ANÁLISE: Lara Croft and the Guardian of Light

ANÁLISE: Lara Croft and the Guardian of Light

Confesso: fiz cara feia quando vi os primeiros anúncios de Lara Croft and the Guardian of Light. Fã xiita da franquia Tomb Raider, que sente falta da jogabilidade dos primeiros títulos, mas ainda assim sai correndo para curtir qualquer nova aventura – e gosta, sempre! - temi ver a heroína descaracterizada, protagonizando um jogo medíocre com cara de "caça-níquel", em uma empreitada que poderia enterrar uma das minhas séries favoritas para sempre.



Dramas à parte, encarei o desafio de analisar o jogo, com neutralidade e sem preconceitos. Afinal, de qualquer forma, seria mais uma aventura de Lara Croft que eu, certamente, iria jogar (mesmo com desconfiança). Agora, após horas e horas de jogo, posso afirmar com segurança: Lara Croft and the Guardian of Light é uma grande surpresa. E muito, muito mais bem-vinda do que eu poderia imaginar.



O game foi anunciado em março e, em uma jogada estratégica da Crystal Dynamics, teve a marca "Tomb Raider" eliminada do título, inaugurando mudanças tão significativas que, na verdade, originaram um jogo totalmente novo. Inovador até no seu sistema de distribuição: é o primeiro game protagonizado por Lara Croft a ser oferecido digitalmente, via download, ao invés das mídias físicas tradicionais. Aproveitando o Summer of Arcade, período de quatro semanas em que jogos são lançados para download na XBox Live, o novo episódio da musa exploradora de cavernas chegou com exclusividade ao console da Microsoft para só depois fazer sua estréia no PC e no Playstation 3.

Não hÁ como negar que o game é, sim, diferente da série clÁssica que lhe deu origem. Mas serÁ que essas mudanças foram assim tão profundas? Talvez sim, mas a boa notícia é que o game não ficou nada irreconhecível. Pelo contrÁrio... Lara Croft parece "Tomb Raider" como nunca!

{break::Nova roupagem, velhas referências}Lara Croft and the Guardian of Light não hesita em escancarar suas inovações logo de cara. O primeiro impacto ocorre na abertura, com visual ligeiramente cartunesco, que lembra a estética de algumas histórias em quadrinhos. É aí que aparece, pela primeira vez, outra novidade: um novo personagem, Totec. Grandalhão e truculento, pode não causar as mesmas sensações masculinas que Lara e seus "atributos" e nem transbordar carisma. No entanto, no decorrer do jogo, você agradecerÁ – e muito – a presença desse cara.

As cenas mostram Lara fazendo o que sabe de melhor: explorar lugares insólitos que, você, provavelmente não pisaria sozinho. E é em uma tumba na América do Sul que a heroína encontra (adivinhem): um artefato poderoso, que desperta a ambição e o senso de destruição de muita gente (e de criaturas mais bizarras também). Parece familiar?

A história não é, certamente, o ponto alto do jogo. Mas é uma forte referência aos episódios da franquia principal, sempre centrados na busca por artefatos milenares. Desta vez, o objeto em questão é o Mirror of Smoke, que também é disputado por uns mercenÁrios que entram em cena para estragar tudo. A bagunça acaba despertando Xolotl, entidade maligna e poderosa, e também Totec, seu "antagonista", o Guardião da Luz que irÁ ajudar Lara na sua empreitada em busca do espelho e na derrota de Xolotl. E é isso. Não hÁ grandes reviravoltas, nem diÁlogos super elaborados. Na verdade, essa história é só um pano de fundo e funciona mais como uma "desculpa" para colocar Lara e Totec frente a frente com toda a sorte de perigos.



