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BGS 2018: Jogamos Jump Force, mas o game não impressionou. Leia nossas impressões!

BGS 2018: Jogamos Jump Force, mas o game não impressionou. Leia nossas impressões!

11/10/2018 18:29 | | @joao_gan | Reportar erro

11/10/2018 18:29 | | @joao_gan | Reportar erro





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Um game que certamente chamou a atenção dos fãs de anime que estavam acompanhando a apresentação do Xbox na E3 2018 foi Jump Force. Agora a empresa trouxe o título para seus jogadores experimentarem no estande, então fomos ali dar uma jogadinha e ver como está este game de luta que coloca alguns dos maiores nomes dos heróis japoneses para cair na porrada. E o resultado não foi tão empolgante quanto a premissa.

Antes de mais nada, vale mencionar que a build presente aqui no evento está pessimamente otimizada. O jogo estava rodando num Xbox One S e nada justifica suas longas telas de loading, que chegaram facilmente aos cinco minutos antes da briga. E todo esse carregamento para um jogo que não se segura em 30fps constantes e que tem gráficos bons, mas que não deveriam ser tão exigentes do console Fica a expectativa que este seja um problema da demo trazida aqui e que a otimização melhore (e muito) até o lançamento.

O jogo em si é um tanto estranho. Considero injusto falar muito sem ter entendido bem como funciona o gameplay. As mecânicas não são das mais intuitivas e, sem um tutorial, a gente joga meio perdido. Você escolhe um time com três personagens para enfrentar outros três e a variedade de lutadores parece que vai ser o grande ponto de venda do jogo. Aqui na BGS, com uma build limitada, já tem vários, de diferentes franquias. Com certeza no lançamento vai ter uma quantidade realmente impressionante de heróis e vilões pra otaku nenhum botar defeito. Mas tem outras coisas que não precisa botar defeitos, eles já estão ali.

A primeira coisa que chama a atenção é que a jogabilidade é um tanto lenta, pesada, truncada. Parece que tem um delay um tanto grande entre você apertar os comandos e o personagem realmente realizá-los. Isso num jogo de luta é extremamente problemático. Mas quando o combo começa ou depois de um "dash", tudo fica muito rápido, o que torna a pouca responsividade do jogo ainda mais complicada.

Diferente de muitos outros games de luta em que você precisa derrotar os três personagens de um time, aqui é só derrubar um que a luta acaba. Não sei se essa regra pode mudar em outros modos de jogo, mas o que está disponível aqui na BGS é isso. Esse tipo de regra incentiva trocar bastante de personagem e gastar todos os especiais o mais rápido possível, para eliminar um dos adversários antes que o oponente possa trocar.

Os especiais, aliás, quebram bastante o ritmo do jogo, porque sempre são acompanhados de uma animação. Esse é um aspecto que provavelmente vai agradar mais os fãs dos animes do que fãs de jogos de luta, mas não dá pra chamar de defeito, já que ficou nítido que o foco da Spike Chunsoft com este game é realmente o pessoal que acompanha os animes, nem tanto os jogos.


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