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BGS 2014: Resident Evil: Revelations 2 retoma o terror e destaca parceria na jogabilidade

BGS 2014: Resident Evil: Revelations 2 retoma o terror e destaca parceria na jogabilidade





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A principal atração da Capcom na Brasil Game Show 2014 é "Resident Evil Revelations 2", continuação do episódio paralelo à saga principal lançado em 2012 para 3DS e no ano seguinte para consoles da geração passada. Na feira, tivemos a oportunidade de testar o game por cerca de 20 minutos e conferir as novidades desta sequência, protagonizada pela icônica personagem Claire Redfield. Abaixo, você confere as impressões.



Parceria é tudo

O principal destaque de "RE: Revelations 2" é a forma como a jogabilidade intercala funções entre Claire Redfield e Moira, uma personagem inédita na franquia que é fã da irmã de Chris Redfield e o acompanhará na jornada inteira. Claire é bem mais preparada para os perigos: tem ótimas habilidades de tiro, pode usar armas de vários tipos e pode, inclusive, dar golpes corpo-a-corpo, podendo abater os "zumbis" que, nesta versão, se chamam Afflicted e estão bem mais ágeis e espertos, como se realmente pensassem. Às vezes, se ficar muito tempo parado num único local mais aberto que tenha vários caminhos para se chegar a uma área, eles poderão cercá-lo e atacar em bando.

Já Moira lembra Ashley de "Residet Evil 4". Não estou falando do design da personagem e nem da sua inutilidade irritante, mas da parceira de sobrevivência com Claire. Moira não pode usar armas, mas ela tem uma lanterna bastante útil para duas situações importantes: ressaltar a presença de itens nos cenários para que Claire os pegue e - um recurso bastante legal - poder cegar temporariamente os inimigos, fazendo a guarda deles abaixar e abrindo o caminho para o jogador fazer o estrago que quiser, seja com tiros precisos de armas pesadas ou chutes que os derrubam, possibilitando, ainda, finalizações mais dramáticas, com um pé-de-cabra, por exemplo.

Usar essas opções é essencial para sobreviver pelo máximo de tempo possível no game já que, assim como nos primeiros "Resident Evil", a munição é escassa e não aparecem a todo momento. É uma busca constante por caixas quebráveis para ver se dá sorte e encontra mais balas... Claro, habilidade nos controles, que estão bem ágeis e propícios para a ação constante do jogador, também é primordial. É possível desviar com as duas personagens para qualquer direção, evitando ataques mais letais dos oponentes. Ambas ainda podem agachar, indicando, segundo confirmação do assessor da Capcom na empresa, que haverá partes stealth no game. Se funcionar direito, será mais um recurso para evitar confrontos desnecessários e economizar ainda mais mantimentos.   


De volta ao terror

O que está mais em falta na franquia "Resident Evil" desde o lançamento do quarto episódio? Aquilo que lançou o nome da série entre as mais consagradas da indústria dos games: o horror e o suspense proporcionados pelos elementos do gênero survival-horror. Felizmente, embora o pouquíssimo tempo que pude jogar, a ambientação do jogo está bem boa e realmente retoma algumas das características tradicionais dos primeiros títulos na série, como a insegurança de ser atacado a qualquer momento e a aparição repentina de "zumbis" posicionados em locais estratégicos para surpreender o jogador. Os cenários são bem sujos, asquerosos, claustrofóbicos (mesmo em áreas mais abertas) e, combinados com uma iluminação caprichada, devem agradar aos mais entusiastas da saga.

Um ponto que ficou difícil de julgar foi o desenvolvimento de como os puzzles são resolvidos no jogo. No único resquício de quebra-cabeças que experimentei, apenas tive que descer alguns degraus de escada, derrubar um corpo suspenso e pegar dele uma chave para abrir uma porta pela qual havia passado num corredor acima. Tudo bem simples, muito óbvio e com baixo desafio. Nada de combinações aleatórias de letras ou números vindo de pistas de quadros ou corpos espalhados em outras áreas. Nada de pedaços de peças para serem combinadas com outras encontras do outro lado do mapa. E sei que isso é impossível de ter numa demonstração sem querer entregar muito do jogo. Mas esse é espírito "Resident Evil", pelo menos os dos três primeiros games - indiscutivelmente os melhores e mais completos até hoje. 


"Resident Evil: Revelations 2" será lançado para PC, PS4, XOne e consoles da geração passada em 2015. O game será vendido digitalmente nas redes online das respectivas plataformas no formato de episódios: serão quatro, ao todo, com cada um deixando um mistério para o próximo, que será liberado com um intervalo de uma semana em relação ao anterior. Serão cerca de 10 horas de jogo e ainda haverá uma versão física, também programada para o ano que vem. 


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