Não hÁ o que reclamar do visual de Lara. Para os marmanjos: ela continua linda, como sempre, e ainda veste o antigo traje composto de regata azul e shortinho marrom clÁssicos, que foi dando lugar a outras vestimentas ao longo da série Tomb Raider. Lara não envelhece nunca e estÁ sempre em ótima forma, o que nos leva a acreditar que passar a maior parte da vida em lugares sombrios cheios de morcegos ou em catacumbas e florestas provavelmente lotadas de mosquitos, enfrentando lobos, múmias e esquisitices em geral, deve fazer muito bem para a saúde.




Ela era assim em 1997... lembra?


Não espere, porém, ver Lara Croft de costas, bem perto da câmera. A perspectiva em terceira pessoa, com a heroína vista por trÁs, deu lugar a uma visão aérea em formato isométrico. E se você espera mudanças muito radicais no game, saiba que essa é a mais significativa delas. Agora, você enxerga Lara de cima, e tem uma visão geral de todo o cenÁrio ao redor.

Os cenÁrios, aliÁs, também remetem à franquia principal. Apesar de vistos a partir de outra perspectiva, trazem os mesmos elementos que fizeram a fama de Tomb Raider: densas florestas, ruínas, pedras e paredes escalÁveis, Água, abismos e, é claro, toda variedade de armadilhas (naturais ou não) que podem matar a personagem instantaneamente como resultado de um único pulo mal calculado. E, acredite, isso vai acontecer muito nesse novo episódio.



Outra novidade deste game é o sistema de power-ups, algo inovador em relação à franquia Tomb Raider. Ao longo das fases, existem itens coletÁveis que podem ser utilizados para aumentar atributos, como a barra de energia ou o poder de fogo das armas, por exemplo. Além disso,o sistema de Leaderboards ganha destaque, possibilitando ao jogador divulgar recordes como o tempo que levou para completar cada Área e pontos acumulados.

{break::Tour por uma imensidão de belezas naturais}Estamos falando de um jogo disponibilizado via download, portanto, não se pode comparar, graficamente, Lara Croft and the Guardian of Light com os mais recentes lançamentos para consoles vendidos em mídias físicas. Mas posso garantir que o game tem um dos visuais mais bonitos do segmento, construídos a partir da mesma engine utilizada em Tomb Raider: Underworld. É como se os cenÁrios que estamos acostumados a ver nos games da franquia principal fossem filmados com uma câmera posicionada acima de tudo, de modo que este spin-off tenha a mesma cara dos demais jogos, ao mesmo tempo em que consegue ser muito diferente.



Os ambientes são muito detalhados e a sensação de amplitude é intensa. Não só a Área "jogÁvel" ficou muito bem trabalhada, como os elementos da paisagem de fundo também são ricos e imersivos. No entanto, os ambientes poderiam ser mais variados. Depois de jogar algumas fases, pode ficar a sensação de que pouca coisa mudou entre elas.

HÁ uma série de objetos espalhados, que podem ser destruídos e, quem sabe, revelar alguns itens. É uma pena que os últimos games estrelados pela heroína tenham deixado para trÁs um pouco do realismo que foi tão bem trabalhado nos primeiros títulos e, com essa nova aventura paralela, não foi diferente. Os estilhaços, por exemplo, somem logo após uma explosão. O mesmo acontece com os animais.



No primeiríssimo Tomb Raider, de 1996, existia uma certa diversão mórbida em voltar para alguns lugares jÁ explorados e dar de cara com umas carcaças de bichos, no exato local em que foram mortos pelo jogador. Agora, a morte dos animais e de outras criaturas estranhas não deixa muita sujeira, uma vez que os falecidos desaparecem instantaneamente. Nada mal, neste caso. Porque, com a quantidade absurda de inimigos que você precisarÁ enfrentar em Lara Croft and the Guardian of Light, deixar todos os restos por aí transformaria a experiência em um passeio pelas profundezas do inferno.

