ANÁLISE: Call of Duty: Modern Warfare 3 (PS3)

ANÁLISE: Call of Duty: Modern Warfare 3 (PS3)

Um dos jogos mais aguardos do ano acaba de chegar à redação. E para a minha grande alegria como gamer, tive o privilégio de ser escolhido (na verdade, tomei conta do pedaço por vontade própria mesmo) a analisar "Call of Duty: Modern Warfare 3", o FPS que deve dominar os rankings de vendas pelos próximos meses.



E sempre que um novo episódio da franquia é lançado (ou anunciado), logo me faço a pergunta: o que é que as produtoras vão inventar dessa vez para superarem o game anterior? Sendo assim, eu jÁ adianto: para quem reclama das mesmices da série de FPS, você tem mesmo um quê de razão.

Mas são inegÁveis os esforços e a proeza da Infinity Ward e da Sledgehammer Games em trazer novidades e momentos de puro entretenimento virtual no gênero como nenhuma outra equipe é capaz de fazer. E isso fica evidente logo nos cinco primeiros minutos de jogo, que insiste em surpreender com cenas tão impressionantes quanto às do cinema. E é assim durante toda a partida.



E sabe quem é o protagonista da ação toda? Você, jogador. Por isso, acesse as próximas pÁginas e entenda porque "Modern Warfare 3" jÁ andou quebrando recordes mundo afora como o produto com o melhor lançamento da história e saber se o título, apesar de tudo o que se lê por aí, realmente vale o investimento.

*Agradecemos à NeoPlay pelo envio da versão PS3 do game para anÁlise*

{break::História}Épico e caótico. Não existem palavras melhores para definir a história de "Call of Duty: Modern Warfare 3". Como de costume, a Infinity Ward – agora em parceria com a Sledgehammer Games – mostra toda sua competência em contar uma história de guerra moderna cheia de cena cinematogrÁficas, momentos tensos, situações de arregalar os olhos e emoção entre os personagens.

Tudo começa exatamente de onde "Modern Warfare 2" parou. Sem entregar muitos detalhes, a Rússia estÁ em plena ascensão contra os Estados Unidos, a maior potência militar do planeta,  e não dispensa vÁrios ataques devastadores à cidade de Nova York. A antiga União Soviética também quer dominar outras Áreas do planeta e estende seus ataques a países como França, Inglaterra, Alemanha, SomÁlia e outras regiões da África e Siberia.



Soa familiar? Com certeza. A humanidade jÁ viveu algo parecido antes. Só que agora estamos falando de um evento militar com proporções muito maiores que antigamente. A Terceira Guerra Mundial estÁ aniquilando tudo o que se conhece por vida existente no planeta. E quem logo sofre as consequências são os países mais ricos, envolvidos diretamente no conflito devido a vÁrios interesses em desacordo com outras nações.

O enredo é abarrotado de ações dos personagens que fazem a alegria dos mais fanÁticos pela temÁtica. Sob a óptica de combatentes jÁ conhecidos na franquia, são diversas incursões arrebatadoras contra grupos terroristas, invasões secretas a submarinos inimigos, combate entre helicópteros, defesa contra ataques dos invasores em aviões-caça, tiroteios em gravidade zero e outros momentos absurdamente marcantes. Embora sempre regidos a diÁlogos muito dramÁticos e a adrenalina sempre esteja em alta, a trama pode, na verdade, deixÁ-lo um pouco confuso. Pelo menos no começo.



Isso porque muitas coisas acontecem na tela ao mesmo tempo e, pelo menos nas primeiras horas, não se sabe exatamente por qual lado se estÁ lutando e quais os objetivos principais dos soldados no comando dos acontecimentos. As explosões acontecem com bastante frequência, assim como carros, tanques e helicópteros inimigos surgem vÁrias vezes para barrar a passagem do jogador, que não possui outra alternativa a não ser enfrentÁ-los com tudo o que estiver em mãos – e fora delas.



Ainda assim, é impossível não ficar empolgado com a trama. Tudo é contado de maneira bastante prÁtica e dinâmica, sem enrolações, cenas longas demais ou textos muitos complexos. A objetividade em narrar histórias sempre foi um dos focos de "Call of Duty". E com "Modern Warfare 3" não é diferente. É melhor. Mais emocionante. Mais empolgante. Tanto que me arrisco a dizer que essa é a melhor campanha solo na trilogia "Modern Warfare", tamanho o capricho da superprodução.



