O físicos alemães Albert Einstein, Max Planck e Rudolf W. Ladenburg, o físico russo Valentin A. Fabrikant, o físico Americano Willis E. Lamb e o físico francês Alfred Kastler estabeleceram as bases para o desenvolvimento dos MASERs (Microwave Amplification by Stimulated Emission of Radiation) e dos LASERs (Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation).
Os princípios e fundamentos teóricos do Maser foram descritos pelos físicos russos Nikolay Basov and Alexander Prokhorov em 1952.
Em 1953, trabalhando de forma independente na Universidade de Columbia, o físico americano Charles H. Townes e os estudantes de graduação James P. Gordon e Herbert J. Zeiger construíram o primeiro Maser.
Em 1958, os físicos americanos Charles H. Townes e Arthur L. Schawlow do Bell Labs publicaram um artigo no jornal da American Physical Society com os princípios e fundamentos teóricos do Laser.
No dia 16 de maio de 1960, no Hughes Research Laboratories, o físico americano Theodore Harold Maiman construiu o primeiro Laser da historia, de estado sólido (ruby) e da cor vermelha (comprimento de onda de 694 nm).
A luz do Laser difere da luz do Sol (que emite luz de diferentes comprimentos de onda, do ultra-violeta ao infra-vermelho), pois tem apenas uma cor (comprimento de onda especifico).
A luz do Laser é concentrada e se move em uma única direção, ao contrario da luz de uma lâmpada que se espalha.
Na luz do Laser, as ondas eletromagnéticas estão em fase, ao contrario da luz de uma lâmpada.
A luz do Laser é coerente, isto é, tem a mesma freqüência (comprimento de onda), fase e direção.
Primeiro Laser da historia - ruby - cor vermelha (comprimento de onda de 694 nm)
Existem vários tipos de Lasers:
" químicos (fluoreto de hidrogênio, etc)
" gás (helio, helio-neônio e CO2)
" estado sólido (ruby, etc)
" excimer (cloro e flúor, misturados com gases nobres: argônio, criptônio ou xenônio)
" corantes orgânicos complexos
" semicondutores (diodo)
Os Lasers tem diversas aplicações:
" Industria de eletrônicos (Lasers semicondutores - diodo): leitores de códigos de barra, leitores/gravadores e aparelhos de CD, DVD e Blu-Ray
" Navegação e sistemas de orientação: Giroscópios a Laser
" Telecomunicações: fibras óticas
" Industria metalúrgica (Laser CO2 vermelho): cortes com altíssima precisão de chapas de aço
" Medicina: cirurgia de correção de miopia, etc
" Espectroscopia
" Medição de distancias
" Militar: bombas guiadas a Laser, etc
Lasers tem comprimentos de onda (cores) que vão do ultra-violeta ao infra-vermelho.
A potência varia de alguns mW (aparelhos de CD, DVD e Blu-Ray) até alguns kW (cortadores de chapas de aço).
O Boeing YAL-1 Airborne Laser tem um Laser de 1 Mega Watt.
O símbolo universal do Laser serve de alerta (assim como o símbolo universal de radioatividade, risco biologico e alta tensão) e está presente em aparelhos de CD, DVD, Blu-Ray, etc.
Lasers de aparelhos de CD/DVD podem cegar e Lasers usados pela industria metalúrgica são muito perigosos, pois cortam chapas de aço de 2 cm de espessura.
Laser de semicondutor (diodo) usado em leitores de CD e DVD
O CD usa um laser da cor infra-vermelha (780 nm)
O DVD usa um laser da cor vermelha (650 nm)
O Blu-Ray usa um laser da cor azul-violeta (405 nm)
Quanto menor o comprimento de onda do Laser, mais informações podem ser armazenadas no disco (por causa da difração), por isso um DVD tem mais capacidade que um CD.
A potencia de leitura do Laser de um aparelho de CD é de 5 mW e de gravação é de 100 mW.
A potencia de leitura do Laser de um aparelho de DVD é de 10 mW e de gravação é de 250 mW.
