O Sennheiser GSP 550, nada mais é do que uma versão USB com Dolby Surround 7.1 do Sennheiser GSP 500:

Ou seja, maior parte desta análise também é válida para o Sennheiser GSP 500, especialmente no que condiz com o construção, conforto, áudio e microfone (sem ativar o efeito de antirruído).

Vamos então analisar este headset de R$ 1.300 que supostamente é um dos "melhores headsets para jogos".

Construção e Conforto

Primeiro de tudo, a linha Sennheiser GSP se diferencia bastante de outros headsets e headphones da Sennheiser, tendo um visual bastante "futurista" e é um headset que grita "gamer" em seu design, especialmente o GSP 550, que troca os detalhes em vermelho glossy do GSP 500, pelo verde escuro, dando um ar "militar" ao fone.

Pesando 358 gramas (sem o cabo), não há como negar que o Sennheiser GSP 550 é um fone um pouco pesado, mas também não é muito acima de outros fones como o HyperX Cloud Alpha (296g) ou HyperX Cloud Silver (310g).

O problema para alguns usuários que possuem uma cabeça mais "avantajada" (autor desta análise), seu clamping (a força que ele aplica na sua cabeça) faz parecer um pouco mais pesado do que realmente é.

A única parte de metal exposta na construção do Sennheiser GSP 550, é esta peça branca, mas tenho quase certeza que também existe uma estrutura envolvendo cabos de metal na parte interior do seu arco.

O restante do headset é feito com um plástico de altíssima qualidade e as únicas superfícies diferentes, são alguns detalhes glossy (black piano, aquele acabamento escuro brilhoso que usam para TVs) ao redor do microfone, controle de volume e nas bordas das earcups. Se o fone fosse feito inteiramente neste material, teríamos problemas, mas como são apenas alguns detalhes, tranquilo.

As almofadas do Sennheiser GSP 550 são feitas de um material bem diferente do que estou acostumado de ver em fones de ouvido: uma espécie de camurça sintética, tecido que normalmente é usado para bolsas, sofás e botas.


Este material é bastante confortável, agradável ao tato e dá um aparência bem diferente para as almofadas do fone. Elas são fofas, mas não é tão "fofa" quanto certas almofadas de courino ou malha esportiva podem ser, embora não parece ser um material que começa se desfazer com o tempo como o courino... Mas, só o tempo pode dizer...

A única coisa que posso falar com convicção é que elas são ímãs para sujeira por ser um tipo de tecido, mas não considero isto um problema. Também, elas parecem ser laváveis, o que é bom especialmente para quem sofre com suor.

No topo do headset encontramos almofadas feitas em malha esportiva, a mesma que encontramos em alguns headsets da Corsair e Logitech. São bastante confortáveis e fazem o seu serviço impedindo que a parte superior encoste na cabeça do usuário.

Quanto ao clamping (a força que o fone exerce na sua cabeça) do Sennheiser GSP 550, ele é bem complicado. Para pessoas sem uma cabeça maior que o normal, o Sennheiser GSP 550 é até tranquilo em questão de clamping, tendo ajuste de altura na sua lateral e também um ajuste de tensão na parte superior, para aumentar ou diminuir o clamping.

Se você "juntar" as peças o clamping fica mais fraco, se você separar, o clamping fica mais forte.

Mas, para pessoas com uma "cabeça avantajada" como o autor da análise, mesmo com estes ajustes liberados ao máximo, o clamping dele é forte o suficiente para incomodar nas primeiras semanas, mas após um mês de uso ele já diminuiu bastante devido ao fato da minha cabeça estar literalmente "alargando o fone", algo que também pode ser feito "artificialmente" desta forma, mas tomem cuidado para não exagerarem, a caixa original do GSP 550 não é boa para isso:

Após alargar bastante, para mim o Sennheiser GSP 550 passou de algo "ligeiramente desconfortável" em termos de conforto, para "aceitável". Mas, como já disse, conforto é subjetivo e vai depender do tamanho da sua cabeça, se for menor que minha cabeça enorme, você provavelmente não terá problemas e o fone será confortável, se for maior, vá atrás dos headsets Sennheiser G4ME (que são bem melhores nesta questão) ou de outro fone.

No lado direito do fone encontramos um controle de volume analógico, bastando apenas girar esta roda para aumentar ou diminuir o volume.

