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playstation categoria : playstation | 14.12.2009 / 14h20

Playstation 15 anos

autor: risastoider

O ano é 1994. O Brasil via o nascimento do Plano Real e comemorava a conquista do tetra na Copa do Mundo dos Estados Unidos. Nas estantes dos gamemaníacos, os 16 bits ainda abocanhavam a preferência da maioria, embora iniciativas mais "poderosas", como o 3DO, Neo Geo CD e Jaguar estivessem tentando pegar também a sua fatia do bolo. Donkey Kong Country enchia os olhos dos donos de Super Nintendo, com os gráficos mais bonitos já vistos no console até então, e proporcionava muitas horas de desafio e diversão. O grande concorrente, o Mega Drive, ganhava o seu primeiro e único Castlevania, brindando quem tanto esperava pelo game no console da Sega. No Japão, nasce um estreante nesse mundo. Uma caixinha cinza, com a responsabilidade de carregar a marca Sony, gigante dos eletrônicos da terra do sol nascente, e conquistar os jogadores, abalando o reinado Nintendo / Sega: o Playstation.

Este é o mês de aniversário do nosso querido Playstation, aparelhinho extremamente popular, com uma biblioteca imensa de jogos e que ainda foi o primeiro videogame de muita gente. Quinze anos depois do seu lançamento, nada mais justo do que relembrar os bons momentos do console para homenagear o debutante, que agora atinge a maturidade na sua poderosíssima terceira geração.


O (des)acordo com a Nintendo


O que deve ter feito o pessoal da Nintendo arrancar os cabelos e roer as unhas é que o console que iria enterrar o SNES surgia justamente devido a um acordo entre as duas empresas. Nos idos de 1986, a Nintendo já pensava em trabalhar com discos, mas enfrentava problemas com a mídia, cuja natureza magnética fazia com que o conteúdo deles fosse facilmente apagado. Logo logo, quando surgiram detalhes sobre o padrão CDROM/XA - formato desenvolvido pela Sony e pela Philips que combinava áudio, vídeo e dados comprimidos, permitindo o acesso simultâneo a tudo - a Nintendo ficou bastante interessada.

A Sony já era parceira da Nintendo. A empresa havia sido responsável pelo desenvolvimento do chip de som do SNES, O SPC-700. Assim, a empresa foi escolhida para um trabalho em conjunto no desenvolvimento de um leitor de CDs para o console de 16 bits. O chamado SNES-CD seria anunciado na Consumer Electronics Show (CES) de 1991, caso a Sony não tivesse conseguido o direito de ser a única distribuidora mundial oficial da plataforma e de ter todos os direitos sobre os kits de desenvolvimento. A companhia teria total controle sobre todo e qualquer título produzido no formato de CD-ROM do SNES CD. Claro que a Nintendo não gostou nada disso e acabou desistindo da parceria. O resultado? Na própria CES, a Nintendo anunciou sim uma parceria para desenvolver um periférico com suporte a CD. Mas a Sony ficou de fora dessa. O acordo acabou firmado com a Philips.



Assim, as coisas caminhavam para um rumo que significava um console próprio da Sony. A empresa teve a sacada de aproveitar o que já tinha desenvolvido para o SNES e transformá-lo em um aparelho independente. Sim, a Nintendo ainda chiou. A empresa tentou processar a Sony por quebra de contrato, mas não deu certo. Em outubro de 1991, o primeiro protótipo do videogame da Sony vinha à tona.



Ainda lembra um pouquinho o SNES, não é? Paralelamente, a Sega saía na frente e lançava o seu Mega CD (ou Sega CD, como ficou conhecido nos EUA) e a Sony anunciou que lançaria games para o aparelho.

Uma segunda tentativa


Em 1992, executivos das maiores produtoras de games, preocupados com a quantidade de formatos de CD-ROM existentes no mercado, reuniram-se com Hiroshi Yamauchi, então presidente da Nintendo, em uma tentativa de fazê-lo restabelecer a parceria com a Sony. O foco era a criação de um formato padrão mundial para os CDs, de forma que Nintendo, Philips e Sony usassem o mesmo. O resultado foi um novo acordo, com o desenvolvimento de um novo aparelho, o SNES Nintendo Disk, que contava com esforços tanto da Philips quanto da Sony. Esse novo acordo era do jeitinho que a Nintendo queria: ela teria os direitos de controlar e licenciar todos os games para o Playstation da Sony e para o próprio console, enquanto a Sony controlaria todos os outros tipos de software que não fossem jogos, como filmes, por exemplo.