Vale ainda salientar que a campanha solo dura cerca de 6 ou 7 horas na dificuldade normal. Pode não parecer muito, mas é o suficiente para conhecer o desfecho da trama e sentir-se totalmente imersos nos hostis campos de batalha do game. Se quer mais desafio e jÁ for grande conhecedor das mecânicas do game, comece logo na dificuldade mais tensa (Veteran) e gaste um bocado mais para completar os eventos. Não é tão difícil (apenas trabalhoso) e você se sentirÁ o melhor dos soldados a cada estÁgio finalizado.

{break::Jogabilidade}Um dos pontos mais fortes do game, a jogabilidade de "Modern Warfare 3" é incrivelmente fÁcil de aprender para os novatos, que não terão absolutamente nenhum problema em se familiarizar com os comandos. Os veteranos, por sua vez, jÁ estão carecas de saber de todas as possibilidades e se sentirão totalmente à vontade durante as partidas.

Todas as mecânicas jÁ conhecidos na franquia estão ali. Sem mais nem menos. E tudo funciona de maneira extremamente responsiva, coesa e livre de falhas nos gatilhos. Ponto para as produtoras, que não precisaram nem mexer na dinamicidade das ações dos botões e seus efeitos, que jÁ era perfeito nas outras edições. Apenas tiveram que fazer pequenos reajustes às novas temÁticas e velocidade com que algumas incursões acontecem.



Em alguns momentos de combate, inclusive, o jogador pode assumir o comando de equipamentos de suporte para ajudar seu time, assim como nos outros games da marca. Seja por mísseis teleguiados ou uma chuva de metralhadoras automÁticas devastadoras, tudo funciona sem nenhum tipo de contratempo. Basta acionar o comando, mirar no lugar certo e aniquilar os inimigos. A sensação de superioridade é absurda nesses momentos.

Existem, ainda, novidades como o controle de um veículo mini-tanque, capaz de metralhar soldados e derrubar helicópteros com granadeiras semi-automÁticas. Ou, ainda, fuzilar terroristas durante uma queda de um avião sequestrado, onde o que importa mesmo no momento, não é sobreviver às reações corporais da ausência da gravidade, mas derrubar os inimigos, também suspensos ao ar, que contra-atacam sem parar sem piedade alguma. Espere só quando for ter que defender Paris dos Russos, mais para o final do game...


Primeiros minutos. Crédito: RydarGames


Mas um dos grandes problemas da série, pelo menos desde o primeiro "Modern Warfare", continua: a falta de inteligência artificial dos inimigos e dos seus parceiros de equipe. Em algumas raras ocasiões, por exemplo, um adversÁrio aparece na sua frente de surpresa, pode te ver e, por falta de atitude, prefere não atirar em você, mas fazer o caminho padrão de cobertura ou ataque para o qual foi primariamente programado. Mesmo que você esteja a dois metros de distância dele.

Isso estraga parte da sua estratégia de campo e compromete o realismo de alguns dos tiroteios. Levando em conta que os adversÁrios estão ali para barrar a sua passagem a qualquer custo e você, em contrapartida, destroçÁ-los o mais rÁpido possível, chega a ser incômodo ver que eles irão, em algum momento, nem ligar para a sua presença e ir simplesmente para trÁs de uma caixa qualquer. Sendo assim, basta ir até lÁ, usar a faca e seguir na partida.



Ainda, alguns dos seus parceiros fazem papel de meros coadjuvantes. Quando não estão inseridos no contexto da trama de cada um dos locais do game, com tiros automÁticos, não ajudam muito durante as batalhas. É claro que o jogador é quem deve estar no papel principal e testar suas habilidades com os desafios propostos, mas a equipe, supostamente colocada ali para te ajudar, pode ser bastante inútil e acabar colaborando em absolutamente nada nos momentos mais difíceis. E uma ajudinha aqui e outra ali faria um bem danado, não comprometeria a diversão e nem estragaria a proposta os desafios. 



Tirando esses pequenos defeitos, "Modern Warfare 3" e a especialidade da Inifnity Ward – e da Sledgehammer Games – em mesclar momentos grandiosos, desesperadores, épicos e emocionantes em colocar o jogador para presenciar e controlar tudo o que acontece na tela intuitivamente são dignos de elogio. Em outras palavras, se a campanha empolga, a jogabilidade potencializa cada uma das ocasiões, transformando-as em experiências únicas e inesquecíveis.  