Quem acompanha os artigos aqui no Adrenaline, sabe que controles de volume analógicos tendem a apresentar problemas, as próprias linhas Sennheiser G4ME são bastante conhecidas por isso, mas não encontrei casos de problemas nos headsets GSP 500/550/600. Talvez a Sennheiser reforçou o potenciômetro neste fone.

Também, em ambas as laterais vemos estas "grades", por onde há vazamento proposital de áudio, característica de fones com acústica aberta. O objetivo deste tipo de design é proporcionar uma propagação mais "natural" do som, sem reverbação na estrutura interna e tentando proporcionar uma maior precisão em termos de direção e profundidade de sons, o que é interessante para um fone para jogos.

Mas claro, há casos onde um fone com acústica aberta pode não ser o ideal, especialmente se você mora em um ambiente barulhento (ex: uma avenida movimentada) ou se você joga em um ambiente onde deve fazer pouco barulho, neste caso o Sennheiser GSP 600, que possui acústica fechada, é mais recomendado.

Mesmo assim, o Sennheiser GSP 550 não é exatamente um dos fones mais "abertos" que já testei. Há vazamento, mas não chega no mesmo nível absurdo que outros fones abertos como Beyerdynamic DT990 ou o Audio Technica AD700X. O Sennheiser GSP 550 vaza um bom tanto de som, mas não tudo.

O Sennheiser GSP 550 possui cabo removível e utiliza uma placa de som USB, a qual possui apenas um botão que liga o Dolby Surround e curiosamente ela fica no mesmo cabo que é conectado ao headset:


E isso não é normal, o normal em headsets recentes é o fone ter uma saída P2 em dois cabos ou P2 TRRS (popular "P3") para que possa ser utilizado em controles de consoles ou celulares, e esta parte então é conectada em uma placa de som USB. Exemplos de fones assim são o Logitech G433, Sharkoon SGH3, HyperX Cloud Revolver S...

O Sennheiser GSP 550 não funciona desta forma, a "parte destacável", nada mais é do que uma extensão USB. Ou seja, da forma como ele vem de fábrica, o Sennheiser GSP 550 é um fone exclusivamente USB.

Sem modificações, o Sennheiser GSP 550 é um fone exclusivamente USB

O Sennheiser GSP 550 até "pode" ser usado como fone "analógico", mas é necessário trocar o seu cabo por outro cabo que seja 2.5mm TRRS em uma ponta e 3.5mm na outra, tal como o cabo vendido separadamente na loja da Sennheiser (R$ 118, Jesus!), ou o cabo do Galax XANOVA Juturna:

O porém, é que mesmo custando R$ 1.300, este fone não acompanha qualquer acessório.

O GSP 550 pode ser usado em dispositivos com entrada P2 comprando um cabo vendido separadamente

Algo curioso, é que se o Sennheiser GSP 550 acompanhasse um cabo Micro-USB B para USB-C, seria possível utilizar ele com sua placa de som dispositivos Android (mas sem o Dolby Surround) sem ter que usar um adaptador OTG que é pesado e atrapalha bastante. Tendo este cabo, mesmo se o seu celular não possui conector P2, o Sennheiser GSP 550 vai funcionar, desde que o conector do seu celular seja USB-C.

O GSP 550 pode ser usado em dispositivos Android sem P2 comprando um cabo vendido separadamente

O GSP 550 é um fone extremamente versátil desde que você tenha os cabos, mas ele não acompanha nenhum. Faltou um pouco de visão por parte da equipe da Sennheiser ao optar por não incluir acessórios com este headset.

"Ah, mas isso tornaria ele mais caro!", ao que eu digo: o Sennheiser GSP 550 já custa R$ 1.300 e é supostamente um dos melhores headsets do mercado, qual a razão para não ter acessórios quando fones mais baratos possuem?

Um dos maiores problemas do GSP 550, é não ter nenhum acessório

Enfim, o Sennhiser GSP 550 é um fone bem construído, mas que acaba tendo um peso um pouco acima da média devido a esta construção. Embora não seja algo "insuportável" (como o Roccat Kave 5.1), não é um fone que você pode "colocar e esquecer que existe", como eram os headsets Sennheiser G4ME One e G4ME Zero.

A minha única grande decepção, é que um fone que custa R$ 1.300 não possui sequer um cabo extra para utilizar em controles de consoles ou celulares, cabo o qual tive que pegar do Galax Xanova Juturna (R$ 400), o qual acompanha dois e mais uma pequena bolsinha para transporte.

