ANÁLISE: World in Conflict

ANÁLISE: World in Conflict

Após um tempo sumida, a Massive Entertainment, criadora da excelente franquia Ground Control que elevou a estratégia à um novo patamar, estÁ de volta, e desta vez deixou as histórias futurísticas de lado, atacando numa história que nem chegou a esfriar ainda (sem trocadilho! :}, baseada na Guerra Fria, aliÁs, baseada no que poderia ter acontecido se a Guerra Fria tivesse outro desfecho.
Criatividade à parte, World in Conflict vem fazendo um sucesso estrondoso pelo mundo afora, tanto entre os críticos quanto entre os fãs. 

Agora a Vivendi Universal traz para o Brasil o game, com um preço até um tanto questionÁvel para um lançamento desse porte: R$ 59,90! SerÁ que um game, lançamento, por esse preço, é bom mesmo? Isso é o que veremos no decorrer da review.


História
World in Conflict traz uma história bem interessante, digna de filmes hollywoodianos, onde os mocinhos são sempre os Estados Unidos.
Bom, deixando a crítica de lado, o jogo se passa no dia 9 de novembro de 1989, quando a Guerra Fria parece ter chegado ao fim e o território americano é maciçamente ocupado, transformando-se no campo de batalha da Terceira Guerra Mundial. Agora, cabe ao jogador a missão heróica de rechaçar a invasão soviética e reaver as Áreas tomadas.

No jogo você é o Tenente Parker do exército Americano e é obrigado a entrar na guerra controlando vÁrios tipos de unidades, nos Estados Unidos e na Europa, contra a então União Soviética.

Talvez O único fato negativo da história do game, é que ela somente aborda o lado Americano, ou seja, aqui você não tem outra opção como acontece com outros jogos do gênero, onde você tem a possibilidade de escolher entre o lado do "bem" e o lado do "mal".


{break::Jogabilidade}Sem a jÁ manjada jogabilidade de coletar recursos, criar bases/unidades e atacar, o World in Conflict traz uma maneira diferente de se jogar jogos de Estratégia em tempo real.
   Aqui não se constrói absolutamente nada. Mas aí você me pergunta: então como que consigo os veículos e os soldados? Pois bem, eu explico: comprando-as!

Durante o jogo recebe-se pontos de acordo com a missão, e com esses pontos, compra-se unidades, que também variam de acordo com a missão. O interessante é que os pontos voltam pra você quando sua unidade é destruída ou seu soldado morre, e assim pode-se comprar novamente mais unidades. Vale destacar que esse método cria uma necessidade quase que obrigatória de se traçar tÁticas para detonar o inimigo, e não apenas comprar e enviar pro combate. Destruindo as unidades inimigas, você também recebe pontos para compra de unidades aliadas.


Ao comprar as unidades, escolhe-se a zona onde elas serão "descarregadas". Essas zonas são chamadas de Zonas de Lançamento, e são mostradas ao clicar no botão correspondente logo abaixo do menu Reinforcements, que é onde se obtém as unidades.
No início, essa Zona é fixa, ou seja, só hÁ um local onde suas unidades serão colocadas. O interessante é que conforme você vai conquistando os Pontos de Comando, essa zona aumenta e assim escolhe-se outros locais para que suas unidades sejam "descarregadas".

Esses Pontos de Comando que falei acima são Áreas pré-determinadas no mapa de cada missão, e que vão surgindo com o avançando da mesma. Na verdade são círculos interligados (normalmente 2 ou 3), onde você deve por uma unidade sua em cada círculo e assim aguardar a construção de Fortificações para proteção.

Bom, falando em Pontos de Comando, cada vez que você captura um, ganha Pontos de Apoio TÁtico. Caso você conserte veículos e fortificações, e claro destrua inimigos, também ganha estes pontos.
Pontos de Apoio TÁtico são fundamentais para quando se estÁ sob fogo cerrado, ou quando se estÁ em desvantagem sendo atacado por todos os lados. Também Possibilitam o uso do Apoio TÁtico, que fica no menu à esquerda, e a variação é tanta que cria inúmeras possibilidades de tÁticas no decorrer da jogatina.
Para ter uma idéia, o Apoio TÁtico possui três tipos: Reforço não-destrutivo, Ataques Seletivos e Ataques Indiscriminados. Dentre esses três tipos, hÁ dezenove variações, que vão de Reconhecimento Aéreo, Infantaria Aerotransportada, Napalm, Ataque Químico, Bomba Guiada a Laser, Barragem de Artilharia pesada, Bomba de Combustão Aérea e até a "simples" Ogiva Nuclear TÁtica.


