A McAfee divulgou a ampliação da sua iniciativa de combate ao cibercrime ao desenvolver um plano de várias frentes, dedicado a várias infraestruturas críticas dos setores da indústria, como energia, telecomunicações e transportes. De acordo com a McAfee, um ataque a uma infraestrutura crítica pode causar a perda de vidas, ameaçar a segurança pública, afetar a segurança dos países, causar transtornos econômicos ou gerar desastres ambientais devastadores.
"Este é o momento certo de agir, e os setores público e privado já admitiram a urgência de proteger as infraestruturas dos seus países", afirma Dave DeWalt, CEO e presidente da McAfee. "A McAfee defende a proteção não apenas de pessoas e empresas contra as ameaças da Internet, mas também de setores da economia e dos governos encarregados de proteger a infraestrutura da qual suas nações dependem", acrescenta o executivo.
Informações da McAfee contam que antigamente, as redes de muitos setores críticos contavam com ciberproteção limitada, mas atualmente estão sendo interconectadas a redes de TI das empresas. Ao mesmo tempo, os especialistas estão percebendo o aumento no uso de táticas de engenharia social para obter informações para conseguir acesso às redes pessoais e corporativas. A consequência é que, hoje em dia, qualquer um, em qualquer lugar, pode ter acesso a esses recursos em seu próprio benefício.
O ex-assessor de cibersegurança da Casa Branca, Howard A. Schmidt, comentou a ação. "Com a exposição cada vez maior dos problemas relacionados às infraestruturas críticas, fica claro que o setor de tecnologia e os governos precisam tomar providências. A McAfee está adotando uma postura que causará grande impacto à medida que ajudar a contemplar esse importante problema de infraestrutura, fazendo recomendações para os setores público e privado", explicou Schmidt.
Plano de metasO Plano da McAfee para Proteção de Infraestruturas Críticas tem a iniciativa da companhia para combate ao cibercrime. Com frentes de atuação, o plano deverá contemplar as principais dificuldades em três segmentos de infraestrutura crítica, a seguir:
- Energia: esse setor foi apontado pela pesquisa Energy Insights, em 2008, como sendo o de maior alvo do cibercrime. No estudo, fontes externas o consideram o segmento mais vulnerável e 42% dos participantes concordam que um ataque a esse setor pode ser o mais prejudicial;
- Telecomunicações: os usuários finais podem causar danos consideráveis à rede das empresas do setor ou usá-la para causar danos a outros setores;
- Transportes: aqui, um ataque pode fazer com que a economia de um país pare de funcionar devido à incapacidade de transportar ou importar mercadorias. Por exemplo, o vírus SoBig, que infectou uma das principais empresas da área, tirou de operação sinalizações, a expedição e outros sistemas.
Segundo release, a companhia irá trabalhará para ajudar governos e setores de atividade a compreender o valor das parcerias entre os setores público e privado, prestando orientações acerca de questões técnicas, de processos de negócios e de políticas aos dirigentes dos poderes executivo e legislativo. A empresa ainda continuará com campanhas de educação e conscientização, trabalhando em cooperação com os dirigentes dos setores críticos.