Sim, quem quiser utilizar este fone nestas aplicações, poderia comprar o Sennheiser GSP 500 (R$ 1.233) ou o próprio cabo original da Sennheiser (R$ 118, Jesus!), mas convenhamos que para este preço se espera um pouco mais.

Qualidade Sonora

Antes de mais nada, quero explicar as diferenças entre as linhas G4ME e GSP 500/550/600.

A linha G4ME são apenas headsets baseados na linha de headphones HD5xx da própria Sennheiser, onde foi acoplado microfone. Estes possuem uma assinatura bem suave e neutra, sem nenhum exagero em frequência alguma, um ótimo palco sonoro e detalhamento. É o que um entusiasta de áudio consideraria como "ótimo" para jogos.

Até existem headphones "melhores para FPS" do que a linha G4ME, mas normalmente isto acaba vindo com algum "custo" que pode não ser agradável para parte do público e/ou acaba tornando necessária a utilização de fones diferentes para aplicações diferentes.

Já o objetivo da Sennheiser ao projetar os headsets GSP 500/550/600, não foi projetar os "melhores headsets para games de FPS" e sim os "melhores headsets para o gamer". Notem que eu não garanto que ele tenha este título.

A linha G4ME foi projetada sob aquilo que um entusiasta de áudio considera melhor para jogos, enquanto a linha GSP 500/550/600 foi projetada sob aquilo que um gamer considera melhor

O que acontece, é que se você entregar, por exemplo, um Audio Technica AD700x nos ouvidos de um gamer, embora ele ache excelente enquanto está jogando algo como Battlefield V, basta dar um Alt-Tab e ele ir escutar alguma música no YouTube, e vai querer atirar o fone na parede, dizer que é pior que o antigo headset da Razer, etc...

O Audio Technica AD700x, embora tenha um nível de detalhamento e palco sonoro absurdo, é extremamente "seco" em seus graves. Além disso, seus médios e agudos podem ser agressivos de acordo com a aplicação. Há músicas nas quais o AD700x fica bom, há outras onde acaba não encaixando. Completamente normal isso.

E uma das utilizações onde ele obtém maior sucesso, é em jogos de primeira pessoa.

O problema é que nem todo gamer passa o dia inteiro jogando o mesmo jogo e não sabe que existem fones para aplicações específicas, ele quer o "melhor para FPS", mas ao mesmo tempo quer algo que  seja "ótimo para tudo", seja para escutar música eletrônica ou música clássica. E a verdade é que não é possível ter os dois, mas o GSP 550 chega o mais perto o possível disso.

O Gamer quer que o headset seja o "melhor para FPS" e ao mesmo tempo quer que seja "ótimo para tudo". Não é possível ter os dois, mas o GSP 550 chega muito perto disso

Nos GSP 500/550/600, larga-se a neutralidade por uma ênfase em graves, uma maior facilidade de amplificação que os G4ME, e há sim uma leve perda em detalhes, mas em prol de uma assinatura "mais agradável" para as várias utilizações que o público gamer dá ao fone, mas sem deixar completamente de lado o detalhamento e o palco sonoro.

Os GSP 500/550/600 não buscam ter o áudio que proporcione o "melhor desempenho possível ao gamer de FPS", eles buscam o áudio que "mais agrade o gamer", para que consiga ter um ótimo desempenho tanto no CS:GO, quanto tocando qualquer gênero musical. O foco é em ambas aplicações aplicações e ele obtém um bom sucesso em ambas.

E há de se concordar que o mundo dos games não gira ao redor apenas de FPS. Há jogos onde uma ênfase em médios e agudos pode não ser o desejável e uma assinatura sonora sem a agressividade que fones realmente "focados para FPS" podem possuir, é o que se busca. MOBAs, MMORPGs, JRPGs, Aventura, Música, Futebol, Corrida, Estratégia...

Então, está enganado quem diz que o "Sennheiser GSP 500/550/600 são melhores que os Sennheiser G4ME", uma linha não retira o propósito da outra.

A linha G4ME vai agradar mais o público entusiasta que sabe o que esperar de um headset projetado para jogos, enquanto a linha GSP 500/550/600 agrada mais o público geral que quer usar o mesmo fone para jogar CS:GO e para escutar qualquer gênero musical, com uma forte presença de graves, mas mesmo assim mantendo um excelente nível de nitidez em outras frequências.

Pessoalmente, prefiro a sonoridade dos GSP 500/550/600 pois meu foco é em uso geral, mas entendo que há quem irá preferir o G4ME One.

