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  1. #26
    Na minha opinião:
    O homem não evoluiu dos macacos , inclusive as criaturas que existem é a melhor forma de evolução para elas , ou seja, nós nem podemos afirmar que somos mais evoluídos que outros seres vivos, cada ser atingiu a melhor evolução possível em uma determinada linha inclusive , sendo o melhor no que ele é , e o que ele faz e seu papel na natureza, mesmo que nós não o compreendamos , inclusive é o todo que interessa , ou seja, como o sistema em sua totalidade (totalidade natural) se auto balança e se auto constitui, se auto regenera , e se auto cria e evolui é absurda-mente complexo e ultrapassa ainda toda a imaginação humana, inclusive suspeito eu , que se chegarmos algum dia compreender chegaremos na seguinte conclusão , que tudo que existe no mundo natural é o certo.Tem alguns vídeos legais aqui Ciência e filosofia:O que ainda não sabemos, cabe a ciência estudar o que existe e afirmamos em existir , ou seja, isso é ciência independente de não acreditar ou não, inclusive é uma das questões mais fundamentais a serem estudadas , isso , significa tudo é uma das questões mais importante, porque abrange, tudo.


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    Eu particularmente sou Criacionista e este Universo segundo meu ponto de vista foi criado, digamos , "Um software divino".
    Última edição por Raziel7766; 10-03-10 às 12:59.



  2. #27
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    Feb 2008
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    Mozart e Raziel


    Vão estudar biologia.

    Motivos pra descrer na evolução:

    1 - Não saber o que é e como se dá a evolução.
    2 - Cabeça-durismo

    É sério, gente. Evolução não é uma hipótese experimental, é fato.
    Negar a evolução é como negar que 1+1=2! Negar que a Lua existe. Negar que Salaminho defumado é bom! (Ao menos eu gosto pra caramba )

    Eu faço Ciências Biológicas na UFMG e afirmo pra vocês que a Evolução EXISTE. Se vocês estudassem mais a fundo o assunto iam ver que é fato.

    Algumas coisas que me usam como argumento para negar que a vida não depende de um Ser Criador:

    - Você não acha que é perfeição demais nós precisarmos de água para viver e o principal líquido que há no planeta seja água?

    R.: Não! Vida é química! Nós precisamos de água para viver PORQUE tem muita água no planeta e a organização molecular e eventos metabólicos necessitam de um bom solvente como a água. Se nossa vida tivesse se originado em Titã, onde o principal líquido é o metano, seria milagroso que nós necessitássemos de metano? Não! Porque vida é química, é super exata, e todos esses mistérios que vocês acham são simplesmente fatos sem explicação ainda! Mas é química, puríssima!



    Mas ok, acho que o ponto dos nossos amigos foi a espécie humana.

    Olha, o ser humano é um animal, você não pode negar isso. Nós somos animais, temos todos oes tecidos de mamíferos, tudo an gente se comporta EXATAMENTE como neles. Não somos nada especiais ou diferentes. Nada, nada mesmo. Nadica de nada. Então sim, nossa espécie evoluiu de algum ponto até chegar no que é hoje. Se você quer discutir se veio de uma espécie de primata, tudo bem. Se você quer discutir se foi só obra do acaso ou a nossa evolução foi guiada por algum ser superior, tudo bem.

    Mas negar que evoluímos é negar que computadores existem, que existe água no oceano. Dizer que não evoluímos é o mesmo que dizer que matemática é da área de humanas.

    Então, se vocês querem se ater aos detalhes, tudo bem, mas não neguem os fatos.
    Última edição por andrebrait; 10-03-10 às 13:33.
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  3. #28
    Citação Postado originalmente por andrebrait Ver Post
    Mozart e Raziel


    Vão estudar biologia.

    Motivos pra descrer na evolução:

    1 - Não saber o que é e como se dá a evolução.
    2 - Cabeça-durismo

    É sério, gente. Evolução não é uma hipótese experimental, é fato.
    Negar a evolução é como negar que 1+1=2! Negar que a Lua existe. Negar que Salaminho defumado é bom! (Ao menos eu gosto pra caramba )

    Eu faço Ciências Biológicas na UFMG e afirmo pra vocês que a Evolução EXISTE. Se vocês estudassem mais a fundo o assunto iam ver que é fato.

    Algumas coisas que me usam como argumento para negar que a vida não depende de um Ser Criador:

    - Você não acha que é perfeição demais nós precisarmos de água para viver e o principal líquido que há no planeta seja água?

    R.: Não! Vida é química! Nós precisamos de água para viver PORQUE tem muita água no planeta e a organização molecular e eventos metabólicos necessitam de um bom solvente como a água. Se nossa vida tivesse se originado em Titã, onde o principal líquido é o metano, seria milagroso que nós necessitássemos de metano? Não! Porque vida é química, é super exata, e todos esses mistérios que vocês acham são simplesmente fatos sem explicação ainda! Mas é química, puríssima!



    Mas ok, acho que o ponto dos nossos amigos foi a espécie humana.

    Olha, o ser humano é um animal, você não pode negar isso. Nós somos animais, temos todos oes tecidos de mamíferos, tudo an gente se comporta EXATAMENTE como neles. Não somos nada especiais ou diferentes. Nada, nada mesmo. Nadica de nada. Então sim, nossa espécie evoluiu de algum ponto até chegar no que é hoje. Se você quer discutir se veio de uma espécie de primata, tudo bem. Se você quer discutir se foi só obra do acaso ou a nossa evolução foi guiada por algum ser superior, tudo bem.

    Mas negar que evoluímos é negar que computadores existem, que existe água no oceano. Dizer que não evoluímos é o mesmo que dizer que matemática é da área de humanas.

    Então, se vocês querem se ater aos detalhes, tudo bem, mas não neguem os fatos.
    Releia o que eu escrevi:
    E quem disse que a evolução não é um fato , o Criacionismo não descarta a evolução!Acho que deixei claro a vertente do Criacinismo que pertenço e sei! Adiantando , uma forma de perceber isso vou fazer uma simples analogia , tu como biólobo aprendeu pelos estudos com ajuda da evolução da ciência e das ferramentas científicas que algumas espércies de animais enxergam mais cores no espectro que outras , ou seja, não se trata aqui de superioridade e sim de características diferentes que mesmo que o homem não possa vê-la houvi possibilidade de instrumentação e síntese e método que possibilitou entender isso mesmo repito que não consigamos enxergar .Uuma forma de saber sobre o mundo fora dessa dimensão (habitat dos Deuses) é através da limpeza do Chakaras que são elementos naturais e para isso em especial o terceiro olho mais são Sete , que segundo a psicologia e parapsicologia são centros de consciências expandidas naturalmente é um dom.Os chakras são penetrados por energias sutis e cada um desses pontos torna-se sede da consciência, sede da alma. Na visão da psicologia em especial em seus Fundamentos de Psicologia Analítica, Segundo ela o centro da consciência sofreu alterações no decorrer do tempo na história da humanidade.


    Criacionismo é o termo que usa a noção genérica de uma ou mais entidades inteligentes para explicar, por trás de uma série de eventos, a origem do Universo, da vida na Terra ou das próprias espécies de seres vivos. Em outras palavras, como é definido por Phillip Johnson, "criacionismo simplesmente significa crença na criação".[1] Este artigo descreve as várias faces desse conceito, apresentando argumentos a favor e contra, bem como algumas análises e conclusões.

    Dentro do termo criacionismo, um vasto espectro de hipóteses podem ser enquadradas, que podem vir a sustentar interpretação em diversos graus de literalidade de livros sagrados como o Gênesis ou o Corão.
    Na maioria das civilizações antigas, tanto como nas atuais, é possível encontrar relatos explicando a origem de tudo como um ato intencional criativo, muitas vezes destacando uma figura como o originador da vida.
    O criacionismo, da forma que este termo é utilizado nos dias de hoje, principalmente na imprensa, é um fenômeno tipicamente estadunidense; tendo por fonte principalmente o protestantismo norte-americano.
    Outros grupos religiosos não chegam tão longe a ponto de negar a historicidade do texto bíblico, mas propõem que os seis dias da criação poderiam representar, talvez, seis eras geológicas, em vez de dias literais de vinte quatro horas. Mas os chamados fundamentalistas insistem em que essa interpretação é errada e que o mundo realmente foi criado por volta do ano 4000 AC, como se deduz do relato bíblico, somando-se as idades dos patriarcas.
    Existem também versões que fazem referências religiosas implicitamente, como a hipótese do desenho inteligente (DI, ou ID, de intelligent design), teoria que combate as teorias científicas conflitantes com o pensamento religioso em aulas de ciência, assim que nos Estados Unidos da América se julgou inconstitucional a introdução do criacionismo religiosamente explícito nas aulas. Recentemente, novas tentativas têm sido feitas, com novos argumentos, advogando pelo que chamam de uma "análise crítica da evolução".

    Diversidade de conceitos



    A Criação de Adão, de Michelangelo
    O criacionismo, como idéia geral, se caracteriza pela oposição, em diferentes graus, às teorias científicas sobre fenômenos relacionados à origem do Universo, da vida e da evolução das espécies de seres vivos.
    No entanto, deve ser feita a distinção entre ser rotulado como "criacionista" e "acreditar em criação divina" simplesmente: existem até mesmo aqueles que aceitam as teorias evolucionistas ao mesmo tempo em que acreditam que estas descrevam o método com que seu deus (ou divindades) tenha(m) criado todas as coisas; estes não são chamados de criacionistas, mas de evolucionistas teístas.
    Alguns chamam essa posição de criacionismo evolucionista, ou evolucionismo criacionista, e essa vertente - o crido pelos católicos - é capaz de conviver plenamente com os conceitos centrais de ambas as visões.
    [editar]Criacionismo da Terra Jovem
    Dentro do grupo de criacionistas cristãos, há os que apoiam radicalmente a tese da criação da Terra nos seis dias literais do Gênesis, questionando as evidências históricas, astrofísicas, geológicas, paleontológicas, arqueológicas, físicas e químicas contrárias. Tais cristãos denominam-se criacionistas da Terra Jovem ou literalistas bíblicos.
    [editar]Criacionismo de Terra Antiga
    Outros aceitam a idade da Terra, ou até mesmo do Universo, defendida pela ciência, mas mantendo ainda posições conflitantes com a biologia evolucionista. São apelidados criacionistas da Terra Antiga ou, muitas vezes, da Terra Velha. Já o evolucionismo criacionista, já citado, defende a tese de que a Bíblia ou outros livros considerados sagrados dão margem a uma mistura da evolução, origem da vida e criação, dizendo que Deus deu origem à vida, mas permitiu que esta evoluísse.
    A Bíblia faz menção de seis dias criativos e um sétimo dia não terminado. Os crentes na criação, mas que apoiam a tese da Terra Antiga, entendem que isso dá margem para dizer que a expressão dias envolve milhares ou até mesmo bilhões de anos, supostamente tornando compatível a tese da criação com a Geologia eoutras ciências modernas. Mas isso não ocorre, pois, mesmo que dia signifique um período de tempo indeterminado, a ordem da criação ,tal como descrito no livro de Gênesis, se confronta com diversas ciências. Há como exemplo a criação das plantas antes da do Sol, o que é impossível, e a criação da Terra antes das estrelas, sabendo-se hoje que existem estrelas bilhões de anos mais velhas que a Terra, e inclusive sendo nosso Sol e seu sistema solar formados de nuvens resultantes de uma geração anterior de estrelas.
    Os criacionistas trabalham basicamente com argumentos para tentar refutar evidências que evolucionistas sustentam como corroboração da evolução como fato e da teoria da evolução como modelo científico que o trata.
    [editar]Ramificação
    Entre as diversas correntes criacionistas da Terra Antiga, há duas principais:
    Neocriacionismo - também chamado de Design inteligente, corrente surgida por volta de 1920 nos EUA, defende a tese de que houve influência de uma entidade inteligente na criação dos seres vivos. Grupos religiosos dessa corrente têm lutado para incluir esse ensino nas escolas, em pé de igualdade com o ensino da evolução. Os evolucionistas a consideram apenas o criacionismo clássico travestido de pseudociência para poder ser ensinado nas escolas. Assim foi considerada em decisão judicial, pelo juiz John Jones, que proibiu seu ensino em escolas públicas.[2]
    Criacionismo Clássico - quanto à difusão do criacionismo clássico, segundo uma pesquisa do Instituto Gallup veiculada pela Folha de São Paulo,[3] noventa por cento dos norte-americanos acreditam em um Deus criador, sendo que quarenta e cinco por cento acham que a criação ocorreu exatamente como o livro do Gênesis descreve. A pesquisa mostra que, entre os membros da Academia Nacional de Ciências estadunidense, dez por cento expressam crença num deus, o que não significa necessariamente que sejam criacionistas. A maioria deles são evolucionistas teístas, como Francis Collins, que deixa claro seu repúdio tanto ao criacionismo quanto ao design inteligente em seu livro The Language of God: A Scientist Presents Evidence for Belief (publicado em julho de 2006). Várias religiosos possuem diferentes visões do criacionismo, como o cristão, muçulmano, hindu etc.
    Existe ainda dentre estes uma ínfima minoria que vai mais longe e é geocentrista e/ou defensora da Terra Plana.
    [editar]Argumentos neocriacionistas