Um ano depois, eram divulgadas as especificações técnicas do periférico. Um co-processador de 32-bit (que aumentaria a velocidade do SNES de 3.58 Mhz para 21.477 Mhz) e discos que mais pareciam uma mistura entre CD e cartucho. Cada CD poderia conter 540Mb de informação e o cartucho teria 56Kbit de memória RAM para armazenamento de dados dos games. Um cartucho batizado de System cartridge, inserido no slot do SNES, ficaria responsável por controlar a comunicação entre a memória RAM do aparelho de CD e do console.

E os games? Bom, houve anúncios de jogos como The 7th Guest, Robocop e Cosmic Osmo. Final Fantasy, Mario, Zelda e até mesmo uma sequência de Street Fighter também foram cogitados, mas não passavam de rumores.

A promessa era que o aparelho chegasse ao mercado no final de 1994, custando cerca de US$ 200. Porém, do nada, a Nintendo desistiu silenciosamente, enquanto a Sony persistiu no projeto, retirando toda e qualquer conexão com o SNES e declarando sua independência para sempre. O Playstation, então, como conhecemos hoje, chegou mesmo no final de 1994. E a Nintendo insistiu nos cartuchos ao lançar o Nintendo 64 em 1996...


Um campeão de hardware


Após tantas idas e vindas, a Sony não poderia lançar um console próprio no mercado se não fosse para surpreender os jogadores e apresentar novidades que justificassem o ato de aposentar os já consolidados aparelhos da era 16-bit. Assim, a companhia colocou em seu filhote um hardware potente. Para se ter uma ideia do salto tecnológico entre uma geração e outra, eis as especificações do Playstation em comparação às do SNES:

Playstation:

CPU: 3000C (R3051) 32bit RISC rodando a 33.8 MHz
GPU 3D: embutida na CPU, capaz de gerar 300.000 polígonos por segundo e mapear 200.000 polígonos texturizados.
GPU 2D: separada da CPU num chip próprio. Capaz de gerar até 16.7 milhões de cores, com resolução em até 640x480 pixels.
Som: pode reproduzir fontes em PCM em até 24 canais e qualidade de CD (44.1 kHz). Suporta o formato MIDI.
Memória: 2 megabytes de RAM principal para o sistema, 2 megabyte de RAM dedicada a vídeo.
Mídia: CD-ROM de 2x, com suporte a CDs de áudio.

Super Nintendo:

CPU: 16-Bit – CMD/GTE 65C816 (Western Design Center) rodando em clocks variáveis de 1.79MHz, 2.68MHz ou 3.58 MHz
GPU 2D: resolução de 512x448 pixels, com uma paleta de 32,768 cores
Som: 13 canais de áudio
Memória: 1 megabit (128Kb) de cache para o processador principal
Mídia: cartuchos com até 6MBs

Porém, era sabido de todos que de nada adianta um hardware robusto e não ter uma vasta coleção de bons games para  oferecer. 3DO e Jaguar que o digam...  Com capacidade de processar gráficos em 3D, muito superiores aos concorrentes da época, o console impressionou e foi um sucesso logo no seu lançamento, graças a títulos convertidos de arcades populares da época, como Ridge Racer e Tekken.

Em setembro de 1995, o console chegava à América. Em 1996, o videogame já era líder no mercado, o que fez com que a Sony conquistasse alianças com importantes produtoras, como a Namco e a Square. Esta última abandonou a Nintendo e passou a ser exclusiva do Playstation. O que isso faz lembrar? Isso mesmo: novos games da aclamada franquia de RPGs, Final Fantasy, lançados exclusivamente para o console da Sony, o que ajudou a impulsionar ainda mais as vendas.

