente preparadas para lidar com um grande fluxo de trabalho gerado pelo tess. Ainda que a linha 6000 tenha dado um importante salto em relação à 5000 nesse quesito, as placas da geração passada ainda estavam distantes de suas rivais em matéria de Tessellation.

A AMD implementou ainda na arquitetura GCN, uma nova geração de Tesselator (Gen 9) em sua Engine de Geometria, que trouxe as seguintes otimizações:

• Reutilização de vértice ampliado;
• Melhorias no buffer de memória fora do chip;
• Ampliação nos caches de parâmetro.

Assim, as Radeons HD 7000 tiveram um aumento de desempenho nos fatores de Tessellation na ordem de até 500% em relação às Radeons 6900.

DirectX 11.1
Em matéria de marketing, um dos maiores apelos das novas Radeons HD 7000 serÁ a compatibilidade com a nova versão da API grÁfica da Microsoft, o DirectX 11.1. Entretanto, até o Windows 8 chegar, tal recurso ficarÁ apenas no papel. Ainda assim, as principais novidades do DX11.1 serão:

• Rasterização independente de objeto;
• Interoperabilidade flexível entre computação grÁfica e vídeo;
• Suporte nativo ao Stereo 3D.

ZeroCore Power Technology
Trata-se de um recurso bastante interessante para o usuÁrio (e para o meio ambiente), ainda que não traga nenhum tipo de ganho. Embora este recurso não traga nenhum aumento na performance ou melhoria na qualidade da imagem, o ZeroCore Power Technology possibilita uma economia bastante interessante na conta de luz no final do mês.

Com as preocupações em torno de um mundo mais "verde" e ambientalmente correto, a AMD fez um verdadeiro "golaço" ao disponibilizar um consumo de energia virtualmente zero para as Radeons da geração Southern Islands quando subutilizadas, como, por exemplo, ao surfar na web, mandar e-mails, utilizar suíte de escritório, entre outras tarefas rotineiras do dia a dia.

Na realidade, a companhia vem, nas últimas gerações, aumentando a sua preocupação no que diz respeito ao – digamos – consumo passivo de suas placas. Para se ter ideia da evolução obtida, em 2008, quando as Radeons tinham litografia em 55nm, o consumo em idle (em modo ocioso) era de até 90W! Essa patamar mudou consideravelmente com as VGAs em 40nm, caindo para até 20W.

Contudo, o que parecia jÁ muito bom, ficou ainda melhor. Com a nova geração, a AMD conseguiu reduzir o TDP para apenas 2,7W, quando a GPU é demandada em menos de 95% de seu "poder de fogo". A eficiência (e confiança) no ZeroCore Power Technology é tão grande, que até mesmo a ventoinha da GPU é desligada! Algo que seria insano de se imaginar hÁ alguns anos.

Engana-se, porém, quem acha que os benefícios de um menor nível de consumo pararam por aí. A AMD conseguiu reduzir significativamente o TDP mÁximo da Radeon HD 7970 para impressionantes 210W! São 40W a menos do que a Radeon HD 6970! Em outras palavras, a nova geração Southern Islands tem uma relação de performance por watt absurdamente mais eficiente que as placas das gerações passadas.

Eyefinity 2.0
Embora a tecnologia de uso simultâneo de múltiplos monitores ainda seja algo para poucos (principalmente em mercados emergentes como é o caso do Brasil) , é inegÁvel que o Eyefinity trouxe uma verdadeira revolução para o mercado ao permitir o uso de até seis telas por VGA (a depender do tipo de Radeon utilizada).

Conforme pode ser visto abaixo, as possibilidades para a tecnologia são inúmeras, permitindo o uso de imagens independentes, simultâneas ou um misto das duas. É possível, por exemplo, o uso de três monitores para formar uma única imagem panorâmica, com o quarto independente, quatro telas simultâneas formando um grande painel e mais duas independes da primeira e entre si. E por aí vai.

A nova geração Southern Islands trouxe como novidade o Eyefinity 2.0, que flexibiliza o uso dos múltiplos monitores. Agora, com as Radeons HD 7000, o usuÁrio não necessita ter os mesmos monitores com as mesmas resoluções. Assim, em caso de três telas de tamanhos diferentes, é possível ajustar as resoluções independentemente, e utilizar simultaneamente os monitores.

Por falar em ajustes de resolução, com a introdução do driver Catalyst 12.2, a AMD permitirÁ que o usuÁrio configure a resolução do monitor como bem entender, permitindo, por exemplo, 3072x768, ou 5040x1050, entre outras.

Outra novidade presente no Eyefinity 2.0 foi a ampliação da largura de banda de sinal do monitor. Com isso, o usuÁrio pode agora utilizar resoluções de 16k x 16k! É possível, por exemplo, configurar cinco telas em modo Paisagem 5.1, com resolução de 2560x1600 pixels. Ou seja, um imenso painel de 12800x1600 pixels, em uma resolução de 20MPixels.
Vale ressaltar que o Eyefinity 2.0 foi um dos grandes responsÁveis pela utilização de uma configuração de memória tão robusta na Radeon 7900. São ao todo 3GB de memória com interface de 384 bits.

HD3D (Stereo 3D)
Apesar de ter ficado "inerte" por vÁrias gerações em se tratando do recurso 3D, a AMD não apenas recupera o tempo perdido, como fez importantes aprimoramentos no HD3D (tecnologia estereoscópica 3D).