{break::GrÁficos}A maior polêmica do game estÁ aqui. Não são os ataques terroristas nem as ações contra civis indefesos durante o gameplay que causam euforia nos jogadores. Os grÁficos de "Call of Duty: Modern Warfare 3", para o bem ou para o mal, chamam atenção justamente porque não são top de linha e nem o primor técnico que todo jogador aguarda a cada nova edição lançada.

E isso porque, desde que o game foi anunciado, ficou claro que as produtoras não estavam dando a repaginada necessÁria no visual do título. A impressão – e o hype – então, desmoronou para muitos fãs, que muito criticaram o fato das empresas estarem planejando lançar mais um "Call of Duty" com algumas singelas novidades, grÁficos um tanto recauchutados (engine jÁ datada) e que não chegam a impressionar olhos mais exigentes.



Mesmo assim, o visual de "Modern Warfare 3" não pode ser considerado totalmente feio ou descuidado. Pelo contrÁrio. Mas é preciso dizer que peca em trazer novidades nos efeitos ou aprimoramentos técnicos vistos em outros games mais modernos, lançados na mesma data ou no começo deste ano, inclusive.

No Playstation 3 (versão desta anÁlise), por exemplo, pode apenas ser considerado bom e condizente com parte do potencial do console por dois motivos principais: 1) existem outros jogos estilo na plataforma que trazem grÁficos bem mais rebuscados ("Battlefield 3", "Killzone 3" e "Killzone 2" são alguns deles) e 2) não sofreram melhorias muito significativas nesta nova edição, em comparação com "Modern Warfare 2", lançado em 2009.



Mas nem tudo aqui estÁ perdido e é claro que existem partes interessantes. O que de fato pode ser elogiado no quesito são a reprodução dos ambientes e os detalhes dos cenÁrios. Cada estrutura é construída com características e materiais próprios, detalhes de pintura, coloração e riqueza da réplica das ambientações em cada uma das localidades das missões são bem feitas e só somam positivamente à experiência como um todo.

Ver Nova York à beira do colapso bélico (com centenas de prédios totalmente destruídos ao fundo, navios afundados no mar que rodeia a cidade, aviões e helicóptero se digladiando nos céus) e os campos abertos e fechados da África (capricho nos montantes de lixo, sujeira e cabanas de moradias improvisadas), por exemplo, são dois belos casos de como adaptar realidade à uma obra de ficção eletrônica e ainda desenvolver um enredo interessante sobre uma possível Terceira Guerra Mundial como conteúdo interativo. Espere chegar às missões na Inglaterra, Paris, Alemanha e SomÁlia para entender o que eu digo.


Comparação entre PC, PS3 e X360. Crédito: Robbaz


Só é uma pena que os velhos corredores extremamente lineares, grande crítica por parte de vÁrios jogadores e veículos de comunicação especializados, também marcam presença no game. E, pelo visto, sequer fizeram questão de ser um pouco melhor trabalhados. TÁ, os cenÁrios são cheios de detalhes e tudo roda sem engasgos a 60 quadros por segundo, mas você simplesmente tem um ponto marcado e deve chegar lÁ a qualquer custo sempre por um caminho único.

Nada de campos abertos para passar, cidades com dezenas de caminhos ou trajetos segmentados com vÁrias possibilidades. O jogador aqui até pode passar por dentro de prédios destruídos, ruas lotadas de carros e pedregulhos, plantações com diversos tipos de vegetação e cabanas, mas o trajeto é extremamente linear. E isso eu questiono com todas as letras: serÁ que não poderiam recriar novos trajetos e ampliar o leque de opções de passagem?

Isso traria tanta dinamicidade a mais à jogabilidade por não deixÁ-la restrita a caminhos únicos que se tornam repetitivos e enjoam por sempre trazerem o mesmo padrão de ataque dos inimigos... Claro que toda a estrutura de programação do game teria que ser repensada do zero, mas a sensação de uma guerra moderna real não é feita apenas em uma única viela, prédio ou construção. E não é exatamente essa noção que as produtoras – e a Activision – querem transmitir ao seu público? Nada mais justo. Talvez num "Modern Warfare 4"...