    Ver artigo principal: Design Inteligente
    Apesar da predominância de correntes evolucionistas nos meios acadêmicos, alguns cientistas tornaram-se notados por defenderem o criacionismo clássico, que envolve a crença num criador. Os argumentos de pessoas pertencentes a comunidade científica em favor do criacionismo apontam para a organização e exatidão das leis naturais. Essa visão dá uma imagem que parece com aquela proposta por Isaac Newton, ao comparar o mundo a um mecanismo que evidencia um projeto inteligente e sobrenatural.
    As novas tendências científicas têm, contudo, levado a uma diferente visão do Universo, menos determinista e mecanicista. É comum dar como exemplo a distância propícia entre o Sol e a Terra, que permite temperaturas amenas, as quais possibilitam a continuidade da vida. É interessante verificar que esse mesmo argumento é utilizado pelos evolucionistas para referir o caráter excepcional da posição da Terra, não para uma suposta "continuidade" (palavra que implica a ideia de um projeto ou um plano para a Criação) da vida, mas para a sua emergência e evolução. É importante notar que, apesar de alguns poucos cientistas defenderem o criacionismo, isso não significa que existem argumentos científicos a favor do criacionismo nem contra as evidências e provas que o combatem.
    Indivíduos teístas que aceitam as hipóteses científicas podem ver nas características e regularidades da Natureza (como a regularidade verificada nos elementos químicos na tabela periódica ou o fato de os acontecimentos físicos obedecerem a leis que podem ser expressas em equações matemáticas "exatas") base para se pressupor uma ordem, citada e interpretada como prova da existência de um legislador que legisla e faz cumprir essas leis. Por essas mesmas leis, o Universo teria vindo a existir por determinação divina e teria se desenrolado sua história da mesma forma, sendo parte dela a origem e a evolução da vida na Terra. Criacionistas, no entanto, não acreditam que o Universo e suas partes tenham sido criados segundo essas leis, mas que tudo foi criado do nada (ou ex nihilo, termo em latim mais sofisticado) e só então essas leis passaram a vigorar.
    Os argumentos neocriacionistas são associados aos argumentos teleológicos, como o argumento do relojoeiro de Paley.
    [editar]Os argumentos criacionistas

    Existem argumentos criacionistas contra a Paleontologia, Geologia e Sistemática. Esses argumentos não levam em conta a metodologia utilizada por essas disciplinas, que são os métodos estatísticos e computacionais[4] da Cladística, como a máxima parcimônia[5] e o bootstraping,[6] utilizados pelos sistematas. Também não existem argumentos consistentes contra os métodos de datação radiométrica[7] de fósseis e rochas utilizados pelos geólogos e paleontólogos.
    Criacionistas questionam também experiências relacionadas à demonstração da seleção natural, como aquela relativa às mariposas cujas cores foram influenciadas pelas mudanças advindas da Revolução Industrial. Nesse caso, especificamente, apontam falhas na metodologia como confirmação de que não existiria seleção natural.
    [editar]Classificação dos argumentos criacionistas

    Criacionistas costumam focar os seus argumentos contra o estudo científico da origem da vida ou abiogênese. Em um artigo do prestigiado periódico Biology & Philosophy,[8] Richard Carrier demonstrou que todos os argumentos criacionistas contra a abiogênese recaem em seis classes de erros:
    Fontes obsoletas.
    Omissão de contexto.
    Uso incorreto da Matemática (bad math).
    Falácia da confusão dos jogadores com o vencedor.
    Estimativa tendenciosa do tamanho do protobionte (begging the size of the protobiont).
    Confusão de características desenvolvidas ao longo da evolução com estruturas espontâneas (confusing evolved for spontaneous features).
    É importante salientar que existem vários outros artigos criticando os argumentos criacionistas acerca da abiogênese.[9]
    Toda a argumentação criacionista quanto ao desconhecimento sobre como a vida teria se originado naturalmente não raramente tenta levar a crer que, sem essa resposta, todas as demais áreas da ciência às quais se opõem, em especial a evolução biológica, desmoronam como conseqüência. Essa é uma falácia non sequitur - a conclusão não decorre das premissas - pois as evidências das diversas áreas que compõem o evolucionismo não são totalmente dependentes umas das outras, e dessa forma, é possível ainda se estabelecer os laços de parentesco entre todos os organismos, mesmo sem saber de onde teria vindo o ancestral comum de todos eles.
    [editar]Argumentos contra o criacionismo

    Durante mais de trinta séculos, a crença criacionista perdurou como uma verdade absoluta em diversas partes do mundo, interpretada literalmente da forma como está escrita nos textos sagrados das diversas literaturas religiosas, não dando chance a qualquer opinião discordante, menos por imposição das autoridades da época e mais por uma ausência de necessidade prática de um maior questionamento.
    Somente nos últimos dois séculos, com a valorização do direito do homem à liberdade de pensamento, uma série de argumentos foram levantados contra esse predomínio eminentemente religioso. A interpretação criacionista literal perdeu sua unidade, sendo questionada com maior profundidade.
    De acordo com praticamente todos os cientistas, todas as ramificações do criacionismo ferem importantes princípios filosóficos da ciência. Para os que pensam dessa forma, os principais argumentos comparativos propostos são:
    O criacionismo não pode ser considerado como uma ciência, nem sequer uma teoria. Uma teoria requer análises, estudos, testes, experiências, modificações e, finalmente, adequações. Uma teoria evolui com o decorrer do tempo, à medida que o ser humano amplia seus conhecimentos e suas descobertas. Naturalmente, a ciência, no sentido usado nesse contexto, não pode nem afirmar nem negar que o criacionismo seja verdadeiro - é não-falseável e portanto não-científico. Este argumento, no entanto, não significa muita coisa, uma vez que o ato de ser não-científico não significa, necessariamente, que é incorreto ou desprezível.
    A evolução é uma estrutura teórica bem definida, que embasa a Cladística, a Biologia do Desenvolvimento, a Paleontologia, a Genética de Populações e todas as demais áreas da Biologia; ao passo que o criacionismo é constituído de uma multiplicidade de superstições, sem unidade, criadas pelas centenas de religiões e mitos hoje existentes ou que já existiram outrora.
    A evolução é uma teoria fundamentada em achados fósseis concretos e em experimentos realizados, enquanto que o criacionismo é abstrato, indemonstrável e desprovido de bases científicas.
    Os argumentos neocriacionistas, que utilizam recentes descobertas da ciência, de uma forma geral, são falácias que poderiam provar a veracidade de qualquer crença, seja ela judaico-cristã, muçulmana, hinduísta, umbandista, pagã, animista ou de qualquer outra mitologia.
    O evolucionismo esforça-se em buscar explicações para os eventos da Natureza, enquanto que o criacionismo esforça-se em adaptar os eventos da Natureza à sua visão de mundo.
    O criacionismo não possui bases científicas, portanto é certamente uma visão de mundo, não podendo se apresentar como ciência, pois não tem indícios para tal e não é comprovada cientificamente.
    Não sendo o design inteligente (ou qualquer outra forma de criacionismo) científico, não existem debates científicos entre ele e a evolução. A teoria da evolução é suportada por muitas evidências e é aceita por virtualmente todos os cientistas do mundo, enquanto o criacionismo não possuí evidências, apenas escrituras antigas. Trata-se de uma discussão entre conhecimento científico e crenças religiosas, portanto.
    Quanto aos poucos cientistas que acreditam no criacionismo, eles representam, segundo a revista Newsweek, apenas 0,15% de todos os cientistas da vida (biólogos) e da Terra (geólogos) com alguma crendencial acadêmica respeitável nos EUA.[10] São 700, entre os 480.000 cientistas.
    Uma pesquisa da Organização Gallup[11] chegou à conclusão de que cinco por cento dos cientistas americanos acreditam no criacionismo da Terra Jovem, quarenta por cento acreditam que nós humanos evoluímos de outras formas de vida em um processo evolutivo de milhões de anos, mas que Deus guiou o processo, e cinqüenta e cinco por cento acreditam que nós evoluímos de outras formas de vida e que Deus não teve participação nenhuma nesse processo.
    Mas essa pesquisa não considerou apenas biólogos e geólogos como a outra, mas cientistas de todas as áreas, engenheiros químicos, bacharéis em ciência da computação etc. Portanto, há pouquíssimos cientistas que defendem o criacionismo e freqüentemente eles pertencem à áreas de atuação que não têm relevância na discussão, além de não se basearem em nenhuma pesquisa científica séria para sustentar sua posição.
    A afirmação de que nenhuma vida pode surgir de não-vida foi recentemente desafiada a partir de experimentos onde um vírus é sintetizado em laboratório,[12] mas a questão de se um vírus pode ou não ser considerado um ser vivo nunca foi um consenso entre cientistas. Outra questão levantada pelos criacionistas é que esse tipo de experimento na verdade comprovaria a necessidade de uma inteligência e intencionalidade por trás do processo. No entanto, é imprescindível lembrar-se de que experimentos laboratoriais são fundamentalmente diferentes de processos de simples montagem intencional, pois na realidade visam a reproduzir as situações em que um fenômeno ocorreria naturalmente, espontaneamente.
    [editar]Visões criacionistas

    As visões criacionistas nasceram a partir da experiência humana primitiva e tinham como objetivo responder às indagações do homem sobre a origem do Universo – um tema sempre presente no espírito humano em todas as épocas e em todas as civilizações. Assim, na tentativa de explicar a essência de todas as coisas e estabelecer um elo entre o compreensível e o incompreensível, entre o físico e o metafísico, uma quantidade infindável de respostas foram elaboradas pelo que uns dizem ser a imaginação humana e outros dizem ser a própria vontade de suas divindades, transcritas nos textos e nos ritos sagrados de várias culturas. Exemplificando, descrevem-se a seguir algumas das principais visões criacionistas que tratam da origem do Universo.
    [editar]Tradição judaico-cristã
    Na mitologia judaico-cristã sobre a criação divina do mundo, que é baseado em Gênesis, um ser único e absoluto, denominado Javé ou Jeová (ou Deus), perfeito, incriado, que existe por si só e não depende da existência do Universo, é o elemento central da estrutura criacionista. Exercendo seu infinito poder criativo, ele criou o Universo em seis dias e no sétimo descansou. Sempre através de palavras, no primeiro dia, ele fez a luz e separou o dia da noite; no segundo dia, ele criou o céu; no terceiro dia, a terra e o mar, as árvores e as plantas; no quarto dia, o Sol, a Lua e as estrelas; no quinto dia, os peixes e as aves; e, no sexto dia, ele criou os animais e, por fim, ele fez o homem e a mulher (Adão e Eva) à sua imagem e semelhança.
    Actualmente, para muitos cristãos e judeus, os sete dias da criação do mundo, de que fala a Bíblia, não devem ser entendidos literalmente, representando uma forma de explicar a criação do Universo. Mas, mesmo assim, algumas correntes, denominadas fundamentalistas, originárias em certas regiões dos EUA, acreditam em uma leitura literal da Bíblia. Alguns dos seus membros defendem o design inteligente, que não passa de mais uma teoria criacionista.
    [editar]Igreja Católica
    Ver artigo principal: Igreja Católica e Ciência
    Os católicos, que herdaram o mesmo mito criacionista oriundo da tradição judaico-cristã, acreditam que a explicação da "feitura do universo" fala por si só, pois, como é evidente, Deus não precisa se explicar.
    Actualmente, muitos deles, defendendo a posição oficial da Igreja Católica, não são estritamente criacionistas, porque, apesar de acreditarem na criação divina, eles aceitam ao mesmo tempo as teorias da evolução e do Big-Bang. Neste caso, que pode ser chamado de criacionismo evolucionista ou evolucionismo criacionista, os católicos defendem que estas teorias científicas não negam a origem divina do mundo, tendo somente a função de descrever o método com que Deus tenha criado todas as coisas. Aliás, a própria Igreja Católica, através do seu Magistério, não considera o criacionismo e o design inteligente como teorias científicas ou teológicas.[13]
    Há ainda segundo outras doutrinas católicas, essa parte do Gênesis teria a função de somente ensinar à humanidade que temos que descansar.
    [editar]Mitologia de Iorubá
    Na mitologia de Iorubá, o processo de criação envolve várias divindades. Uma das versões dessa mitologia diz que Olorum – Senhor Deus Universal – criou primeiramente todos os Orixás (divindades) para habitar Orun (o Céu, mundo espiritual), com o objetivo de usá-los como auxiliares para executar todas as tarefas que estariam relacionadas com a própria criação e o posterior governo do mundo. Então, Olorum encarregou Obatalá de criar o mundo; mas este, com pressa, não rendeu a Bará os tributos devidos e, durante sua caminhada, parou para beber vinho de palmeira e, embriagando-se, adormeceu. Oduduá, a Divina Senhora, foi ao encontro de Obatalá e, ao vê-lo adormecido, pegou os elementos da criação e começou a formação física da terra. Ela mandou que cinco galinhas d’angola começassem a ciscar a terra, espalhando-a, dando assim origem aos continentes. Oduduá soltou então os pombos brancos - símbolo de Oxalá – e assim nasceram os céus. De um camaleão fez surgir o fogo e, com caracóis, ela criou o mar.
    [editar]Mitologia chinesa
    Na mitologia chinesa, P’an Ku, o Deus-Absoluto, nasce a partir de um Ovo Primordial e o processo de criação se concretiza com um sacrifício divino. P’an Ku morre, dando então origem à vida: de seu crânio surgiu a abóboda do firmamento e de sua pele a terra que cobre os campos; de seus ossos vieram as pedras; de seu sangue os rios e os oceanos; de seu cabelo veio toda a vegetação. Sua respiração se transformou em vento, sua voz em trovão; seu olho direito se transformou na lua, seu olho esquerdo no sol. De sua saliva e suor veio a chuva. E dos vermes que cobriam seu corpo surgiu a humanidade.
    [editar]Mitologia grega
    Na mitologia grega, o princípio de todas as coisas está associado a um Caos Primordial, num tempo em que a Ordem não tinha sido ainda imposta aos elementos do mundo. Do Caos nasceu Gea (a Terra) e depois Eros (o Amor). Posteriormente, Caos engendrou o Érebo (as trevas infernais), o dia, a noite e o éter. Gea engendrou o céu, as montanhas e o mar. De Gea nasceram também os Deuses, os Titãs, os Gigantes e as Ninfas dos Bosques. Prometeu, filho do titã Jápeto, criou artesanalmente a raça humana – homens e mulheres – moldando-os com argila e água. E então Atena, deusa da sabedoria, ao ver essas criaturas, insuflou em seu interior alma e vida.
    [editar]Mitologia hindu
    Na mitologia hindu – hinduísmo – o tempo não é linear como nas mitologias anteriores. Aqui, o tempo tem uma natureza circular, pois a criação e a evolução são repetidas eternamente, em ciclos de renovação e destruição simbolizados pela dança rítmica do deus Shiva. "Na noite do Brahma – essência de todas as coisas – a natureza é inerte e não pode se mover até que Shiva assim o deseje. Shiva desperta de seu sono profundo e através de sua dança faz aparecer a matéria à sua volta. Dançando, Shiva sustenta seus infinitos fenômenos e, quando o tempo se esgota, ainda dançando, ele destrói todas as formas por meio do fogo e se põe de novo a descansar".
    [editar]Caráter teórico