A primeira delas – e a mais natural – é a de expandir o HD3D para o Eyefinity. Assim, com a chegada do driver que habilite esta função, o usuÁrio passarÁ a poder utilizar o 3D em mais de um monitor.

Outra importante melhoria diz respeito a expansão na especificação HDMI 1.4a, que passa agora a suportar empacotamento de quadro para Stereo 3D, permitindo uma ampliação nos framerates. As Radeons da série 7900 são as primeiras VGAs a suportar HDMI de 3GHz com empacotamento de quadro para Stereo 3D. Entretanto, o recurso estÁ limitado às restrições da especificação HDMI 1.4a. Assim, as maiores configurações para jogos 3D são: 720p60 ou 1080p24.

Por último, mas não por menos, o usuÁrio poderÁ agora sobre o HDMI, configurar a resolução da tela em 1080P, obtendo assim 60Hz por olho (120Hz no total). Até então tal recurso não era possível, uma vez que sobre o HDMI, era possível apenas 24/30Hz em cada olho.

UVD3 - Unified Video Decoder
Para quem ainda não sabe, a tecnologia Decodificação de Vídeo Universal (UVD) da AMD jÁ estÁ no mercado hÁ bastante tempo, sendo consideradas uma das plataformas mais eficientes no processamento de vídeos, e que de tempos em tempos recebe melhorias por parte da companhia.

Com a chegada da geração Southern Islands, a AMD fez pequenos, mas importantes aprimoramentos, como é o caso do suporte, via hardware,  da decodificação de vídeos usando a codificação MVC (Multi-View Codec), MPEG-4 e DiVX . A AMD adicionou ainda um pequeno recurso chamado Dual Stream HD+HD.

PCIe Gen 3

À medida que novas gerações de placas chegavam ao mercado, gerou um temor nos analistas de que o padrão de interface de comunicação PCI Express chegaria a um ponto em que não conseguiria dar mais vazão ao fluxo de dados com a intensidade necessÁria, gerando assim um verdadeiro gargalo para o desempenho da VGA.

Este temor, contudo, se diluiu, com o recente anúncio da geração 3 do PCIe, que dobrou a taxa de transferência em relação ao PCIe Gen 2, garantindo assim tranquilidade para as futuras placas 3D.

Com o novo patamar de desempenho advindo da Southern Islands, a AMD garantiu o suporte ao PCI Express 3.0 nas novas Radeons HD 7000, encerrando assim qualquer tipo de temor em relação a gargalo de desempenho.

Com o PCIe Gen 3, a largura de banda saltou de 16GB/s para 32GB/. JÁ nas placas acessórias instaladas, o ganho saiu de 500MB/s para 1GB/s por pista/linha. Assim, os dispositivos que utilizam a configuração x16 podem utilizar de 16GB/s, ou 128Gbps. Vale ressaltar, contudo, que para se beneficiar do PCI Express 3.0, o usuÁrio deverÁ ter um sistema totalmente preparado e compatível com tal recurso. Assim, além de uma VGA PCIe Gen 3.0, tanto a placa-mãe quanto o processador deverão suportar a novidade.

{break::Os recursos da Radeon 7970}

Confiram os principais recursos presentes na Radeon HD 7970:

• 4,3 bilhões de transistores;
• Litografia em 28nm;
• 2048 Stream Processors;
• 32 ROPs;
• 128 TMUs;
• 3 GB de memória GDDR5;
• Bus de 384 bits;
• Suporte às tecnologias: DirectX 11.1; Eyefinity 2.0; Accelerated Video Transcoding (AVT); AMD Accelerated Parallel Processing (APP) para DirectCompute 5.1 e OpenCL 1.2; programação Microsoft C++ AMP; CrossFireX; HD3D; Unified Video Decoder 3 (UVD3); Morphological Anti-Aliasing; CSAA; HDMI 1.4a; Dolby TrueHD e DTSHD Master Audio;
• ZeroCore Power Technology
• Suporte ao PCI Express Gen 3 


(Close no chip Tahiti)

Analisando os números acima, podemos perceber claramente que a AMD deu uma significativa turbinada em algumas das especificações da Radeon HD 7970 em comparação à 6970 (é possível perceber com mais nitidez na tabela apresentada no final desta seção).

A primeira informação que salta aos olhos é a quantidade de transistores: 4,3 bilhões. Esse número é 63% maior do que a sua "irmã mais velha", com 2,64 bilhões. Apesar de toda essa imensa quantidade de transistores, incrivelmente a Área do die da Tahiti é de apenas 365 mm², 6,17% menor que o da Radeon HD 6970. Essa "fórmula mÁgica" só foi possível graças à nova arquitetura Graphics Core Next, mas fundamentalmente devido ao refinamento no processo de fabricação em 28nm.

AliÁs, a uma primeira vista, a arquitetura GCN parece não ter disponibilizado um grande aumento de desempenho em si (salvo algumas exceções, como, por exemplo, a nova unidade Tessellator). Sua grande força estÁ mesmo em oferecer uma grande performance em tarefas de uso geral (recurso chamado de GPGPU), transformando assim a VGA em um poderoso processador.

