ANÁLISE: Dynacom MPDingoo

ANÁLISE: Dynacom MPDingoo

Games portÁteis estão sob a mira dos investimentos de diversas empresas. De um lado, estão os aparelhos jÁ consagrados, lançados por companhias respeitadas no ramo, como a Nintendo e sua família de Game Boys, agora substituída pelo Nintendo DS, e a Sony com seu poderoso PSP. Do outro, o ramo de jogos para smartphones e portable media devices (PMP) cresce vertiginosamente. Um exemplo desse fenômeno são os gadgets da Apple. Com uma variedade de aplicativos em um acervo que jÁ chegou às 300 mil unidades, os games abocanham mais da metade dos downloads no iPad. Os smartphones Android também têm diversos títulos à disposição e um caso de sucesso é o do Angry Birds, que foi baixado duas milhões de vezes em apenas três dias.

O fato é que existem opções tanto para gamers casuais quanto para os hardcore. Mas hÁ quem queira conquistar os saudosistas de plantão: este é o caso da Dynacom, empresa brasileira fundada em 1981, conhecida por trazer para o país alguns clones de Nintendinho, como o Dynavision Radical, anunciado com entusiasmo em programas dominicais nas tardes da década de 90.


Dynavision Radical! Com pistola!! WOW!!

Agora, a companhia disponibiliza no mercado brasileiro o MPDingoo, uma versão nacionalizada do Dingoo A320, portÁtil desenvolvido na China que tem como trunfo a emulação de diversos sistemas. A promessa é boa: 12 consoles e portÁteis ou, mais especificamente, Nintendo 8 bits, Super Nintendo, Game Boy, Game Boy Color, Game Boy Advance, Mega Drive, Neo Geo, PC Engine, Atari Lynx, Atari 7800, Odyssey e placas de arcade da Capcom, tudo dentro de um aparelhinho menor que um DS ou um PSP. Além disso, o MPDingoo ainda vem com alguns games próprios instalados.



Parece um prato cheio para gamers retrô, não é? Eu, como jogadora retrô aficcionada, colecionadora de videogames e eterna saudosista, vou contar para vocês a minha experiência com o "brinquedinho" enviado pra gente pelo pessoal da Dynacom. Sabemos das polêmicas envolvendo a emulação e a questão dos direitos autorais sobre as ROMs, mas não iremos entrar nesse assunto. Lembramos que a equipe do Adrenaline se opõe a prÁtica da pirataria. Nosso objetivo é apenas testar o produto e mostrar pra vocês um pouco do que ele é capaz. O assunto é complicado e precisa de uma rigorosa apuração, o que poderia vir a ser assunto para outra hora.

Sem mais delongas, com vocês... o MPDingoo!

{break::Especificações e requisitos mínimos de sistema}A julgar pelo hardware, o MPDingoo promete não fazer feio, levando em conta, por exemplo, seu processador de 400MHz, em teoria, mais poderoso que o do PSP, que tem 333MHz. Mas comparar ambos os aparelhos estÁ fora das nossas pretensões, uma vez que têm propósitos bem diferentes e hÁ uma série de outras características que influenciam no desempenho dos jogos. Confiram as especificações completas do MPDingoo:

Processador: Ingenic JZ4732 de 400MHz (arquitetura MIPS)
Dimensões: 12,5 x 1,4 x 5,5 cm
Peso: 100g
Tela: LCD de 2.8 polegadas
Resolução: 320x240 pixels
Exibição de cores: 16 mil
Memória RAM: 32MB
Espaço para armazenamento: 4GB, expansível em até 8GB
Slot para cartão MiniSD
Sintonizador de rÁdio digital FM
Reprodução de músicas compatível com MP3, WMA, APE, FLAC e WAV
Reprodução de vídeos compatível com FLV, WMV, ASF, RM, AVI, MPEG, MP4, RMVB, SWF
Gravador de voz nos formatos MP3 e WAV
Visualizador de imagens JPG, BMP, GIF e PNG
Leitor de e-books em TXT
Caixas de som stereo
Plug para fone de ouvido de 3.5mm
Saída de Áudio e vídeo para a televisão
Porta mini USB