    Note-se que essa questão envolve várias questões de ordem filosófica e epistemológica. Se olharmos para a ciência como um sistema teórico em constante mutação e que não pressupõe verdades absolutas que não possam ser refutadas experimentalmente, as críticas de ambos os lados da barricada centram-se no mesmo problema: a dogmatização das teorias científicas.
    Os evolucionistas acusam os criacionistas de transporem para a ciência as suas crenças pessoais e de misturarem fé com realidade observável. Os criacionistas acusam os evolucionistas de fazerem exatamente o mesmo ao imporem a sua visão das coisas, tentando demonstrar que a teoria não assenta em bases sólidas que justifiquem encarar a evolução como um fato, independentemente da forma como esta se processou ou não.
    Essas críticas levaram a crescentes controvérsias, nos EUA principalmente, sobre o ensino da evolução nas escolas e universidades. Apesar das Provas da Teoria de Oparin, por exemplo, os criacionistas mantêm a polémica.
    As áreas da ciência definidas pelos criacionistas como "evolucionismo" contêm teorias construídas a partir dos pressupostos do paradigma científico atual, com o intuito de explicar os achados da Paleontologia e outros dados científicos presentes nos organismos (como órgãos vestigiais, entre outros). Sempre que novos dados refutam as teorias propostas, lançam-se novas hipóteses, ou corrige-se a teoria.
    Note-se contudo que é assim que a ciência evolui ela mesma - pela constante retificação de teorias e pela constante experimentação, não com o objetivo de assegurar a teoria, mas de procurar onde estão as falhas, para que estas possam ser corrigidas e expostas de forma mais aproximada da realidade. Os criacionismos propõem uma explicação sobrenatural para as observações naturais, o que não é passível de ser refutado experimentalmente. Os criacionistas, ao partirem do pressuposto de que houve um criador ou criadores, interpretam os dados científicos para justificarem a sua crença.
    Outros observam que os criacionismos e a ciência convencional olham o mesmo fenômeno, a vida, com lentes diferentes. Ao passo que as áreas da ciência que compõem o evolucionismo procuram olhar para o passado e para o registro fóssil em busca de evidências que expliquem como ocorreu a evolução, os criacionistas olham para o presente e questionam as evidências da história natural.


    [QUOTE=andrebrait;


    É sério, gente. Evolução não é uma hipótese experimental, é fato.
    Negar a evolução é como negar que 1+1=2! Negar que a Lua existe. Negar que Salaminho defumado é bom! (Ao menos eu gosto pra caramba )


    [/QUOTE]

    Sobre os números ....


    Nem os números meu camarada..

    Até a teoria do números não está definitivamente definida , “são nos axiomas que estão as nossas ignorâncias”,ver axiomas: http://pt.wikipedia.org/wiki/Axioma exemplo :
    Tu podes pegar “um” lápis , mas cada lápis pode ser vários lápis potenciais contido no lápis principal , então como o lápis pode ser lápis em si mesmo o UM. Então a representação do "lápis" é um conceito psíquico meramente categórico que no entanto é um conjunto de moléculas, átomos , sub particulas... Mais além o paradoxo de Russel:
    O paradoxo de Russell é um paradoxo descoberto por Bertrand Russell em 1901 e que prova que a teoria de conjuntos de Cantor dos números naturais e Frege é contraditória. Considere-se o conjunto M como sendo "o conjunto de todos os conjuntos que não se contêm a si próprios como membros". Formalmente: A é elemento de M se e só se A não é elemento de A.

    M={A|A NÃO PERTENCE a A}

    No sistema de Cantor, M é um conjunto bem definido. Será que M se contém a si mesmo? Se sim, não é membro de M de acordo com a definição. Por outro lado, supondo que M não se contém a si mesmo, tem de ser membro de M, de acordo com a definição de M. Assim, as afirmações "M é membro de M" e "M não é membro de M" conduzem ambas a contradições.
    No sistema de Frege, M corresponde ao conceito não recai no conceito da sua definição. O sistema de Frege também conduz a contradições: de que há uma classe definida por este conceito, que recai no conceito da sua definição apenas no caso de não recair.
    A matemática não é uma lógica material é abstrata psiquica é uma decomposição , fragmentação de estruturas de pensamentos redutíveis à escalas axiomáticas no âmbito racional e a partir de então através da dedução e indução retira-se correlações , postulados , proposições , teoremas, etc Não é o único raciocínio válido irrefutável, existe o outro caminho o das emoções que inclusive é muito mais complexo e rico.

    E por mais imaginativos e criativos que sejamos, não poderemos deduzir a existência de conjuntos de outros axiomas que já não contenham em si mesmos, de alguma forma, a hipótese da existência de algum conjunto. Ou pelo menos, para sermos mais rigorosos, poderíamos dizer que ninguém até hoje conseguiu a façanha de trazer, matematicamente, à existência um conjunto a partir de outros axiomas que já não contenham alguma hipótese de existência. Não vamos, pois, prolongar essa agonia de inexistência de conjuntos. Curvamo-nos à realidade da nossa impotência em produzir conjuntos do nada... . Convencionemos repito convencionemos que, a partir de agora, existem conjuntos. Essa verdade incontestável será o nosso Axioma Zero.Ou seja, uma convenção tautológica.
    Note que, por outro lado, não vamos exagerar em nosso desejo de que exista algum conjunto em matemática. O fato de supormos que existem conjuntos, não nos autoriza a afirmar que existem mais do que um conjunto. O máximo que podemos dizer a respeito da existência de alguma coisa, é que dentre os axiomas 0, 1, 2 e 3, apenas o Axioma 0 nos garante que existem conjuntos, mas não nos informa quantos conjuntos existem.

    Devemos então verificar quais conseqüências se seguem agora desses quatro axiomas e, principalmente, se podemos concluir a existência de muitos conjuntos em matemática. Lembremos do Axioma 2, que afirmava que se a fosse um conjunto pré-existente, então também existiria o conjunto b = {x pertencentes a a: A(x)}, que pode ser entendido como “b é o subconjunto de a formado pelos conjuntos x que pertencem a a e que satisfazem a propriedade A”. Ora, imediatamente podemos pensar numa simples propriedade A(x): x`x.
    Isto é, a propriedade que estamos pensando é a de que x satisfaz a condição de ser diferente de si mesmo. Assim, definimos o conjunto b = {x pertencentes a a: A(x)}= {x pertencentes a a: x`x }. Você já está percebendo que não existem conjuntos que pertençam a esse conjunto, pois não existe um conjunto que seja diferente de si próprio. Portanto, quando pensamos no subconjunto dos conjuntos do conjunto a que são diferentes de si próprios, estamos pensando num conjunto “vazio”. Descobrimos, então, que o primeiro conjunto a se apresentar a nós é justamente o conjunto vazio, ou seja, um conjunto que tem a propriedade de que qualquer que seja o conjunto X do universo matemático, X não pertence ao conjunto vazio. Vamos batizar esse primeiro conjunto que veio à existência de vazio. É interessante esse fato, justamente o primeiro conjunto de que tomamos consciência é um “conjunto sem nada dentro Matemática é assim mesmo, ela é sempre surpreendente. Quer mais surpresas? Pois bem, vamos agora deduzir que existem então, a partir do conjunto vazio {vazio}, infinitos conjuntos no universo matemático. Pense no Axioma do Par e no Axioma 3: então, como vazio existe, podemos formar o conjunto { vazio, vazio} = { vazio}. De novo, usando o Axioma do Par, e o Axioma 3, deduzimos que existe o conjunto {vazio, { vazio}}. Agora não paramos mais: aplicando sucessivamente os Axiomas 2 e 3 obtemos a seqüência infinita de conjuntos: vazio, {vazio}, {vazio, { vazio}}, {vazio, {vazio}, {vazio, {vazio}}}, ... . Estamos prontos para a seguinte definição e reconhecimento: 0 = vazio, 1 = {vazio}, 2 = {vazio, { vazio}}, 3 = {vazio, {vazio}, {vazio, {vazio}}}, ... . Você acaba de ser apresentado aos famosos “números naturais” que, por sua vez, acabam de nascer e se constituir nos primeiros habitantes do universo matemático. Observe também o fato de que 1 = {0}, 2 = {0, 1}, 3 = {0, 1, 2}, .. Portanto, existem infinitos objetos matemáticos!

    A mente racional nessa escala de evolução é limitada por ser tautológica por natureza o inconsciente que nos fundamenta.
    Última edição por Raziel7766; 10-03-10 às 19:46.

  4. #29
    Sobre a química da vida , nem tudo no universo é formado por átomos meu caro colega!Algumas coisas são etérias como pensamentos! Mas continuando...
    Há uma diferença entre saber e conhecer pelos estudos, saber é viver e conhecer , conhecer á aprender o que os outros lhe ensina.Olha a nossa querido Ciência Moderna chegando ai:







    Abraços!
    Última edição por Raziel7766; 10-03-10 às 15:06.

  5. #30

    Risada

    Citação Postado originalmente por andrebrait Ver Post
    Mozart e Raziel


    Vão estudar biologia.
    Ah não, de novo não! eu já abandonei esta área a uns 12 anos, não mesmo...

    Citação Postado originalmente por andrebrait Ver Post
    Motivos pra descrer na evolução:

    1 - Não saber o que é e como se dá a evolução.
    2 - Cabeça-durismo
    Acertou! eu sou cabeça dura mesmo, quem lhe contou? eu me nego a acreditar na evolução humana à partir do momento que vai contra minha fé, já trabalhei na área por uma década e não me convencem nadica de nada que o Homem é macaco...