Embora tenha condições de possuir a GPU rodando bem acima de 1Ghz, curiosamente a AMD fez apenas um discreto aumento de 5% no clock, passando de 880Mhz (Radeon 6990) para 925Mhz. Não estÁ muito clara a razão para esta decisão. HÁ quem diga que seja para manter o TDP inalterado (250W) em relação à sua "irmã mais velha", ou mesmo uma estratégia para o lançamento de versões especiais mais poderosas, sem contar, é claro, no bom marketing de possuir uma VGA capaz de overclockar como ninguém.

Por falar em clock, as memórias da Radeon HD 7970 permaneceram inalteradas em relação à 6970, ou seja, 5.5Ghz. Entretanto, a AMD fez um belo upgrade nesse quesito, ao aumentar não apenas a quantidade de VRAM da placa (de 2GB na 6970 para 3GB), além de aumentar em 50% a interface de memória, passando assim dos atuais 256 bits para 384 bits. Isso permitiu um ganho na largura de banda em 50%, chegando a 264 GB/s. AliÁs, é a primeira vez que vimos uma placa da AMD com configuração não múltipla de dois, ou seja, diferente dos tradicionais 128 bits, 256 bits e mesmo 512 bits.

Outro significativo avanço na Radeon 7970 em comparação à 6970 diz respeito à quantidade de Stream Processors e TMUs/TAUs, passando respectivamente de 1536/96 para 2048/128. Ou seja, um incremento em 33%. JÁ os ROPs mantiveram-se inalterados em 32.

Conforme jÁ mencionado no tópico anterior, a Tahiti conta com o suporte para o PCI Express 3.0, dobrando a largura de banda no trÁfego de dados para 32GB/s. AliÁs, a Radeon HD 7970 é inovadora em muitos sentidos. Além de ser a primeira VGA compatível com o PCIe Gen 3, é ainda a primeira a contar com litografia High-K em 28nm e suporte para o DirectX 11.1.

O poder computacional da HD 7970 também merece destaque, podendo atingir em cÁlculos de precisão simples cerca de 3.8 TFlops (teraflops ou trilhões de operações de ponto flutuante por segundo). É um grande avanço comparado à geração anterior, que atinge picos de 2.7 TFlops. Isso com a diferença de que a arquitetura Graphics Core Next é mais previsível em termos de performance atualmente usÁvel, enquanto nas gerações anteriores baseadas nas arquiteturas VLIW-5 e VLIW-4, a performance atual depende muito de diversos fatores, como inter-dependência entre operações e distribuição das operações pelo compilador. Tal fato resulta, em alguns casos, em baixos níveis de aproveitamento das ALUs (unidades lógicas de aritmética em tradução livre). Na nova arquitetura GCN, a GPU lida bem tanto com algoritmos seriais como mais paralelizados, garantindo performance muito mais consistente em computação pela GPU.

A versão de referência da Radeon HD conta com um robusto bloco dissipador de alumínio com tecnologia de câmara de vapor (vapor chambre) composto por 41 aletas com 15,5cm de comprimento, 8,5cm de largura e 2,5cm de altura. Para ajudar na dissipação do calor, a placa possui ainda uma ventoinha de 75x20cm que puxa o ar do gabinete e empurra-o para fora pela parte traseira.

Para alimentar os 250W, a placa possui dois conectores extra de energia, sendo um de oito pinos e outro de seis pinos, capazes de prover até 300W (somado os 75W do barramento PCIe).
A Radeon HD 7970 possui duas pontes de conexão multi GPU, permitindo assim a adição de duas ou mais placas, em configuração CrossFireX. O modelo de referência oferece ainda um par de conectores DL-DVI, uma porta HDMI 1.4a e dois sockets mini DisplayPort 1.2.

{break::XFX HD7970 Black Edition Double Dissipation}A XFX teve atenção especial na seleção de componentes da placa, desde o PCB até a FAN usada na refrigeração. A placa usa capacitores sólidos, circuito impresso construído com 2 onças de cobre (cerca de 28,36 gramas) e Ferrite Core Chokes que usam 25% menos energia com menor ruído e filtragem de frequências mais altas que os Ferrite Chokes comuns. O PCB especial proporciona temperaturas de 5% a 10% mais baixas na GPU, melhora a capacidade de overclocking entre 10% e 30%, com impedância duas vezes menor, e melhor eficiência energética. Falando em overclocking, até mesmo o BRACKET usado foi pensado nisso, com frestas mais largas para melhorar o fluxo de ar.

As GPUs que equipam a série XFX Black Edition são escolhidas por um processo especial que, segundo a XFX, identifica as melhores GPUs (estimadas em 1%) que podem alcançar frequências de operação mais altas. As placas da série oferecem alta performance ao usar clocks mais altos que o modelos de referência, mantendo o consumo de energia similar devido ao uso dos componentes especiais que compõem a série.

O cooler usa o chamado Ghost Thermal Technology, uma nova solução de refrigeração da XFX que melhora o fluxo de ar entre o PCB e os componentes bÁsicos, eliminando o acúmulo de calor dentro da caixa de resfriamento encontrado em outras soluções e que é resolvido com o aumento da rotação da FAN. A nova tecnologia da XFX usa alumínio, que além de ser leve e melhorar a dissipação de calor, dÁ um visual mais bacana à placa comparado ao plÁstico usado normalmente.