Há quem vai preferir a linha G4ME, e há quem vai preferir a linha GSP, uma linha não tira o propósito da outra

E também há a questão do conforto, para "cabeçudos" como eu, a linha G4ME é mais leve, possui um menor clamping (faz menos força na sua cabeça) e para algumas pessoas o conforto será mais importante do que outros aspectos.

Voltando então para o Sennheiser GSP 550, há um bom impacto em seus graves, o qual eu sinceramente não esperava, ainda mais tendo sido projetado pela Sennheiser...

Não é um fone "bass-heavy", mas um bom headset para jogos não deve ser feito desta forma, há de se ter algum equilíbrio e o Sennheiser GSP 550 consegue ter graves respeitáveis sem afogar completamente as outras frequências.

A extensão dos graves é enorme e o controle sobre eles é bom, o contrabaixo fica muito bem acentuado e não sobrepõe outras frequências, mas não é o mesmo nível de controle absurdo que o Kuba Disco possui por exemplo.

Os médios me agradaram muito, demonstram todos os detalhes, seja de instrumentos em músicas ou os diversos sons de jogos. Isto, combinado com seu ótimo palco sonoro, faz ele se encaixar ridiculamente bem com basicamente qualquer gênero musical, mas Santana ficou sem explicação com este headset.

Já os agudos tentam buscar o limite entre nitidez sem entrar para a área de "estridência", e conseguem se posicionar muito bem, sem a agressividade que o KZ ZS6 ou o Beyerdynamic DT990 possuem.

Não são os agudos mais detalhados que já escutei, mas estão entre os mais agradáveis pois não possuem agressividade e mesmo assim mostram uma excelente nitidez.

O Sennheiser GSP 550 é um dos fones mais agradáveis para música e jogos que já escutei

Chegando ao software, o software da Sennheiser é extremamente simples, há apenas três abas e poucas configurações, sendo que na aba principal temos as configurações de equalização.

O modo Music se encaixa bem em músicas eletrônicas, retirando um tanto da "sensação de espaço" dos médios e agudos do fone para dar ainda mais ênfase aos seus graves. A sensação é que o áudio fica mais "claustrofóbico", há gêneros musicais que ficam melhores, mas vários outros não.

O modo ESPORT é algo que eu não consigo recomendar, ele dá ênfase para vozes e remove completamente outras frequências, os graves somem, boa parte dos agudos e médios somem e o palco sonoro desaparece.

O propósito deste modo é piorar o áudio do jogo para dar ênfase ao áudio do Chat, algo que para grande maioria dos usuários do GSP 550 não será benéfico.

"Ah, mas isso não é bom para Discord?", ao que eu respondo: não, é melhor ajustar o volume do jogo e do chat manualmente até ficar bom para você.

O modo GAME é muito parecido com o Music, ele também retira um tanto dos médios e agudos do fone, mas não tem um ganho tão forte nos graves e os agudos também não são tão afetados.

É uma versão "light" do modo "Music" e não vejo ele como vantajoso para jogos, a menos que sejam jogos onde graves mais fortes sejam mais interessantes do que um áudio mais realista e preciso.

Qual o melhor modo? Na minha opinião, com certeza o OFF. O pior? ESPORT.

O noise reduction é um recurso que mostrarei posteriormente na parte do microfone deste headset, enquanto o sidetone nada mais é do que um "retorno" para você saber como está a sua voz.


Um recurso que ficou faltando e melhoraria bastante para utilizar em certos jogos com som baixo, foi um normalizador. O que um normalizador faz é nivelar sons, para que tudo fique na mesma faixa de volume. Dependendo das configurações, se o volume está muito baixo, ele aumenta, e/ou se o volume está muito alto, ele diminui.

Embora o normalizador pode ser ruim para algumas aplicações, especialmente quando não queremos que sons distantes pareçam mais altos do que realmente são, ele ajuda bastante quando queremos escutar algo mas o volume original é muito baixo.

E como o volume máximo da placa USB do Sennheiser GSP 550 é alto, mas não chega a ser ensurdecedor igual é o caso de alguns outros headsets USB, isto pode ocorrer em alguns jogos.

O volume máximo do GSP 550 é alto, mas não chega a ser "ensurdecedor". Em jogos que possuem um volume muito baixo, ele pode não ser o suficiente

Claro, é possível utilizar um normalizador se você fizer o redirecionamento de áudio para outro programa, tal como o VoiceMeeter Banana ou a versão paga do Razer Surround

Mas, o ideal seria poder utilizar este tipo de recurso apenas apertando um botão no próprio software do GSP 550.

