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eletrônicos categoria : eletrônicos | 27.04.2011 / 17h45 | comentários : 0


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iPad sairá de graça no Brasil a partir de amanhã, diz vidente

autor: redacao

Por Diego Kerber e Risa Stoider

Nas últimas semanas, “a boataria” correu solta sobre a produção de iPads no Brasil. Tudo começou a um tempo atrás, quando Eike Batista (lembram?) - cara que tem lá seus bilhões e que são suficientes para comprar todos os iPads que ele quiser - saiu com esta, no final do ano passado: “Por que a gente tem de pagar duas vezes e meia o preço de um iPad?”. Na ocasião, o Super Eike declarou estar se esforçando para salvar todos os fanboys, negociando a instalação de uma fábrica Apple no Brasil - o que permitiria produtinhos bem mais baratos.

Acontece que no último dia 18, o empresário acordou R$6,8 bilhões mais pobre, digo, menos rico. Aconteceu por causa de uma forte queda das ações de uma de suas empresas, a petrolífera OGX. E agora, quem poderá nos defender dos preços dos iGadgets no Brasil?


Me vê aquele iPad ali... o que é fabricado no Brasil


Aí que acontece a visita da Dilma à China. A "presidenta" do Brasil tomou uns cafézinhos com o senhor Gou, dono da Foxconn, e o bom papo rendeu altas doses de otimismo. Foi o suficiente para surgir a informação de que a gigante chinesa estaria estudando investir US$ 12 bilhões por aqui. Adivinha para que? Para uma “fábrica da Apple”, é claro! Porque depois de toda aquela história de suicídios na Foxconn, vazamentos de peças de iPhone e tudo o mais, tudo o que se faz é relacionar a empresa à gigante de Steve Jobs. Mesmo que a companhia monte dispositivos para diversas outras empresas (inclusive no Brasil), como a HP e a Sony.

Quer dizer, o otimismo foi mais por parte da imprensa e de políticos nacionais, já que aparentemente a opinião do senhor Gou, sobre o Brasil, não é tão simpática assim: “Os salários dos trabalhadores brasileiros são altos. Mas é só ouvirem ‘futebol’ que param de trabalhar. E tem toda aquela dança... é louco”. Mas, mesmo assim, parece um lugar legal para investir uns 12 bilhões de dólares. “O Brasil está pronto para produzir para o mercado local. Tem muitos minerais. E tem também o grande rio Amazonas, o que significa um bom potencial hidrelétrico. Mas se você quiser exportar para os Estados Unidos, precisa de mais tempo e dinheiro (em comparação com a China).”

Em contrapartida às declarações “sensatas e livres de estereótipos” de Gou, no Brasil a informação de 12 bilhões em investimentos no país foi recebida com muito entusiasmo, e os tablets tornaram-se o frenesi dos sites de notícias brasileiros, desta vez não apenas restrito aos de tecnologia, que já cobriam à rodo o assunto há meses. E os pivôs das notícias são duas figuras políticas: o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, e o ministro das comunicações, Paulo Bernardo.

O que eles fizeram? Soltaram duas informações mágicas para a mídia, que se ditas por autoridades podem ser publicadas com o alvará de todo manual de redação jornalística: “o quando” e, já que estamos em uma sociedade capitalista, “o por quanto”. Mercadante soltou a informação de a produção dos iPads iniciará até o final de novembro (talvez o senhor Gou tenha achado  melhor coincidir com a época que encerra o campeonato brasileiro de futebol), faltando apenas alguns detalhes de logística para “tudo estar acertado”, enquanto Paulo Bernardo disparou para todos os lados que o governo gostaria de viabilizar os tablets por até R$500, graças aos incentivos fiscais, que serão semelhantes aos aplicados aos computadores.






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