A versão analisada, Double Dissipation, como indica o nome, conta com duas FANs (ventoinhas), o que garante excelente fluxo de ar com baixo nível de ruído, privilegiando o silêncio ao mesmo tempo em que mantém a placa inteira refrigerada. Segundo a XFX, essa solução gera fluxo de ar até três vezes maior, resultando em temperaturas até 7ºC mais baixas e com nível de ruído até 13dBa menor.

O cooler da XFX utiliza tecnologia HydroCell, baseada na tecnologia de Câmara de Vapor (Vapor Chamber Technology - VCT)

O VCT foi usado inicialmente na Radeon HD 5970 e o príncipio do HydroCell é o mesmo: o calor emanado pela GPU aquece o fluido dentro da zona de vaporização, fazendo-o evaporar. O vapor do fluido se move através do vÁcuo até que se choque com a zona de condensação. Nesse estÁgio, o vapor se condensa, voltando ao seu estÁgio inicial líquido (liberando o calor no processo). O fluido é então absorvido pela zona de transporte (por meio do processo de capilaridade), onde é então levado de volta para o ponto inicial do processo, a zona de vaporização, fechando o ciclo para então ser repetido.

A tecnologia VCT é utilizada também em outras soluções de resfriamento de placas da AMD como as HD 6900 e também da NVIDIA, a partir da GTX 580.

A XFX foi minuciosa na seleção dos componentes do cooler, até mesmo a FAN usada foi especialmente projetada para operação por até dez mil horas, graças a ventoinha Duratec IP-5X, que é à prova de poeira.

O sistema de refrigeração empregado na XFX HD 7970 BE DD gerou resultados excelentes, como poderÁ ser visto na seção de teste. 

{break::Fotos}As fotos abaixo mostram o belo acabamento da XFX Radeon HD 7970 Black Edition Double Dissipation, placa que traz uma série de diferenciais também na parte visual na comparação com um modelo referência da 7970.

Temos o sistema de cooler totalmente estilizado, chamado pela XFX de GHOST THERMAL TECHNOLOGY, com duas FANs e uma faixa de fora a fora em uma das laterais com o modelo do chip, assim como nome do sistema de cooler mencionado.

Abaixo, algumas fotos comparando a HD 7970 com a HD 6970, nas quais podemos ver que o tamanho do PCB da nova placa teve uma leve redução na comparação com a HD 6970.

{break::MÁquina/Softwares utilizados}Como de constume, utilizamos uma mÁquina TOP de linha baseada em um processador Intel Core i7 980X overclockado para 4.2GHz.

As placas utilizadas nos comparativos foram - além da VGA analisada - por parte de modelos com chip AMD: a HiS Radeon HD 6990, XFX Radeon HD 6970 e XFX Radeon HD 6950. JÁ por parte da NVIDIA, utilizamos as placas GeForce GTX 590, GTX 580 e GTX 570.

Um detalhe importante de ser mencionado: a mainboard G1.Assassin não tem suporte ao barramento PCI-Express 3.0, dessa forma a HD 7970 roda em 2.0, mesmo com suporte ao 3.0. Futuramente faremos um artigo no qual pretendemos comparar a diferença de velocidade entre os barramentos. 

Abaixo, fotos do sistema montado com a XFX Radeon HD 7970 BE DD.

A seguir, os detalhes da mÁquina, sistema operacional, drivers, configurações de drivers e softwares/games utilizados nos testes.

MÁquina utilizada nos testes:
- Mainboard Gigabyte G1.Assassin
- Processador Intel Core i7 980X @ 4.2GHz
- Memórias 6 GB DDR3-1600MHz G.Skill
- HD 1TB Sata2 Western Digital Black
- Fonte XFX 850W Black Edition
- Cooler Thermalright Venomous X

Sistema Operacional e Drivers:
- Windows 7 64 Bits
- Intel INF 9.2.0.1030
- Catalyst 11.12: Placas AMD
- ForceWare 285.62 WHQL: Placas Nvidia

Configurações de Drivers:
3DMark
- Anisotropic filtering: OFF
- Antialiasing - mode: OFF
- Vertical sync: OFF
- Demais opções em Default

Games:
- Anisotropic filtering: Variado através do game testado
- Antialiasing - mode: Variado através do game testado
- Texture filtering: High-Quality
- Vertical sync: OFF
- Demais opções em Default

Aplicativos/Games:
- 3DMark 11 1.0.3 (DX11)
- Unigine HEAVEN Benchmark 2.5 (DX11)

- Aliens vs Predator (DX11)
- Batman Arkham City (DX11)
- Crysis Warhead (DX10)
- Crysis 2 (DX11)
- DiRT 3 (DX11)
- HAWK 2 (DX11)
- Just Cause 2 (DX10.1)
- Mafia II (DX9)
- Metro 2033 (DX11)

{break::GPU-Z, Temperatura e Consumo de energia}Abaixo temos a tela principal do aplicativo GPU-Z com detalhes técnicos da XFX Radeon HD 7970 Black Edition Double Dissipation, mostrando seus clocks mais altos em relação a um modelo referência, com core em 1000MHz (default = 925MHz) e memórias em 5.7GHz (default = 5.5GHz).


Temperatura
Iniciamos nossa bateria de testes com um bench bastante importante: a temperatura do chip, tanto em modo ocioso como em uso contínuo.

Em modo ocioso (idle), a XFX HD 7970 BE DD registrou 36ºC, sendo a placa mais fria entre as usadas nesta anÁlise. Certamente o grande responsÁvel por este excelente desempenho é o ZeroCore Power Technology, jÁ mencionado no review.