    Citação Postado originalmente por andrebrait Ver Post
    É sério, gente. Evolução não é uma hipótese experimental, é fato.
    Negar a evolução é como negar que 1+1=2! Negar que a Lua existe. Negar que Salaminho defumado é bom! (Ao menos eu gosto pra caramba )
    Depende até que ponto vc usa a evolução das espécies, meu caro, vamos ser racionais, eu já disse que ocorreu evolução, animais que se formaram pela chamada Panspermia sofreram mutações e metamorfoses para se adaptar ao planeta, mas o Homem foi criado do planeta segundo a revelação divina e toda história que envolve o sagrado, o Homem é muito diferente dos outros animais, é como se vc achasse que é normal surgir algo do nada, normal é perder algo que vc tem e surgir inferior, mas o Homem é muito mais complexo do que os animais...não vou entrar em termos técnicos.
    Mas veja que vc me dá argumentos para lhe mostrar que vc está incompleto, pode não estar errado mas é que lhe escapam elementos para vc enxergar do meu ponto de vista, quer falar de matemática? então vou ter que lhe dizer que 1+1 pode não ser 2,
    Para mim 1+1 podem ser 0, 1, 2 ou 11
    Porque eu tenho conhecimentos que vc ainda não tem ou não lembra, mas vou lhe mostrar:
    Se eu montar um circuito em logica digital e dentro dele eu puser um inversor, então o resultado de 1+1 = 0 (zero ou negativo)
    No entanto se meu circuito lógico for simples, então 1+1 = 1 (positivo)
    Se eu utilizar aritmética octal, decimal ou Hexadecimal 1+1=2
    Porém se minha aritmética for a binária, então 1+1 tem que ser 11.
    Viu como vc pode SE enganar?

    Citação Postado originalmente por andrebrait Ver Post
    Eu faço Ciências Biológicas na UFMG e afirmo pra vocês que a Evolução EXISTE. Se vocês estudassem mais a fundo o assunto iam ver que é fato.
    Sim, existe uma evolução nas espécies, mas estamos falando da Teoria Evolucionista que diz que o Homem surgiu de um ancestral em comum com os macacos, um símio que seria o ELO PERDIDO, que jamais foi fato, exceto na TV.

    Citação Postado originalmente por andrebrait Ver Post
    Algumas coisas que me usam como argumento para negar que a vida não depende de um Ser Criador:

    - Você não acha que é perfeição demais nós precisarmos de água para viver e o principal líquido que há no planeta seja água?

    R.: Não! Vida é química! Nós precisamos de água para viver PORQUE tem muita água no planeta e a organização molecular e eventos metabólicos necessitam de um bom solvente como a água. Se nossa vida tivesse se originado em Titã, onde o principal líquido é o metano, seria milagroso que nós necessitássemos de metano? Não! Porque vida é química, é super exata, e todos esses mistérios que vocês acham são simplesmente fatos sem explicação ainda! Mas é química, puríssima!
    Lamento, mas já trabalhei com pesquisas de laboratório, em diagnóstico e análises, quer dizer eu ia mais pra o lado de diagnóstico do que análise, tipo imunologia ao invés de bioquímica, mas sempre fui 'exato' em tudo, quanto menor a fração que vc analisa mais preciso vc tem que ser, uma pipeta de 10 microlitros, se vc perder 1 microlitro para uma bolha de ar pipetará 9 microlitros, o que daria um resultado extremamente errado em uma análise quantitativa por titulação...eu tenho esse mesmo rigor aol afirmar que já tive contatos com vida não orgânica, não biológica e inteligente...mas logico que não sou louco de falar isso em uma revista científica porque não posso provar laboriosamente, só posso afirmar isso em meu nome e num lugar não acadêmico tipo o Papo Cabeça.

    Citação Postado originalmente por andrebrait Ver Post
    Desculpe mas o Spok não está deixando eu ver vídeos senão a Enterprise se desgoverna...!!!

    Citação Postado originalmente por andrebrait Ver Post
    Mas ok, acho que o ponto dos nossos amigos foi a espécie humana.

    Olha, o ser humano é um animal, você não pode negar isso. Nós somos animais, temos todos oes tecidos de mamíferos, tudo an gente se comporta EXATAMENTE como neles. Não somos nada especiais ou diferentes. Nada, nada mesmo. Nadica de nada. Então sim, nossa espécie evoluiu de algum ponto até chegar no que é hoje. Se você quer discutir se veio de uma espécie de primata, tudo bem. Se você quer discutir se foi só obra do acaso ou a nossa evolução foi guiada por algum ser superior, tudo bem.

    Mas negar que evoluímos é negar que computadores existem, que existe água no oceano. Dizer que não evoluímos é o mesmo que dizer que matemática é da área de humanas.

    Então, se vocês querem se ater aos detalhes, tudo bem, mas não neguem os fatos.
    Meu! agora eu quem digo meu amigo, vá estudar, quando vc chegar ao ponto em que o chão sumir dos teus pés e quiser falar algo Cabeça sem toda essa certeza, então a gente conversa melhor, posso negar tudo que vc disse ou simplesmente concordar...tudo isso existe, existencialmente no existencialismo, mas vc não está saindo do superficial meu caro, se vc entrar na questão perceberá que nem vc existe, e tudo que vc percebe como fato e existencial só o é pela tua existência, nem a ciência pode mudar nada disto, ela depende de nós para existir também (digo humanidade, desconheço algum macaco cientista, por favor me apresente), e que só podemos manipular e entender uma pequena parte entretanto há uma imensa parte que ainda é desconhecida e que não controlamos.
    Olha que eu não me atreveria, mas já vi um MESTRE de matemática fazer exatamente essa afirmação: Matemática não é exatas, mas sim Humanas.
    Eu não nego os fatos, mas os encaro sob diversos pontos de vista e também tenho diversas conclusões sobre eles.
    []s

    Olha, não somos iguaizinhos, temos um corpo físico que é animal, quando alguém sai do trabalho braçal ele 'amarra o burro na sombra', nós temos uma mente capaz de perceber e questionar nossos instintos e necessidades, isso nenhum animal tem porque todos vivem apenas instintivamente e nenhum deles tem intelecto, a mente leva ao espírito e o despertar de sentidos latentes capazes de perceber a diivindade a qual nosso intelecto nos separa, por isso precisamos de religião, porque quem atinge o espírito e o desenvolve adquire conhecimentos e sabedoria para trilhar um caminho em direção a esse divino que lhe concederá de graça e para sempre uma alma livre e invulnerável, quem viver verá ...
    Última edição por Mozart Edson; 10-03-10 às 15:22.

  6. #31
    Um excelente material para o racional captar , uma boa explicação esse vídeo:


    Continuação no youtube.

  7. #32
    Você vai gostar desse vídeo aqui Soro


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  8. #33
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    Ah não, de novo não! eu já abandonei esta área a uns 12 anos, não mesmo...



    Acertou! eu sou cabeça dura mesmo, quem lhe contou? eu me nego a acreditar na evolução humana à partir do momento que vai contra minha fé, já trabalhei na área por uma década e não me convencem nadica de nada que o Homem é macaco...


    Depende até que ponto vc usa a evolução das espécies, meu caro, vamos ser racionais, eu já disse que ocorreu evolução, animais que se formaram pela chamada Panspermia sofreram mutações e metamorfoses para se adaptar ao planeta, mas o Homem foi criado do planeta segundo a revelação divina e toda história que envolve o sagrado, o Homem é muito diferente dos outros animais, é como se vc achasse que é normal surgir algo do nada, normal é perder algo que vc tem e surgir inferior, mas o Homem é muito mais complexo do que os animais...não vou entrar em termos técnicos.
    Mas veja que vc me dá argumentos para lhe mostrar que vc está incompleto, pode não estar errado mas é que lhe escapam elementos para vc enxergar do meu ponto de vista, quer falar de matemática? então vou ter que lhe dizer que 1+1 pode não ser 2,
    Para mim 1+1 podem ser 0, 1, 2 ou 11
    Porque eu tenho conhecimentos que vc ainda não tem ou não lembra, mas vou lhe mostrar:
    Se eu montar um circuito em logica digital e dentro dele eu puser um inversor, então o resultado de 1+1 = 0 (zero ou negativo)
    No entanto se meu circuito lógico for simples, então 1+1 = 1 (positivo)
    Se eu utilizar aritmética octal, decimal ou Hexadecimal 1+1=2
    Porém se minha aritmética for a binária, então 1+1 tem que ser 11.
    Viu como vc pode SE enganar?


    Sim, existe uma evolução nas espécies, mas estamos falando da Teoria Evolucionista que diz que o Homem surgiu de um ancestral em comum com os macacos, um símio que seria o ELO PERDIDO, que jamais foi fato, exceto na TV.


    Lamento, mas já trabalhei com pesquisas de laboratório, em diagnóstico e análises, quer dizer eu ia mais pra o lado de diagnóstico do que análise, tipo imunologia ao invés de bioquímica, mas sempre fui 'exato' em tudo, quanto menor a fração que vc analisa mais preciso vc tem que ser, uma pipeta de 10 microlitros, se vc perder 1 microlitro para uma bolha de ar pipetará 9 microlitros, o que daria um resultado extremamente errado em uma análise quantitativa por titulação...eu tenho esse mesmo rigor aol afirmar que já tive contatos com vida não orgânica, não biológica e inteligente...mas logico que não sou louco de falar isso em uma revista científica porque não posso provar laboriosamente, só posso afirmar isso em meu nome e num lugar não acadêmico tipo o Papo Cabeça.


    Desculpe mas o Spok não está deixando eu ver vídeos senão a Enterprise se desgoverna...!!!



    Meu! agora eu quem digo meu amigo, vá estudar, quando vc chegar ao ponto em que o chão sumir dos teus pés e quiser falar algo Cabeça sem toda essa certeza, então a gente conversa melhor, posso negar tudo que vc disse ou simplesmente concordar...tudo isso existe, existencialmente no existencialismo, mas vc não está saindo do superficial meu caro, se vc entrar na questão perceberá que nem vc existe, e tudo que vc percebe como fato e existencial só o é pela tua existência, nem a ciência pode mudar nada disto, ela depende de nós para existir também (digo humanidade, desconheço algum macaco cientista, por favor me apresente), e que só podemos manipular e entender uma pequena parte entretanto há uma imensa parte que ainda é desconhecida e que não controlamos.
    Olha que eu não me atreveria, mas já vi um MESTRE de matemática fazer exatamente essa afirmação: Matemática não é exatas, mas sim Humanas.
    Eu não nego os fatos, mas os encaro sob diversos pontos de vista e também tenho diversas conclusões sobre eles.
    []s

    Olha, não somos iguaizinhos, temos um corpo físico que é animal, quando alguém sai do trabalho braçal ele 'amarra o burro na sombra', nós temos uma mente capaz de perceber e questionar nossos instintos e necessidades, isso nenhum animal tem porque todos vivem apenas instintivamente e nenhum deles tem intelecto, a mente leva ao espírito e o despertar de sentidos latentes capazes de perceber a diivindade a qual nosso intelecto nos separa, por isso precisamos de religião, porque quem atinge o espírito e o desenvolve adquire conhecimentos e sabedoria para trilhar um caminho em direção a esse divino que lhe concederá de graça e para sempre uma alma livre e invulnerável, quem viver verá ...
    Caraca, velho, vc entendeu o que eu tava querendo dizer!

    E bom, legal que Deus criou o homem, mas o homem evolui como toda espécie de animal do restante do planeta! Tem a estrutura de um animal, as mesmas falhas, as mesmas características metabólicas.... OU seja, Deus pôs a gente aqui, disse "crescei-vos, mutiplicai-vos" mas esquecu o "evoluam!", por que isso é algo que nós estamos fazendo.

    Não sei se foi você que disse la atras que nunca viu homem nascer de macaco. < Típica visão de quem não sabe lhufas de como funciona qualquer organismo vivo.
    Agora, se você conhece biologia ao ponto que diz que conhece, sabe bem que é perfeitamente possível que o homem tenha evoluído a partir de outro mamífero. Se você acha que não foi, tudo bem, mas não vá dizer que é certo que não tenha sido. Nós de especiais não temos nada.

    Ps.: mensagem para Deus: Valeu por ter feito a gente 99% igual a todo o resto do Reino Metazoa!!! Assim a gente pôde desenvolver a genética e criar um bocado de medicamentos e remédios que funcionam na gente, baseado no que a gente conhece, em grande parte, estudando animais! =D


    E raziel: valeu pela re-aula de matemática, mas tipo... você entendeu o que eu quis dizer com os números, né?
    <Powernote GTX> Clevo P150HM-based: CPU Intel Core i7-2720QM | RAM 8GB DDR3-1333 | HDD Seagate 500GB 7200RPM | GPU GeForce GTX560M 1.5GB | Tela LG LP156WF1-TLF3 15.6" FullHD Matte

  9. #34
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    Evolução existe, é fato, assim como é fato que não explica tudo, tem lacunas, e dentro delas muitos espaço para o Criacionismo, e mais ainda, o Intervencionismo (assim como o homem "cria" novas espécies a partir de cruzamentos controlados ou mudanças genéticas, ETs poderiam ter nos criado dessa forma).