Cortador CNC a Laser - chapas de aço com alguns cm de espessura são cortadas com alta precisão com um Laser de CO2 de alguns kW de potencia guiado por computador
A missão Apollo 14 deixou um espelho na Lua e disparando-se pulsos de Laser, mediu-se a distancia da Terra a Lua (comprovando experimentalmente o valor teórico)
Também comprovou-se experimentalmente que a Lua se afasta da Terra 38 mm por ano
Ainda hoje é possível medir a distancia da Terra a Lua através desse espelho
Lasers da Kirtland Air Force Base em Albuquerque, Novo Mexico
Em fevereiro de 2010, o Airborne Laser destruiu um míssil balístico em um teste com o seu poderoso laser químico iodo-oxigênio de 1 Mega Watt.
Original description from the American Air Force Research Laboratory: "An optical engineer evaluates the interaction of multiple lasers that will be used aboard the Airborne Laser, a megawatt-class laser weapons system being developed to defend against ballistic missile attacks. The Directed Energy Directorate conducts research into beam-control technologies."
Os cabos de fibra ótica são a espinha dorsal da Internet e da telefonia
Mais de 95% do trafego mundial de dados passa por fibras óticas e menos de 5% por satélites
Em meados 1840 em Paris, Daniel Colladon and Jacques Babinet demonstraram o fenômeno da reflexão total da luz, principio básico de uma fibra ótica.
Em 1952, no Imperial College of Science and Technology de Londres, o fisico indiano Narinder Singh Kapany inventou a fibra ótica, baseado em estudos do físico inglês John Tyndall.
As primeiras fibras óticas foram usadas para endoscopia digestiva e não serviam para telecomunicações.
Para tornar a fibra ótica viável para telecomunicações, ela teria que ser fabricada de um vidro muito mais puro do que os usados em janelas e óculos, pois quanto mais impurezas, mais fraco o Laser a medida que for se propagando.
Para se ter uma idéia, se a água dos oceanos tivesse a mesmo grau de pureza do vidro de uma moderna fibra ótica, seria possível ver da superfície com clareza os restos do Titanic.
Em 1965, os engenheiros Charles K. Kao e George A. Hockham da empresa britânica Standard Telephones e Cabos (STC) demonstraram que impurezas no vidro causavam a perda (atenuação) de 1000 dB/km na fibra ótica, contra 10 a 50 dB/km de um cabo coaxial, tornando-a inviável para comunicações. Também demonstraram que essas impurezas poderiam ser removidas.
Em 1970, os pesquisadores Robert D. Maurer, Donald Keck, Peter C. Schultz, and Frank Zimar do fabricante de vidros americano Corning Glass Works conseguiram produzir fibras óticas com a pureza necessária (menos 20 dB/km) para seres usada em comunicações. Alguns anos depois Corning Glass Works estava fabricando fibras óticas com menos 4 dB/km.
Em 1988, entrou em operação o primeiro cabo transoceânico (Atlântico) de fibra ótica, construído pela AT&T , France Telecom e British Telecom com capacidade para 40 mil ligações telefônicas simultâneas.
Fibras óticas são usadas para “inspecionar” o corpo humano (endoscopia), e também na inspeção de maquinas, como motores a jato.
Varias fibras óticas podem operar próximas em um cabo sem haver interferência entre elas e alem disso elas não sofrem interferência eletromagnética.
Fibras óticas são mais finas do que um fio de cobre, consomem menos energia e possuem maior capacidade de transmissão de informação.
Os Lasers são usados nas fibras óticas para comunicação de grande distancia, devido a sua grande potência.
• fibras óticas monomodo (diâmetro do núcleo de 9 ¼m) usam Lasers semicondutores (diodo) [1300 a 1550 nm e 0,5 dB/km] e são usadas para longas distancias (maior largura de banda)
• fibras óticas multímodo (diâmetro do núcleo de 65 ¼m) usam LEDs [850 a 1300 nm e 1.5 a 3.75 dB/km] e são usadas para curtas distancias (menor largura de banda)
Existem vários processos de fabricação das fibras óticas, que são bastante complexos
Experimento com Laser e cilindro de acrílico demonstra o principio da reflexão total da Luz (Lei de Snell)
A parte interna (núcleo) das fibras óticas tem um índice de refração maior que a parte externa (casca) e ao incindir em um ângulo pequeno, a luz sofre reflexão total.
Cabo de fibra ótica terrestre
A fibra ótica é feita de um vidro muito puro, com baixa atenuação do sinal, mas a cada 100 km o Laser acaba ficando “fraco” e é necessário a instalação de repetidores, que são amplificadores óticos (amplificadores de fibra dopada com érbio - EDFA).