O que interessa de verdade: os GAMES

A Sony se preparava para oferecer um número monstruoso de games para os jogadores. A companhia comprou a Psygnosis, uma empresa inglesa de software, e conseguiu o suporte de mais de 250 empresas japonesas. Assim, o console conseguiu o feito de ter a maior biblioteca de jogos da história. Claro que, com uma variedade tão grande, o número de títulos horríveis é proporcional. Mas são tantos os clássicos que fica difícil reunir somente alguns no espaço deste artigo. É hora de relembrar alguns nomes marcantes que fizeram a alegria dos gamers nos anos 90.

Ridge Racer (1994)

Série de jogos de corridas no estilo arcade desenvolvido e publicado pela Namco, com cenários ambientados em cidades fictícias. As paisagens são diversificadas e incluem praias, zonas arborizadas e montanhas.



Pro Evolution Soccer (1995)


Conhecido também como Winning Eleven no Japão, é uma franquia clássica para os fãs de futebol até hoje, com inúmeras versões para os mais diversos consoles. Produzido pela Konami Sports, tornou-se um dos melhores e mais famosos jogos de futebol de todo o mundo. Todos os anos, uma nova versão é lançada, com as atualizações do futebol real, primeiramente no Japão e, depois de alguns meses, para o resto do planeta. A partir delas, versões aparecem ainda várias outras edições com adaptações locais, como ligas, jogadores, times e idiomas.



Crash Bandicoot (1996)

Crash já foi uma espécie de mascote da Sony e é o astro de uma série de games de plataforma que tem a preferência de muitas garotas até hoje. Em cada jogo, o protagonista deve se aventurar por várias fases em três dimensões, mas com ambientes limitados, e encontrar um cristal. Como é de praxe, há ainda chefes que devem ser derrotados.



Resident Evil (1996)


A franquia da Capcom que vem colocando doses de terror nos videogames até hoje surgiu no Playstation. A maioria dos jogos da série são na perspectiva em terceira pessoa, com os personagens que se movem por cenários pré-renderizados. O game ficou conhecido pelas cenas sangrentas, com zumbis para tudo quanto é lado e cabeças rolando. Porém, o game não consiste unicamente em violência desenfreada. Há uma história minuciosa, detalhada em diversos jogos de várias séries (principal, Gun Survivor, OUtbreak e Chronicles) e muitos mistérios para resolver.



Tomb Raider (1996)

O game que apresentou aquela que é musa até hoje: Lara Croft. Ainda sem as longas tranças, por limitações da época, e com as curvas um tanto quadradas, já povoava o imaginário de muita gente. Não só por isso: o game tinha enormes cenários para serem livremente explorados, muitos quebra-cabeças para resolver, alavancas para puxar, animais enfurecidos para matar e um desafio que só crescia ao longo das mais de 10 fases do game.



Final Fantasy VII (1997)

Primeiro jogo da série da Square a ser desenvolvido em três dimensões. Na época, o visual dos personagens e cenários e as diversas cenas em CG espalhadas ao longo dos três CDs do game impressionaram. Tudo isso aliado a um enredo complexo, variedade de personagens, itens e magias, um grande mundo para explorar e chefes desafiadores, tornam o game um clássico para os amantes de RPG até hoje.



Gran Turismo (1997)

Simulador de corrida que sempre se destacou pela superioridade gráfica e jogabilidade. O realismo é outra grande sacada do game, no qual o jogador precisa obter uma licença para dirigir veículos reais reproduzidos na telinha, licenciados pelas grandes montadoras.



Metal Gear Solid (1998)

Aclamado jogo de espionagem com origens no MSX, dirigido e escrito por Hideo Kojima e distribuído pela Konami para o Playstation. A história foca em Solid Snake, soldado ex-aposentado que precisa impedir os terroristas da FOXHOUND de lançar um ataque nuclear. A jogabilidade prima pela discrição e faz com que o gamer precise raciocinar friamente para não ser pego pelos inimigos.



Parasite Eve (1998)

Mais um clássico da Square, que reúne elementos de RPG e de Survival Horror. A história é bastante complexa e envolve fatos científicos como a Teoria de Endosimbiose. Basicamente diz que, no passado, as mitocôndrias (organelas responsáveis pela produção de energia no corpo humano) eram organismos isolados e, durante a evolução do homem, entraram em simbiose e passaram a ajudar o hospedeiro provendo energia, obtendo em troca um meio estável para sobreviver. O game mostra mitocôndrias rebeldes com consciência primitiva, que resolvem assumir o controle do corpo humano.