    Nós, homo-sapiens, nem saimos da fralda ainda e já estamos clonando, classificando e modificando o genoma.

    O que dizer de seres com alguns milhões de anos a mais de existência.

  10. #35

    Risada

    Legal, mas, achar que não temos nada de especial é primeiro subestimar a própria inteligência, em um segundo momento retirar o valor dela...sei que todos animais tem seus atributos especiais, peles, couros, garras, presas, velocidade, uns pulam, outros voam, outros submergem...nós temos a razão, a inteligência, somos os únicos a questionar a própria existência, questionar o que é a vida, olhar para o Universo e querer desvendar, olhar pra o microcosmo e querer também conhecer...não se deprecie, temos algo sim que nenhum outro animal tem aqui, e exatamente isso é que faz a separação entre humano e animal, todo humano tem um corpo animal, mas nem todo corpo animal é humano.

    Vc diz que a vida é química, isso remete ao mito da morte, que é beeeeeem antigo, pois é da morte mesmo que estamos falando...porque igual ao nome carrasco que era o nome proprio de um executor da era medieval, a morte era um nome de uma mulher, cientísta? acho que não, naquele tempo ela seria da alquimia (precursora da química), seria outro nome, mas então ela chegou a essa conclusão, se isolasse toda vida orgânica em suas mãos teria o controle sobre toda vida...mas Deus removeu todo organismo dela, cobriu com um manto negro e lhe concedeu uma foice, então lhe ordenou que seifasse toda vida do mundo, e quanto mais ela seifa mais nasce, porém ela terá que permanecer neste trabalho até o último organismo quando ela terminar, então Deus não só lhe terá demonstrado que não é orgânico como disse que ainda a iria punir...veja que mito antigo porém atual.

    Antes da química poderiamos dizer que a vida é eletrônica, atômica, física...até cairmos na física quântica e descobrirmos que a vida é energia e que TODA matéria é mais virtual do que elemental, chegariamos na fronteira, onde afirmam que a matéria surge das flutuações de energia no vácuo quântico...
    Citação Postado originalmente por Redação do Site Inovação Tecnológica - 25/11/2008
    Confirmado: a matéria é resultado de flutuações do vácuo quântico

    A teoria de que a matéria não tem fundações tão firmes quanto sugerem termos como "concreto" e "sólido" não é tão nova. Mas esta é a primeira vez que os cientistas conseguiram demonstrar que a matéria se origina de meras flutuações do vácuo quântico.

    Modelo Padrão da Física

    Uma equipe internacional de físicos demonstrou de forma conclusiva que o Modelo Padrão da física das partículas - a teoria que descreve as interações fundamentais das partículas elementares para formar toda a matéria visível no universo - explica com precisão a massa dos prótons e dos nêutrons.

    "Mais de 99% da massa do universo visível é formado por prótons e nêutrons," afirma o estudo, publicado na revista Science. "Esses dois tipos de partículas são muito mais pesados do que os quarks e glúons que as constituem, e o Modelo Padrão da física deve explicar essa diferença."

    O que faz com que a matéria seja matéria?

    Cada próton e cada nêutron é formado por três quarks. Ocorre que esses três quarks juntos respondem apenas por 1% da massa de todo os prótons ou nêutrons. A explicação conclusiva que faltava era: Então, o que responde pelo restante da massa dessas partículas? Em outras palavras, "O que faz com que a matéria seja matéria?"

    O Dr. Andreas S. Kronfeld explica que, como os núcleos atômicos formam quase todo o peso do mundo, e como esses núcleos são compostos de partículas chamadas quarks e glúons, "os físicos acreditam há muito tempo que a massa do núcleo atômico tem sua origem na complicada forma com que os glúons se ligam aos quarks, conforme as leis da cromodinâmica quântica (QCD - Quantum ChromoDynamics)."

    Partículas virtuais

    Os glúons são uma espécie de "partículas virtuais," que surgem e desaparecem de forma aleatória. O campo formado por essas partículas virtuais seria responsável pela força que une os quarks - a chamada força nuclear forte.

    Ocorre que, como o número de interações reais e virtuais entre quarks e glúons é estimada na casa dos trilhões, é incrivelmente difícil, ou até mesmo impossível, usar as equações da QCD (cromodinâmica quântica) para calcular a força nuclear forte.

    Os pesquisadores então criaram uma nova técnica, batizada por eles de Rede QCD, na qual o espaço é representando na forma de uma rede discreta de pontos, como os pixels de uma tela de computador. Este modelo permitiu que os cientistas incorporassem toda a física necessária e deu a eles o controle das aproximações numéricas e da taxa de erros nos cálculos da massa dos hádrons - prótons, nêutrons e píons.

    A rede QCD reduz toda a complexidade das equações virtualmente insolúveis em um conjunto de integrais, que puderam ser programadas para solução em um programa de computador.

    Isto permitiu que, pela primeira vez, os físicos incluíssem em seus cálculos as interações quark-antiquark, uma das maiores complexidades da força nuclear forte. Agora, além dos glúons, eles sabem que a massa dos quarks-antiquarks se origina da flutuação do vácuo quântico.

    Diferença entre acreditar e saber

    Conforme os pesquisadores, agora é possível eliminar a expressão "os físicos acreditam", substituindo-a por "os físicos sabem", quando o assunto é a QCD.

    Segundo o Dr. Kronfeld, os cálculos revelaram que, "mesmo se a massa dos quarks for eliminada, o massa do núcleo não varia muito, um fenômeno algumas vezes chamado de 'massa sem massa'."

    Toda a matéria do universo é virtual

    A forma como a natureza cria a massa dos quarks é um dos assuntos de maior interesse dos físicos que irão trabalhar no Grande Colisor de Hádrons, o LHC,, que deverá começar a funcionar em 2009.

    O LHC vai tentar confirmar experimentalmente a existência do chamado campo de Higgs, que explica a massa dos quarks individuais, dos elétrons e de algumas outras partículas. Ocorre que o campo de Higgs também cria a massa a partir das flutuações do vácuo quântico.

    Ou seja, com a atual confirmação de que a massa dos glúons e quarks-antiquarks tem sua origem na flutuação do vácuo quântico, se o LHC confirmar a existência do campo de Higgs, então a conclusão inevitável será de que toda a matéria do universo é virtual, originando-se de meras flutuações de energia.

  11. #36

    Risada

    Ainda continuo com minha fé, sobre um Deus inonimado e que não é físico, porque se assim fosse não poderia ser onipresente, onipotente e onisciente, mas está na origem desta energia, etc e tal.

    Por isso não creio em experimentos de Ets que tenham digamos criado o Homem o tornando um animal híbrido, sendo que isso iria contra as revelações divinas...mas acredito que mesmo esse conhecimento aí das flutuações no vácuo sejam algo bem posterior a Deus, já no campo físico mesmo sendo mais virtual, e que isso deve abrir portas a um futuro diferente, manipular essa flutuação pode possibilitar do teletransporte (Spock Teleportar!) às viagens no tempo e no espaço sem veículos e nem congestionamentos...o que poderia nos tornar ETs ou pelo menos turistas.

    De qualquer maneira, da mesma forma que a ciência quer que eu peça a Deus um coprológico pra entregar no laboratório, hehehe... .... eu quero que primeiro a ciência me mostre diante dos meu zóio cadê o Elo Perdido ou algum mutante que se transforme em macaco...pode perguntar para algum mestre aí de biologia, não é EVOLUÇÃO o termo meu amigo, porque esse termo é somente para animais que sofrem mutação ou metamorfose, nos não evoluimos mas sim progredimos, aprendemos, sofisticamos o que já é evoluido, o que evolui é nossa tecnologia mas não nossos corpos, exceto que algum cientista crie uma distorção no DNA humano que o faça ser mutante, mas daí estamos entrando no mundo Marvell Comics...

  12. #37
    Mozart Edson
    Concordo com alguns pontos de vista seus , outros sou neutro , discordo de outros...Vou grifar o que tu disse e discordo e explicar porque :

    "Legal, mas, achar que não temos nada de especial é primeiro subestimar a própria inteligência, em um segundo momento retirar o valor dela...sei que todos animais tem seus atributos especiais, peles, couros, garras, presas, velocidade, uns pulam, outros voam, outros submergem...nós temos a razão, a inteligência, somos os únicos a questionar a própria existência, questionar o que é a vida, olhar para o Universo e querer desvendar, olhar pra o microcosmo e querer também conhecer...não se deprecie, temos algo sim que nenhum outro animal tem aqui, e exatamente isso é que faz a separação entre humano e animal, todo humano tem um corpo animal, mas nem todo corpo animal é humano."

    O que atribui como "qualidade especial" eu incisto que é relativo depende do tempo, de cada indivíduo, das dominantes culturais ,(veja que o mundo está se globalisando ...) há uma série de influência que massifica (a moda é um exemplo disso) , continuando que em suma é o seguinte, qualidade é uma representação psiquicas com cargas afetivas:

    No que se refere os objetos e seres , na medida em que por eles somos afetados , mas sem necessariamente pelo menos tais como a razão e as emoções o concebe ser dado na experiências somente , todas as tentativas para pensá-lo já que tem que ser pensados será nesta sequência uma magnífica pedra de toque daquilo que consideraremos ser uma nova maneira de pensá-lo , da qual , que só conhecemos sobres os objetos e seres, aquilo que nós neles mesmo pomos.

    Depende de seus emoções afetivas para atribuir o juizo de alguma qualidade mas esta nunca universal , o que tu consideras como uma virtude suprema eu simplesmente posso não considerar como uma qualidade superior , porque depende de minha energia afetiva atribuída ao objeto analisado e grau de importância através dos meus próprio juízos.

    Isso é um tema do juízo estético . De acordo com ela para se ter uma investigação crítica a respeito do" belo ou da qualidade", devemos estar orientados pelo poder de julgar. E a indagação básica que move essa investigação crítica a respeito do belo ou da qualidade é: existe algum valor universal que conceitue a qualidade e que reivindique que outras pessoas, a partir da minha apreciação de uma forma bela da natureza ou da arte ou de uma qualidade qualquer, confirmem essa posição? Ou então somos obrigados a admitir que todo objeto que julgamos como sendo belo uma qualidade superior é uma valoração subjetiva?

    O poder de julgar, pertencendo a todo sujeito, é universal e congraça o julgamento estético, especulativo e prático. Portanto a investigação crítica que e refere diz respeito às possibilidades e limitações das faculdades subjetivas que agem sob princípios formulados e que pertencem à essência do pensamento.
    Como podemos desnudar o fenômeno que explica o nosso gosto? Se fizermos uma experiência com vários indivíduos e o defrontarmos com um objeto de arte, observaremos que as impressões causadas serão as mais diversas. Então chegaremos à conclusão de que a observação atenta e valorativa daquele objeto, somada as diferentes opiniões que foram apresentadas pelos indivíduos, nos dá respaldo para afirmar que o gosto e qualidade tem que ser discutido.

    A universalidade do juízo estético é detectada por envolver um exercício persuasivo de convencimento de outro sujeito que aquela determinada forma da natureza ou da arte é bela. E, dessa forma,é uma tentativa de tornar aquele valor comum. Os sujeitos têm em comum um princípio de avaliação moral livre que determina a avaliação estética e, portanto, julga o belo e a qualidade meramente subjetiva.

    O juízo estético está relacionado ao prazer ou desprazer que o objeto analisado nos imprime e, como se refere o belo ou qualidade "é o que agrada individualmente sem relação com qualquer conceito[/I]". Essa situação fica bem evidente quando visitamos um museu. Digamos que essa experiência fosse realizada no Museu do Louvre, em Paris, com o quadro Monalisa. Se nos colocarmos como observador, perceberemos que os mais diversos comentários serão tecidos a cerca dessa obra tão famosa.
    Detendo-nos na análise dos comentários favoráveis notaremos que, ratificando Kant, o belo não está arraigado em nenhum conceito. Pois, dos vários indivíduos que vão apreciar a obra de Leonardo da Vinci, encontraremos desde pessoas especializadas em arte até leigos, como eu ou você, que vão empregar cada qual um conceito, de acordo com a percepção, após a contemplação da Monalisa. Então isso comprova que não existe uma definição exata a cerca do belo, mas sim um sentimento que é universal e necessário.