Os amplificadores óticos foram inventados na universidade de Stanford, na Califórnia e depois aperfeiçoados pelo Bell Labs.
Alguns navios são especializados em lançar cabos de fibra-ótica submarinos
Mapa com a rede mundial de cabos de fibra-ótica submarinos
Muito legal! interessantíssimo este tópico! a origem de um verdadeiro portal para a humanidade! pesquisas ainda caminham na direção do futuro e com revoluções em todas áreas nesta tecnologia promissora, a UTILIZAÇÃO DA LUZ!!!
De motores a chips ultra velozes,
Postado originalmente por Eletrônica @ Inovação Tecnologica
Transístor óptico quântico usa transparência induzida por luz
Em uma pesquisa inédita, com participação de um cientista brasileiro, uma equipe do Instituto Max Planck, na Alemanha, criou um transístor óptico quântico, formado por um único átomo e acionado exclusivamente por luz.
Ao contrário de outros transistores ópticos já criados, os cientistas usaram um efeito que faz com que um átomo - ou um monte deles - se torne transparente, alterando completamente suas propriedades ópticas.
A pesquisa teve a participação do pesquisador brasileiro Celso Jorge Villas Bôas, do Departamento de Física da Universidade Federal de São Carlos (SP).
Fronteira quântica
Devido à miniaturização contínua dos componentes dos chips de computador - principalmente os transistores - estamos prestes a cruzar um limite fundamental da matéria, além do qual a tecnologia não poderá mais contar com as leis do mundo macroscópico - a fronteira entre o mundo macro e o mundo quântico.
Com isto em mente, cientistas do mundo todo estão pesquisando tecnologias baseadas em efeitos quânticos que possam ser usados para transmitir e processar informações.
Por exemplo, recentemente uma equipe usou o fenômeno do tunelamento quântico para construir um transístor atômico que poderá ajudar a interligar a eletrônica tradicional com tudo o que há além dessa fronteira.
Redes quânticas
Um dos desenvolvimentos mais promissores nessa direção são as chamadas redes quânticas, nas quais fótons individuais transmitem a informação entre os diferentes nós da rede - que são, essencialmente, átomos individuais.
Nesses átomos, as informações poderão ser armazenadas e processadas, segundo as regras da promissora área da computação quântica.
Transparência Induzida Eletromagneticamente
Um elemento-chave nesses sistemas de redes quânticas é a Transparência Induzida Eletromagneticamente (EIT, na sigla em inglês: Electromagnetically Induced Transparency), um efeito que permite mudar radicalmente as propriedades ópticas da matéria por meio da luz.
Essa "invisibilidade quântica" funciona apenas além da fronteira do mundo quântico, sendo diferente das pesquisas do tipo "manto da invisibilidade", que utilizam metamateriais.
A transparência eletromagneticamente induzida descreve o efeito pelo qual a interação de um meio atômico com um campo de laser pode ser controlada e manipulada de forma coerente usando-se um segundo laser, mais forte do que o primeiro.
Os cientistas usaram um efeito chamado transparência induzida eletromagneticamente, que faz com que um átomo - ou um monte deles - se torne transparente, alterando completamente suas propriedades ópticas. [Imagem: MPQ/MPG]
Na prática, isso é feito pela irradiação desse meio atômico - um único átomo ou um monte de átomos - com dois feixes de laser: a ação do laser mais forte, chamado feixe de controle, faz com que os átomos tornem-se transparentes para o outro feixe de laser, chamado sonda laser.
Os cientistas já vêm estudando esse efeito e suas incríveis propriedades, mas vinham utilizando aglomerados atômicos formados por centenas de milhares de átomos.
Luz controlando a matéria
Agora, o grupo coordenado pelo professor Gerhard Rempe conseguiu pela primeira vez controlar as propriedades ópticas de um único átomo utilizando os raios laser.
Além de representar um marco no desenvolvimento das novas tecnologias da computação quântica, o feito também é fundamental para a compreensão de como o comportamento quântico de átomos individuais pode ser controlado com a luz.
As propriedades derivadas da transparência eletromagneticamente induzida permitem o armazenamento e a recuperação de informações entre os átomos - matéria - e os pulsos de luz, proporcionando assim uma poderosa interface entre a informação fotônica e os átomos estacionários.