{benchmark::2477}

Medimos o pico de temperatura durante os testes do 3DMark 11 rodando em modo contínuo. A XFX HD 7970 BE DD registrou 62ºC, mantendo a característica de placa mais fria desta anÁlise, graças à excelente solução de refrigeração GHOST THERMAL TECHNOLOGY da XFX, que além da eficiência e baixo nível de ruído, apresenta também um visual bem bacana.

{benchmark::2478}

Retiramos os testes de consumo de energia do site Anandtech.com, confiram abaixo. 

Em modo ocioso (também conhecido como idle), o consumo de energia da XFX HD 7970 BE DD e do modelo de referência da HD 7970 foi o menor entre as placas listadas. JÁ o consumo da XFX HD 7970 BE DD rodando o benchmark do jogo Metro 2033 ficou entre a GTX 570 e GTX 580, e 7 Watts acima do modelo de referência da HD 7970.

{benchmark::2513}

{break::3DMark 11, Heaven 2.5}Com o 3DMark 11, versão mais recente do aplicativo para testes de desempenho de placas de vídeo mais famoso do mundo, o desempenho da nova arquitetura GCN da AMD mostra bastante força bruta, com ganho de 42.8% em relação ao Cayman, GPU que equipa a série HD 6900. Comparando com a GTX 580, a vantagem da XFX HD 7970 DD BE ficou em torno de 23%.

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Unigine HEAVEN 2.5 - DirectX 11
Trata-se de um dos testes sintéticos mais "descolados" do momento, pois tem como objetivo mensurar a capacidade das placas 3D em suportar os principais recursos da API grÁfica DirectX 11, como é o caso do Tessellation.

Destacamos que a HD 6950 estÁ apresentando artefatos nesse teste e sempre trava logo no inicio, não sabemos o motivo mas possivelmente foi devido ao famoso BiOS MOD dela para uma HD 6970 que fizemos e que agora mostra as consequências.

O teste foi dividido em duas partes: uma sem e outra com o uso do Tessellation, ambas a 1920x1080 com o filtro de antialiasing em 8x e anisotropic em 16X.

Neste primeiro teste, com o tessellation desativado, a  XFX HD 7970 BE DD liderou o bloco single GPU ficando cerca de 13.8% à frente da GTX 580 e 16.3% de vantagem comparada à sua irmã mais velha, a HD 6970. Em relação as soluções dual GPU, a VGA foi 28,7% e 36% respectivamente mais lenta que GTX 590 e Radeon 6990.

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As posições se mantiveram usando o tessellation ativado em modo normal, com a  XFX HD 7970 BE DD em terceiro lugar liderando o bloco single GPU - 13% a frente da GTX 580 e 18% da 6970, ficando 29,5% atrÁs da GTX 590 e 35,6% da 6970.

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{break::Aliens vs Predator}Chegamos finalmente ao ponto alto da review: os testes em jogos!

Nada melhor do que começar por Aliens vs Predator, game que traz o suporte ao DX11 e que foi muito bem recebido pelo público e crítica.

Em 1680x1050, a XFX Radeon HD 7970 Black Edition Double Dissipation ficou em terceiro lugar, 35% atrÁs de Radeon 6990 e 15,4% da GTX 590. Entretanto a placa é a mais rÁpida no bloco das single GPU, ficando 19% a frente da HD 6970, e em torno de 29% à frente da GTX 580.

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Embora as posições tenham se mantido inalteradas em 1920x1080, a Radeon 7970 da XFX encosta na segunda colocada (GTX 590), com vantagem de 16% para a dual GPU da NVIDIA. Em relação à quarta e quinta colocadas (6970 e GTX 580), o ganho foi respectivamente de 21,2% e 29,2%.

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{break::Batman Arkham City}Lançado no final de 2011, a sequência Batman Arkham City é um dos games mais elogiados de 2011, mesmo que apresentando problemas relativos à API DirectX 11 na versão para PC. Utilizamos a versão atualizada que corrige o problema.

Neste jogo, a  XFX HD 7970 BE DD ficou apenas 10% atrÁs da GTX 590, solução top de linha da NVIDIA que usa duas GPUs GF110, a mesma que equipa a GTX 580. Devido a problemas no rendimento do CrossfireX, a HD 7970 bateu inclusive a top da linha HD 6000 da AMD, a HD 6990 em 16%, que assim como a GTX 590 é dual-GPU. A vantagem sobre a HD 6970 foi de 30.8% e sobre a GTX 580 foi de 23.6%.

Assim como no Unigine Heaven 2.5, a HD 6950 travou constantemente e não conseguiu finalizar os testes com o Batman Arkham City. Essa é a única HD 6950 que temos e ela estÁ dando artefatos em alguns testes.

{benchmark::2490}

Em 1920x1080, a  XFX HD 7970 BE DD mostra novamente a sua força, praticamente empatando com a GTX 590, ficando apenas 4.35% atrÁs desta. A vantagem sobre as demais placas aumentou consideravelmente, ficando 40.4% à frente da HD 6970 e 43.5% à frente da GTX 580.