    Quem foi afundo com isso foi a seguinte obra dentre outras O homem e seus símbolos ,dentre outras...
    Em suma depende de suas cargas afetivas e ela lhe confere um juízo e atribuição de uma qualidade estas as vezes por manipulação ou influência pode tentar universalizá-la pela persuasão mas já falei o risco disso , as vezes o indivíduo se perde em uma idéia que ficou sem dono e mutila o inconsciente dele , posso ti garantir um exemplo destes casos dentre outros :
    Um rapaz apaixona-se por uma mulher obesa que sai do padrão da moda mas para este rapaz ela é linda e para muitos , mas dependendo do grau de influência que uma dominante pode exercer sobre a sua psique ele pode renunciar e entrar em contradição com o corpo e mente , e dissimular e sofrer e deslocar o objeto de sofrimento para outro.

    Eu já não priorizo o intelecto priorizo as emoções se misturar melhor ainda , por exemplo posso amar esse leão como qualquer ser humano com intensidades e importância análogas , e eles não possuem a mesma concepção da realidade que eu , mas pouco me importa:



    Última edição por Raziel7766; 11-03-10 às 13:03.

  13. #38
    Citação Postado originalmente por Raziel7766 Ver Post
    Mozart Edson
    Concordo com alguns pontos de vista seus , outros sou neutro , discordo de outros...[...]
    Não tenho conhecimentos tão profundos a respeito, apenas alguns conceitos que adquiri e busco amadurecer com o tempo.
    Tenho para mim que as emoções são fundamentais e funcionam como agente que deflagra os hormônios responsáveis pela fixação da memória, por isso quando vc vê algo que te emociona muito, isso vc não esquece mais! quanto mais vc se emociona mais aquilo permanece em tua memória recente, indo do aprender fácil por gostar ao extremo de criar um trauma ou bloqueio que lhe impeça de viver ou voltar ao tempo presente, ficando com aquilo tão impregnado que simplesmente vc entra em colapso...

    "Quem nunca viveu uma amargura não sabe reconhecer a doçura da vida"
    ou aqueles sobre beleza e tal, tipo
    "A beleza está nos olhos de quem vê" ou "Só reconhecemos a beleza na proporção em que reconhecemos a feiura", "quem ama o feio bonito lhe parece"...etc.

    Mas a beleza é mesmo subjetiva e depende da pessoa, sua formação, personalidade ou não, suas emoções e o que busca...é coisa pessoal.

    Mas o intelecto ainda é mais do que um rostinho bonito, hehehe, num primeiro momento vc pode cair numa ilusão ou paixão momentanea que lhe tire a razão, algo arrebatador que lhe vire a cabeça, mas se vc for centrado no intelecto e souber usar isso associado às emoções, então a beleza de subjetiva, muitas vezes pode se tornar também superflua, ok, respeito e entendo que cada um tem suas preferências, mas eu quase me dei mal muitas vezes por seguir beleza, instinto, emoção, intuição...tenho tudo também mas só consigo acertar quando uso isso moderadamente, tipo um tempero, a gente dosando obtém algo mais, porém se exagerar vc perde a essência da coisa também, vamos colocar o intelecto como a base, o arroz com feijão, e isso aí como a mistura e temperos...se eu quero usar de memorização eu busco me emocionar, relacionar com algo engraçado, triste, chocante, etc. se quero esquecer, ao invés de emoções negativas eu simplesmente anulo a emoção e busco outra coisa para fazer que me traga bem estar, emoções suaves e estáveis, isso pode ser tipo uma terapia? mas quando é muito ruim, eu tento mas não esqueço, daí tomo outras atitudes até me conformar...por aí vai, neste sentido eu digo que tenho rigor na minha fé, porque serei eu o primeiro a me diagnosticar se ficar louco (caso não fique louco de pedra, não eu não disse crack, mas louco de pedra no sentido antigo mesmo), em todas minhas buscas, pesquisas, estudos, etc. o envolvimento é sempre com bem estar, beleza, emoção, etc. mas o fundo deste palco para mim é sempre a inteligência. (já tenho pouca, se não priorizar...) hehehehe
    Outra coisa, esse talvez seja um problema a mais para a compreensão de Deus, pois na minha analogia eu o considero pura consciência, intelecto...veja que, Ele criou tudo com os pensamentos (anjos, ou como os sacerdotes os chamam, "Raios de Luz dos Pensamentos Divinos), Ele fez o Homem sem pensar, depois reuniu os pensamentos em torno desta criatura (reflexão ou analise) 2/3 aprovaram enquanto 1/3 condenou, prosseguiu criando o Inferno com 1/3 e o Ceu com os 2/3, onde o Inferno é o padrão negativo e o ceu o positivo, não há borderline, Ele veio aqui e não fez guerra, não perseguiu, não escravizou e nem sacrificou, deixou a mensagem de que devemos buscar ele no espírito, no coração puro (sem paixões e nem apegos) e que devemos nos guiar mais pelos atos do que pela matéria, Ele nunca se expoz pela beleza enquanto o homem queria imagens de ouro ou criaturas fabulosas, Ele simplesmente surgiu como filho de carpinteiro...por aí vai, se fosse algo existencialista ou materialista, acho que a História seria outra...não sei se fui claro ou compreensível, mas é o que consegui redigir...
    Falou!
    []s
    Última edição por Mozart Edson; 11-03-10 às 13:33.

  14. #39
    Deus é inalcançávell para o nosso intelecto , mas vamos brincar , que Deus me perdoe!
    Psique humana é assim consciência , inconsciência pessoal , inconsciência individual, inconsciência coletiva , consciência coletiva ai o infinito e o que não sabemos....Agora cientificamente e filosoficamente é o tema mais complexo que existe tu podes começar na obra A natureza da psique. (A natureza da psique - Pesquisa Google)

    lembrando que o que chamamos de consciência é apenas um fragmento da psique humana que é desconhecida, inclusive a parte mais complexa e muita mais desenvolvida é o inconsciente (irracional o saber absoluto) e a consciência é uma aquisição recente na natureza frágil e suscetíveis a danos.Hoje a avaliação de inteligência é muita mais complexa inclusive se chama avaliação de inteligência múltiplas,o quesito justamente mais complexo e mais importante na avaliação se chama QE inteligência emocional.Hoje na robótica a mente racional é facilmente escalável e vai ser com o tempo simulada , mas a emoção não, é um quesito infinitamente mais complexo.Inteligência emocional é capacidade de simular em ti os sentimentos dos outros, ou seja, uma gama extremamente complexa e Intangível de impulsos neurais.


    "...capacidade de identificar os nossos próprios sentimentos e os dos outros, de nos motivarmos e de gerir bem as emoções dentro de nós e nos nossos relacionamentos." (Goleman, 1998)

    Para ele, a inteligência emocional é a maior responsável pelo sucesso ou insucesso dos indivíduos .Como exemplo, recorda que a maioria da situações de interações humanas é envolvida por relacionamentos entre as pessoas e, o respeito a vida desse modo, pessoas com qualidades de relacionamento humano, como afabilidade, compreensão e gentileza têm mais chances de obter o sucesso, qualquer coisa contrária e com o tempo é degenerativo e implodirá em catástrofe não é estável e momentânio e esporádico.

    Em 1983, Howard Gardner, em sua teoria das inteligências múltiplas, introduziu a idéia de incluir tanto os conceitos de inteligência intrapessoal (capacidade de compreender a si mesmo e de apreciar os próprios sentimentos, medos e motivações) quanto de inteligência interpessoal (capacidade de compreender as intenções, motivações e desejos dos outros). Para Gardner, indicadores de inteligência como o QI não explicam completamente a capacidade cognitiva. Assim, embora os nomes dados ao conceito tenham variado, há uma crença comum de que as definições tradicionais de inteligência não dão uma explicação completa sobre as suas características.
    O primeiro uso do termo "inteligência emocional" é geralmente atribuído a Wayne Payne, citado em sua tese de doutoramento, em 1985.O termo, entretanto, havia aparecido anteriormente em textos de Hanskare Leuner (1966). Stanley Greenspan também apresentou em 1989 um modelo de inteligência emocional, seguido por Peter Salovey e John D. Mayer (1990), e Goleman (1995).
    Na década de 1990, a expressão "inteligência emocional", tornou-se tema de vários livros (e até best-sellers) e de uma infinidade de discussões em programas de televisão, em escolas e mesmo em empresas. O interesse da mídia foi despertado pelo livro "Inteligência emocional", de Daniel Goleman, redator de Ciência do The New York Times, em 1995.[5] No mesmo ano, na capa da edição de Outubro, a revista Time perguntava ao leitor - "Qual é o seu QE?" - apresentando um importante artigo assinado por Nancy Gibbs sobre o livro de Goleman e despertando o interesse dos média sobre o tema. A partir de então, os artigos sobre inteligência emocional começaram a aparecer com freqüência cada vez maior por meio de uma ampla gama de entidades académicas e de periódicos populares se tornando o quesito principal da avaliação do que denominamos capacidade cognitiva.

    De acordo com C.G.Jung um dos maiores psicanalistas e cientistas de todos os tempos da mente humana:

    Os sentidos do homem limitam a percepção que este tem do mundo à sua volta. Utilizando instrumentos científicos pode, em parte, compensar a deficiência dos sentidos. Consegue, por exemplo, alongar o alcance da sua visão através do binóculo ou apurar a audição por meio de amplificadores elétricos. Mas a mais elaborada aparelhagem nada pode fazer além de trazer ao seu âmbito visual objetos ou muito distantes ou muito pequenos e tornar mais audíveis sons fracos. Não importa que instrumentos ele empregue; em um determinado momento há de chegar a um limite de evidências e de convicções que o conhecimento consciente racional não pode transpor.


    A psique é o eixo do mundo; e não é só uma das grandes condições para a existência do mundo, em geral, mas constitui uma interferência na ordem natural existente, e ninguém saberia dizer com certeza onde esta interferência terminaria afinal. É quase desnecessário acentuar a dignidade da alma como objeto de uma ciência. Em vez disto, devemos ressaltar, com tanto maior ênfase, que uma alteração, por menor que seja, em um fator psíquico, se é uma alteração de princípio, é da maior importância para o conhecimento do mundo da imagem que temos dele. A integração de conteúdos inconscientes na consciência, que é a operação principal da Psicologia complexa, é justamente uma dessas alterações de princípio, porque elimina a supremacia da consciência subjetiva do ego confrontando-a com os conteúdos coletivos inconscientes. A consciência do ego parece depender de dois fatores: primeiramente, depende das condições da consciência coletiva, isto é, social, e em segundo lugar, depende dos arquétipos ou dominantes do inconsciente coletivo.

    A principal energia no ser humano são os afetos , todos possuem isso, senão a psique não existiria , é assim que também o intelecto funciona com diferentes intensidades
    existe Inteligência Intelectual , e Inteligência Emocional a psique humana só existe se ambos existirem.
    Agora saindo da ciência , isso era uma filosofia Hermética , dê uma lida:
    http://svmmvmbonvm.org/quartadim.pdf



    Última edição por Raziel7766; 11-03-10 às 18:46.

  15. #40
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    Eu acho engraçado tratar a "Ciência" como uma instituição. Qualquer um pode virar cientista. Não é como a CIA, que vc não pode chegar lá e falar "to no grupo!" nem Igreja que vc pode chegar a falar "cheguei. vou virar bispo!" Pq que esses revoltados contra a "ciencia" não viram cientistas rebeldes e começam expor esses mitos?
    Check'em!

