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geral categoria : geral | 07.12.2010 / 15h12 | comentários : 0


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Ativistas hackers defendem WikiLeaks

autor: alexandre

Um grupo de ativistas hackers chamado Anonymous atacou sites que atuaram  contra o WikiLeaks. Eles estão repetindo ataques similares aos que vem sendo direcionados ao site, cujo fundador, Julian Asange foi preso hoje acusado de estupro.


Alguns dos Anonymous em manifestação contra a cientologia


Os alvos dos ativistas incluem o banco suíço PostFinance, que congelou as contas de Asange, e o PayPal, que parou de receber doações direcionadas ao WikiLeaks.

Um membro do Anonymous que se nomeia Coldblood disse à BBC que "multiplas coisas estão sendo feitas e que "websites que estão dificultando a pressão aos governos são alvos."

"Como uma organização, nós sempre tivemos uma posição firme quanto a censura e a liberdade de expressão na internet e se põem contra aqueles que tentam destruí-la de qualquer forma. Nós acreditamos que o WikiLeaks se tornou mais que simplesmente vazamento de documentos, ele se tornou um campo de guerra, o povo versus o governo", disse Coldblood.

Até agora, os ataques denial of service (DDOS), que inundam o site com tantas requisições que fica sobrecarregado, não conseguiu deixar nenhum site offline, mas este não é, segundo Coldblood, o objetivo do ataque.

"A ideia não é tirá-los do ar, mas dar às companhias um aviso", ele disse. "As empresas vão notar um aumento no tráfego de dados e um tráfego maior significa mais custos".

Anonymous também está tentando criar uma rede de espelhos para o WikiLeaks depois que seu host nos EUA cancelou o serviço. Até a última contagem, eram 507 espelhos.

Não se sabe ao certo que está por trás dos ataques que vitimam o WikiLeaks desde que ele começou a divulgar os mais de 250 mil documentos das embaixadas americanas, muitos deles confidenciais.

No último dia 3, o servidor DNS EveryDNS parou de redirecionar os usuários ao site, citando os ataques como motivo. A Amazon, que hospedava o site nos EUA também encerrou o serviço alegando violação dos termos de uso.

O PayPal parou de destinar dinheiro para a conta do WikiLeaks e a MasterCard está bloqueando pagamentos para o site. Em todos os casos citados, as empresas alegam não haver motivações políticas.

Para o pesquisador Joss Wright, do Internet Institute da Universidade de Oxford, pode ser tarde para tirar o WikiLeaks do ar. De acordo com ele, o site já teria disponibilizado online um arquivo encriptado com todos os documentos, que estaria circulando em redes P2P como o BitTorrent.


Julian Assange se entregou hoje na Inglaterra

Segundo o advogado de Julian Assange, o dono do WikiLeaks, seu cliente está sendo acusado na Suécia de um crime que só existe na legislação sueca e que não levaria a nenhuma acusação em nenhum outro país. Conforme consta no site australiano Crikey, em inglês, a acusação da Justiça sueca contra Assange é de "sexo surpresa". Trata-se do seguinte: quando há sexo consensual com camisinha e ela é retirada no meio do ato, se convenciona que o sexo deixou de ser consensual e tornou-se equiparável ao estupro, com pena de dois anos de prisão.

A justiça britânica negou hoje o pedido de fiança de Assange e definiu que o australiano deve ser mantido sob custódia até 14 de dezembro.






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