ANÁLISE: Microsoft XBox 360 S

ANÁLISE: Microsoft XBox 360 S

O Xbox 360 emagreceu um pouquinho: estÁ 18% mais leve do que o modelo anterior. Mas não foi só isso que mudou. A nova versão do console da Microsoft traz algumas novidades que prometem tornÁ-lo mais prÁtico e transformar em uma lembrança distante os problemas que polemizaram seus cinco anos de existência (leia-se: aparelhos estragados repentinamente, sem chances de conserto).


Com GPU e CPU juntos, em um único encapsulamento fabricado em 45nm e coberto por um dissipador, o novo Xbox 360 tem um consumo de energia menor, além de vir com gerenciamento do calor aprimorado, o que deve evitar boa parte dos problemas decorrentes de superaquecimento.

Além disso, apenas batendo o olho no videogame pela primeira vez, fica a impressão de que ele realmente estÁ mais compacto e muito mais bonito.



{break::Embalagem e especifiações}O pacote do novo Xbox 360 traz, além do próprio console e a fonte, um manual, um joystick sem fio com duas pilhas alcalinas incluídas, um headset e um cabo de vídeo composto.

 

Quanto às especificações técnicas, existem alguns diferenciais em relação aos modelos anteriores. O principal deles é o aumento da capacidade do disco rígido, agora com 250GB. 




{break::Visual repaginado}O novo Xbox 360 pesa cerca de 2,8 kg, contra aproximadamente 3,4 kg da versão Elite que todos conhecem. A novidade vem na cor preta, mas, diferentemente do Elite e do Arcade, ganhou um acabamento brilhoso com detalhes cromados, a diferença mais evidente em relação ao modelo anterior. Com isso, o Xbox 360 ficou muito mais bonito, mas pequenas sujeiras, poeira e marcas dos dedos ficam bem mais aparentes.



A sua dianteira ficou mais discreta, sem os slots para Memory Cards e com um botão circular semelhante ao original, embora com a Área funda em torno bem menor. Ele é sensível ao toque, ou seja, basta passar o dedo de leve por ele para ligar o aparelho.  Ele ainda dÁ um feedback sonoro quando é ativado, assim como o Eject, que também diminuiu e agora fica posicionado acima da bandeja de DVDs.



Em torno dele, o led verde indica a atividade do aparelho e ninguém mais deverÁ ver as famigeradas três luzes vermelhas. Lógico que a expectativa é que os problemas que ocasionam as luzes não ocorram, mas a Microsoft mudou a maneira de comunicar possíveis falhas ao jogador. Agora, essa responsabilidade fica com o pequeno led no centro do botão, que ficarÁ vermelho em casos especiais.



Na horizontal, à direita do botão, fica o compartimento das duas portas USB frontais, protegidos por uma tampinha, assim como no modelo anterior. Encostado ao compartimento, estÁ o botão sync, utilizado para sincronizar o aparelho aos joysticks sem fio.



Com 26,92 x 7,49 x 25,4 cm, o novo console é apenas um pouco menor do que o anterior, que mede 30,48 x 7,62 x 26,39. Trocando em miúdos, ele é quase duas polegadas mais baixo (tomando como referência o equipamento posicionado na vertical), porém, a profundidade aumentou. Na verdade, o design do console agora ficou praticamente quadrado, enquanto o modelo anterior apresentava uma aparência mais retangular.



Uma característica que ajuda a dar a sensação de que o videogame diminuiu de tamanho é uma espécie de "cintura": o aparelho fica levemente mais fino na medida em que chega ao botão. Além disso, o novo HD, apesar de oferecer 130GB a mais em relação ao Elite, é fisicamente menor e agora fica embutido dentro do console, o que também reflete nas dimensões do aparelho. Infelizmente, como consequência, o novo Xbox 360 é incompatível com os HDs atuais e continua usando um formato proprietÁrio.



O joystick continua o mesmo e só ganhou detalhes também em preto brilhante. O D-Pad continua o mesmo, o que pode decepcionar alguns aficcionados por jogos de luta. Ele ainda vem com pilhas e não seria uma mÁ idéia tê-las substituído por uma bateria recarregÁvel.



{break::Novas conexões}Na traseira ficam as conexões. A primeira delas é a porta na qual se conecta o cabo da fonte, que tem um padrão de conexão distinto do modelo anterior. Ou seja, se, por algum motivo, você teve seu console inutilizado, mas a fonte ainda funciona, não serÁ possível reaproveitÁ-la. Vale lembrar que a nova fonte fornece apenas 135W, insuficiente para alimentar até mesmo os consoles mais novos dos modelos anteriores, com placa Jasper.



Ao lado, fica porta a A/V para vídeo composto e, logo abaixo, a HDMI. Elas mantêm as posições que tinham nos modelos anteriores do Xbox 360, ou seja, muito próximas, impossibilitando a conexão de cabos nas duas portas simultaneamente. Isso é um problema, por exemplo, para quem precisa usar um adaptador HDMI – DVI para ligar o console a um monitor de PC. Como o padrão DVI não transmite Áudio, é necessÁrio ligar os cabos de Áudio em uma saída de som, como um subwoofer, por exemplo, através do cabo A/V. Mas, pelo menos, o aparelho ganhou uma nova porta de Áudio, a S/PDIF (Áudio digital coaxial), que fica na extremidade esquerda da traseira. Apesar de tudo isso, o kit completo traz apenas o cabo A/V, que, nem de longe, proporciona ao jogador a experiência visual que o Xbox 360 é capaz de oferecer.