Tekken 3 (1998)

Está aí um game que fez muita gente querer ter um Playstation. É uma conversão impecável do arcade da Namco, com 23 personagens, gráficos muito bonitos, jogabilidade fluida e... muitos, muitos golpes mesmo!



Silent Hill (1999)

Mais uma série de terror, esta produzida pela Konami e mais focada no lado psicológico. A história se baseia na chegada de Harry Mason à cidade de Silent Hill e, conseqüentemente, na sua procura por sua filha, Cheryl. A série, apesar de classificada também como survival horror, cria uma atmosfera um pouco diferente, com foco não tanto na matança de criaturas, mas no medo e ao suspense em torno dos diversos enigmas presentes.



Medal of Honor (1999)

A série de games no estilo "first-person shooter" (FPS) idealizados por Steven Spielberg, cuja ação ocorre no período da Segunda Guerra Mundial, estreou no Playstation. O game procura ser fiel à realidade e representa alguns momentos históricos, como o desembarque na Normandia e a Batalha das Ardenas. Além disso, todo o armamento também reproduz com fidelidade o que era usado na época.



Os últimos games (2004)

Com dez anos de idade, o Playstation foi descontinuado. O último game lançado foi Fifa 2005, lançado em outubro de 2004 nos Estados Unidos. No oriente, o console terminou um pouco antes, em maio, com o RPG Black/Matrix 00, que nunca chegou ao ocidente por abordar uma temática religiosa que poderia ficar muito polêmica por aqui.




Uma penca de acessórios



A Sony recebeu apoio não só de produtoras de jogos, como das desenvolvedoras de hardware. Assim, a própria Sony e outras empresas lançaram toda a sorte de periféricos para o console. Vamos relembrar alguns.

Memory card

Muito útil, mas muito útil mesmo. No tempo dos cartuchos, se você pretendia alugar um jogo com o propósito de zerá-lo, teria que fazê-lo em uma única locação, pois os saves ficavam armazenados no próprio cartucho e poderiam ser apagados pelo próximo gamer, jogando todo o seu trabalho no lixo. O memory card do Playstation vinha com 128Kb de espaço para armazenamento e mudou essa realidade. Agora, cada um pode guardar seus saves para a eternidade nesse cartuchinho encaixado no console, acima do conector do joystick. É possível copiar saves, transferir para os amigos e até compartilhar pela internet. O sistema se popularizou e é usado até hoje.


Pocketstation

Um mix de memory card com micro-console, que servia, além de armazenar os saves, para rodar minigames que interferiam de alguma forma no jogo original, como Grandia e Dance Dance Revolution. Lançado exclusivamente no Japão em 23 de dezembro de 1998, o aparelhinho tem uma tela de LCD, som, relógio e capacidade de comunicação via infravermelho.



Dual Shock

Linha de joysticks com dois direcionais analógicos e suporte a vibração produzidos pela Sony, introduzidos no Japão no fim de 1997 e lançados para a América em maio do ano seguinte. Inicialmente era um periférico secundário para o primeiro Playstation, mas posteriormente, uma versão revisada do console trouxe-o junto e eliminou gradualmente o controle digital anterior.



Multitap

O Playstation tinha apenas dois conectores para joystick. Para que mais pessoas pudessem entrar na jogatina, era necessário usar o multitap, acessório desenvolvido por diversas empresas, incluindo a Atari.



Link Cable

Cabo conectado em uma porta Serial I/O no console, que permite partidas multiplayer em consoles e televisores separados, dispensando o recurso de "split screen". A tela maior proporciona uma visibilidade melhor para cada jogador, o que é a principal vantagem do acessório. No entanto, jogar dessa forma não era muito prático, pois eram necessários dois consoles, duas TVs, dois cabos e duas cópias idênticas do mesmo game.



