
Mobile World Congress 2011
autor: redacao
Impressões sobre o evento

Por falar em games, ficou claro que essa é uma grande aposta das empresas, em uma filosofia de aliar o entretenimento à produtividade. Isso, inclusive, foi a cara de todo o evento: milhares de executivos engravatados circulavam por meio de estandes com bonecos do Android "oferecendo" balinhas de maçã verde e pelúcias de "Angry Birds" que, para decepção de muitos, estavam lá só pra fazer inveja mesmo - nada de brindes para o pessoal.
A sensação do congresso foi a troca de buttons do Android. Distribuídos livremente em quase todos os estandes de fabricantes e parceiros do Google, o acessório fazia parte de uma coleção com cerca de 80 modelos e não demorou muito para que se instalasse um "tráfico" de buttons. Confessamos que tentamos entrar nessa, mas fomos ultrapassados pelos profissionais da área.
Tinha gente pegando dezenas deles de uma só vez, para trocar com os visitantes de outro hall. Quando chegávamos para pegar os nossos, só haviam balinhas verdes no lugar. Alguns eram mais procurados que a figurinha do Ronaldo na Copa de 98 e a coisa toda chegou a um ponto em que, no final do evento, os estandes exibiam plaquinhas com a afirmação "não temos mais bottons". De qualquer forma, juntos, conseguimos uns 20. E alguns adesivos também.

Androids para todos os gostos
A sacada do pessoal do Google foi muito bem bolada. Conseguiu emplacar a marca de uma forma simpática e virou o símbolo da feira. Algo totalmente compatível com a situação do próprio mercado, como pudemos observar: a maioria dos grandes lançamentos é baseada no sistema operacional.
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Colecionar buttons virou um negócio muito sério
No estande da HTC, por exemplo, fomos informados de que não havia nenhum novo aparelho com Windows Phone 7, portanto, só nos restou a alternativa de fazer um hands-on com um smartphone mais antigo. Na área da Microsoft, havia alguns aparelhos com o sistema, mas nenhuma grande novidade - o atrativo eram palestras a cada 45 minutos sobre as funcionalidades do sistema, uma das quais chegamos a acompanhar.

Dispositivos baseados em Android com poderosos recursos multimídia dominaram o evento
A RIM, aclamada no segmento corporativo e desenvolvedora do BlackBerry OS, exibiu alguns de seus smartphones - como o BlackBerry Torch - e o seu tablet PlayBook, mas nada diferente do que já foi visto na CES. A HP arriscou e demonstrou dispositivos únicos, com o WebOS, mas estavam praticamente intocáeis. Por fim, a Nokia, agora parceira da Microsoft, não tinha um estande no congresso. Passamos pela Intel, onde vimos tablet com MeeGo e cogitamos um hands-on, mas o sistema ainda parece muito inacabado, com uma interface gráfica pobre e confusa. Simplesmente não rolou.
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