Em todos os experimentos realizados até agora, a porção de matéria que se torna transparente ao laser era formada por um número muito grande de átomos. No experimento agora descrito, utilizou-se apenas um único átomo de rubídio.[...] prossegue no site
Postado originalmente por Nanotecnologia @ Inovação Tecnologica
Nova técnica usa luz para observar funcionamento do cérebro
Redação do Site Inovação Tecnológica - 14/05/2010
Informação genética
Outra grande vantagem da nova técnica é que as proteínas camaleão podem ser formadas no interior das próprias células a serem observadas, bastando que uma seção correspondente de DNA seja inserida previamente no genoma.
Em dois experimentos realizados pelo grupo de cientistas, vírus foram utilizados como veículo para levar a informação genética das proteínas camaleão para as células nervosas.
Esta nova técnica, de observação do cérebro com luz, fornece uma ferramenta sem precedentes para estudar como as memórias se formam ou são perdidas.
Ou onde e como os padrões de atividades cerebrais são alterados durante o envelhecimento ou na ocorrência de doenças neurológicas, como Alzheimer, Parkinson e esquizofrenia.
Postado originalmente por Nanotecnologia @ Inovação Tecnologica
Microfone óptico capta som de átomos, moléculas e bactérias
Redação do Site Inovação Tecnológica - 01/03/2010
Microfone óptico
O microfone óptico super sensível é baseado na tecnologia das pinças ópticas, que usam feixes de raio laser para agarrar e movimentar partículas da dimensão de células individuais. As pinças ópticas também são usadas para medir forças em nanoescala.
"Nós estamos usando a sensibilidade proporcionada pela pinça óptica como um microfone muito sensível", disse o professor Jon Cooper, da Universidade de Glasgow, que está dirigindo o projeto da micro-orelha, que inclui ainda cientistas da Universidade de Oxford e do Instituto Nacional de Pesquisas Médicas da Grã-Bretanha.
O uso das pinças ópticas para medir forças em escala molecular começa com o uso dos feixes de laser para segurar pequenas gotas ou nanoesferas plásticas e aproximá-las dos objetos cuja força se pretende medir. Sob a ação dessas forças, as nanoesferas vibram, vibração esta que pode então ser medida.
Postado originalmente por Espaço @ Inovação Tecnologica
Criado motor fotônico, que acionará espaçonaves do futuro apenas com luz Redação do Site Inovação Tecnológica - 05/03/2007
Os filmes de ficção científica são muito mais charmosos do que a realidade quando o assunto são as naves espaciais. Na realidade virtual, motores que emitem apenas luz aceleram as naves a velocidades de dobra espacial e levam nosso heróis para mundos distantes, senão num piscar de olhos, pelo menos no tempo de um intervalo comercial.
Agora, cientistas do Instituto Bae, Estados Unidos, construíram o primeiro motor de foguete movido apenas pela luz, trazendo para mais perto da realidade o que a ficção não se cansa de apregoar. E como não poderia deixar de ser, movido pela luz de um raio laser.
Mas tem muita, muita coisa ainda, aqui é só algo que me lembrei em 2 minutinhos pra tentar colaborar com o topico, e dizer que na verdade o laser não é uma invenção e sim uma 'descoberta' que está longe'anos luz' de ter chegado ao seu final, ainda em andamento ela ainda está sendo descoberta e cada vez mais abrindo novos horizontes...ou mesmo que seja considerado 'uma' invenção, então é uma invenção que está sempre se 're-inventando'.
[]s
Última edição por Mozart Edson; 18-05-10 às 15:17.
A luz de uma lâmpada ou do Sol possui diversos comprimentos de onda (cores) e quando passa por um prima, sofre refração e se decompõe (como no arco íris).
Índice de refração = (velocidade da luz no vácuo)/(velocidade da luz no meio material: vidro, acrílico, etc)
Quanto maior a freqüência da luz (menor o comprimento de onda), menor a velocidade da luz no meio material e portanto maior o índice de refração.
Quanto maior a freqüência da luz (menor o comprimento de onda), maior será o índice de refração e maior será o desvio que a luz sofrerá ao passar por um prisma.
O azul sofre um desvio maior que o vermelho.
A luz de um Laser possui uma cor apenas (comprimento de onda especifico) e não se decompõe ao passar por um prisma.