O console remodelado e suas bugigangas

No ano 2000, mesmo ano de lançamento do Playstation 2, a Sony deu um novo fôlego para o seu console que já sentia a ameaça de se tornar ultrapassado. A empresa lançou, então, o PSOne, um Playstation totalmente redesenhado: menor, arredondado e branco. Incompatível com o Link Cable, o novo aparelhinho teve também seus acessórios interessantes. No Japão, ele ganhou conectividade com telefones celulares, para permitir o acesso à rede. Outro periférico bacana é a telinha de LCD, o que torna o console - já bastante reduzido - completamente portátil, para levar por aí.


Os sucessores



O novo milênio marcou o começo da era dos 128 bits. O Dreamcast, da Sega, já se aventurava nesse ramo, embora sem obter grande sucesso. Assim, em março de 2000, o sucessor natural do console, o Playstation 2, é lançado no Japão com 128 bits, suporte a DVD e compatível com os games lançados para o console anterior. Em outubro do mesmo ano, o aparelho chegou à América e, novamente, foi um grande sucesso. Os detalhes técnicos mostram a evolução da plataforma:

CPU: RISC "Emotion Engine™" rodando a 294
GPU 3D: "Graphics Synthesizer" rodando a 147 MHz, capaz de criar 75 milhões de polígonos por segundo em condições ideais, com performance de 6.2 GFLOPS
Som: ADPCM com 48 canais e pode processar som em múltiplos canais digitais e independentes;
Memória: 32 megabytes de memória principal, 4 megabytes de VRAM embutida e 2 megabytes de memória de som
DVD: compatível com filmes e jogos em DVD e com CDs de áudio. Filmes em DivX e músicas em MP3 podem ser lidos pelo console através de programas específicos de emulação e conversão
Multiplayer: Permite partidas pela Internet com o uso de um modem. Até 8 jogadores podem jogar simultaneamente com joysticks e multitaps



Em 2006, surge a terceira geração, o Playstation 3, desta vez sem retrocompatibilidade e com suporte a discos blu-ray e um hardware poderosíssimo, baseado no microprocessador Cell projetado pela IBM com uma CPU com sete dos oito "Synergistic Processing Elements" habilitados. O motivo para um dos SPEs estar desabilitado é para aumentar o rendimento da produção: chips não tem que ser descartados se um dos SPEs estiver defeituoso. Todos os modelos têm discos rígidos de 2.5" SATA atualizáveis pelo usuário e o processamento gráfico é mantido pelo NVIDIA RSX, que trabalha a resoluções de até 1080p full HD. O videogame tem ainda 256 MB de memória principal e 256 MB de memória RAM para o vídeo, que é baseado na arquitetura da NVidia GeForce G70 com 512MB e roda a 550 MHz. Sua memória é acessada a uma taxa de 1.3 GHz e o número de pixels que pode ser processado por ciclo de clock é de 24.



A Sony ainda se aventurou no mundo dos portáteis, colocando no mercado o Playstation Portable (PSP) em 2005. O pequeno também tem uma grande biblioteca de jogos e tem potencial gráfico comparável ao do seu irmão mais robusto Playstation 2. Além de permitir ao gamer jogar clássicos como God of War, Tomb Raider, Grand Theft Auto e Metal Gear, o PSP ainda incorpora funções multimídia e conexão Wi-Fi.



Em uma geração marcada pela disputa entre o console da Sony e o XBox 360 no ramo dos games hardcore, com gráficos em alta definição e longos períodos de jogatina, enquanto a Nintendo abocanha o mercado dos jogos casuais, resta esperar mais alguns anos para ver quais as próximas novidades que as empresas apresentarão. Hoje, vivemos em um cenário distante daquele dominado pela Sega e Nintendo disputando o mesmo mercado. Os gamers estão cada vez mais exigentes, há um público maior de jogadores e, para agradar aos diferentes nichos e conseguir seu lugar ao sol nesse mundo tão disputado, as companhias precisam mostrar muita criatividade, poder de hardware e inovações, porém, caminhando lado a lado às fórmulas clássicas que já caíram no gosto de várias gerações de jogadores.

Quem mais ganha com isso somos nós, que vemos a indústria girar rapidamente trazendo mundos, histórias e situações tão incríveis diretamente para a estante das nossas casas.