Após chegar aos consoles, o game Monster Hunter World chegou aos PCs hoje, e para verificar como o jogo está nos computadores colocamos em ação todo o nosso exército de máquinas para testar como o jogo da Capcom se comporta em diferentes patamares de hardware. A própria Capcom já alertou sobre o grau de dificuldade de rodar esse jogo principalmente devido aos requisitos de processador, muito exigido por conta do tamanho dos mapas e da quantidade de NPCs presentes a serem caçados.

Apesar de exigir ao menos um Core i5-4460 ou um FX-6300 ou superior, um CPU quad-core e outro hexa-core, o nosso quase indefeso Pentium G4560 do PC Baratinho deu conta de manter o ritmo das placas de entrada e low-end. É bom lembrar que a baixa taxa de FPS dessas placas de vídeo colaboraram para o Pentium dar conta, e o processador da Intel teria sérias dificuldades em manter a estabilidade combinado com uma placa mais parruda. 

Hora de ver os resultados em cada patamar de performance!

PC da Crise e low-end

Começamos a disputa com os hardwares mais modestos, o que significa por pra esquentar as Radeon RX 550 e GeForce GT 1030 GDDR5 no PC Baratinho e os gráficos integrados em uma plataforma Ryzen, lembrando que como a AMD pegou de volta o Ryzen 2200G o jeito é testar com o Ryzen 5 2400G que temos. Aqui estamos no patamar de custo entre os R$ 1.5 mil a R$ 2 mil, e onde foi possível rodar o jogo com uma taxa na casa dos 30FPS a 45FPS em resolução HD e qualidade média com um bom nível de estabilidade.

Especificações principais dos sistemas:

Nvidia GeForce GT 1030 - PC Baratinho - Intel Pentium G4560, 8GB de RAM DDR4 2400MHz
AMD Radeon RX 550 - PC Baratinho - Intel Pentium G4560, 8GB de RAM DDR4 2400MHz
Gráficos Vega integrados - PC da Crise - AMD Ryzen 5 2400G, 8GB de RAM DDR4 2666MHz

PC Baratinho e placas de entrada

Nosso querido PCzinho para o gamer de baixo orçamento chega com hardwares mais consistentes, e o resultado é um gameplay capaz de ser jogado em FullHD qualidade média na casa dos 30FPS. Pra quem quer um pouco mais de fluidez a resolução 900p no pre-set médio consegue um mais competente 40 a 60FPS, porém não tem fôlego para chegar de forma constante nos almejados 60FPS. Com esse setup temos um custo próximo dos R$ 2.3 mil.

Especificações principais dos sistemas:

Nvidia GeForce GTX 1050 - PC Baratinho - Intel Pentium G4560, 8GB de RAM DDR4 2400MHz
AMD Radeon RX 560 - PC Baratinho - Intel Pentium G4560, 8GB de RAM DDR4 2400MHz

PC Ideal e placas indicadas

O PC Ideal segue provando que faz jus ao nome, e entrega o ponto perfeito para o gamer com sólidos 60FPS na qualidade Ultra e resolução FullHD. Aqui o custo sobe consideravelmente, então falamos de um computador que terá um custo na casa dos R$ 3.5 mil para ser montado.

Especificações principais dos sistemas:

Nvidia GeForce GTX 1060 6GB - PC Ideal - AMD Ryzen 5 1600, 8GB de RAM DDR4 2666MHz
AMD Radeon RX 580 8GB - PC Ideal - AMD Ryzen 5 1600, 8GB de RAM DDR4 2666MHz

PC dos Sonhos

O céu é o limite, e a falta de compatibilidade com multi-GPU também quando o assunto são nossos PCs no limite do disponível. Tanto a versão Intel/Nvidia quanto o AMD não são capazes de colocar ambas as placas em ação, e o resultado é um gameplay limitado ao que uma GTX 1080 Ti ou uma Vega 64 fazem, sozinhas. Aqui Monster Hunter World curiosamente se mostra mais impiedoso com os hardware topo de linha, rodando de forma excelente na configuração Ultra em FullHD mas colocando ambos os sistemas pra suar em 4K mesmo com o antisserilhado desabilitado. O PC Intel/Nvidia segura "na ponta dos dedos" pouca coisa acima dos 30FPS. O PC AMD, nem isso.

Nem SLI, nem CrossFire. Monster Hunter
não usou combinação de placas de vídeo

Especificações principais usadas:

PC dos Sonhos Intel/Nvidia - Intel Core i9-7900X e 64GB de RAM DDR4 3333MHz 
PC dos Sonhos AMD - AMD Ryzen Threadripper 1950X e 64 GB de RAM DDR4 2933MHz

Veredito

Dependendo de qual segmento você olhar, dá para tirar impressões diferentes do Monster Hunter World no PC. Nos hardwares de entrada "deu pra jogar" entregando uma taxa de quadros e qualidade gráficas aceitáveis, apesar dos 60FPS serem inviáveis. Para o segmento intermediário temos aquilo que é esperado: boa qualidade gráfica com níveis consistentes de performance, chegando na trinca PCMR dos 60FPS/Ultra/1080p.

Monster Hunter Wolrd lida bem com os hardwares de entrada e intermediários

Quando olhamos para os PCs high-end, porém, as coisas não são muito positivas. O jogo não tira proveito de combinação de placas, o que já arranca metade do poder de fogo de nossos PCs dos Sonhos. A taxa de quadros não é lá muito elevada, o que sabota de vez qualquer chance de rodar em 4K, mesmo com a GTX 1080 Ti. Tudo isso é agravado pelo fato que os gráficos nem são lá tão excelentes. Estão em níveis aceitáveis, mas quando temos um hardware poderoso disponível e altíssima resolução, fica evidente que algumas texturas e modelagens não são lá das melhores.

O jogo falha em explorar capacidades únicas do PC

A ausência de filtros ou tecnologias específicas buscando aprimorar os gráficos no PC também é sentida, e o resultado é um jogo que entrega boa qualidade nos mercados de entrada e intermediário, mas que falha em aproveitar o "algo a mais" que só o PC tem. Felizmente os gamers de PC ainda contam com a vantagem de ter os gráficos no nível mais alto que o jogo tem para oferecer e taxas de quadros altas, algo que até tem nos consoles, mas que em casos do PS4 Pro ou o Xbox One X você precisa escolher se quer qualidade gráfica ou fluidez maior. No PC, tendo um hardware potente, dá pra ter os dois.

Na disputa AMD vs Nvidia temos um saldo mais positivo para as Radeon, com melhor estabilidade de quadros e alguns FPS a mais. Na disputa GTX 1060 6GB vs RX 580 8GB me chamou a atenção os eventuais stutterings na placa da Nvidia, algo que foi bem mais estável na Radeon. Por serem bem localizados (tanto que a instabilidade é visível no percentil apenas nos 0.1%, com gráfico normal nos 1%) não compromete a experiência, mas se você ficar cuidando dá pra ver quando acontece.

Essa versão até veio pros  PCs, mas não "deixou os consoles"

Por fim acho que o port para os PCs não foi muito longe em aproveitar as capacidades dos computadores, e não a toa as Radeon, que são a microarquitetura nos consoles, acabou se saindo melhor. Esquisitices do próprio jogo como a tecla "ESC" não servir pra voltar (tem que clicar com o botão direito do mouse) ou a organização dos Menus muito focadas em abas mostram que o jogo nessa versão até veio pros PCs, mas não deixou os consoles.