Já tem na parte de Redes/Internet mas acho que cabe aqui também.

GVT entra no mercado de TV a Cabo em 2010

O mercado brasileiro de TVs por assinatura contará em 2010 com um novo concorrente. Pouco mais de três meses depois de anunciar a aquisição da Global Village Telecom (GVT), o grupo francês de telecomunicações e produção de conteúdo digital Vivendi revelou ao jornal O Estado de S.

Paulo que lançará nos próximos meses o primeiro pacote de TV da companhia, que até aqui se concentrava nos serviços de telefonia fixa e internet banda larga. Além de novos produtos, a multinacional planeja investir pesado na expansão da rede de fibra ótica pelo Brasil, aumentando o número de Estados em que opera.

A revelação foi feita pelo diretor-presidente do grupo, Jean-Bernard Lévy, em Paris, ao término de uma entrevista coletiva na qual foram divulgados os resultados operacionais do conglomerado de mídia em 2009. Falando sobre as estratégicas da companhia no Brasil, Lévy informou que a GVT terá duas frentes de investimentos para 2010. "Nossas prioridades para a GVT neste ano são duas: lançar novos produtos e expandir o alcance da rede", antecipou.

Questionado sobre quais novos serviços previa, o executivo foi direto. "No que concerne a novos produtos, lançaremos o pacote de TV por assinatura da GVT, baseado em canais locais. Queremos completar a oferta de produtos."

Lévy, entretanto, evitou entrar em detalhes sobre datas, pacotes e seus preços. Questionado se a Vivendi pretendia implantar na GVT o mesmo modelo de serviços via internet ADSL, usado pelo grupo na França - por intermédio de outra subsidiária, a SFR -, o diretor-presidente foi evasivo. "Talvez. Mas não quero antecipar nada."

Na França, o pacote contempla internet de alta velocidade, com até 20 megabits de velocidade, telefone via ADSL, com ligações gratuitas para números fixos de 90 países, e TV em alta definição (HD). O pacote básico, que inclui 140 canais, além de outros 150 em opção, custa € 29,90 por mês, preço também praticado pela concorrência.

No Brasil, a GVT já oferece serviços de telefonia fixa e internet por ADSL e, em acordo operacional, propõe TV por assinatura Sky com desconto. A criação de uma marca própria de TV por assinatura pela Vivendi-GVT no Brasil, porém, era uma questão de tempo. Isso porque a GVT usa no país as mesmas tecnologias que a SFR na França - internet por ADSL e telefonia por VoiP.

Além disso, a companhia tem know how no setor na Europa. A Vivendi é proprietária do Grupo Canal+, especializado em TV paga, e conta com uma base de 10,2 milhões assinantes - dentre 63 milhões de franceses. Entre os destaques da programação, estão a emissora generalista Canal+, o canal de informação I-Télé e os canais de esporte, Canal+ Sport, e de filmes, CinéCinéma, todos em pay-per-view. Como TV e internet estão conectadas, o pacote também oferece programas e filmes sob encomenda, um dos segmentos de mídia que mais cresce na Europa.

Parte do conteúdo dos pacotes de TV é fornecido pelos estúdios norte-americanos de cinema Universal, também propriedade do grupo Vivendi.

Expansão da rede

A segunda prioridade da Vivendi em 2010 é a ampliação da área e atuação no Brasil. Hoje, de acordo com informações da própria empresa, a GVT está presente em 87 cidades das regiões Sul, Centro-Oeste, Sudeste e Nordeste. No início de suas operações, em 2000, a empresa atendia 24 cidades. Segundo Jean-Bernard Lévy, a expansão contínua é um dos desafios da companhia. "A GVT nasceu na região sul e vem se expandindo. Nosso objetivo é aumentar a rede e o número de Estados atendidos. Queremos chegar logo a São Paulo, por exemplo." Indagado se esse desembarque se daria neste ano, Lévy descartou. "Não, não acontecerá em 2010."

O executivo também confirmou que a empresa deverá lançar na próxima semana uma oferta pública para a compra dos 14,3% de ações da GVT que permanecem nas mãos de acionistas minoritários. A proposta da Vivendi é adquirir 100% das ações e, a seguir, retirar a companhia da bolsa de valores.

Satisfeito com as perspectivas de crescimento da filial brasileira para 2010, de no mínimo 26%, Lévy afirma que a compra da GVT pode não saciar o apetite da companhia por novas incorporações em países emergentes. "Observamos permanentemente se outras aquisições nos países emergentes podem vir a fazer sentido", assegurou.

Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/econo...0+9413604.html