Por fim, os efeitos de iluminação, fogo e faísca estão um pouco melhores que a edição anterior e até chegam a surpreender em algumas etapas de tiroteio frenético, que acontecem a todo momento. Mas, ainda assim, é muito fÁcil encontrar imperfeições, como texturas lavadas, falta de definição de objetos (madeira, pedra, paredes, veículos e algumas estruturas), serrilhados (nada irritante demais) e borrões exagerados durante o zoom de cenÁrios ao longe (draw distance pouco eficiente).

{break::Áudio}Um dos quesitos mais fortes do game, a trilha sonora de "Modern Warfare 3" é extremamente bem produzida. Segue e casa perfeitamente com a proposta do enredo, em que vÁrios instrumentos musicais e batidas orquestradas acompanham o ritmo frenético, caótico, emocionante e épico do game.

Durante toda a aventura, em nenhum momento se sente que a trilha utilizada na mais banal das cenas tenha sido mal aproveitada e acabasse estragando o clima da ocasião. Muito pelo contrÁrio: chega a ser incrível a facilidade que podem fazer o jogador se relacionar e acreditar no que estÁ vendo, como se as ações em Nova York e Paris, por exemplo, realmente estivessem acontecendo naquela hora e que o mundo realmente estivesse à beira de uma catÁstrofe militar irreversível.


"Tema de Abertura" (Jogo: Call of Duty: Modern Warfare 3| Multi | 2011)



Só é uma "pena" que nenhuma das músicas fique realmente na cabeça. E coloquei a palavra anterior entre aspas porque essa situação é perfeitamente "entendível". Afinal, você estarÁ no meio do tiroteio frenético, com dezenas de coisas acontecendo ao mesmo tempo na tela, explosões acontecendo a todo momento, helicópteros e caças sobrevoando sua equipe, construções desmoronando... Como é que você acha que vai parar e ficar prestando atenção nas trilhas com 100% de foco? Um tanto improvÁvel.

Somente nos raros momentos de calmaria, na missões mais sorrateiras em que os tiroteios cessam por alguns instantes, é que é possível relaxar e sentir um pouco mais da influência das melodias nas ambientações, absurdamente propícias e bem planejadas para cada uma das Áreas reproduzidas no game, esteja você em Londres, na SomÁlia, na Alemanha ou nas cidadelas africanas.



Os efeitos sonoros também são muito bem feitos e agregam ainda mais realismo às cenas. O cuidado das produtoras e da equipe de mixagem de som é mais que evidente: os sons de estilhaços de vidraçarias, tiros e resposta de cada equipamento, explosões, poeira esbarrando em construções, mísseis, caças e helicópteros aos céus, ruídos subterrâneos, subaquÁticos, caos e desespero da população, etc. Tudo estÁ ali para colaborar ainda mais na imersão do jogador

.


As dublagens também são bastante convincentes. Como a trama é contada ao jogador sob diversas perspectivas de soldados de outras partes do mundo, é absurdamente comum presenciar sotaques e modismos do inglês falado não só por americanos e ingleses, mas também pronunciado por russos, alemães, africanos e franceses, sendo que cada um deles com suas particularidades e sem abandonarem suas línguas nativas.

{break::Multiplayer online e offline}Talvez o principal dos motivos que faça um fã continuar comprando anualmente todas as versões lançadas de "Call of Duty" seja o multiplayer online. Para quem jÁ estÁ acostumado com os outros games, não se preocupe que a essência da modalidade estÁ toda aqui: correria para todos os lados, novos mapas variados e customização de classes, soldados, armas e equipamentos, killstreak e modos de jogo.

As novidades ficam mesmo para as recompensas do killstreak (mortes contabilizadas em sequência sem ser abatido pelo adversÁrio). A diferença é que agora elas são separadas por três tipos de pacotes de auxílio: Assault, Support e Specialist.Cada um desses pacotes traz prêmios que ajudam o jogador a continuar nas ações durante o multiplayer, trazendo benefícios temporÁrios de acordo com a necessidade e pertinência do momento.


Multiplayer online: Team Deathmatch


Em Assault tudo funciona exatamente da mesma maneira como em "Modern Warfare 2" e em "Black Ops", cujas melhorias dão acesso a ataques mais devastadores, que possibilitam uma sequência de mortes ainda maior e, assim, maior ganho de pontos de experiência, essenciais para subir de nível e ter acesso a novos equipamentos e outros bônus permanentes (perks ).

