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mobilidade categoria : mobilidade | 22.12.2008 / 15h17

IDC prevê crescimento em usuários convergentes para 2011

autor: luiza

De acordo com um estudo recente da IDC (Fixed - Mobile Convergence), a convergência tecnológica nas telecomunicações ainda está ligada a alguns fatores para viabilizar a produtividade. Unificar as comunicações, apesar das vantagens, é uma tarefa difícil de ser realizada, tanto em nível corporativo como individual. {end}“Pesquisas recentes da consultoria mostram que a maioria das empresas espera ter ganhos de, no mínimo, 20% em produtividade com as comunicações unificadas. Hoje, o número de usuários convergentes no Brasil ainda é pequeno, mas a previsão para os próximos três anos é de um crescimento de até três dígitos”, explica Vinicius Caetano, analista de telecomunicações da IDC.

A IDC é uma empresa líder em inteligência de mercado, consultoria e conferências nos segmentos de Tecnologia da Informação e Telecomunicações, a qual auxilia seus clientes no endereçamento de questões estratégicas relativas à oferta e ao uso de soluções tecnológicas. Além disso, possui mais de mil analistas, distribuídos em mais de 100 países, e há mais de 44 anos ministra informação global, regional e local sobre tecnologias, oportunidades e tendências.

O estudo da IDC comparou também o Brasil a outros dois países, onde as comunicações unificadas estão um pouco mais evoluídas, a qual é oferecida como serviço das próprias operadoras. Um dos países é os Estados Unidos, que já conta com 116 mil usuários convergentes, após o lançamento em 2007, predominantemente corporativos. O outro país é a Inglaterra, onde o serviço foi introduzido em 2006 e já atinge 100 mil usuários, a maioria residencial.

Quanto ao mercado brasileiro, “hoje, não existe um padrão definido para realizar a convergência e as ofertas são desconexas. As soluções precisam ser instaladas à parte na estrutura das empresas, que passam a conviver com dois sistemas: o PABX existente e o serviço que unifica a infra-estrutura fixa e móvel. Tanto que isso levou algumas tentativas nessa área ao fracasso”, analisa Caetano.

Atualmente, as soluções ofertadas pelas operadoras para viabilizar a convergência, tanto para o usuário corporativo, como o residencial, concentram-se basicamente em  bluetooth, que viabiliza a comunicação entre os aparelhos e uma base plugada na rede fixa, o Wi-Fi, onde o serviço de telefonia pode sair por VoIP e o PABX IP, que já vem com a tecnologia integrada para viabilizar a ligação fixo-móvel, e que, na opinião de Caetano, deverá crescer mais.  Para incrementar a introdução dessas soluções e realizar a integração, a IDC recomenda que as operadoras associem a convergência fixo-móvel com a produtividade. Para o usuário, a orientação é de estudar as opções existentes no mercado e escolher a que mais se adéqua às suas necessidades.

“O mercado brasileiro apresenta, atualmente, um maior índice de penetração da telefonia móvel do que fixa. Assim, a convergência constitui-se em uma das maneiras de desafogar a rede móvel, fazendo com que parte dos dados possa trafegar pela rede fixa legada. Com isso, é possível baratear o serviço ao usuário, mantendo a qualidade, afinal convergência nada mais é do que permitir que o aparelho móvel possa utilizar as redes fixa e móvel, de acordo com a disponibilidade do momento e a um custo mais baixo”, conclui Caetano.