Quanto ao famoso "Surround 7.1", temos aqui de volta o Dolby Surround 7.1, o mesmo que encontramos nos headsets Logitech G633/G933 e HyperX Cloud Revolver S. Ele é diferente de outros sistemas de simulação de "Surround 7.1" que há no mercado, pois não é apenas um "Reverb" e sim algo mais complexo.

Para que qualquer efeito de "Surround Virtual" funcione corretamente, primeiro é preciso configurar a saída de áudio para 7.1 nas configurações de som do Windows, se você deixar isto em estéreo, ele não vai funcionar corretamente pois só vai aplicar um efeito de pós-processamento em cima do áudio estéreo.

Se o seu fone com "7.1 Virtual" não permite que seja configurado desta forma, pode ter certeza que a simulação de Surround dele não é boa. O que este efeito deve fazer, é transformar o áudio 7.1 para estéreo afim de criar uma sensação de espaço "supostamente melhor" do que o próprio jogo é capaz de fazer no modo estéreo.

Se o efeito de Surround não funcionar desta forma, ele é só Reverb e Marketing.

E a minha opinião continua sendo a mesma que nas análises do Logitech G933 e HyperX Cloud Revolver S, há momentos onde ele ajuda, mas em vários outros acaba atrapalhando.

O desempenho do Dolby Surround depende muito da Engine do jogo

Em jogos como Fallout 4 ou Borderlands: The Presequel, o Dolby Surround 7.1 acaba ajudando, tornando sons baixos mais acentuados, criando uma maior sensação de espaço e uma maior facilidade para encontrar inimigos.

Mas, estes dois não são exatamente bons exemplares em termos de qualidade em sua engine de áudio.

Já em outros jogos como Overwatch, Apex e Battlefield 5, os quais possuem uma boa engine de áudio, o "Dolby Surround 7.1" acabou é atrapalhando, embolando sons e criando "Reverb" onde não deveria haver, aquela sensação de "caixa de som dentro de um banheiro fechado".

O desempenho no modo "Stereo" acaba sendo bem melhor nestes jogos, pois eles já utilizam tecnologias que criam uma melhor acústica e sensação de espaço.

Quando o jogo possui uma boa engine de áudio, a simulação de surround acaba é atrapalhando

E por isso eu fico bem dividido, embora o Dolby Surround 7.1 seja de fato mais caprichado do que outros sistemas de simulação de surround que existem no mercado, a eficácia dele varia bastante de acordo com o jogo, não vejo ele como "razão para comprar um certo headset", mas se o que você joga ficar melhor com ele, é vantagem, senão é só desligar.

"OK, mas e quanto a utilizar esse headset no PS4? Pode?"

Não recomendo. Ele até "funciona", mas o volume fica muito baixo, o efeito 7.1 não funciona e o retorno do microfone fica ligado o tempo todo se você deixar o microfone ligado. Realmente este headset não fica legal quando utilizado no PlayStation 4.

Microfone

E chegamos ao grande destaque dos headsets gamer da Sennheiser, o microfone.

Segue abaixo o teste do microfone e crosstalk (vazamento de áudio destinado aos falantes, para o microfone, normalmente ocasionado por fiação ou conectores mal feitos):

Uma voz extremamente limpa e clara, o microfone capta muito bem todas as frequências da minha voz, possui uma excelente sensibilidade e não precisa ser configurado para o valor máximo para captar bem ela.

O Sennheiser GSP 550 não possui nenhum crosstalk, qualquer vazamento que existe é devido à própria acústica do fone, e considerando que este é um fone com acústica aberta, o vazamento de áudio para o microfone é muito menos do que se espera para um fone deste tipo.

Aliás, o microfone é uma das razões pela qual as grades de vazamento estão apenas na parte superior do headset, enquanto em outros fones com acústica similar, as grades estariam por todo ele, e isto é um design inteligente.

A placa de som do Sennheiser GSP 550 possui um efeito antirruído que pode ser ligado ou desligado, o qual assim como qualquer outro efeito do tipo, reduz a claridade da voz, mas o interessante é que a redução do ruído ambiente é drástica, enquanto a redução da claridade da voz até que não é tanta:


Eu fiquei realmente impressionado, pois na situação do vídeo acima, nenhum outro headset que testei até agora seria capaz de gravar com esta qualidade em um caso tão barulhento. Ventilador, panela de pressão, pessoas falando, música tocando no fundo... E o que ele capta com o efeito ativo? Só minha voz e sem fazer ela ficar horrível.