Requisitos mínimos do sistema
Sistema operacional: Windows XP, Vista ou 7
Processador: Pentium II 233MHz MMX ou superior
Memória RAM: 256MB
Espaço livre no HD: 100MB
Porta USB disponível



Conteúdo da embalagem
1 MPDingoo
1 par de Fones de ouvido intra-auriculares
1 Cabo USB
1 Carregador portÁtil
1 Cabo A/V
1 Manual simplificado

{break::Hands-on e embalagem}Abrir a caixa de um novo equipamento eletrônico costuma ser uma experiência interessante e que gera algumas expectativas. Uma embalagem bem feita, com o produto bem disposto e protegido, causa uma ótima primeira impressão e, em alguns casos, pode nos fazer ter ainda mais vontade de ligar o aparelho e sair usando.

Devo dizer, então, que a embalagem do MPDingoo não vai empolgar dessa forma. Ao abrir a caixinha, o aparelho aparece, embalado em um plÁstico, o que é um ponto positivo. Ele fica, sozinho, apoiado em uma camada fina de papelão e é ela que começa incomodar. Para ter acesso aos demais componentes do conjunto, é preciso remover com cuidado essa parte, que amassa com facilidade e pode até mesmo rasgar.



A retirada dessa parte revela outra caixinha, também feita do mesmo material, que guarda os cabos e o manual. Não espere encontrar informações detalhadas, no entanto. O manual completo só estÁ disponível em versão digital, armazenado na memória do próprio MPDingoo. Como vantagem, é claro, vale citar o envolvimento da Dynacom, que disponibilizou todas as informações em português em um manual intuitivo e, no geral, bem diagramado, vantagem impossível de ser obtida importando a versão chinesa do aparelho.

Outro diferencial são os fones intra-auriculares, da própria Dynacom, uma ótima sacada em comparação aos tradicionais fones que nem sempre cabem em qualquer orelha e não são tão eficientes na hora de isolar o ruído externo. Os fones se encaixam confortavelmente aos ouvidos e são eficientes na hora de atenuar os barulhos do ambiente. A qualidade sonora é surpreendente: vale a pena até usÁ-los no seu MP3 Player. Outro forte do aparelho é o carregador, que não possui cabo próprio, bastando plugÁ-lo na mesma USB utilizada para transferir os dados.



{break::Estética retrô}O visual do MPDingoo é simples  e "quadradão". Lembra, de leve, o joystick do Nintendo 8 bits, com formato retangular, direcional em forma de cruz na esquerda e os botões na direita. Ou a metade inferior do Nintendo DS Lite. Acima, os botões R e L e, abaixo, o Start e o Select.



O aparelho que recebemos é todo preto, com a parte dianteira brilhosa enquanto a traseira tem acabamento fosco. À primeira vista, o efeito é bonito, mas em poucos segundos na mão de qualquer um, o MPDingoo vira um reduto de oleosidade e impressões digitais. O problema ficaria menos evidente caso todo aparelho fosse fabricado com material fosco.



Extremamente leve, o portÁtil da Dynacom encaixa-se confortavelmente nas mãos, apesar do seu formato reto, com cantos muito pouco arredondados. A disposição dos botões é satisfatória, salvo os R e L, que são muito pequenos (menores do que todos os outros botões, em uma tendência contrÁria à dos joysticks tradicionais) e com pouco relevo, o que dificulta encontrÁ-los em certas ocasiões. Assim como o Start e o Select, esses botões também são mais duros do que os demais, fazendo um "clic" um pouco incômodo quando pressionados. A impressão que fica é de que podem travar na posição a qualquer momento.



A lateral esquerda do MPDingoo tem o microfone utilizado para as gravações de voz e um micro-botão "reset", aquele que você procura o objeto mais fino que estiver por perto para pressionÁ-lo e restaurar o aparelho para o padrão de fÁbrica, quando acontece alguma catÁstrofe. JÁ a lateral direita traz o plug para o fone de ouvido, felizmente no padrão 3.5mm, e o switch para ligar, desligar o MPDingoo e deixÁ-lo na posição "hold", ou seja, travado para não executar nenhuma ação. Útil quando você não quer desligar o portÁtil, mas apenas enfiÁ-lo rapidamente no bolso.



