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games categoria : games | 27.03.2009 / 20h00 | média geral: Excelente / 1 votos


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Tarqüínio Teles, CEO da Hoplon

autor: mauro

Tarqüínio Teles, CEO da Hoplon Infotainment é carioca, tem 38 anos, e veio para Florianópolis há 20 anos para cursar a faculdade de Engenharia de Produção Civil. Durante a faculdade, encontrou um gosto em comum com um grupo de colegas: games e RPGs, algo que naquela época ainda era algo pouco popular. A partir dessa afinidade, iniciaram sua caminhada em busca do sonho de produzir um game. Nessa entrevista exclusiva para o Adrenaline, Tarqüínio fala sobre sua trajetória até dar início ao Taikodom, além de detalhes sobre o projeto e planos para o futuro.

Esta entrevista é o primeiro de uma série de textos que publicaremos sobre o Taikodom, MMOG totalmente produzido no Brasil. Aguardem para a próxima semana nossa review exclusiva do game. Agora vamos à entrevista:

Tarqüínio, conte para a gente como nasceu a idéia de trabalhar com games.

Ainda nos anos 90, exatamente em 1994, eu e Cristóvão desenvolvemos um RPG de livro, o Demos Corporation, que trazia um complexo sistema de jogo baseado no mundo da espionagem. Essa foi nossa experiência inicial com jogos. Então, no ano 2000, a gente costumava jogar adventures de texto e naquela época começavam a surgir os primeiros games online que chegavam ao Brasil, como EverQuest. Quando vimos EverQuest e com todo aquele universo do RPG de texto que agora estava colorido, em 3D, sendo possível controlar tudo com o mouse, sem precisar decorar uma lista de comandos, com cenas animadas, pensamos: Isso aqui vai explodir! Vamos entrar nesse negócio!

No mesmo ano, fundamos uma empresa que produzia programas de automação comercial, e simulação científica, enquanto não conseguíamos apoio para produzir games. Desde o início a idéia era produzir o Taikodom. O universo ficcional começou a ser criado já nessa época, já com a idéia de criar um ambiente virtual com espaço para games e publicidade.

Imagino que levar a idéia à frente foi uma tarefa desafiadora. Como fizeram para superar essa etapa inicial?

Começamos a desenvolver a idéia do negócio de games muito empolgados, mas logo demos de cara com a realidade. E a realidade era que não existia uma indústria de games no Brasil. Se hoje ainda existe preconceito, naquela época era muito pior. Quando íamos visitar os possíveis investidores, eles nos diziam: “Joguinho? Isso é coisa de criança. Por que vocês não vão arrumar um emprego, investir em uma carreira?” (risos) Teve um investidor que chegou a perguntar o que nossos pais achavam que estávamos fazendo.

O ramo de investimento de risco nessa época ainda estava em estágio inicial, então nos viramos produzindo os softwares para automação e simulação científica. Em 2002, a imprensa brasileira começou a dar mais atenção à indústria de games, focando no rendimento de 30 milhões de dólares ao ano, então decidimos dar um passo à frente. Lançamos o game MegaHedron, no qual o jogador pilotava uma nave que se transformava em robô. Era um game de ação que rodava em browser e suportava 20 jogadores por sala.

Com este jogo no portfólio para mostrar nossa competência técnica, além da aceitação crescente da indústria no mercado, as coisas passaram a ser completamente diferentes. Os investidores que nos recebiam já diziam “Oh, games! Que mercado! Que negócio! Mas... vocês são uma empresa startup, e não investimos em empresas startup. Quando vocês tiverem resultados concretos, entrem em contato com a gente de novo”. Seguimos em frente e encontramos uma das primeiras empresas que surgiu no Brasil para investir em startup, era uma empresa que investia em startups de tecnologia. Eles acreditaram na nossa proposta e investiram na empresa. Então, em 2004, o projeto Taikodom começa.

Uma das coisas que repararmos logo no início do projeto foi que MMOs precisam de uma equipe grande, muito tempo de maturação, então não tinha como desenvolvermos o game em final de semana ou depois do expediente, como fizemos o MegaHedron.  Antes de 2004, estávamos focados em desenvolver o universo ficcional e os conceitos que seriam trabalhados. A partir de quando conseguimos investimento, iniciamos o desenvolvimento pra valer.




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