HÁ ainda três portas USB adicionais, totalizando cinco. Como elas estão posicionadas na parte de trÁs, pode ficar um pouco difícil plugar alguns acessórios, como instrumentos do Rock Band, por exemplo, processo que ficaria muito mais prÁtico caso existissem mais USBs na dianteira.



O novo Xbox 360 traz um diferencial interessante: uma porta especialmente desenvolvida para conectar o Kinect. Trata-se de uma USB que fornece mais energia, dispensando o uso de uma fonte externa. Isso torna o aparelho totalmente pronto para o novo periférico da Microsoft, que poderÁ ser conectado rapidamente ao videogame. Os donos dos demais modelos do console deverão ligÁ-lo em uma tomada separada para que possa funcionar.



Por fim, o aparelho traz mais uma funcionalidade extra, que pode fazer a alegria de muita gente: a placa de conexão Wi-Fi embutida. Agora, quem quiser ligar o videogame a uma rede sem fio não precisa mais adquirir um acessório extra. A placa padrão N, que transmite 300 megabits por segundo, fica posicionada dentro da lateral do console, plugada a uma USB.

Felizmente, quem prefere utilizar a conexão via cabo, continua com a opção jÁ que a porta Ethernet não foi removida.

{break::O fim do superaquecimento?}A aparência do Xbox 360 mudou, mas não adiantaria muito se, por dentro, tudo continuasse como estava. O novo console também traz modificações no seu interior, que alimentam nos gamers a expectativa de ver o fim dos velhos problemas, especialmente aqueles decorrentes do superaquecimento.

Agora, o processador e a GPU estão soldados em um único chip (CGPU), fabricado em 45 nanômetros. O chip conta com um dissipador e uma proteção que evita a quebra do núcleo em casos de manutenção.


Imagem: Anandtech


Dessa forma, ao invés de duas fontes de calor, como ocorria nos modelos nos quais a GPU ficava em um chip separado da CPU, agora existe uma só. Somando isso ao consumo de energia mais baixo, faz-se necessÁrio somente um cooler para refrigerar todo o sistema, que, assim como na versão anterior, trabalha como exaustor. Com o Xbox 360 posicionado na horizontal, ele puxa o ar que entra pelas laterais e expulsa pela parte de cima, na qual é visível a grade de saída do ar quente.



Durante os nossos testes, em menos de uma hora de jogo, foi possível perceber rapidamente o ar quente saindo pelas frestas de ventilação da parte superior da carcaça, o que leva a crer que o sistema de exaustão estÁ fazendo muito bem o seu trabalho. Em standby, o aparelho continua exalando o ar quente, O novo encapsulamento dos chips e o cooler único parecem bastante confiÁveis e, de qualquer forma, a Microsoft revelou que o aparelho simplesmente desligarÁ em casos de superaquecimento, apresentando um alerta ao jogador. Assim, deve-se evitar a ocorrência de falhas internas irreversíveis por causa desse tipo de problema. Por enquanto, felizmente, isso ainda não ocorreu com o nosso aparelho.


Imagens: Kotaku


Com a introdução do cooler único, hÁ também um nível mais baixo de ruído, especialmente quando se usa o console apenas para navegar pela interface, sem disco algum. Com um DVD no drive, o barulho do disco rodando é audível, porém, com um volume tão baixo que o próprio som do game consegue abafar. Em standby, dÁ até para esquecer que o console estÁ ligado. Vale lembrar que o novo XBox 360 repete um mesmo problema do anterior: não é uma boa idéia movê-lo com um DVD no drive, pois seu game poderÁ sair destruído.



Quem quiser conhecer mais do novo videogame por dentro, pode visitar o Anandtech, que teve a coragem de "dissecar" o aparelho por completo.

{break::Conclusão}O novo Xbox 360 dÁ um novo fôlego para a plataforma da Microsoft e prepara o terreno para a chegada ao mercado do Kinect, que deve atrair um novo nicho de público e aumentar as vendas do console.

O design é um ponto forte. Assim como o Playstation 3 e seu acabamento em preto brilhante, o console ganha um ar de eletrônico doméstico, combinando com os televisores, players multimídia e aparelhos de som.



Com novas conexões e Wi-Fi embutido, o console ganha versatilidade. Porém, o velho problema da conexão HDMI muito próxima à A/V continua. Além disso, quem quiser aproveitar ao mÁximo a beleza grÁfica proporcionada pelos games, precisarÁ comprar separadamente um cabo de vídeo componente ou HDMI, jÁ que, no pacote, só o cabo de vídeo composto estÁ incluso.

Se as mudanças na arquitetura interna irão eliminar os problemas com superaquecimento, só o tempo irÁ dizer. Mesmo assim, tudo indica que a Microsoft acertou desta vez e colocou no mercado um console que promete uma experiência de jogo mais longa, tranqüila e prÁtica.





PRÓS
Novo design
Wi-Fi embutido
Pronto para o Kinect
CPU e GPU em um chip único de 45nm
Cooler mais silencioso
Novas portas USB
CONTRAS
Pode arranhar DVDs quando movimentado
Porta HDMI e A/V muito próximas
Sem mudanças significativas no joystick
HD incompatível com o modelo antigo
Sem cabos HDMI e vídeo componente inclusos
  • Redator: Risa Lemos Stoider

    Risa Lemos Stoider

    Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e gamemaníaca desde os 4 anos de idade. Já experimentou consoles de várias gerações e atualmente mantém uma ainda modesta coleção. Aliando a prática jornalística com a paixão pela tecnologia e os games, colabora com a Adrenaline publicando notícias e artigos.

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