Por fim, na parte inferior, ficam as caixinhas de som, a porta mini USB, o slot para cartão de memória e a saída para TV, todas sem proteção. O encaixa dedicado à expansão de armazenamento fica completamente vulnerÁvel a poeira e quaisquer coisas que decidirem entrar por ali e danificÁ-lo, o que torna o aparelho frÁgil neste ponto.



O acabamento, no geral, não é dos melhores, embora um pouco acima da média se compararmos a outros produtos "Xing-lings". O conjunto geral da obra, porém, não decepciona: não dÁ para dizer que o MPDingoo é feio. E suas dimensões, formato e peso proporcionam uma boa pegada e vão te fazer lembrar dos antigos joysticks diminutos, minimalistas e confortÁveis. Nada além do necessÁrio para trucidar inimigos em Mortal Kombat ou colecionar bananas em Donkey Kong Country.

{break::Uma interface familiar, embora inferior}Para ligar o MPDingoo, basta empurrar a chavinha até a tela exibir o logotipo da Dynacom. O processo é extremamente rÁpido e, em poucos segundos, coloca toda a interface do aparelho à disposição do jogador.

O visual lembra muito o do PSP da Sony. O menu horizontal traz as principais opções representadas por ícones e, ao selecionÁ-los, outros sub-itens aparecem, dispostos verticalmente. Mas a interface não é muito agradÁvel. A navegação pelos menus fica confusa em alguns pontos, principalmente quando você acessa determinada funcionalidade e quer voltar para o menu principal, o que acontece de vÁrios modos, seja pressionando repetidamente o botão B até voltar ou apertando o X para retornar de uma vez só. Não hÁ indicações da atribuição de cada botão na tela, o que exige um tempo de adaptação.



Outro aspecto que chama a atenção é o idioma: por mais que a Dynacom distribua o portÁtil no Brasil, com embalagem e manuais traduzidos, o português não estÁ entre as opções para os menus do MPDingoo. A solução é ficar com o inglês mesmo, embora existam outras opções, como francês, espanhol e chinês.

De qualquer forma, os itens, algumas vezes, têm nomes estranhos que não transmitem a ideia correta sobre as suas funções. É o caso do "Interesting game", dentro do menu "game center", justamente responsÁvel pelo principal recurso do MPDingoo: os emuladores e ROMs. Além disso, o gerenciador de arquivos do aparelhinho foi chamado de "Browser", ainda por cima representado pelo ícone de um globo, o que pode dar a equivocada  impressão de que o portÁtil dispõe de acesso à Internet.



Outro detalhe: pelo menos a nossa unidade testada, às vezes parecia ter vida própria. Ao acessar a seção de games, eventualmente as ROMs simplesmente desapareciam, mas podiam ser vistas normalmente no gerenciador de arquivos (ele mesmo – o "browser"). Além disso, nem sempre o Windows conseguiu ejetar o dispositivo corretamente, o que forçou alguns resets no aparelhinho. Na hora de tentar resolver o problema, você pode recorrer ao manual, incluído em formato digital na memória do Dingoo. Mas, primeiro, terÁ que plugÁ-lo ao PC: é impossível ler o manual através do próprio portÁtil, porque ele não lê PDF.

 

No nosso caso, em determinado momento, o aparelho simplesmente parou de vez de fazer a leitura dos arquivos das ROMs. Depois de vÁrias tentativas de consertar o problema sem sucesso, recorremos ao suporte da Dynacom, que nos atendeu prontamente e recomendou a restauração do firmware. O processo se deu aos trancos e barrancos e foram necessÁrias duas tentativas, mas, finalmente, nosso MPDingoo voltou à atividade normal.

{break::O que interessa: emulação}Deixando esse assunto um pouco de lado, é hora de ver como o portÁtil se comporta com os jogos. Além dos emuladores, ele ainda traz alguns "3D games", que lembram jogos mais simples para celulares. JÁ a opção "Interesting Game" lista os consoles que o MPDingoo é capaz de emular por pastas e, dento de cada uma delas, reside uma variedade de jogos. Ou seja, diferentemente dos emuladores tradicionais em que você primeiro abre o programa e depois executa a ROM desejada, no portÁtil da Dynacom basta selecionar o game na pasta correspondente e sair jogando.



