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e-sports categoria : e-sports | 21.12.2008 / 15h09

A AGP Tour e a Volta dos FPS 1-contra-1

autor: own1e

Quem joga ou acompanha a cena de first person shooters, principalmente os disputados no formato 1-on-1, com certeza ficou empolgado com o anúncio da AGP Tour, em maio deste ano.

A AGP Tour prometia trazer de volta à mídia os torneios de FPS individuais, esquecidos desde que as grandes ligas – leia-se WCG e a CPL - abandonaram games como Unreal Tournament, Quake 3, Quake 4 e Painkiller.

A organização foi fundada por Jarod “Streetrunner” Reisin, um ex-jogador norte-americano de games de tiro em primeira pessoa de nível apenas mediano. A idéia era boa, já que envolvia uma turnê com etapas nos Estados Unidos e Europa – e o melhor, apenas com games no estilo um-contra-um. As dúvidas começaram a surgir quando a liga simplesmente não anunciou mais nada através de seu website oficial. E com a recente crise econômica global, parecia meio óbvio que esses games mais underground tivessem cada vez menos espaço na cena - se até mesmo a Nvidia largou a gigante ESWC, o que esperar de uma organização feita para meia dúzia de hardcore gamers?

Porém, contrariando as expectativas, a AGP Tour de certa forma saiu do papel com o evento de Quake 3 realizado na lan WarFactory 2008.
No site oficial da liga, Reisin agradece o apoio de alguns top players no evento, “não importando quão pequeno ele tenha sido”. Pelo teor das declaraçõs no site, o próprio Reisin já admite que a AGP Tour pode não cumprir todas aquelas promessas feitas em abril, mas sim tornar-se referência em torneios pequenos.

A conclusão que eu chego é a de que o e-sport ainda é um negócio muito restrito. Os players é que dependem das ligas, e estas dependem das grande empresas, e não o contrário - como ocorre em ligas já estabelecidas, principalmente as norte-americanas, em que os caras jogam dinheiro, não importando quem esteja em campo.

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Daniel "own1e" Moertl é formado em Relações Internacionais pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Especialista em segregação socioeconômica e espacial, adora games, e-sports e Quake.