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Metro Exodus é o apocalipse nuclear do PC Baratinho e da Crise

Metro Exodus é o apocalipse nuclear do PC Baratinho e da Crise

24/02/2019 16:01 | | @kerberdiego | Reportar erro





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Metro chegou para entortar PCs com um novo nível de qualidade gráfica, mas isso também significa um novo nível de exigência do hardware. Quem melhor que o PC Baratinho para nos mostrar o quanto está difícil encarar esse jogo?

Colocamos em ação nosso hardware de baixo custo assim como o PC da Crise para ver até onde Metro Exodus escalona para quem tem PCs mais "modestões". 

Análise [Metro: Exodus] Jogo ganha ao arriscar trechos em mundo aberto,
mas perde um pouco de sua essência no processo


Como monitoramos o hardware em nossos vídeos? Tutorial do MSI Afterburner e RivaTuner

 

Sucessor do G4560

Mas primeiro temos outra prioridade. O Pentium G4560 foi um nobre guerreiro, mas que está aos poucos desaparecendo do mercado e saindo de linha. Isso quer dizer que está na hora de dar uma olhada em outra CPU. A escolha óbvia é seu equivalente na geração mais atual, e para isso colocamos em ação o G5600. Agradecemos a Intel Brasil pelo envio do modelo para testes.

Com apenas diferenças de frequências, não é uma surpresa ver um patamar próximo de desempenho entre o G4560 e o G5600. Ambos possuem a configuração de dois núcleos e 4 threads, a grande mudança é a frequência de operação consideravelmente mais alta do G5600. Para os testes abaixo combinamos essa CPU com a GeForce RTX 2060, ou seja, uma placa que poderia rodar a taxas muito superiores mas que está sendo limitada pela capacidade dos processadores de gerar pedidos dos quadros:

Apesar de não resolver as dificuldades em games que estão muito mais exigentes me processamento, essa frequência maior ajuda o Penitum G5600 a não "enroscar" em alguns momentos que o G4560 não dava conta, especialmente nas instabilidades que geram resultados ruins nos 1% e nos 0.1%. 

Aumento de clocks do G5600 trazem melhorias em estabilidade

Já que rodamos esses testes de CPU, "aproveitamos a viagem" para dar uma olhada na disputa com a AMD nesse segmento de preço. Por causa do alto valor, o Pentium G5600 fica muito próximo do preço praticado no Ryzen 3 2200G, um processador que conta com diversas vantagens como gráficos integrados bem melhores, um total de quatro núcleos ao invés de dois e também ser desbloqueado para overclock. Na performance, porém, eles não são tão diferentes assim, mantendo um nível de desempenho próximo. Destaque para Battlefield V, onde o Ryzen 3 se saiu melhor nas médias mas foi muito mais instável.

O Ryzen 3 2200G é hoje o melhor processador de entrada para jogos

Nesse contexto atual, indicamos a compra do Ryzen 3 2200G. Além de estar um pouco mais barato, ele traz um nível de desempenho similar porém conta com mais recursos. Não usaremos ele no Baratinho por conta de nosso contexto: ele já está no PC da Crise. Assim temos o CPU de entrada da Intel em um computador (Baratinho) e o de entrada da AMD em outro (da Crise), algo que nos ajuda bastante na agilidade de preparar comparativos.

Nvidia vs AMD

Para placas de vídeo iniciamos fazendo testes preliminares na ferramenta de benchmarks do jogo, que é um tanto mais pesada que o ideal para recriar uma situação realística de jogo. Usando o benchark percebemos uma clara vantagem para a GTX 1050 2GB, porém mesmo ela rodou em um nível de desempenho muito abaixo do ideal .

Com testes rodados, vamos com a seguinte combinação para tentar rodar Metro Exodus!

PC Baratinho:

- Intel Pentium G5600 - R$ 550
- Placa-mãe H310 - R$ 340
- 8GB de RAM (2x4GB) - 2x R$ 180
- Nvidia GeForce GTX 1050 2GB - R$ 670
- HD Seagate Barracuda 1TB - R$ 220
- Fonte de 430W - R$ 207
- Gabinete, monitor, teclado, mouse e licença do Windows reaproveitados de um PC velho - R$ 0

Preço total R$ 2.347

PC da Crise:

- AMD Ryzen 3 2200G - R$ 499
- Placa-mãe AM4 A320 -  R$ 320
- 8GB de RAM em 2666MHz - 2x R$ 180
- HD de notebook de 2.5" 5400RPM - R$ 260
- Fonte de 300W SFX - entre R$ 50 e 150

Preço total R$ 1.539

No gameplay ficou bastante evidente o quanto Metro Exodus destrói nossos PCs de entrada, e o motivo está principalmente em um componente: a placa de vídeo. Enquanto a memória RAM está bem mesmo no caso do PC da Crise, que precisa dedicar 2GB dos 8 para o chip gráfico Vega integrado, o jogo costuma consumir na casa dos 6GB, então galera equipada com 8GB ainda podem ficar tranquilo que não é aqui que Metro vai destruir seu computador. Mesmo com mapas maiores, o uso de processador não se mostrou exagerado, e mesmo esses CPUs modestos conseguiram manter os chips gráficos perto de sua capacidade máxima de uso.

A grande carga do jogo é mesmo na placa de vídeo

O problema é o quanto os gráficos estão pesados. Estamos acostumados a usar a dupla GTX 1050 e RX 560 em configurações intermediárias e 1080p, eventualmente reduzindo para 900p se elas não derem conta. Mas aqui em Metro Exodus mesmo as configurações mais baixas, comprometendo em muito a qualidade visual do jogo, não são capazes de entregar uma taxa constante de quadros próximo dos 60fps. Em geral, para buscar uma constância, o mais realista é jogar esse game a 30fps, experiência que não é das melhores para alguém jogando com um mouse.

Mesmo baixando em muito a qualidade gráfica é difícil conseguir 60fps

Mas não é só o peso do jogo o nosso problema. Tanto em AMD quanto em Nvidia Metro Exodus tem um sério problema de stutterings, especialmente nos combates. O jogo apresenta pequenas "enguiçadas" em momentos críticos de luta contra as criaturas desse mundo apocalíptico, congelando a tela por instantes. Durante nosso gameplay isso fica bem evidente, e não é relacionado a limitações do hardware, já que o mesmo sintoma era evidente mesmo no sistema que usei para testar o jogo e escrever a review (composto por um Ryzen 5 1600, 8GB de RAM e uma RX 580 de 8GB).

Mesmo computadores intermediários passam trabalho.
Sim, o episódio com o PC Ideal vai ser interessante

Metro é mal otimizado ou é um game pesado? Eu diria que é os dois. Seus gráficos realmente estão acima da média, e por isso estão fazendo nossas placas de vídeo de entrada "chorar" para dar conta. Não é só difícil de ser rodado, o jogo tem uma qualidade visual que é compatível com o estresse que traz ao sistema. Porém os stutterings e instantes em que a tela congela não estão limitados aos hardwares de entrada, e mesmo os intermediários eventualmente quebram a cara. O que vai tornar nosso episódio com o PC Ideal em algo bem interessante. Acham que ele vai dar conta?


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