O desempenho surpreende. O MPDingoo foi capaz de rodar a maioria dos jogos que nós testamos, sem perder muito para os consoles originais. Mas é necessÁrio fuçar um pouco para conseguir uma performance satisfatória. Isso porque cada jogo se comporta de um jeito, dependendo da plataforma. Os games de Super Nintendo, por exemplo, variam muito: uns rodam extremamente rÁpido, outros quase parando. E hÁ aqueles que não rodam, como Star Fox, um título tradicionalmente difícil de emular.



Ao rodar Donkey Kong Country, do Super Nintendo, pela primeira vez, por exemplo, o game rodou rÁpido demais, o que inviabilizou a jogatina. Felizmente, é possível atenuar ou resolver o problema acessando as configurações do emulador ao apertar START+SELECT simultaneamente. Com isso, o jogo pausa e a tela do MPDingoo exibe diversas opções de ajustes, como o volume e o frameskip. Como é possível alterar as configurações sem sair do game, basta ir testando até atingir o ideal.



Algo que me surpreendeu foi a emulação de Arcade. A maioria dos jogos rodou muito bem e não precisaram de nenhum ajuste. Passei horas relembrando os tempos de Super Puzzle Fighter em momentos que até dava pra esquecer que se tratava de uma emulação. Por outro lado, como todo emulador, é impossível prever o comportamento dos jogos. Alguns apresentam uns bugs estranhos, como o Pit Fighter do Atari 7800 e o Sonic 3 do Mega Drive que, embora perfeitamente jogÁvel, enfrenta problemas com o Áudio. Nada que torne o produto ruim em emulação. Na verdade, ele consegue se sair melhor do que alguns emuladores para PC e consoles e os pequenos problemas que surgem em determinados games não vão além do que jÁ se espera de um emulador comum.

A experiência de jogo é boa. Os botões respondem bem e são suaves de apertar. A exceção fica mesmo por conta dos botões R e L, muito pequenos e difíceis de alcançar de primeira. Em games de luta, isso pode causar verdadeiros desastres. Outro detalhe é que a superfície brilhante e lisa do portÁtil é bastante escorregadia, o que exige uma rÁpida adaptação.



No geral, os games rodam de maneira suave. Quando não, bastam alguns ajustes no software do aparelho, o que resolve os problemas na maioria dos casos – na base de muita tentativa e erro, no entanto. O som, infelizmente, não é o ponto forte (apesar dos ótimos fones de ouvido que acompanham o produto). Você provavelmente vai preferir jogar no modo silencioso, porque as músicas e efeitos sonoros, em boa parte dos jogos, ficam sofríveis. Felizmente, alguns títulos se salvam, mas é questão de cada jogador testar por si e perceber quais têm o melhor desempenho. Faltou, por fim, um botão físico de controle de volume.

Um dos pontos que achei mais atrativos é a saída para TV. Com isso, o portÁtil torna-se um ótimo companheiro para viagens, dispensando o transporte de um console de mesa completo. Ligar o aparelho no televisor é fÁcil: basta conectar o cabo RGB no MPDingoo e os três plugs coloridos na TV, nunca esquecendo de selecionar a oção "TV Input" no menu do portÁtil. Caso a imagem fique em preto e branco, é só usar o seletor do MPDingoo para trocar entre as opções NTSC e PAL-M. Testei o brinquedinho em três aparelhos e em apenas um deles a imagem não apareceu colorida. Não consegui identificar a origem do problema.

Com tudo isso, pode-se dizer que a autonomia da bateria é excelente, ao menos durante o nosso período de testes. É mais do que suficiente para passar horas jogando sem se preocupar. Faltou apenas um indicador externo do estado da bateria, um ledzinho piscando para evitar surpresas desagradÁveis. O único modo de verificar a carga restante é saindo do game e retornando ao menu principal.

{break::Multimídia}Percebeu algo no nome do aparelhinho comercializado pela Dynacom? O "MP" na frente do nome Dingoo. Aparentemente, uma jogada para atrair o público dos MP[número_aqui], ou seja, players multimídia que acumulam funções e, assim, ganham números maiores na sua denominação.

