
5 razões que podem fazer God of War: Ascension falhar miseravelmente
autor: andrei
Se existe uma franquia de ação surgida no PlayStation e que esbanja qualidade ímpar é “God of War”. A mistura de ficção com mitologia grega, controles brutais, cenários embasbacantes e trilha sonora épica é tão incrível que logo me tornei fã da série assim que experimentei o primeiro episódio, em meados de 2005.

A cada anúncio de um jogo novo, não via a hora de saber o que aconteceria com Kratos, o até então espartano mortal que havia derrotado o Deus da Guerra (Ares), assumido seu trono no Olímpio e estava prestes a destruir toda a trupe divina comandada por Zeus. Foi exatamente isso o que assisti (joguei) nos episódios subsequentes, “God of War II”, “God of War: Chain of Olympus”, “God of War III” e “God of War: Ghost of Sparta”.
Mas quem jogou o terceiro game sabe que, teoricamente, Kratos está morto. E o recente anúncio de “God of War: Ascension” para Playstation 3 se encaixa naqueles típicos casos em que não existem mais opções óbvias para uma possível continuação. Afinal, todos os desejos de vingança mais obscuros do protagonista foram atendidos. O que fizeram os produtores do renomado estúdio Santa Monica, então? Contar toda a história do herói antes dele se tornar o monstro conhecido como “fantasma de Esparta”.
E é exatamente aqui que começa toda a minha preocupação com o rumo da série. A seguir, listo os cinco motivos principais que podem acabar fazendo com que o novo jogo falhe miseravelmente e não fique nem perto de ser tão bom quanto os anteriores.
Kratos é do tipo de personagem que atiça curiosidade para saber os motivos que o levaram a agir da maneira que agiu em todos os cinco jogos da série. Afinal, alguém que sai degolando quase tudo o que encontra pela frente precisa de propósitos muito claros e razões muito fortes para querer fazer o que fez. E, convenhamos, esse tipo de necessidade de entendimento dos motivos é sempre muito bem-vinda para contextualizar qualquer tipo de enredo ou história mais dramática.
Em “God of War: Ascension”, a trama se baseará exatamente neste princípio: o game mostrará o que aconteceu com Kratos antes do primeiro “God of War”. Ou seja, o que o herói fazia antes de receber as correntes que estão amarradas nos seus braços e que o guiaram para a aniquilação de todas as divindades mais poderosas. E agora? Como isso seria contado? Receio que, por falta de justificativas plausíveis e ausência de momentos contextuais de pura violência, este poderá ser o episódio menos empolgante e, talvez, monótono de todos.
Pois como trabalhar toda a construção da personalidade raivosa do personagem se, aparentemente, ela era apenas um guerreiro espartano como qualquer outro, que desejava cada vez mais poder e, no meio termo, comandava exércitos em lutas contra impérios inimigos? Digamos que, nesta época, Kratos ainda era “calmo” o suficiente para não realizar tantas brutalidades como acabou praticando mais tarde. Nem mesmo tinha sido traído por entidades que prometeram a ele uma vida mais pacata e livre de sofrimentos que o perseguiam; mas que, no final, apenas o usaram como mera marionete.
Por isso, acredito que, pela fúria não mais tão aguçada (a traição de Ares ainda não havia acontecido), pela quase ausência de motivos reais para a exaltação da raiva e pelas cenas e momentos bem mais amenos em relação às ações de Kratos, esse episódio poderia ser um dos mais fracos da série (sim, estou usando uma bola de cristal aqui... ;p). E todo mundo que jogou qualquer um dos games anteriores sabe que todas essas características (a loucura e brutalidade constantes), são tão marcantes na construção do personagem e tudo sempre acontece de uma forma tão bem equilibrada e organizada que não sobra nem tempo para se aborrecer com a aparente calmaria dos puzzles.
Kratos matou todos os deuses do Olimpo. O mundo está em caos completo e não há perspectivas de melhora. Até mesmo as criaturas mais místicas da mitologia grega, como Cérbero, Medusa, Centauro, Minotauro e Harpias, já não existem mais. Tudo está aniquilado e não sobrou nada para contar história. Nem mesmo para enfrentar ou derrotar.

Pergunto-me, então: o que Kratos irá enfrentar dessa vez? E como poderão desenvolver as batalhas com os grandiosos deuses (chefes e titãs, se existirem), seus ataques contextuais, mortes épicas e brutalidade insana, características sempre presentes em todos os games da série? E como isso poderia ser trabalhado sem parecer repetição excessiva dos mesmos desafios/momentos ou um “mais do mesmo”, se não há a menor chance de iniciar uma nova trilogia com enfoque em outro tipo de mitologia, como a nórdica ou céltica?
Preciso realmente explicar mais qual a minha preocupação aqui? O que estou querendo reforçar aqui é o meu desejo (e o de muitos outras fãs) de me sentir mais uma vez poderoso segurando o DualShock 3. Quero poder apertar vários botões (ou ser o smash-button), realizar combos devastadores e combinações de golpes extremos, ataques fulminantes contra seres aparentemente imortais, derrotá-los da maneira mais épica possível e, no final, rir da cara deles pela minha improvável superioridade mortal.
acompanhar comentários | reportar erro | envie sua notícia
índice do conteúdo
itens relacionados:
Retrospectiva 2012: os 25 melhores games d...

18.06.2013 / 09h31
Hands-on: Beyond: Two Souls, exclusivo para PS3
hits: 1.248
Na E3 2013, visitamos o estande da Sony e tivemos a oportunidade de testar "Beyond: Two Souls", a nova produção exclusiva da Quantic Dream para Playstation 3. No vídeo abaixo, você acompanha o hands-on que fizemos do game, cuja estreia está marcada para outubro deste an... [ ver texto completo ]Tour pelo estande da Sony na E3 2013
hits: 2.287
A Sony roubou as atenções do mundo com uma ótima conferência, recheada de games e de cutucadas nos rivais. O estande da empresa também não deixa a desejar, com vários games que estão no mercado, e outros a caminho. Dê uma volta pelo booth da empresa conosco, e confira o que a emp... [ ver texto completo ]
11.06.2013 / 18h25
E3 2013: Resumo da coletiva da Sony
hits: 4.479
Uma das coletivas mais importantes na E3 2013 foi a da Sony. Não tivemos uma confirmação quanto à data de lançamento, mas agora já sabemos como é o design do Playstation 4 e quanto o console vai custar: US$399. Além disso, foram vários anúncios de jogos exclusivos para o novo apa... [ ver texto completo ]
11.06.2013 / 13h32
Sony satiriza política de jogos usados e ensina a emprestar game no PS4
hits: 6.451
A Sony resolveu fazer uma brincadeirinha a respeito da política de empréstimo de games. Como ainda existe alguma confusão em torno do método escolhido pela Microsoft, que envolve até a cobrança de taxas em jogos usados dependendo da distribuidora, a companhia resolveu fazer um ví... [ ver texto completo ]
[nenhum item encontrado]
SEÇÕES
ANÁLISESCOPYRIGHT © 2013 ADRENALINE.COM.BR. TODOS OS DIREITOS RESERVADOS. ADRENALINE É UMA MARCA REGISTRADA DA ADRENALINE LTDA.