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{break::Crysis Warhead}O FPS futurístico da Crytek fez muito barulho por trazer uma qualidade grÁfica bem superior a dos concorrentes e por ser considerado por muito tempo como um dos games que mais exigia recursos do computador, principalmente das placas 3D. Assim, nada melhor do que submeter as VGAs da review pelo crivo de "Crysis Warhead".

Com quase 30% de vantagem sobre a HD 6970, a  XFX HD 7970 BE DD ficou apenas marginalmente à frente da GTX 580, com vantagem de apenas 8.8% no teste em 1680x1050. Na terceira posição, a placa não teve fôlego para acompanhar as dual GPU da AMD e NVIDIA, sendo 26% mais lenta que a GTX 590 e 27% que a HD 6990.

{benchmark::2484}

No teste em 1920x1080 a vantagem sobre a HD 6970 ficou em 28.6%, e 11.3% sobre a GTX 580. Novamente a placa fica atrÁs de GTX 590 e Radeon 6990, respectivamente em 25.6% e 26.9%.

{benchmark::2485}

{break::Crysis 2}Para os testes com o Crysis 2, utilizamos a ferramenta Adrenaline Crysis 2 Benchmark Tool, que lançamos ano passado e é utilizada por praticamente todos os websites internacionais para benchmarks com o Crysis 2. O game, como todos sabem, é referência em qualidade de imagem, e no mês de junho 2011 finalmente ganhou seu patch com suporte ao DirectX 11, jÁ que originalmente o game vinha apenas em DX9.

No Crysis 2, a nova arquitetura GCN utilizada na HD 7970 mostra sua força, esmagando sua antecessora com uma vantagem de quase 60%. A GTX 580, que era a líder absoluta na categoria single GPU com performance cerca de 30% superior à da HD 6970, cede o posto para a  XFX HD 7970 BE DD, com ampla vantagem de 21.5% no teste em 1680x1050. Mesmo na terceira colocação, a placa é apenas 10% mais lenta que a 6990, e 16.5% que a GTX 590.

{benchmark::2486}

No teste em 1920x1080, a HD 7970 da XFX coloca novamente suas "garras de fora", encostando no resultado da HD 6990, com leve vantagem para a dual GPU da AMD por menos de 10%. Mesmo a primeira colocada, a GTX 590, é menos de 20% mais poderosa que a placa da XFX. JÁ no campo single-GPU a diferença para a GTX 580 foi de 24.5%, e de fantÁsticos 60.5% sobre a 6970. 

{benchmark::2487}

{break::DiRT 3}DiRT 3 é o game mais recente de uma das séries de corrida off-road de maior sucesso da história da indústria dos jogos eletrônicos. Lançado em junho de 2011, o game traz o que existe de melhor em tecnologia da API DirectX 11. Os testes com o game foram feito utilizando a ferramenta Adrenaline Racing Benchmark Tool.

A nova arquitetura da HD 7970 teve ótima performance no DiRT 3, abrindo 31.7% de vantagem em relação à irmã mais velha. JÁ sobre a GTX 580, que até então liderava este teste, a placa da XFX foi 16.6% mais veloz que a sua rival. As duas primeiras posições são ocupadas pela GTX 590 e Radeon 6990, sendo respectivamente 25.8% e 23.5% mais poderosas que a Black Edition Double Dissipation.

{benchmark::2488}

Em 1920x1080, as posições se mantiveram com a  XFX HD 7970 BE DD liderando o bloco de single GPUs. A vantagem da placa para a GTX 580 e 6970 foi respectivamente de 13.9% e 31.4%.

{benchmark::2489}

{break::HAWX 2}Agora é a vez da NVIDIA. Em HAWX 2, simulador aéreo da Ubisoft, a empresa tem grande vantagem sobre os modelos da AMD.

Este benchmark causou polêmica desde antes de seu lançamento, quando a AMD lançou nota à imprensa alegando que a Ubisoft (desenvolvedora do HAWX 2) deixou de usar código otimizado para todas as GPUs em benefício de um código que prejudicaria a performance das placas Radeon ao utilizar técnicas de renderização que tem melhor desempenho no Fermi da NVIDIA. Este, é sabido, tem maior poder de processamento de geometria ao renderizar até quatro triângulos por ciclo de clock, enquanto a HD 6800 (placa lançada na mesma época que o benchmark foi disponibilizado) renderiza apenas um triângulo por ciclo de clock.

Enfim, vamos aos resultados! Algo de curioso acontece em HAWX 2. Trata-se do único teste (a exceção do bug em Mafia II, conforme pode ser visto mais adiante) em que a XFX Radeon HD 7970 Black Edition Double Dissipation não consegue "bater" a GeForce GTX 580. A placa é 8% mais lenta que sua rival direta. Provavelmente a explicação seja mesmo o uso abusivo do Tessellation, conferindo assim um avantagem para as placas da NVIDIA, em virtude da ampla presença de unidades que lidam com o processamento do tess. Assim, a VGA ocupa a quarta posição, com vantagem de 38% sobre a sua irmã mais velha.

{benchmark::2492}

Em 1920x1080, o cenÁrio se repete, com vantagem de 10% da GTX 580 sobre a XFX HD 7970 BE DD, sendo esta 38.7% mais veloz que a 6970.

{benchmark::2493}

{break::Just Cause 2}Para fazer o "contra peso", as placas da série Radeon dominam em todos os segmentos rodando o Just Cause 2, curiosamente apoiado pela NVIDIA.

