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serviços categoria : serviços | 24.06.2009 / 16h06

Na AL, Brasil tem maior índice de insatisfação com call centers

autor: mauro

O Brasil tem um dos maiores índices de insatisfação do consumidor quando o assunto é atendimento por telefone. Pelo menos é o que indica uma pesquisa feita pela Aspect, empresa provedora de soluções de comunicação unificada, e pela Leo J. Shapiro and Associates.

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A pesquisa indica um índice de insatisfação de 64%, que é o índice mais alto em toda a América Latina e Caribe. O estudo também revela que os consumidores que receberam bom atendimento são 13 vezes mais propensos a fazer futuros negócios com a empresa, demonstrando que a maioria delas está perdendo oportunidades importantes no mercado brasileiro de atender à demanda dos consumidores e impactar positivamente seus resultados comerciais. 

O 2009 Aspect Contact Center Satisfaction Index Caribbean e Latin America é uma pesquisa regional feita com 1.272 consumidores em cinco países — Argentina, Brasil, Colômbia, México e Porto Rico. Confira outros dados levantados pela pesquisa:

Quase metade dos consumidores na AL&C (46%) que foram solicitados a repetir informações após serem transferidos de um sistema automatizado para um agente ao vivo disse que fará menos negócios com a empresa.
Consumidores brasileiros classificam os contact centers com o nível mais baixo na AL&C quanto a Eficiência (58%) e Automação (61%).
Consumidores brasileiros dão aos contact centers notas deficientes (abaixo de 60%) em mais atributos que outros consumidores em qualquer país. Afirmam que os contact centers apresentam desempenho inaceitável quando se trata de solucionar problemas em uma única interação sem transferir a chamada, ser atendido pelo agente sem longa espera, minimizar o tempo de espera, oferecer acesso a uma pessoa a partir de um menu automatizado e permitir ao consumidor acesso a um sistema automatizado que resolva a questão.
Interações são mais propensas a ficarem abaixo da expectativa no Brasil do que em outros países pesquisados da América Latina e Caribe, com 31% abaixo da expectativa em comparação com a média de 20% na AL&C.
Somente 11% das interações no Brasil iniciam com uma pessoa ao vivo, em comparação com a média de 20% na AL&C. Quando transferidos para um agente, 71% dos consumidores brasileiros dizem que precisam repetir as informações já dadas a um sistema automatizado, com média 9% da AL&C.
65% dos consumidores brasileiros afirmam que desligaram a chamada ocasionalmente ou em quase todas as vezes que ligaram para um contact center durante os últimos seis meses; 84% dos consumidores brasileiros dizem que conseguem esperar mais de um minuto para falar com um agente antes de desligar a chamada. A legislação do SAC exige que os consumidores não devam esperar mais de um minuto.
Gerentes de centros de atendimento acreditam que os consumidores estão mais satisfeitos do que dizem, para todos exceto três atributos de tecnologia e eficiência: opções múltiplas para contatar agentes, resolução plena do problema sem transferir a chamada, e acesso a um agente a partir de um web site.