  16. #41
    A estrutura da psique.....São os elementais os axiomas aperceptivos, o elemento que "substancia" que é virtual , etério como o pensamento ,continuando o elemento que substancia o racional é a Vontade.que inclusive anda acelerada e o tempo é relativo , pode ser maleávell o espaço e tempo se relativisa na psique, como o jung,etc constatou.
    Tem os outros elementais, a sopa dos filósofos...
    VII - A ESTRUTURA DA ALMA20
    [283] Como reflexo do mundo e do homem, a alma é de tal complexidade que pode ser observada e analisada a partir de um sem-número de ângulos. Com a psique acontece justamente o mesmo que acontece com o mundo: porque uma sistemática do mundo está fora do alcance humano, temos de nos contentar com simples normas artesanais e aspectos de interesse particular. Cada um elabora para si seu próprio segmento do mundo e com ele constrói seu sistema privado para seu próprio mundo, muitas vezes cercado de paredes estanques, de modo que, algum tempo depois, parece-lhe ter apreendido o sentido e a estrutura do mundo. Ora, o finito não pode jamais apreender o infinito. Embora o mundo dos fenômenos psíquicos seja apenas uma parte do mundo como um todo, é justamente por esta razão que parece mais fácil apreender uma parte do que o mundo inteiro. Mas deste modo estar-se-ia esquecendo que a alma é o único fenômeno imediato deste mundo percebido por nós e por isto mesmo a condição indispensável de toda experiência em relação ao mundo.[284] As únicas coisas do mundo que podemos experimentar diretamente são os conteúdos da
    consciência. Não que eu pretenda reduzir o mundo a uma idéia, a uma representação do mundo, mas o que eu quero enfatizar é como se eu dissesse que a vida é uma função do átomo do carbono. Esta analogia mostra-nos claramente as limitações da ótica do profissional à qual eu sucumbo, ao procurar dar alguma
    explicação do mundo ou mesmo uma parte dele. [285] Meu ponto de vista é, naturalmente, o ponto de vista psicológico, e mais especificamente o do psicólogo prático cuja tarefa é encontrar, o mais depressa possível, uma via de saída da confusão caótica dos complicados estados psíquicos. Meu ponto de vista deve, necessariamente, diferir daquele do psicólogo que pode analisar experimentalmente um processo psíquico isolado, com toda calma, no silêncio do laboratório. A diferença é mais ou menos aquela que há entre o cirurgião e o histólogo. Também não sou um metafísico cuja tarefa é dizer o que as coisas são em si e por si, e se elas são absolutas ou algo semelhante. Os objetos de que me ocupo situam-se todos dentro dos limites do experimentável. [286] Minha necessidade consiste sobretudo em apreender condições complexas e ser capaz de falar sobre elas. Devo ser capaz de expressar coisas complicadas em linguagem acessível e distinguir entre vários grupos de fatos psíquicos. Estas distinções não podem ser arbitrárias, porque devo chegar a um entendimento com o objeto de que me ocupo, isto é, com meu paciente. Por isto, devo recorrer sempre ao emprego de esquemas simples que, de um lado, reconstitui os fatos empíricos e, de outro lado, se liga àquilo que é universalmente conhecido e assim encontra compreensão.[287] Estando para classificar em grupos, os conteúdos da consciência, começamos, segundo a antiga norma, com a proposição: "Nihil est in intellectu, quod non antea fuerit in sensu" ["O intelecto só contém o que passou pelos sentidos"].[288] Parece que o consciente flui em torrentes para dentro de nós, vindo de fora sob a forma de percepções sensoriais. Nós vemos, ouvimos, apalpamos e cheiramos o mundo, e assim temos consciência do mundo. Estas percepções sensoriais nos dizem que algo existe fora de nós. Mas elas não nos dizem o que isto seja em si. Isto é tarefa, não do processo de percepção, mas do processo de apercepção. Este último tem uma estrutura altamente complexa. Não que as percepções sensoriais sejam algo simples; mas sua natureza complexa é menos psíquica do que fisiológica. A complexidade da apercepção, pelo contrário, é psíquica. Podemos identificar nela a cooperação de diversos processos psíquicos.Suponhamos ouvir um ruído cuja natureza nos pareça desconhecida. Depois de algum tempo, percebemos claramente que o ruído peculiar deve provir das bolhas de ar que sobem pela tubulação da central de aquecimento. Isto nos permite reconhecer o ruído. Este reconhecimento deriva de um processo que denominamos de pensamento. É o pensamento que nos diz o que a coisa é em si. [289] Falei acima em ruído "peculiar". Quando qualifico qualquer coisa como "peculiar", eu me refiro a uma tonalidade afetiva especial que a coisa tem. A tonalidade afetiva implica uma avaliação.[290] Podemos conceber o processo de reconhecimento essencialmente como uma comparação e uma diferenciação com o auxílio da memória. Quando vejo o fogo, por ex., o estímulo luminoso me transmite a idéia de fogo. Como existem inúmeras imagens recordativas do fogo em minha memória, compará-la e diferenciá-la dessas imagens de recordação produz o reconhecimento, isto é, a constatação definitiva da peculiaridade da imagem há pouco adquirida. Em linguagem ordinária, este processo denomina-se pensamento. [291] O processo de avaliação é diferente: o fogo que eu vejo provoca reações emocionais de natureza agradável ou desagradável, e as imagens de recordação assim estimuladas trazem consigo fenômenos emocionais concomitantes denominados tonalidades afetivas. Deste modo um Objeto nos parece agradável, desejável, belo ou desagradável, feio, repelente, etc. Em linguagem ordinária este processo se chama sentimento. [292] O processo intuitivo não é uma percepção sensorial nem um pensamento, nem também um sentimento, embora a linguagem, aqui, apresente uma lacuna lamentável de discriminação. Com efeito: alguém pode exclamar: "Oh, estou vendo a casa inteira queimando!" Ou: "E tão certo como dois e dois são quatro que haverá um desastre, se o fogo irromper aqui". Ou: "Eu tenho a sensação de que este fogo ainda poderá levar a uma catástrofe". De acordo com o respectivo temperamento, o primeiro falará de sua intuição como sendo um ato de ver bem nítido, ou seja, faz dele uma percepção sensorial. O outro a designará como pensamento: "Basta só refletir, para ver claramente quais serão as conseqüências", dirá ele. O terceiro, afinal, sob a impressão de seu estado emocional, dirá que sua intuição é um processo de sentir, mas a intuição, segundo meu modo de ver, é uma das funções básicas da alma, ou seja, a percepção das possibilidades inerentes a uma dada situação. É bem provável que o fato de os conceitos de sentimento, sensação e intuição serem usados indistintamente no alemão se deva a um desenvolvimento insatisfatório da língua, ao passo que sentiment e sensation, do francês, e feeling e sensation, do inglês, são absolutamente distintos, embora sentiment e feeling sejam empregados às vezes
    como palavras auxiliares para intuição (intuition). Recentemente, porém, o termo intuition começou a ser usado comumente na língua inglesa usual.

    [293] Outros conteúdos da consciência que podemos distinguir são os processos volitivos e os processos instintivos. Os primeiros são definidos como impulsos dirigidos, resultantes de processos aperceptivos cuja natureza fica à disposição do chamado livre-arbítrio. Os segundos são impulsos que se originam no inconsciente ou diretamente no corpo e se caracterizam pela ausência de liberdade ou pela compulsividade. [294] Os processos aperceptivos podem ser dirigidos ou não dirigidos. No primeiro caso falamos de atenção, e no segundo, de fantasias ou sonhos. Os processos dirigidos são racionais, os não dirigidos irracionais. Entre estes últimos se inclui o sonho como a sétima categoria dos conteúdos da consciência.Sob certos aspectos, os sonhos se assemelham às fantasias conscientes, pelo fato de terem caráter
    irracional, não dirigido. Mas os sonhos se distinguem das fantasias na medida em que suas causas, seu curso e seu objetivo são obscuros, à primeira vista, para a nossa compreensão. Mas eu lhes atribuo a dignidade de categoria de conteúdo da consciência, porque são a resultante mais importante e mais evidente de processos psíquicos inconscientes que ainda estão penetrando no campo da consciência.Acredito que estas sete classes dão uma idéia dos conteúdos da consciência, superficial embora, mas suficiente para os nossos objetivos.
    [295] Existem, como se sabe, certos pontos de vista que pretendem restringir todo o psíquico à consciência, como sendo idêntico a ela. Não acredito que isto seja suficiente. Se admitirmos que há certas coisas que transcendem nossa percepção sensorial, então podemos falar também do psíquico cuja existência só nos é acessível por via indireta. Para quem conhece a psicologia do hipnotismo e do sonambulismo, é fato corriqueiro que, embora uma consciência artificialmente ou patologicamente restringida desta espécie não contenha determinadas idéias, contudo ela se comporta exatamente como se as contivesse. Havia, por ex., uma pessoa histericamente surda que costumava cantar. Um dia o médico sentou-se ao piano, sem que a paciente notasse, e se pôs a acompanhar o verso seguinte, em uma nova tonalidade. Imediatamente a paciente continuou a cantar na nova tonalidade. Um outro paciente tinha a singularidade de cair em convulsões "hístero-epiléticas" à vista do fogo. Tinha um campo de visão notadamente limitado, isto é, sofria de cegueira periférica (tinha o que se chama campo de visão "tubular"). Se alguém colocasse um foco luminoso na zona cega, ocorria o ataque exatamente como se ele tivesse visto a chama. Na sintomatologia desses estados patológicos há inúmeros casos desta espécie, nos quais, apesar da melhor boa vontade, só se pode dizer que estas pessoas percebem, pensam, sentem,recordam-se, decidem e agem inconscientemente, ou seja, fazem inconscientemente o que outros fazem de maneira consciente. Estes processos ocorrem independentemente de saber se a consciência os percebe ou não.
    [296] Estes processos psíquicos incluem, portanto, o trabalho não desprezível de composição que está na origem dos sonhos. Embora o sono seja um estado em que a consciência se acha consideravelmente limitada, contudo o elemento psíquico não deixa absolutamente de existir e de agir. A consciência apenas se retirou dele, e na falta de um objeto em que se concentrar, caiu em um estado relativo de inconsciência. Mas a vida psíquica, evidentemente, continua da mesma forma como há vida psíquica inconsciente durante o estado de vigília. Não é difícil encontrar as provas neste sentido. Este campo particular de experiência equivale ao que Freud descreve como "a psicopatologia do dia-a-dia".Ele mostrou que nossas intenções e ações conscientes muitas vezes são frustradas por processos inconscientes, cuja existência é verdadeira surpresa para nós mesmos. Nós cometemos lapsos de linguagem, lapsos de escrita, e inconscientemente fazemos coisas que traem justamente aquilo que gostaríamos de manter o mais secretamente possível ou que nos é até mesmo totalmente desconhecido. "Língua lapsa verum dicit", diz um antigo provérbio. É sobre a freqüência destes fenômenos que se baseia o experimento das associações utilizado no diagnóstico e que pode ser de grande proveito quando o paciente não pode ou não quer dizer nada.
    [297] É nos estados patológicos que podemos encontrar os exemplos clássicos da atividade psíquica inconsciente. Quase toda a sintomatologia da histeria, das neuroses compulsivas, das fobias e, em grande parte, também da dementia praecox ou esquizofrenia, a doença mental mais comum, tem suas raízes na atividade psíquica inconsciente. Por isto estamos autorizados a falar da existência de uma alma inconsciente. Todavia, esta alma não é diretamente acessível à nossa observação  do contrário não seria inconsciente!  mas só pode ser deduzida. E nossa conclusão pode apenas dizer: "é como se...".[298] O inconsciente também faz parte da alma. Podemos agora falar de conteúdos do inconsciente, em analogia com os diferentes conteúdos da consciência? Isto equivaleria a postular, por assim dizer, um outro estado de consciência dentro do inconsciente. Não quero entrar aqui nesta delicada questão que tratei em outro contexto, mas quero me limitar à questão se podemos diferenciar ou não o que quer que seja no inconsciente. Esta questão só pode ser respondida empiricamente, ou seja, com a contrapergunta se há elementos plausíveis ou não para uma tal diferenciação. [299] Para mim não há a menor dúvida de que todas as atividades que se efetuam na consciência podem processar-se também no inconsciente. Há inúmeros exemplos em que um problema intelectual sem solução no estado de vigília foi resolvido durante em sonhos Conheço um contabilista, por ex., que durante vários dias tentou, em vão, esclarecer uma falência fraudulenta. Certo dia trabalhou até meianoite, sem encontrar a solução, e em seguida foi dormir. Às três horas da madrugada, sua mulher o viu levantar-se e dirigir-se ao seu gabinete de trabalho. Ela o seguiu e o viu tomando notas afanosamente em sua mesa de trabalho. Mais ou menos após um quarto de hora ele voltou ao leito. Na manhã seguinte ele não se lembrava de nada. Pôs-se de novo a trabalhar e descobriu uma série de notas, escritas de próprio punho, que esclareciam total e definitivamente todo o emaranhado do caso. [300] Em minha atividade prática tenho me ocupado de sonhos há mais de vinte anos. Vezes e mais vezes tenho visto como idéias que não foram pensadas durante o dia, sentimentos que não foram experimentados, depois emergiam nos sonhos e deste modo atingiam a consciência. Mas o sonho como tal é um conteúdo da consciência, pois do contrário não poderia ser objeto da experiência imediata. Mas visto que ele traz à tona materiais que antes eram inconscientes, somos forçados a admitir que estes conteúdos já possuíam uma existência psíquica qualquer em um estado inconsciente e somente durante o sonho é que apareceram à consciência restrita, ao chamado remanescente da consciência. O sonho pertence aos conteúdos normais da psique e poderia ser considerado como uma resultante de processos
    inconscientes, a irromper na consciência.