Consórcio apoiado pelo Google inicia instalação de fibra óptica submarina dos Estados Unidos ao Japão (10 mil km) de 4,8 Tbps ao custo de US$ 300 milhões
24 de junho de 2008
Tóquio - Cabo submarino Unity terá capacidade de 4,8 Tbps e inaugura participação do gigante de buscas, junto a operadoras, no setor infra-estrutura.
As empresas NEC e Tyco começaram a planejar juntas nesta terça-feira (24/06) o cabo submarino Unity, link de fibra óptica entre os Estados Unidos e o Japão apoiado pelo Google e por cinco operadoras de telefonia.
O cabo de 300 milhões de dólares terá inicialmente cinco pares de fibras - cabos duplos de fibra óptica, onde um é usado para serviços e outro para backup - mas será expandido para oito pares. Cada par é capaz de carregar 960 Gbps de dados dando ao sistema capacidade total de 4,8 Tbps.
Para comparar a capacidade e o impacto do Unity no setor de cabos submarinos, a TeleGeography afirmou que no final de 2007 a capacidade em uso dos cabos parou em 3,3 Tbps totais. Diversos cabos estão sendo atualizados para atender a demanda crescente e dois novos cabos, Trans-Pacific Express e Asia America Gateway, deverão estar online até o final do ano, totalizando capacidade de 7,2 Tbps.
O cabo está programado para começar a ser usado no primeiro trimestre de 2010, quando o Unity deverá representar, sozinho, cerca de 20% da capacidade disponível em transmissões pelo Oceano Pacífico.
Além do Google, os outros parceiros da implementação são as operadoras Bharti Airtel, da Índia; Global Transit, da Malásia; KDDI, do Japão e Pacnet e SingTel, de Cingapura.
A participação do Google no consórcio ganhou destaque quando foi anunciada em fevereiro, já que, normalmente, apenas operadoras estão envolvidas em projetos do tipo.
O Google anunciou, no final da semana passada, a conclusão do Unity, um novo sistema de cabos de fibra óptica submarinos que interliga os Estados Unidos e o Japão.
Anunciado oficialmente em fevereiro de 2008, a nova infra-estrutura Trans-Pacific possui 9.620 quilômetros de cabos e custou aproximadamente US$ 300 milhões. O Unity foi projetado para fornecer uma largura de banda de até 4,8 Terabits por segundo (Tbps), com uma capacidade de até 960 Gigabits por segundo (Gbps) para cada par de fibra óptica.
O consórcio Unity é um esforço em conjunto da Bharti Airtel, Global Transit, Google, KDDI Corporation, Pacnet e SingTel. O nome Unity foi escolhido para significar um novo tipo de consórcio, nascido entre sistemas potencialmente concorrentes, a emergir como um sistema dentro de um sistema, oferecendo propriedade e gestão individual de cada fibra pares.
"Após meses de testes para garantir que o sistema de cabo atende aos rigorosos padrões de transmissão especificados, o Unity está pronto para entregar a tão esperada capacidade de conectividade Trans-Pacific para atender as necessidades dos membros do consórcio", disse Chris Wilson, Presidente da Comissão Executiva do Unity.
O novo sistema conecta Chikura, no Japão, à Los Angeles, Palo Alto e San Jose, na costa oeste americana. Em Chikura, o Unity é interligado a outros sistemas de cabos, aumentando ainda mais a conectividade com a Ásia.
Alcatel-Lucent bate recorde de transmissão: 15,5 Terabits por segundo para uma distancia de 7000 km.
Alta velocidade de transmissão de informoções equivale a 400 DVDs por segundo.
A Alcatel-Lucent anunciou que os cientistas do Bell Labs, setor de pesquisa da empresa, estabeleceram um novo recorde de transmissão óptica.
Segundo informação da empresa, esse experimento de transmissão envolveu o envio do equivalente a 400 DVDs por segundo sobre 7.000 quilômetros (aproximadamente a distância entre Paris e Chicago). Trata-se da mais alta capacidade já atingida sobre uma distância transoceânica, e excede em dez vezes a distância dos atuais cabos submarinos comerciais. As transmissões foram feitas sobre uma rede na qual havia um espaço de 90 quilômetros entre os repetidores (dispositivos usados para sustentar sinais ópticos em longas distâncias). Esta distância é 20% maior do que aquela usualmente mantida nessas redes.
