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e-sports categoria : e-sports | 29.05.2009 / 13h34

Maluk3, jogador do playArt

autor: redacao

Ele é um dos jogadores de Counter-Strike 1.6 mais conhecidos do país por sua trajetória e sua habilidade com a awp em punho e, por muitas vezes cotado para fazer parte do Made in Brazil. O site oficial do MiBR teve a oportunidade de conversar com Pedro “maluk3″ Campos, o principal jogador do time brasiliense playArt, que ficou com a 3ª colocação da KODE5 Brasil no mês passado.

Na entrevista abaixo, maluk3 comenta seu passado, presente e futuro, explicando os resultados da equipe e avisando que caso não possa conciliar trabalho com o jogo, ele irá parar. Quando perguntado sobre sua intenção de deixar Brasília para atuar em uma equipe profissional, ele fica em dúvida e responde que largaria tudo caso valesse a pena.

Confira abaixo, a entrevista, na íntegra:

Apresente-se para nós!
Meu nome é Pedro Campos e tenho 19 anos.

Quando e como começou a jogar CS?
Comecei em 2001 na Monkey de Brasília, quando vários amigos meus me chamaram pra ir conhecer o local e o game e a princípio eu gostei , porém não ia com muita frequência à lan house, no começo.

O que você gosta de fazer quando não está jogando?
Gosto de sair, ouvir música, e principamente futebol e acompanhar meu cruzeirão!

Você está no mundo das competições de CS há bastante tempo. Você se considera um jogador experiente?
Já me considero sim, veterano, e penso que isso é vantagem.

Qual época que mais te marcou em sua carreira?
O inSanitY em 2003, ali foi o começo de tudo e logo no meu primeiro nacional em SP ja ficamos num ótimo 2º lugar, posição que eu nunca mais consegui alcançar.

Muitos consideram você como um jogador injustiçado. Você também acha isso?
Não. Acho que eu me destaco por jogar com uma arma que a minoria joga e as vezes falta um AWP bom em equipes fortes. E além disso eu confio no potencial do meu time, fico honrado de poder jogar com eles.

Em 2006 você fez parte do Team BYE, uma equipe formada por jogadores de três estados diferentes e que acabou dando certo na CPL Brasil, na qual terminaram em terceiro lugar, estando a frente de equipes como GC e ARMY. Depois disso, o que deu errado? Por que a equipe não foi pra frente?
Na verdade, quando a equipe foi formada eu havia parado de jogar um pouco antes porque não tinha mais a mesma pegada que eu tinha anteriormente, porém eu aceitei entrar no BYE devido a sua line-up que eu achava muito forte e um projeto que a gente tinha pra pegar uma posição bem forte num campeonato nacional que a premiação era top. Logo após o término do campeonato eu decidi parar de jogar denovo pelos mesmos motivos e o chl também teve uns problemas pessoais e não deu para dar continuidade à equipe. Mas foi uma equipe que marcou porque com um mês de treinamento intensivo a gente conseguiu mostrar um bom jogo.

De Brasília, aDr e bt0 chegaram a morar alguns meses no Rio de Janeiro, em épocas diferentes, jogando pelo REVOLTZ e MIBR. Se na época você recebesse uma proposta dessas, largaria a sua vida em Brasília para ir morar em outro estado jogando profissionalmente? E hoje, toparia?
Isso aí tem que ser muito bem analisado, e ver se vale a pena mesmo… Não sei te informar.

Você aceitaria formar novamente um time com jogadores de 2 estados diferentes como aconteceu no BYE?
Atualmente não, o playArt pode render mais do que ja rendeu.

Na 3ª rodada Upper da KODE5 Brasil, vocês perderam para o MIBR. Você acredita que o MIBR continua um passo a frente das equipes brasileiras?
Eu penso que sim, pois eles tem toda uma ajuda forte pra treinar fora do país e lá eles melhoram bastante e enfrentam equipes muito fortes, porém não descarto que algumas equipes brasileiras possam vencê-los, principalmente o FG.

No primeiro jogo da Lower, vocês venceram facilmente o hard division na dust2. O que determinou a vitória do playArt?
A determinação dos players.

Seguindo, vocês bateram um dos favoritos a ficar no top4 e os tiraram da competição. Você acredita que o GoldenGlory jogou abaixo do esperado ou o pA que estava em um bom dia?
Acho que a gente estava num bom dia, jogamos muito bem aquele jogo principalmente de TR.

Na Final Lower, vocês perderam para o Team A, que tem um jeito muito explosivo de jogar, com comemorações bastante animadas. Você diria que isso atrapalhou o pA de alguma forma?
Não, a gente também tem um jeito explosivo, aquele jogo foi muito bom e decidido nos detalhes, qualquer um de ambos podia vencer.

Na Brasil Cup do ano passado, o playArt ficou com a 7/8 colocação. Na KODE5, terminaram em 4º. O que mudou nesses meses para esse crescimento do playArt?
Penso que 7/8 ficou pouco para a gente, então treinamos mais para a KODE5 e melhoramos um pouco, mas a tendência é só evoluir.

Você se surpreendeu com a vitória do MIBR?
Não, mibr e FG fizeram bons jogos que foram decididos no detalhe também, mas eu pensava que ia dar FG.

Na disputa da WCG Open, o playArt não obteve bons resultados. A que você atribui esse desempenho?
Nosso time não rende na net o que pode render na LAN, ainda mais que a maioria nao tinha PC bom, estamos trocando agora pra treinar melhor na net.

Temos outro time de destaque em Brasília, que agora está representando a tag do inSanity. Você acredita que eles possam trilhar o caminho do playArt e chegar entre os melhores do Brasil?
Isso aí depende deles, tem que treinar bastante e honrar a tag que já representou. Seria legal que voltasse a ter em Brasília mais um time competitivo.

Daqui a um mês será realizada a DIDE Brasil, sem a presença de MIBR e Firegamers, que já foram convidadas para o evento internacional. Chegou a sua hora de participar de uma competição internacional?
É o que a gente espera, oportunidade única, vamos ir com esse pensamento.

Em uma entrevista ao portal ESBR em 2006, você disse que o jogo não te atrapalhava no momento pois ainda era muito novo. Atualmente, o CS atrapalha de alguma forma sua vida?
Ainda não, pois eu não trabalho ainda, mas estou procurando emprego e se nao der pra conciliar eu vou ter que parar.

Quem você considera o melhor jogador em atividade no Brasil?
Btt, tá passando por uma fase muito boa.

Se você pudesse escolher quatro players para formar um time contigo, quem você escolheria?
Essa do playArt, somos muito unidos e todos temos uma confiança no companheiro e uma certa experiência.

A WCG Brasil já foi anunciada e nenhuma classificatória na região centro-oeste. Qual sua opinião sobre isso?
Só lamentar, desde quando comecei a jogar sempre tem classificatória aqui. Vamos ter que tentar buscar a vaga em outro estado.

Na atual configuração do cenário brasileiro, em qual posição do ranking você diria que está o playArt?
Entre top 3 e top 5.

Quais são os próximos objetivos do playArt?
Queremos disputar um campeonato internacional, se eu dissesse algo diferente eu estaria sendo hipócrita. Sabemos que é difícil, mas temos que no mínimo acreditar e fazer por onde.