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categoria : hardware |
19.12.2008 / 20h00
Novas tecnologias que revolucionam a interatividade
autor: redacao
Há alguns anos ter uma placa de vídeo 3D em casa era um luxo para gamers e profissionais especializados, como designers gráficos. Custavam caro, difíceis de encontrar e eram sonhos de consumo de geeks e aficionados por tecnologia. A popularização dos computadores, a internet e as novas aplicações, alteraram não só o comportamento e hábitos dos consumidores, como também suas necessidades.
Em 2007, pela primeira vez, as vendas de computadores foram maiores que de televisores. Isto já representa uma potencial alteração de comportamento e consumo nos próximos anos. Dentre os 10 milhões de unidades vendidas no último ano, 20% foram notebooks e 80% desktops. Estima-se que 20% do mercado de desktops já estejam saindo com placas de vídeo de boa capacidade.
As novas aplicações que estão chegando exigem mais do que uma placa gráfica onboard e, com a queda do dólar e fabricação local, placas gráficas de boa qualidade estão ficando mais acessíveis e cada vez mais presentes no dia a dia do consumidor, mesmo àqueles que não conhecem o produto propriamente dito.
O plano Real deu poder de compra a mais de 20 milhões de famílias brasileiras e, com a estabilidade econômica, o crédito no mercado vem crescendo constantemente ano a ano, o que aumenta o consumo conseqüentemente. O cenário favorece a indústria de produtos eletrônicos, que sempre esteve presente nos sonhos de consumo dos brasileiros. Privilégio este, que já vem sendo experimentado por câmeras digitais e celulares há alguns anos.
A popularização em massa do computador pessoal na década passada possibilitou a forte expansão da internet, que revolucionou a comunicação no mundo, quebrando paradigmas e criando novas formas de relações entre as pessoas, cada vez mais interativas e reais. Para isso, requerem uma tecnologia bem mais robusta do que antigamente. Pode-se citar o MS Windows Vista, com a tecnologia Windows Aero, no qual o usuário tem uma interface gráfica com recursos visuais atrativos, porém pesados.
Outras aplicações que caíram no gosto dos usuários são o Google Earth e o MS Virtual Earth, que possibilitam a navegação do planeta Terra de modo virtual. A geração de texturas no formato de imagens via satélite e edifícios 3D são apenas alguns dos milhões de processos que são realizados por segundo em conjunto pelas placas de vídeo, memória, processador e placa mãe.
A tendência para os próximos anos é que este desenvolvimento se destine fortemente para dispositivos móveis como celulares e notebooks. A mobilidade deixou de ser apenas um desejo e passou a ser necessidade. Com isso, amplia-se a demanda para novas aplicações e implementações, como a TV Digital e a 3ª Geração para telefonia móvel; em paralelo o desenvolvimento de novas, poderosas e segmentadas placas de vídeo.
No Brasil, o início das transmissões do SBTVD – Sistema Brasileiro de Televisão Digital em dezembro de 2007 e, a chegada do 3G ratificam a era da Convergência Digital no país. Vivemos um novo, próspero e revolucionário período, com o desafio de unir televisão, internet e telefonia, os pilares de comunicação. Em todos eles, aumenta, portanto, a importância de dispositivos que exercem a função gráfica, possibilitando maior realismo e interatividade.
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Marcel Fukayama é Administrador de Empresas com MBA pela ESPM. Dirigiu a Seicomp e-Conveniências por 7 anos e em 2005 fundou o Aula Digital, programa de inclusão digital em LAN Houses. Atualmente é Country Manager da iGames no Brasil.