Para atingir os resultados, os pesquisadores do Bell Labs usaram novas técnicas de detecção e aproveitaram um conjunto diverso de tecnologias em modulação, transmissão e processamento de sinais.
Os pesquisadores também fizeram uso de processadores de sinais digitais com detecção coerente, uma nova tecnologia que possibilita adquirir detalhes para um número de propriedades de luz acima do que o método de detecção direta, que é normalmente aplicado nos sistemas de hoje. Com esta técnica, foi possível aumentar a capacidade e o número de fontes de luz introduzidas em uma única fibra, além da possibilidade de separação da luz em suas cores constituintes, assim que elas atingem seus destinos.
Para fazer isto, os cientistas do Bell Labs utilizaram cerca de 155 lasers, cada um deles operando numa frequência diferente e carregando cerca de 100 gigabits de dados por segundo. Multiplicando o número de lasers pela transmissão de dados, e temos um incrível número de 15.5 terabits por segundo, numa distância de 7000 quilômetros.
Para a empresa, este recorde de transmissão está relacionado a uma série de investimentos de redes ópticas do Bell Labs. Outros projetos para o setor de otimização de transferência de dados realizados pela segmentação da Alcatel foi a introdução de fibra de dispersão não zero, experimentos na área de Ethernet 100 Gigabits e o Differential Phase-Shift Keying (DPSK) a 40 Gigabits por segundo.
Raio laser cega pelo menos 30 jovens em show na Rússia
Alguns dos afetados perderam até 80% da visão, capacidade que, aparentemente, nunca conseguirão recuperar, segundo fontes médicas.
Após o show, muitos jovens se queixaram em seus blogs de que os raios laser inutilizaram suas câmeras digitais.
Pelo menos 30 jovens sofreram queimaduras na retina pelo impacto de raios laser durante um show de música eletrônica na região de Vladimir, Rússia, informou nesta segunda-feira a imprensa local.
Alguns dos afetados perderam até 80% da visão, capacidade que, aparentemente, nunca conseguirão recuperar, segundo fontes médicas.
A tragédia ocorreu depois que a luz desprendida pelos canhões de laser foi dirigida pelos organizadores contra as pessoas de uma distância de poucos metros, e não contra o céu, como estava previsto.
A chuva que caiu no dia do show Aquamarina 4 obrigou a esplanada e a zona de baile a serem cobertas com uma lona. Por isso, os organizadores consideraram sem sentido apontar os canhões de laser contra o céu.
As cerca de mil pessoas presentes não foram alertados para o perigo de olhar diretamente para os feixes de luz, e não protegeram os olhos em nenhum momento.
Após o show, muitos jovens se queixaram em seus blogs de que os raios laser inutilizaram suas câmeras digitais.
Os parentes das pessoas que tiveram a visão afetada apresentaram denúncias perante a Polícia local e anteciparam que pedirão compensações econômicas.
A empresa que organizou o show não retornou as ligações, e as autoridades locais afirmam que nunca chegaram a receber um pedido de autorização para realizar o evento.
Elena Grishina, chefe do Hospital Oftalmológico de Moscou, disse à agência Interfax que na clínica foram internadas 12 das pessoas que assistiram ao concerto e foram afetadas.
No entanto, ela disse que esses 12 pacientes não apresentaram queimaduras, mas hemorragias no fundo do olho e na retina.
Um dos pacientes, entrevistado pela Interfax, confirmou que foi "cegado pelo feixe do canhão de laser", e precisou ir ao médico no dia seguinte, ao perceber que sua visão normal não se restabelecia.
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A companhia Raytheon e uma equipe da US Navy usaram um feixe combinado de laser para derrubar quatro UAVs em voo durante testes sobre a água, em maio deste ano.
Os alvos aéreos foram engajados e destruídos pelo Navys Laser Weapon System (LaWS) guiado pela suíte de sensores de um CIWS (Close-in Weapon System) Phalanx.
O LaWS emprega seis lasers de uso industrial que focam simultâneamente no alvo
Os engajamentos serviram para validar a viabilidade operacional da combinação Phalanx-LaWS sobre o mar, segundo o presidente da Raytheon Missile Systems, Dr. Taylor W. Lawrence.
A equipe Raytheon- Navy demonstrou a capacidade dos sistemas de detectar, rastrear, engajar e destruir alvos dinâmicos em alcances táticos significativos em ambiente marítimo.