Os pacotes Support dão acesso a prêmios com funções mais defensivas que ajudam todo o seu time, como metralhadores estacionÁrias (postas em qualquer lugar) e UMV (radares que revelam temporariamente a posição da outra equipe no mapa). Além disso, caso o jogador morra durante sua killstreak, as recompensas permanecem, não resetam ao ponto inicial e ficam acumuladas no decorrer da partida.


Spec Ops - Mission. Crédito: Lucasnooker.


JÁ as recompensas do pacote Specialist nada mais são do que novos perks destravados a cada duas mortes em sequência contabilizadas. Com ela, o jogador, que começa a partida com três perks pré-definidos, vai ganhando outros e pode equipÁ-los para tornar seu soldado cada vez mais mortal. Essa opção privilegia aquele tipo de jogador que é mais tÁtico e que gostar de variar seu modo de jogar dependendo do andamento da partida, ao contrÁrio dos outros dois pacotes, que privilegiam, sobretudo, ataque e defesa, respectivamente. 

Mas nem só de partidas solo online vive o multiplayer de "Modern Warfare 3". As interações offline também trazem novidades. E a melhor delas, a conhecida modalidade Spec Ops agora é foi divida em dois canais: Mission e Survival. Na primeira, as clÁssicas missões que usam estÁgios da campanha solo continuam bastante desafiantes. A segunda nada mais é do que a modalidade contra zumbis de "Black Ops" ou "World at War", só que agora com soldados de verdade, você deve sobreviver por até 15 rounds, se tiver habilidade suficiente.


Spec Ops - Survival. Crédito: Lucasnooker


O interessante é que tudo começa muito fÁcil e, a medida que vai superando os primeiros objetivos, as missões vão ficando cada vez mais difíceis. Principalmente se for na dificuldade Veteran. E prepare-se para passar um trabalhão danado caso pretenda completar tudo com a mÁxima avaliação possível (3 estrelas) em cada uma delas. Ainda bem que é sempre possível chamar um amigo (offline split screen ou online) para ajudar nas mais complicadas. E acredite: elas são (malditos Juggernauts)!

{break::Conclusão}"Call of Duty: Modern Warfare 3", o jogo com o maior lançamento da história, finalmente chegou e jÁ pode ser jogado em toda a sua a glória seja em plataforma você escolher. A campanha solo mostra todo o potencial das produtoras Infinity Ward e Sledgehammer Games em desenvolver enredos militares contados de maneira absurdamente épica e caótica como nenhuma outra equipe é capaz de fazer.

Falar que os grÁficos – e a engine – do título estão datados é uma verdade indiscutível, principalmente se o analisarmos conjuntamente com os outros dois episódios da saga, mostrando pouca evolução no resultado final. Ainda assim, esbanjam momentos deslumbrantes e, em nenhum momento, cansam pela aparente mesmice ou transmitem imperfeições de fazer desistir da partida. A não ser que o quesito seja o mais importante em um jogo para você e, se realmente for, eu mesmo recomendo ir jogar "Battlefield 3".



A jogabilidade continua tão boa quanto antes, com comandos precisos, bastante responsivos, dinâmicos e sem qualquer tipo de falhas, ao passo que o Áudio estÁ magistralmente bem empregado em todas as situações da campanha principal. É incrível o que uma música emocionante ao fundo é capaz de fazer para aguçar sua imersão com o que se vê na tela.

No mais, se você jÁ gostava do multiplayer online das versões anteriores, irÁ continuar gostando desse da mesma forma. O detalhe é que algumas novidades interessantes, principalmente relacionadas aos killstreaks, foram adicionadas, balanceando as partidas e deixando os novatos se acostumarem com a dinâmica dos combates. 



É por essas e outras que "Call of Duty: Modern Warfare 3" é digno de compra e vale seu investimento. O game acaba de bater outro recorde, com a maior quantidade de dinheiro gerada por um produto do entretenimento, e é um dos FPS mais bem avaliados do ano. EstÁ esperando o quê para encomendar sua cópia?

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  • Redator: Andrei Longen

    Andrei Longen

    Jornalista pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Andrei Longen é entusiasta por videogames desde os 7 anos, quando ganhou um Odyssey 2, seu primeiro console. Hoje tem PS4, PS3 e PS Vita e adora caçar troféus em todos os jogos. Colabora no Adrenaline com notícias, análises, artigos, colunas e vídeos.