Também, temos a opção de Sidetone, o que ativa basicamente um "retorno" para a sua voz, para que você escute como está a sua voz, e ele faz isso em tempo real, sem nenhum atraso.

Mas o estranho, é que você precisa deixar a janela de "Som" do computador aberta na parte "gravação" para que este recurso funcione, tentar ligar ele sem esta janela aberta, não funciona.

AVALIAÇÃO:

Construção

9.5

Conforto

7.5

Qualidade Sonora

10

Microfone

10

Preço - R$ 1.300

5
Conclusão

O Sennheiser GSP 550 / GSP 500 é anunciado pela própria Sennheiser como sendo o "melhor headset de acústica aberta do mundo".

Embora eu tenha dúvidas sobre essa afirmação, já que o Audio Technica ATH-ADG1X existe e o Sennheiser G4ME One não é inferior no desempenho em jogos, há de se confirmar que o GSP 550 / GSP 500 é realmente um dos melhores headsets do mercado.

Construção caprichada, almofadas de camurça sintética, uma placa USB extremamente leve e prática, cabo removível, palco sonoro excelente, graves com excelente extensão, impacto e controle, médios bastante detalhados, enquanto seus agudos se colocam no "sweet spot" entre o máximo de nitidez sem nenhuma agressividade.

Seja em jogos de FPS, seja em músicas ou seja em filmes, o GSP 550 / GSP 500 tem uma qualidade sonora de deixar o queixo caído, além de possuir um dos melhores microfones entre todos os headsets do mercado.

Então qual escolher, GSP 500 ou GSP 550? Depende onde você vai utilizar, o GSP 500 é mais versátil, é fácil de amplificar e normalmente quem compra um fone destes já possui uma placa-mãe com um bom sistema de áudio integrado, o qual vai dar conta, mas a grande vantagem do GSP 550 é que a sua placa USB consegue extrair o máximo do microfone e seu efeito antirruído combina extremamente bem com este headset.

Ah, e se for para utilizar no PlayStation 4, jamais compre o Sennheiser GSP 550 pois sua compatibilidade com o console é péssima, o volume fica baixo e o retorno do microfone fica ligado o tempo todo. Opte pelo Sennheiser GSP 500 e se quiser extrair o melhor áudio do console, compre uma boa placa de som USB compatível com o PS4.

As maiores críticas ao Sennheiser GSP 550 ficam nas questões de conforto, preço e acessórios.

Embora não seja ruim após se acostumar por algumas semanas e pessoas sem uma "cabeça avantajada" como a minha talvez não tenham problemas, há de se admitir que o Sennheiser GSP 550 possui um peso um pouco acima da média e sua situação melhoraria bastante com uma dieta. Fica a ideia para a próxima geração de fones.

Para um headset que é "um dos melhores do mercado" e também um dos mais caros, é triste ver que o mesmo não acompanha acessório algum, nem mesmo um cabo para reposição ou um adaptador que permitiria que fosse utilizado em celulares. Tendo os cabos certos, o Sennheiser GSP 550 é um fone que poderia ser extremamente versátil, mas o GSP 550 não acompanha cabo extra algum e é limitado para utilizaçao em PCs.

Tenho certeza que se fizerem algumas mudanças no peso e acessórios do headset, a próxima geração de headsets da Sennheiser será ainda melhor e merecerá o selo Ouro, mas pelo seu preço, algumas de suas falhas e a ausência de extras, o Sennheiser GSP 550 leva Prata, mas mesmo assim não deixa de ser um dos melhores headsets do mercado.

PRÓS
  • Almofadas de alta qualidade feitas de Camurça Sintética
  • Cabo Removível
  • Construção Sólida
  • Microfone Excelente
  • O cancelamento de ruído presente na sua placa de som USB é excelente
  • Qualidade Sonora Excelente, graves com boa presença, médios bem detalhados, agudos bastante nítidos e sem estridência, além de um ótimo palco sonoro
CONTRAS
  • Não acompanha qualquer acessório e poderia ser um fone muito mais versátil se acompanhasse
  • Não é recomendado para utilização no PS4 pois o volume fica baixo e seu microfone fica com retorno ligado o tempo todo
  • Peso um tanto acima do normal para headsets, embora seja possível se acostumar
  • Preço
  • Software deveria ter mais configurações