Para o teste, o LaWS foi montado em uma plataforma próxima de um reparo Phalanx Block 1B. O operador do Phalanx usou o modo de superfície do Block 1B para rastreamento eletroótico e os sensores de rádio frequência do sistema para prover dados de alcance para o LaWS. Quando o Phalanx adquiriu os UAVs, o LaWS os destruiu.
Foi a primeira vez que um feixe de laser de estado sólido de 32 Megawatt (MW) de energia dirigida, foi disparado por um navio de guerra a uma distância de mais de 2 milhas, destruindo drones voando a mais de 300 milhas por hora.
Abaixo, um vídeo mostrando a destruição de um dos drones.
Completado o design preliminar de arma laser para navios da USN
20 de março de 2010
Na última quinta-feira, 18 de março, a Boeing informou que completou, com sucesso, o design preliminar para o sistema de armas Free Electron Laser (FEL) da Marinha dos EUA (U.S. Navy). Segundo a empresa, isso é um passo fundamental na direção de construir um protótipo para testes realísticos no mar.
Entre 9 e 11 de março, na revisão do design preliminar realizada em sua unidade em Arlington (EUA), a empresa apresentou o projeto a mais de 30 representantes do governo e do Laboratório Nacional dos EUA. Segundo a Boeing, o laser elétrico operará passando um raio de elétrons de alta energia através de uma série de fortes campos magnéticos, gerando uma emissão intensa de luz laser, capaz de destruir ou desabilitar alvos.
Gary Fitzmire, vice presidente e diretor de programa da Boeing Directed Energy Systems, disse que o “Free Electron Laser utilizará a energia elétrica do navio para gerar, na prática, munição ilimitada e prover uma capacidade de defesa contra ameaças como mísseis hipervelozes, de forma ultraprecisa e na velocidade da luz. Trata-se de um desenvolvimento de um sistema de armas que transformará a guerra naval.”
O contrato estimado em 163 milhões de dólares para iniciar o desenvolvimento do FEL foi concedido à Boeing em abril de 2009, com uma parcela inicial de 6,9 milhões. Espera-se que a Marinha dos EUA decida em meados deste ano conceder mais parcelas (task order) à Boeing para completar o design do sistema e construir e operar um demonstrador de laboratório. Outros sistemas de armas laser que a Boeing está desenvolvendo são o Airborne Laser Test Bed, o High Energy Laser Technology Demonstrator, e o Laser Avenger, entre outros (veja mais nos links abaixo).
Laser da Northrop Grumman demonstra alta letalidade e grande alcance
Os testes do sistema MLD (Maritime Laser Demonstration) da US Navy, conduzidos recentemente no Potomac River Test Range, confirmaram a prontidão do sistema de arma laser para continuar os testes de mar no próximo ano, de acordo com Northrop Grumman Corporation, contratante principal.
Operando a partir de um local fixo sobre a terra, o sistema de armas MLD disparou um feixe de laser em uma série de alvos fixos, incluindo seções de pequenos barcos, ao longo do rio Potomac. O laser atravessou as seções dos barcos nesses testes, realizados no final de agosto e início de setembro.
Quando estiver pronto, o MLD poderá ser usado contra ameaças assimétricas, mísseis e UAVs.
USAF e Boeing fazem primeiro disparo em voo do Laser Tático Avançado
A Boeing comunicou que, no último dia 13 de junho, o Laser Tático Avançado (Advanced Tactical Laser – ATL), de alta potência, foi disparado com sucesso a partir de uma aeronave em voo pela primeira vez.
O ATL é uma aeronave C-130H equipada com uma torreta de laser, um sistema de controle de fogo, sensores e consoles do sistema de armas. Segundo a empresa, neste primeiro disparo em voo sobre o campo de testes de mísseis de White Sands, o alvo em terra foi atingido com sucesso.
Mais testes estão planejados para demonstrar a utilidade militar do ATL, desenvolvido para destruir, danificar ou pôr fora de combate alvos em terra sem causar danos colaterais e com alta precisão, podendo ser empregado tanto sobre o campo de batalha quanto em operações urbanas.
Outras empresas participam do programa. Por exemplo, a torreta é produzida pela L-3 Communications/Brashear, e a HYTEC Inc., fornece diversos elementos estruturais. A Boeing e a USAF desenvolvem o projeto conjuntamente.
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