{break::Matança em dobro...}Lara Croft costumava economizar munição. A moça sempre precisou usar mais a cabeça do que o gatilho, jÁ que os inimigos apareciam de vez em quando, mais para quebrar o ritmo de exploração e fazer o jogador se mexer mais um pouco do que para, de fato, transformar Tomb Raider em um jogo focado nos tiroteios. No novo game, vai ser preciso usar mais balas do que qualquer outro jogo da série. E isso significa MUITA coisa.



O grande objetivo do jogo não deixou, felizmente, de ser a exploração e a resolução de quebra-cabeças e enigmas. Mas, desta vez, vai ter muito mais criaturas inconvenientes e estranhas tentando atrapalhar. E bota estranhas nisso. Uma das figurinhas mais frequentes no jogo são as grandes aranhas que nunca aparecem sozinhas, mas sim em bandos bastante numerosos, que deixam a sensação de que por mais aranhas que você mate, elas jamais irão parar de surgir. Mas pode ficar tranquilo, pois você conta com importantes aliadas para a matança generalizada: as bombas.



Além das armas jÁ tradicionais da série, como as pistolas, Lara guarda, sabe-se lÁ onde, um estoque infinito de bombas. Além de servirem para resolver vÁrios enigmas, acionando alavancas, por exemplo, esses explosivos conseguem matar uma série de inimigos ao mesmo tempo, sem causar danos aos personagens principais. Mas, para isso, é preciso ser cuidadoso: um toque em um botão posiciona a bomba e um círculo mostra a sua Área de abrangência. É preciso sair correndo para longe desse alcance e apertar mais uma vez o botão, quando a maior quantidade de criaturas possíveis estiver por ali.

No mais, Lara Croft and the Guardian of Light, apesar de vendido como um spin-off, retoma o fôlego das características mais particulares e adoradas da série Tomb Raider, que anda passando por um momento não tão glorioso quanto o seu passado. Lara continua Ágil e tem uma penca de problemas para resolver, que com certeza irão fritar o seu cérebro por alguns momentos. Tudo isso ao som de uma trilha sonora que fica efervescente nos momentos certos, compondo o clima de aventura e eventual tensão.



A grande sacada é que o jogo consegue equilibrar muito bem os elementos de ação, como tiroteios e fugas, com as partes que envolvem raciocínio, tudo isso em um título que tem a premissa de ser mais curto e rÁpido do que os tradicionais. É pouco provÁvel que você se sinta entediado ou fique longas horas preso em uma mesma fase, por mais enigmas que ela proponha. Mas isso também não significa que o jogo estÁ fÁcil: um simples erro pode ser fatal e é comum morrer vÁrias vezes antes de encontrar a solução definitiva para um quebra-cabeças.

Até mesmo alguns chefes exigem uma boa dose de raciocínio para serem derrotados. Em uma das fases, é preciso confundir um dinossauro para que ele se posicione em uma plataforma com espinhos retrÁteis e, então atirar de longe em uma alvo que irÁ acionar a armadilha. E não pense que isso serÁ fÁcil, pois o processo precisarÁ ser repetido vÁrias vezes e alguns alvos estão muito bem escondidos.


{break::...diversão também}A perspectiva de jogo mudou, o nome também. O que mais? A diversão em turma, é claro. Se Tomb Raider é um jogo solitÁrio, este spin-off veio para provar que explorar tumbas acompanhado é muito mais divertido.

Sim, você ainda pode jogar sozinho. Nesse caso, logo na primeira fase, Totec desaparece e te deixa na mão. Assim, Lara parte para sua aventura em posse de suas pistolas e de lanças (infinitas, assim como as bombas), que são muito úteis para alcançar plataformas mais altas, ativar switches e, até mesmo, detonar alguns inimigos.



Desse modo, o jogo lembra muito os tempos clÁssicos da franquia Tomb Raider, com a ação centrada na exploração e nos saltos, ativação de switches, travessias de plataformas e muito, muito raciocínio. O tempero fica por conta dos inimigos, que vieram com tudo desta vez. Nada melhor, então, do que um sujeito grandão e – muito importante! – com um escudo para ajudar, certo?