O MPDingoo, além da função principal de emulador, também reproduz músicas, vídeos , animações em flash e arquivos .TXT. Felizmente, o portÁtil vem todo organizado em pastas, para que o usuÁrio saiba aonde colocar cada coisa. Basta, então, ligar o cabo USB no MPDingoo e conectÁ-lo ao PC para transferir os arquivos.

A reprodução de músicas é satisfatória, embora fique prejudicada visualmente pela interface pobre do aparelho. Se você colocar uma grande quantidade de arquivos, pode ser demorado encontrÁ-los e os nomes extensos rolam automaticamente em uma "velocidade" entediante. Vale lembrar que é essencial organizar as músicas por pastas, para que o MPDingoo não vire uma bagunça. A experiência sonora tem o apoio imprescindível dos ótimos fones inclusos no pacote, porém, mais uma vez a ausência de um controle de volume físico incomoda.



Assistir a vídeos é um pouco mais complicado, mas quando se pega o jeito tudo dÁ certo. Nos nossos testes, o Dingoo se saiu melhor com vídeos em formato MPG, em resoluções que se aproximam da nativa do aparelho, como 480x270 pixels. Em resoluções muito altas, o MPDingoo pode acabar travando. Além disso, alguns vídeos não foram reconhecidos de primeira: foram necessÁrias novas conversões e tentativas até o portÁtil reconhecê-los. O maior problema foi com o formato .FLV, que não consegui fazer rodar no portÁtil, apesar da promessa de compatibilidade.

Por fim, o MPDingoo tem sintonizador de rÁdio FM e gravador de voz. A rÁdio funciona muito bem e, neste caso, a interface ajuda: mover o direcional para os lados faz o MPDingoo mudar de estação e pressionar para cima ou para baixo aumenta e diminui o volume, respectivamente. A qualidade de recepção é ótima, o Áudio é limpo e claro e durante os nossos testes não houve falhas. O gravador de voz, por sua vez, cumpre sua função, mas não recomendo que confie muito nele. Para o som sair audível, é necessÁrio falar muito perto do microfone, na lateral esquerda, o que inviabiliza gravações de entrevistas ou palestras, por exemplo.

{break::Conclusão}O MPDingoo é uma boa pedida para uma diversão descompromissada. Extremamente leve, pequeno e confortÁvel, é uma solução para passar os minutos tediosos em uma fila do banco ou no ponto de ônibus, por exemplo. Para jogadores retrô, então, é um item recomendadíssimo, apesar de seus pequenos problemas.

O acabamento não é dos melhores e o portÁtil transmite a impressão de ser muito frÁgil, o que só o tempo pode evidenciar com certeza. Mas naquilo que se propõe, é impecÁvel: entrega mais do que se espera em termos de emulação e ainda inclui funcionalidades adicionais. O preço, felizmente, diminuiu: antes por R$459, um preço salgado para o que ele oferece, agora estÁ em R$299. Uma quedinha um pouco maior tornaria o MPDingoo um portÁtil extremamente acessível, com ótimo custo-benefício.

Apesar de seus recursos multimídia, provavelmente voce irÁ esquecê-los facilmente e eu não recomendaria o uso do portÁtil para isso, apesar de quebrar um galho. É melhor deixar essa função para equipamentos especializados e aproveitar muito os games no MPDingoo: isso, ele faz com maestria.


PRÓS
Emulador retrô com suporte a mais de dez consoles: precisa dizer mais?
Ótimo desempenho nos games
Configurações fÁceis para incrementar a performance
Design simples e confortÁvel
Muito leve
Ótimos fones de ouvido inclusos
Saída para TV torna o aparelho muito versÁtil
CONTRA
Acabamento mediano
Interface pobre e menus confusos
Portas e conexões sem proteção
Superfície muito suscetível a sujeira
Assuntos
  • Redator: Risa Lemos Stoider

    Risa Lemos Stoider

    Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e gamemaníaca desde os 4 anos de idade. Já experimentou consoles de várias gerações e atualmente mantém uma ainda modesta coleção. Aliando a prática jornalística com a paixão pela tecnologia e os games, colabora com a Adrenaline publicando notícias e artigos.