Agora falando das unidades, que são 60 ao todo, elas possuem seus pontos fortes e fracos, e é primordial saber usar cada uma delas, até porque a grande maioria possui habilidades especiais que são fundamentais para derrotar o inimigo em determinadas situações. Essas Habilidades são de dois tipos: Ofensivas e Defensivas, e variam de acordo com a unidade. Vale destacar uma do tipo Defensivo, e que para sair vitorioso numa missão, foi fundamental o seu uso, que é a Cortina de Fumaça que impede os inimigos de verem suas unidades. Funciona perfeitamente durante um intenso tiroteio e, obviamente, é a tÁtica mais usada para defender suas unidades.


{break::GrÁficos}World in Conflict nos brinda com os grÁficos mais avançados e bonitos que um jogo de estratégia poderia ter. É, sem dúvida, o ponto alto do jogo!
   A qualidade das texturas, por exemplo, é tão grande, que os cenÁrios do jogo poderiam facilmente ser jogados como num game de FPS, ou seja, ao se usar zoom, extremamente potente por sinal, você observa nitidamente os mínimos detalhes dos objetos, e, principalmente, dos soldados e veículos. Realmente incrível!

Por ser uma engine extremamente avançada, ela oferece obviamente suporte ao novíssimo DirectX 10, que como todos nós sabemos, só pode ser usado sob Windows Vista. O sortudo que tiver essa combinação (DX10, Vista e VGA compatível), verÁ um dos efeitos de clima mais incríveis jÁ visto, principalmente quando o Sol incide nas nuvens e cria efeitos de raios solares por entre elas. O efeito fica tão bonito que por vezes você se pega passeando pelo cenÁrio apenas para vislumbrar esses efeitos especiais.


Além da função dos raios solares, o jogo tem mais duas outras características que são exclusivas do DX10. Uma delas é a fumaça, extremamente real à ponto de "se abrir" de acordo com o vento, chegando até a se dividir em duas partes e se juntar novamente assim que um avião ou helicóptero passa.  Um outro efeito é a deformação do terreno. Rodando o jogo sob DX9, você percebe claramente que o terreno se deformou após uma explosão se usar uma visão de cima. Todavia, ao deixar a câmera na horizontal, nota-se que tudo não passa de um efeito na textura, extremamente bem feito e bonito, mas continua sendo só uma textura. JÁ no DX10, o terreno realmente cede, criando buracos e até crateras, que chegam a interferir na movimentação dos veículos e das suas tropas. Incrível!

Apesar desses efeitos exclusivos do DX10, o jogo não perde em quase nada para quem usa DX9, ou seja, mesmo com DX9, o jogo continua um espetÁculo. Até mesmo os efeitos no céu estão lÁ, claro que sem a incidência dos raios solares por entre as nuvens, mas isso não tira o brilho do jogo, o que pode ser comprovado nas fotos tiradas no meu sistema, sob DirectX 9.0c.


Logo de cara, a principal coisa que notei e que fiquei de boca aberta, foram as explosões. Tanto em DX10 quanto em DX9, elas estão espetaculares e com um realismo nunca antes visto. Os efeitos de fumaça, de partículas voando pra todo lado e até mesmo a combinação com o Áudio deixam o jogo mais lindo do que nunca.

Obviamente que tudo isso tem um preço, e alto, pro patamar atual do Brasil: é necessÁrio ter uma placa de vídeo poderosa, mesmo que você vÁ rodar em DX9. Placas mais antigas não são suportadas, sem contar processador de no mínimo 2Ghz (dual core, de preferência) e pelo menos 1 giga de Ram (os 512mb ditos nos requerimentos mínimos são irrisórios!).

Em todo caso, vale a pena fazer um upgrade na mÁquina para poder observar toda qualidade que o jogo oferece, fazendo com que tenha a melhor qualidade grÁfica jÁ vista, no estilo de Estratégia em Tempo Real. ImpecÁvel!


{break::Áudio}É mais um destaque do jogo. Com uma qualidade excepcional, principalmente quando se percebe o trabalho da equipe em recriar dezenas e dezenas de sons diferentes para cada unidade e situação durante a jogatina. Realmente incrível a variedade.

Além dos sons de cada unidade motora, ainda tem as dublagens, feitas por profissionais da Área e até por atores de Hollywood, como Alec Baldwin. Assim jÁ dÁ para perceber que a qualidade das dublagens é perfeita.


Não é somente a quantidade de sons que faz a parte sonora de um jogo ser boa, mas também o uso de efeitos que ele proporciona, e em World in Conflict, esses efeitos são extremamente bem cuidados.
Como a câmera é livre, ou seja, você pode movimentar para qualquer lado incluindo girar e até usar um zoom poderoso, é preciso usar bem os efeitos principalmente de posicionamento de Áudio, e esse é justamente o grande destaque.
Ao usar o zoom em uma unidade qualquer, seja num simples jipe ou até num blindado, você percebe claramente as variações no som, e que cada unidade possui diferentes tipos. Como por exemplo, o barulho do motor ao deixar a câmera bem pertinho e, até mesmo, os "defeitos" no funcionamento do mesmo, caso seu blindado esteja avariado.
A qualidade é tanta, que quem for um bom "ouvinte" poderÁ facilmente saber que tipo de unidade é e até saber se ela estÁ ou não avariada, de olhos fechados!


