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hardware categoria : hardware | 25.09.2009 / 08h00

Lucid Hydra 200 promete revolucionar os GPUs

autor: subzero

A Lucid mostrou durante a Intel Developer Forum 2009 (IDF 2009) o Hydra 200, chip SoC (integra várias funções eletrônicas em uma única pastilha de silício) que promete revolucionar a indústria das placas 3D, ao permitir o uso de múltiplas GPUs sem o artifício do SLI/Crossfire ou qualquer solução paliativa via software.

Utilizando-se da mais alta tecnologia, basicamente o que Hydra 200 faz é interceptar os comandos das APIs gráficas (OpenGL/DirectX) que tramitam entre CPU e GPU e balanceá-los através das placas 3D presentes no sistema. Assim, as informações finais são lidas pelo chip da Lucid que se encarrega de enviar tais dados para a GPU principal que processa a imagem na tela.

Na verdade a tecnologia por trás do Hydra 200 soa impecável. O usuário não precisará mais se preocupar com profiles em games ou suporte de drivers, bastando apenas adicionar quantas placas 3D forem necessárias, que o chip da Lucid se encarrega de fazer o perfeito balanceamento no processamento.

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Uma grande vantagem da tecnologia em relação ao SLI/Crossfire, é o fato de se poder conectar VGAs de diferentes categorias (desempenhos), como por exemplo utilizar uma GeForce 9600 GT junto com uma GTX 295. Tudo de forma simples e transparente para o usuário. E o mais importante: havendo ganho real de performance para o sistema.

Para quem ainda não se convenceu da tecnologia, a Lucid promete ainda para um futuro muito próximo, conectar GPUs de fabricantes diferentes! Imaginem só a cena: um computador equipado com uma GeForce GTX 275 e uma Radeon HD 5870!

Pelo menos no papel, o Hydra 200 tem todo o potencial para eliminar de forma definitiva todas as complicações e limitações das atuais tecnologias multi-GPUs disponibilizadas pela ATi e NVIDIA.

Na verdade, o Hydra 200 é uma versão mais moderna do Hydra 100 revelado no ano passado. O novo chip (CPU RISC de 32bits com clock de 300Mhz) tem como grande diferencial, a sua litografia mais refinada em 65nm (com TDP de 6,5W) contra 130nm da primeira geração, além é claro, de melhorias na arquitetura.

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O Hydra 200 é composto por três versões: LT22102, LT22114 e LT24102. A única diferença entre as três é quantidade de camadas do PCIe. A mais simples (LT22102) tem uma conexão x8 entre a CPU e a controladora PCIe e duas conexões x8 para as placas 3D. Já a versão intermediária (LT22114) tem uma conexão x16 com o processador e duas x16 para as GPUs. Por fim a LT24102 (utilizada na placa mãe P55 Big Bang da MSI) conecta-se com a CPU via x16 e um par de x16 configuráveis (4 x8, 1 x16 + 2 x8 ou 2 x16) para as VGAs - esta última com previsão de lançamento para outubro.

O custo global extra pela utilização do chip em uma placa mãe gira em torno de US$1,50 por camada de PCIe, resultando em US$72 (48 camadas) em sistemas equipados com o LT22114. Já o LT22102 (24 camadas), resultará em um custo extra de US$36 para as fabricantes de mobos. Em compensação, não será necessário o pagamento de licenças de uso do SLI/Crossfire nem o uso de outros chips.

A companhia demonstrou o uso da tecnologia em um sistema equipado com uma GeForce GTX 260 junto com uma Radeon HD 4890 rodando em modo multi-GPU, com o sistema operacional Windows 7 que habilitou o uso de ambos os drivers. OS jogos testados foram Bioshock e FEAR 2.