Então chame um amigo, empreste seu joystick sobressalente para ele e curta uma experiência completamente renovada no que diz respeito aos jogos da aventureira de tranças. A jogatina colaborativa em dupla foi muito bem colocada neste game, sem, de jeito nenhum, provocar descaracterização, mas sim ampliando a experiência de jogo.



Totec faz uma grande diferença. Não pense que ele é um personagem colocado ali só para dar uma oportunidade para outro jogador: suas habilidades são únicas e cruciais em alguns momentos da aventura. Isso porque, no modo cooperativo,  as habilidades são divididas e o game fica um pouco diferente em vÁrias partes, de modo que seria impossível terminÁ-lo apenas com Lara.

Trocando em miúdos, ao optar pelo multiplayer, Lara perde as lanças, que acabam ficando com Totec. Ele ainda possui um escudo, que pode ser usado não só para defesa de ataques inimigos como também pode ser transformado em uma plataforma, na qual Lara pode subir e alcançar lugares antes inatingíveis.

No modo single-player, a heroína se vira sozinha com as lanças. No modo cooperativo, porém, esse trabalho fica com Totec. É ele quem as atira na parede, criando plataformas. Mas, cuidado! Nada de tentar pular nelas com o grandalhão... Lara, pelo contrÁrio, esbanja leveza e habilidades que poderiam render algumas medalhas nas Olimpíadas, afinal, ficar tanto tempo de pé equilibrando-se em uma única lança não é pra qualquer um.



Por outro lado, Totec conta com a ajuda do gancho de Lara, que pode servir como "ponte" ou como um apoio para momentos nos quais a morte é quase certa. Uma das coisas mais divertidas nesse modo de jogo é ter que executar alguns saltos mortais com Totec, que poderiam falhar completamente caso a parceira não ficasse posicionada do outro lado e jogasse seu gancho com corda para que ele possa segurar e, então, tomar impulso para chegar ao seu destino. Esse recurso é muito útil, aliÁs, quando o jogador no controle do personagem acaba se confundindo e... bom, se jogando aonde não deveria. Rapidamente, Lara pode salvÁ-lo da morte, o que rende alguns momentos de tensão bastante divertidos.



A cooperação funciona muito bem e a comunicação entre os jogadores é fundamental, logo, a opção da desenvolvedora pelo multiplayer local como opção primÁria foi muito acertada. Com o lançamento do game para Playstation 3 e PC, o modo online também serÁ liberado, mas é bom lembrar que a experiência serÁ muito melhor e mais divertida se ambos os jogadores usarem um headset.

{break::Os bugs estão de volta}Por mais que o game vÁ direto ao ponto, apresentando-se de forma intuitiva ao jogador sem lançar mão de extensos tutoriais que subestimam a inteligência (e são, muitas vezes, um exercício de paciência), quem estÁ acostumado com a série Tomb Raider pode, a princípio, estranhar o novo formato.

Apesar de Lara continuar, essencialmente, a mesma, a moça perdeu algumas habilidades. Ações como agachar, rastejar, dar passos lentos e precisos e saltos triplos não são mais possíveis. Também não fazem falta, é verdade. O que vai exigir mesmo uma readaptação, embora rÁpida, é o sistema de mirar e atirar.

Até então, os jogos da heroína tinham um sistema muito interessante de mira automÁtica. Quando vÁrios inimigos se aproximavam, bastava sacar a arma para que Lara apontasse para o que estivesse mais próximo e, enquanto o jogador não soltava o botão do gatilho, a mira continuava no inimigo em questão. Com a mudança de perspectiva, a jogabilidade precisou de algumas mudanças, e esse aspecto foi o mais afetado.

