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e-sports categoria : e-sports | 30.12.2008 / 19h05

Adaptações a vista

autor: pclloh

Os eventos de Counter Strike 1.6 encheram os olhos dos entusiastas durante todo o ano, como se existisse uma fórmula mágica que não precisasse de ajustes ou revisões. Apesar do que se pensava, a época das mudanças definitivamente chegou.

A primeira grande empresa a tratar jogos de consoles como modalidades de esportes eletrônicos foi a MLG, que "por um acaso", também controla gigantes do setor como Gotfrag e MMO-Champion. Em 2002 o gaming não era tão consolidado como é hoje, mas já havia indícios do que poderia vir a acontecer, ou seja, criar um cenário competitivo para jogos de consoles e fazer isso se tornar mainstream.

Uma equipe que sempre apostou em jogos de consoles e títulos não tão populares em se tratando de esportes eletrônicos, mas que davam exposição de nicho, desde que eu me lembro, foi o Dignitas, que depois de desbancar - mais na gerência do que nos jogos em si - o eterno Four Kings de Grubby, Mangiacapra, ToD e companhia, se tornou o maior time do Reino Unido. Sem contar os Alemães do n!faculty, que têm até time para competições de jogos de ICQ.

O interessante é que até então essas inserções mais arrojadas eram só para organizações de médio calibre. Pense assim, time pequeno investe pouco, mas um título mundial de qualquer jogo, seja ele World In Conflict ou Project Gotham Racing, gera exposição de imagem compatível com o investimento anual que foi feito em tais jogadores, já que você não ganharia muita coisa nas competições mais tradicionais.

Apesar disso o quadro mudou, e recentemente, o SK, uma das equipes de esportes eletrônicos mais respeitadas do mundo, anunciou a contratação de quase trinta jogadores de XBOX360, para competirem em franquias como Call of Duty, Guitar Hero, Pro Evolution Soccer e Gears of War.

Essa contratação em massa mostra duas coisas: só os grandes sobrevivem, pois todos os jogadores vieram do EvilAxis, um time desconhecido para a grande maioria de pessoas que acompanha o cenário e além disso teremos uma situação no minímo estranha, um jogador de Call of Duty não joga só esse jogo, e pode, com certeza representar a equipe no Gears of War, por exemplo, visto a versatilidade de um jogador de console, o que não acontece em cem por cento dos casos nas modalidades para computador, salvo raros casos como o de Wombat e o do Inglês TooGood.

Chegamos em um ponto em que os times estão ameaçando demitir suas estrelas Coreanas de Warcraft 3 para contratar jogadores desconhecidos, que vão jogar em um cenário desconhecido para o "grande público", pois até agora só existe na América do Norte, com a MLG Pro e a MLG Canada.

Quem sou eu para puxar a orelha da gerência do SK, mas soa muito estranho trocar jogadores consolidados por quem ainda nem nome tem, quer dizer, por trinta deles. Vale lembrar que o MYM já tentou ter um único jogador para jogar, se não me falha a memória, F.E.A.R, mas as coisas não ocorreram como o planejado e ninguém se lembra mais do garoto. Talvez esse seja o problema, tentar reinventar a roda em buscas de receitas que podem não aparecer, deixando todo mundo com cara de tacho.