As Radeon mostram muita força em 1680x1050, com a HD 7970 da XFX à frente das placas single GPU, sendo, inclusive, 8% mais veloz que a GTX 590. JÁ a HD 6990 lidera absoluta, com ampla vantagem de 26%. A HD 6970, anteriormente a mais veloz neste teste no bloco single GPU, ficou 43.6% atrÁs da  XFX HD 7970 BE DD, que por sua vez ficou quase 60% à frente da GTX 580.

{benchmark::2494}

Na resolução 1920x1080, a diferença entre a Radeon HD 7970 da XFX e as suas concorrentes diminuem um pouco, mas nada que tire o brilho de seu resultado. A Black Edition Double Dissipation foi 4.7% mais rÁpida que a GTX 590, 43% mais veloz que a 6970 e 51% mais poderosa que GTX 580.

{benchmark::2495}

{break::Mafia II}Mafia II trouxe a continuação do aclamado game de ação em terceira pessoa ambientado no obscuro mundo da mÁfia italiana dos anos 40 e 50, nos EUA.

Com a versão dos drivers recomendados pela XFX para uso na anÁlise, como é possível notar, hÁ um nítido problema com este teste, deixando a HD 7970 na lanterninha em 1680x1050.

{benchmark::2496}

Em 1920x1080, a HD 7970 teve desempenho similar ao da HD 6950/HD 5870, evidenciando problemas no driver Catalyst.

{benchmark::2497}

{break::Metro 2033}Trata-se de um FPS da 4A Games baseado em um romance homônimo russo, que conta a saga dos sobreviventes de uma guerra nuclear ocorrida em 2013 que se refugiam nas estações de metrô. O game, que faz uso intensivo da técnica de Tessellation e demais recursos do DirectX 11, desbancou de Crysis o título de jogo mais pesado. Sendo assim, nada melhor do que observar como se comportam as VGAs sob este intenso teste.

Metro 2033 utiliza vÁrios recursos do DirectX 11 de forma intensiva, levando as placas ao limite. A XFX HD 7970 BE DD ficou à frente da GTX 580 em cerca de 17.9%. A diferença para a HD 6970 foi de 26.9%.

{benchmark::2498}

Subindo a resolução, a diferença ficou praticamente a mesma que no teste em 1680x1050, 17.6% de vantagem da Black Edition Double Dissipation sobre a GTX 580 e 24.3% sobre a 6970.

{benchmark::2499}

{break::Overclock: Temperatura, 3DMark 11}Nos tempos de hoje, lançar um produto para o mercado entusiasta e não dar atenção a overclock é correr um risco bastante alto, mas a AMD foi além com a Radeon HD 7970. A cada dia que passa vemos novas notícias de overclockers ao redor do mundo batendo recordes e mais recordes de overclock, primeiro com a placa chegando a 1267MHz, depois com empresas anunciando modelos overclockados por padrão a 1335MHz. Por fim, um overclocker colocou uma HD 7970 trabalhando a nada menos que 1.7GHz, incríveis 775MHz acima do clock referência que é de 925MHz. Como comparação, existe uma série de placas de gerações recentes com clocks pertos de 775MHz, e isso foi o que a HD 7970 subiu. Chega a ser cômico o poder de overclock da placa.

Lógico que temos que analisar que para chegar a 1.7GHz o overclocker fez coisas que um usuÁrio comum não farÁ, como desmontar a placa e realizar mudanças físicas na voltagem, inclusive com sistema de resfriamento por nitrogênio líquido. O que destacamos é que ela aguenta esse nível de overclock.

Nós fizemos algo muito mais simples, mas nem por isso desinteressante. A placa XFX Radeon HD 7970 Black Edition Double Dissipation tem como destaque vir overclockada com core trabalhando a 1GHz (75MHz acima da referência), além de ser desenvolvida com componentes de alta qualidade e sistema de cooler diferenciado. Dessa forma, ela pode ir bem além do que o clock que a XFX setou como padrão. Como até a data de edição desta anÁlise ainda não existiam aplicativos bem testados para se overclockar a placa sem fazer alterações de BIOS, usamos a opção Desempenho (Overdrive) do CCC e subimos a placa para 1125MHz no core e 1575MHz nas memórias (200MHz a mais no core sobre o modelo referência), tudo sem nenhum acréscimo de voltagem. O resultado foi uma placa completamente estÁvel e praticamente com o mesmo comportamento de quando usa seus clocks normais e cooler no modo automÁtico, sem a necessidade de aumentar a velocidade da FAN (o que geraria mais ruído).

Tudo indica que, utilizando  software de terceiros para overclock, a placa pode ir bem além. Ppor enquanto, confiram abaixo a tela do GPU-Z e os testes da placa com o nosso overclock.


Temperatura

A XFX HD 7970 BE DD registrou as menores temperaturas entre todas as outras desta anÁlise. Com o overlock, a temperatura aumentou 6ºC, cerca de 10%. Frisando que usamos o perfil de resfriamento automÁtico da placa.

{benchmark::2505}

3DMark 11

O resultado do 3DMark 11 mostrou uma melhora tímida, talvez devido a algum problema no driver Catalyst ou por limitação do Powertune, que usamos no modo padrão em todos os testes. Em breve, faremos uma anÁlise mais detalhada sobre a capacidade de overclock da XFX HD 7970 BE DD, mostrando também o efeito do Powertune.