Em Lara Croft and the Guardian of Light, primeiro é preciso apertar um botão para empunhar a arma. Depois, com o analógico direito, o jogador ajusta a mira no ângulo necessÁrio e, mantendo a posição, finalmente dispara. É um esquema que funciona bem no novo modo de jogo, no entanto, pode ser um pouco mais difícil, ainda mais levando em conta a quantidade assombrosa de inimigos que resolvem aparecer em alguns instantes.



De modo geral, a jogabilidade flui muito bem e é intuitiva o suficiente para que o jogador aprenda rapidamente todos os comandos. Não existem combinações complexas de botões: cada um é responsÁvel por uma função, rapidamente assimilada. A única coisa que pode quebrar o ritmo da diversão é algo que jÁ se tornou clÁssico dos jogos estrelados pela moça: os bugs.

Eventualmente, coisas bem estranhas podem acontecer no game. Em uma das minhas jogatinas, por exemplo, precisei ativar dois mecanismos para abrir a porta de uma cela e coletar um item dentro dela.  Assim que completei meu objetivo, a cela se fechou novamente e não houve jeito de abri-la.



Não havia nenhuma alavanca por dentro (nem mesmo espaço para isso), minhas lanças e tiros não ultrapassavam as grades e todo o meu raciocínio, durante alguns minutos, não me levou a nenhuma solução plausível. Precisei explodir uma bomba e cometer "suicídio" para que o game retornasse ao mesmo ponto, porém, desta vez, com a cela inexplicavelmente aberta.

Outros pequenos incômodos podem acabar acontecendo, como pular em direção a uma parede e Lara ou Totec ficarem "grudados" nela movendo-se rapidamente para cima e para baixo sem nem cair, e nem sustentar-se em uma plataforma. Nada disso, porém, é tão corriqueiro a ponto de estragar o jogo: pode pegar seu joystick e encarÁ-lo sem medo.

{break::Vale a pena arriscar?}Apesar de ser um spin-off, Lara Croft and the Guardian of Light é um dos jogos mais legais estrelados pela exploradora. As inovações não significam que a série serÁ remodelada, mas sim que os jogadores têm um título divertido pra curtirem enquanto não sai o próximo game da franquia, com previsão de lançamento para o final de 2011.



Com opções de jogo em single-player ou em campanha cooperativa para dois jogadores, o game tem um ótimo fator "replay", jÁ que zerar o jogo de um modo e de outro são experiências bem diferentes. Novos elementos, como power-ups, a visão isométrica e a ajuda de Totec, representam um refresco e inovação para os antigos jogadores de Tomb Raider, ao mesmo tempo em que podem introduzir a franquia principal para os novatos e até mesmo agradar quem nunca foi muito fã da série.



Intuitivo, desafiador e extremamente divertido, Lara Croft and the Guardian of Light é uma ótima escolha tanto para quem joga sozinho quanto para quem divide os controles com um amigo. Renova elementos jÁ conhecidos da série, abusa dos quebra-cabeças e dos inimigos, de forma equilibrada e dinâmica. Esperamos que essa surpresa da Crystal Dynamics não fique só por aqui e se estenda a série principal, trazendo um novo game inspirado e inteligente, recuperando o prestígio que se perdeu um pouco com o tempo.

PRÓS
Belos grÁficos, com cenÁrios amplos
Jogabilidade eficiente e intuitiva
Quebra-cabeças desafiadores e muitos inimigos para trucidar
Diversão de sobra no modo cooperativo
CONTRAS
Os ambientes poderiam ser mais variados
Alguns bugs podem incomodar
Enredo e diÁlogos pouco explorados
Assuntos
  • Redator: Risa Lemos Stoider

    Risa Lemos Stoider

    Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e gamemaníaca desde os 4 anos de idade. Já experimentou consoles de várias gerações e atualmente mantém uma ainda modesta coleção. Aliando a prática jornalística com a paixão pela tecnologia e os games, colabora com a Adrenaline publicando notícias e artigos.

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