Além da qualidade dos efeitos sonoros, seja dos veículos, como das explosões e tiros, o outro destaque do jogo são as músicas incidentais, que recriam um clima de guerra com um pouco de suspense. Além dessas músicas orquestradas, o jogo traz 3 trilhas sonoras bem famosas: Everybody Want's to Rule the World com Tears for Fears, Here I Go Again com Whitesnake e Shadow on the Sun com Audioslave.


{break::Multiplayer #1}A parte multiplayer é com certeza a grande novidade do World In Conflict. Até hoje nunca se imaginou um jogo de Estratégia em Tempo Real com seu Multiplayer "a lÁ" FPS. Digo isso, porque em WIC você joga com a cooperação de outros jogadores do mesmo time, e ainda escolhe em que função quer jogar: seja Blindagem, Ar, Infantaria ou ficar só no Apoio TÁtico.

Cada uma delas varia bastante e é destinada à cada tipo de jogador, como por exemplo, a função Blindagem que é para jogador casual que gosta de, simplesmente, selecionar seus tanques e partir pro ataque. Ou ainda a função de Apoio TÁtico, jÁ que com ela você mexe com toda estrutura da equipe, como, por exemplo, disponibilizar reforços de veículos e blindados, e até mesmo usar artilharia ou ainda enviar veículos de reparação afim de consertar os blindados danificados de toda a equipe.


Bom, no geral o jogo possui quatro modalidades de jogo multiplayer, que são elas:

  • Domination, onde duas equipes lutam para ver quem conquista mais Pontos de Comando e assim a Barra de Dominação no alto da tela se moverÁ a seu favor, e quando o tempo determinado se esgotar vence a equipe que tiver mais porcentagem da barra, ou claro, se uma das equipes conquistar 100% da barra, ela vencerÁ, independentemente do tempo restante.
  • Assault, dividido em duas partidas. Na primeira uma equipe defende e a outra ataca, tentando conquistar todos os Pontos de Comando antes que o tempo acabe. Ao terminar a partida, as equipes invertem de posição. Quem conquistar mais Pontos de Comando, ou quem conquistar todos os Pontos de Comandos em menos tempo, vence. Esse modo é bem parecido com um modo de jogo online do clÁssico Unreal Tournament.
  • Tug of War, onde as duas equipes lutam para controlar todos os Pontos ao mesmo tempo, e vencerÁ a equipe que tiver a maior porção do mapa do jogo. Na verdade não vi muita diferença do primeiro modo, porque é basicamente a mesma coisa.
  • Few-Players, como o nome mesmo jÁ diz, são para poucos jogadores, 1 contra 1 ou 2 contra 2 no mÁximo. Aqui as coisas mudam de figura, porque não existe mais as Funções, ou seja, cada um faz o que quiser e mexe onde quiser. Os pontos de reforço são consideravelmente aumentados para que todos tenham as mesmas chances de vencer a batalha. Ao meu ver, essa é a melhor modalidade de jogo online, até porque remete mais aos modos clÁssicos de ETR.
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{break::Multiplayer #2 & Conclusão}Isso tudo pode ser jogado Via Lan ou Internet. Na Internet, você joga através do Portal MassGate, onde você se cadastra e pode buscar jogos em andamento, serves, ver a classificação individual de cada jogador, Estatísticas, fazer seu próprio Avatar, dentre outras coisas.

Além disso tudo, algumas características da parte Multiplayer do World in Conflict são exclusivas, como o Drop-in onde os jogadores podem mudar de servidor sem que a partida seja interrompida, ótimo pro caso de servidor atual ficar lento ou dar algum problema.

Realmente o modo Multiplayer do World in Conflict é uma clara evolução dos jogos de Estratégia. Muitas dessas características, com certeza, serão usadas em jogos futuros.


Conclusão
Um jogo que veio de mansinho, sem muito alarde, com preço extremamente baixo para os padrões brasileiros, mas que traz uma qualidade tão absurda, que até então pode ser considerado um dos melhores jogos de Estratégia jÁ feitos.

Com uma jogabilidade ótima, uma câmera impecÁvel e inovadora, e uma história interessante e relativamente atual que te envolve do início ao fim, ele é o tipo de jogo que tem tudo pra ser uma franquia de sucesso. Não tenho dúvidas que em breve serÁ anunciada uma expansão e quem sabe, World In Conflict 2!

Definitivamente, World in Conflict veio pra ficar. Imperdível e Fundamental para qualquer fã de estratégia! E por R$ 59,90?!?! Fala sério! Corra antes que esgote!


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