{benchmark::2506}

{break::Overclock: AvsP, Crysis 2 e DiRT 3}Além do 3DMark 11, fizemos testes com a placa overclockada na resolução de 1920x1080 em alguns games. Vamos acompanhar abaixo como a placa se comportou.

Aliens vs Predator

Neste teste, o ganho com overclock foi de 12.3%, ou seja, houve ganho de performance linear ao aumento de 12.5% no clock da GPU.

{benchmark::2507}

Crysis 2

Em Crysis 2, o ganho foi de 7.2%, talvez devido ao Powertune, como jÁ explicado.

{benchmark::2508}

Metro 2033

Praticamente sem ganhos neste benchmark, com pífios 2.3% de melhora.

{benchmark::2509} 

{break::Conclusão}Conforme antecipado no decorrer desta anÁlise, a Radeon HD 7970 é pioneira em muitos aspectos, como é o caso, por exemplo, de ser a primeira placa a utilizar chip grÁfico com litografia em 28nm e a suportar o DirectX 11.1, PCI Express 3.0.

Além disso, é a primeira Radeon a utilizar uma nova arquitetura verdadeiramente nova desde a chegada da linha 5000 (4000 para alguns mais ortodoxos), chamada pela AMD de Graphics Core Next, conferindo à geração Southern Islands, uma robustez muito maior para a computação de tarefas gerais (conhecido como GPGPU).

A GPU utilizada na HD 7970 (Tahiti) é também a mais "densa" jÁ criada pela AMD, com 4.31 bilhões de transistores distribuídos em 365mm². Comparativamente, a GPU usada na HD 6970 (Cayman) é dotada de 2.6 bilhões de transistores distribuidos em 389mm², ou seja, graças aos avanços no processo litogrÁfico de 28nm e à expertise da AMD foi possível colocar cerca de 66% mais transistores numa Área menor.

Conforme evidenciado em nossos testes, além de ser de longe a placa 3D single GPU mais rÁpida atualmente do mercado (aguardemos pela resposta da NVIDIA com a Kepler - GeForce GTX 680), a VGA em alguns casos, chegou a incomodar (e até mesmo ultrapassar) as soluções dual GPU existentes.

Não bastasse posicionar a Radeon HD 7970 em um novo patamar de performance single GPU, a AMD recheou a nova geração com recursos interessantíssimos, como é o caso do Eyefinity 2.0, evolução no HD3D (agora multi GPU), ZeroCore Power (eficiência energética) e o aprimoramento no UVD 3.0, sem mencionar o fato da placa jÁ estÁ preparada para o futuro, ou seja, suporte ao DirectX 11.1 e o PCI Express 3.0.

Se uma Radeon HD 7970 jÁ é uma baita placa, o que dizer então do belíssimo trabalho da XFX com a HD7970 Black Edition Double Dissipation? A companhia conseguiu se superar, ao disponibilizar uma placa primorosa em todos os sentidos: beleza, qualidade, desempenho e eficiência.

O único ponto merecedor de crítica por parte da AMD refere-se ao preço da placa. Se a Radeon HD 6970 chegou a época custando US$ 370, praticamente o mesmo patamar da geração anterior, a 5870, com a 7970 a coisa mudou completamente. A placa chegou custando elevados US$ 550 – alta de 48% sobre a sua "irmã mais velha".

Admitindo-se tal percentagem na elevação do preço e levando-se em conta o ganho médio da placa sobre a 6970 (algo entre 30%), podemos perceber que proporcionalmente a Radeon 7970 é uma placa sim, cara (aliÁs, para muitos, não apenas proporcionalmente). No final da semana passada surgiu um rumor sugerindo que a VGA poderia ficar US$ 50 mais barata, em virtude no corte de seu valor FOB. Se tal informação for verdadeira, infelizmente não houve o repasse de preço para o consumidor final.

Na realidade, muitos acreditam que uma redução em US$ 50 deixaria a Radeon HD 7970 mais condizente com o seu status. A verdade é que não sabemos com exatidão o motivo da significativa elevação no preço da placa. HÁ quem diga que o baixo índice de aproveitamento dos chips (yelds) pela TSMC seja o grande fator responsÁvel pela elevação no valor final da VGA. HÁ, contudo quem aposte que a AMD estÁ se aproveitando do momento para reforçar o seu caixa, enquanto que a NVIDIA não lança a GeForce GTX 680.

PRÓS
Overclockada de fÁbrica (1.0 Ghz contra 925Mhz);
Potencial de ser ainda mais overclockada sem trazer problemas físicos;
Projeto diferenciado da XFX (cooler de alto padrão e componentes de primeiríssima qualidade);
Excelente acabamento;
Bastante silenciosa, quando em uso gera muito menos barulho que a 6970;
Suporte a inúmeras tecnologias de ponta, como DX11.1, PCIe 3.0, Eyefinity 2.0, HD3D multimonitor, ZeroCore Power...
Performance digna de placa TOP.
CONTRA
Preço salgado, inclusive para o segmento High-End
Assuntos
  • Redator: Fabio Feyh

    Fabio Feyh

    Fábio Feyh é sócio-fundador do Adrenaline e Mundo Conectado, e entre outras atribuições, analisa e escreve sobre hardwares e gadgets. No Mundo Conectado é responsável pelas análise de drones e alguns gadgets relacionados a fotos e vídeo, como Action Cams.