    [301] Se, porém, com base na experiência, somos levados a admitir que todas as categorias de conteúdos da consciência podem, ocasionalmente, ser também inconscientes e atuar sobre a consciência como processos inconscientes, deparamo-nos com a pergunta, talvez inesperada, se o inconsciente tem sonhos também. Em outras palavras: há resultantes de processos ainda mais profundos e  se possível  ainda mais inconscientes que penetram nas regiões obscuras da alma! Eu deveria repelir esta pergunta paradoxal como demasiado aventurosa, se não houvesse realmente motivos que conduzem semelhante hipótese ao domínio do possível.
    [302] Devemos primeiramente ter diante dos olhos os elementos necessários para provar que o inconsciente tem sonhos também Se queremos provar que os sonhos ocorrem como conteúdos da consciência, devemos simplesmente demonstrar que há certos conteúdos que, pelo caráter e pelo sentido, são estranhos e não podem ser comparados aos outros conteúdos racionalmente explicáveis e compreensíveis. Se pretendemos mostrar que o inconsciente tem sonhos também, devemos fazer a mesma coisa com os seus conteúdos. O mais simples talvez seja apresentar um exemplo prático: [303] Trata-se de um oficial, de 27 anos de idade Ele sofria de violentos ataques de dores na região do coração, como se dentro houvesse um bolo, e de dores penetrantes no calcanhar esquerdo.Organicamente não se descobriu nada. Os ataques haviam começado cerca de dois meses antes e o paciente fora licenciado do serviço militar, em vista de sua incapacidade temporária para andar. Várias estações de cura de nada adiantaram. Uma investigação acurada sobre o passado de sua doença não me proporcionou nenhum ponto de referência, e o próprio paciente não tinha a mínima idéia do que poderia ser a causa de seu mal. Ele me dava a impressão de ser um tipo saudável, um tanto leviano e teatralmente meio "valentão", como se quisesse,.dizer: "Nesta ninguém me apanha". Como a anamnese nada revelasse, eu lhe fiz perguntas a respeito de seus sonhos. Imediatamente tornou-se evidente a causa de seus males. Pouco antes da neurose se manifestar, a moça que ele namorava rompeu com ele e noivara com outro. Ele me contou essa história, considerando-a sem importância  "uma mulher estúpida: se ela não me quer,eu arranjo outra  um homem como eu não se deixa abater por uma coisa destas". Esta era a maneira pela qual ele tratava sua decepção e sua verdadeira dor. Mas agora seus afetos vêm à tona. E a dor do coração desaparece e o bolo que ele sentia na garganta desaparece depois de alguns dias de lágrimas. A "dor no coração" é uma expressão poética que aqui se tornou realidade, porque o orgulho de meu paciente não lhe permitia que ele sofresse sua dor como sendo uma dor da alma. O bolo que ele sentia na garganta, o chamado globus hystericus, provém, como todos sabemos, de lágrimas engolidas. Sua consciência simplesmente se retirou dos conteúdos que lhe eram penosos, e estes, entregues a si mesmos, só podiam alcançar a consciência indiretamente sob a forma de sintomas. Trata-se de processos inteiramente compreensíveis por via racional e, conseqüentemente, de evidência imediata, os quais  se não tivesse sido o seu orgulho  poderiam igualmente transcorrer no plano da consciência. [304] E agora quanto ao terceiro sintoma: as dores que ele sentia no calcanhar não desapareceram. Elas não se enquadram na imagem que acabamos de esboçar. O coração não está ligado diretamente ao calcanhar e ninguém exprime sua dor por meio do calcanhar. Do ponto de vista racional não se vê a razão pela qual as duas outras síndromes não satisfaziam. Mesmo teoricamente, estaríamos inteiramente satisfeitos, se a tomada de consciência do sofrimento psíquico resultasse em dor normal e, conseqüentemente, em cura. [305] Como a consciência não podia me oferecer nenhum ponto de referência para o sintoma do calcanhar, recorri mais uma vez ao antigo método dos sonhos. O paciente teve um sonho em que se vira mordido por uma serpente e imediatamente ficara paralítico. Este sonho, evidentemente, trazia a interpretação do sintoma do calcanhar. O calcanhar lhe doía porque fora mordido por uma serpente. Tratava-se de um conteúdo estranho, com o qual a consciência racional nada sabia o que fazer. Pudemos entender, de imediato, a razão pela qual o coração lhe doía, mas o fato de o calcanhar também doer, ultrapassava qualquer expectativa racional. O paciente ficou completamente perplexo diante do caso. [306] Aqui, portanto, teríamos um conteúdo que irrompe na zona inconsciente, de maneira estranha, e provavelmente provém de uma camada mais profunda que já não pode ser esquadrinhada por via racional. A analogia mais próxima deste sonho é, evidentemente, a própria neurose. Ao rejeitá-lo, a moça provocou-lhe uma ferida que o paralisou e o pôs doente. Uma análise posterior do sonho revelou um novo pedaço de seu passado que então se tornou claro ao nosso paciente, pela primeira vez: ele fora o filho querido de uma mãe um tanto histérica. Ela tinha pena dele, admirava-o e paparicava-o em excesso, razão pela qual ele se criou com modos de mocinha. Mais tarde, de repente assume um porte viril e abraça a carreira militar, onde poderia encobrir sua moleza interior com suas exibições de "valentia". Em certo sentido, a mãe também o paralisara. [307] Trata-se manifestamente daquela mesma antiga serpente que foi sempre amiga especial de Eva, "Ela te esmagará a cabeça, e tu (a serpente) lhe ferirás o calcanhar", diz o Gênesis a respeito da descendência de Eva, fazendo eco a um hino egípcio muito mais antigo, que se costumava recitar ou cantar para curar mordidas de serpente:
    A idade do deus fez sua boca se mover, E jogou sua lança por terra, E o que ela cuspia, caía no chão. Isis amassou-o, então, com suas mãos Juntamente com a terra que havia aí;E com tudo isto formou um verme nobre,E o fez semelhante a um dardo.Ela não o enrolou sem vida em torno de seu rosto,
    Mas o atirou enrolado sobre o caminho Pelo qual o Grande Deus costumava andar À vontade, através de seus dois reinos.O nobre deus avançava resplendente, Os deuses que serviam o faraó acompanhavam-no, E ele seguia em frente, como acontecia todos os dias.Então o nobre verme picou-o.Suas maxilas começaram a bater E todos os seus membros tremiam. E o veneno invadiu sua carne, Como o Nilo invade seu território. [308] Os conhecimentos bíblicos conscientes de meu paciente consistiam em um mínimo lamentável. Provavelmente um dia ele ouvira distraidamente falar de uma serpente que mordia o calcanhar e, em seguida, a esqueceu. Mas algo de profundo em seu inconsciente o ouviu e não o esqueceu, mas na ocasião oportuna o recordou: um pedaço de seu inconsciente, que evidentemente gostava de se expressar mitologicamente, porque este modo de expressão estava em consonância com sua natureza. [309] Mas a que tipo de mentalidade corresponde a maneira de expressar simbólica ou metafórica? Ela corresponde a mentalidade do homem primitivo, cuja linguagem não possui termos abstratos, mas
    apenas analogias naturais e "não-naturais". Esta mentalidade da venerável antiguidade é tão estranha àquela psique que produz dores do coração e o bolo na garganta quanto um brontossauro a um cavalo de corrida. O sonho da serpente nos revela um fragmento daquela atividade psíquica, que não tem mais nada
    a ver com a moderna individualidade do sonhador. Ela se processa, por assim dizer, como que "numa camada mais profunda, e somente suas resultantes emergem em uma camada superior onde jazem os afetos reprimidos, tão estranhos para elas quanto um sonho para a consciência. E da mesma forma como
    precisamos de empregar uma certa técnica analítica para entender um sonho, assim também necessitamos de conhecimento da mitologia para apreender o sentido de um fragmento que surge de uma camada mais profunda.
    [310] O tema da serpente, por certo, não era uma aquisição individual do sonhador, pois os sonhos com serpentes são muito comuns, mesmo entre os habitantes das grandes cidades, dos quais muitos provavelmente nunca viram uma serpente verdadeira. [311] Mas poder-se-ia objetar que a serpente no sonho nada mais é do que uma figura de linguagem concretizada. Ora, a respeito de certas mulheres dizemos que são falsas como serpentes;falamos da serpente da tentação, etc. Esta objeção me parece quase inaceitável no presente caso, mas é difícil encontrar uma prova mais rigorosa, porque a serpente é realmente uma figura de linguagem muito
    comum, mas só seria possível uma prova mais precisa, se pudéssemos encontrar um caso em que o simbolismo mitológico não fosse uma figura de linguagem comum ou uma criptomnésia, isto é, um caso em que o sonhador nunca tivesse lido, visto ou ouvido, em qualquer parte ou de algum modo, acerca do
    tema em questão, e depois o tivesse esquecido e de novo o tivesse lembrado inconscientemente. Esta prova me parece de grande importância, pois ela nos mostraria que o inconsciente racional seria uma atividade psíquica que é independente da alma consciente e até mesmo da camada superior inconsciente
    e continua não tocada  e talvez intocável  pela experiência pessoal, uma espécie de atividade psíquica supra-individual, um inconsciente coletivo, como o chamei, para distingui-lo de um inconsciente superficial, relativo ou pessoal.

    [312] Mas antes de sairmos a procura desta prova, eu gostaria, para sermos completos, de fazer ainda algumas observações complementares ao sonho com a serpente. A impressão que se tem é de que essas camadas hipotéticas mais profundas do inconsciente  o inconsciente coletivo  traduzem as
    experiências com mulheres em mordida de serpente no sonho, transformando-as, assim, em temas mitológicos. O motivo  ou melhor, o objetivo disto  nos parece obscuro à primeira vista, mas se nos recordarmos do princípio fundamental segundo o qual a sintomatologia de uma doença, é, ao mesmo tempo, uma tentativa natural de cura  as dores do coração por exemplo, são uma tentativa de produzir uma explosão emocional  então devemos considerar o sintoma do calcanhar, também como uma espécie de tentativa de cura. Como nos mostra o sonho, não é somente a decepção recente no amor, mas também todas as outras decepções na escola e em outras situações que este sintoma eleva ao mesmo tempo ao nível de um acontecimento mítico, como se isto de algum modo pudesse ajudar o paciente.
    [313] Isto talvez nos pareça simplesmente inacreditável, mas os sacerdotes-médicos do antigo Egito que entoavam o hino da serpente de Isis sobre a mordida da serpente, acreditavam nesta, teoria; e não somente eles, mas todo o mundo antigo acreditava, como o primitivo ainda hoje acredita na magia por analogia - pois trata-se aqui do fenômeno psíquico que está na raiz da magia por analogia. [314] Não devemos pensar que isto seja uma antiga superstição que ficou bem para trás no tempo. Se lermos atentamente os textos latinos do missal, toparemos constantemente com o famoso sicut que introduz sempre uma analogia mediante a qual se deve produzir uma mudança. Exemplo impressionante de analogia era a produção do fogo sagrado no Sabbatum sanctum [Vigília pascal]. Antigamente, como se
    sabe, obtinha-se o fogo, nesta ocasião, golpeando-se uma pedra  e, mais antigamente ainda, perfurando-se uma peça de madeira, o que era uma prerrogativa da Igreja. Por isto, o sacerdote pronunciava a seguinte oração: "Deus, qui per Filium tuum, angularem scilicet lapidem, claritatis tuae ignem fidelibus contulisti: productum e silice, nostris profuturum usibus, novum hunc ignem sanctifica":
    "Ó Deus, que por vosso Filho, Pedra angular da Igreja, acendestes nos corações de vossos fiéis o fogo de vossa claridade, santificai este fogo novo, que da pedra retiramos para nosso uso". Pela analogia com o Cristo como pedra angular, o fogo retirado da pedra é de certo modo elevado ao nível de Cristo, que, por
    sua vez, acende um novo fogo. [315] O racionalista pode rir-se destas coisas. Mas há algo de profundo que foi tocado dentro de mim, e não somente dentro de mim, mas dentro de milhões de cristãos, chamemos a isto de beleza ou não. Mas o que foi tocado dentro de nós foram aqueles elementos de fundo, aquelas formas imemoriais do espírito humano que nós próprios não adquirimos, mas herdamos desde épocas que se perdem nas brumas do passado.
    [316] Se existisse esta alma supra-individual, tudo o que é traduzido em sua linguagem figurada perderia o caráter pessoal, e se se tornasse consciente, vê-lo-íamos sub specie aeternitatis [sob a figura da eternidade], não mais como o meu sofrimento, mas como o sofrimento do mundo, não mais como uma
    dor pessoal e isoladora, mas como uma dor sem amargura, unindo-nos a todos os homens. Não precisamos de procurar provas para demonstrar que isto teria efeito curativo. [317] Mas quanto a saber se, de fato, existe esta alma supra-individual, até agora não apresentei nenhuma prova que satisfaça a todas as exigências. Eu gostaria de o fazer, mais uma vez, sob a forma de um exemplo: Trata-se de um doente mental de seus trinta anos de idade, que sofria de uma forma
    paranóide de dementia praecox (esquizofrenia). Adoeceu desde cedo, quando mal entrava na casa de seus vinte anos. Apresentou sempre uma estranha mistura de inteligência, obstinação e idéias fantasistas. Fora simples escriturário, empregado de um consulado. Evidentemente, como compensação para sua existência
    extremamente modesta, adoeceu de megalomania e acreditava que era o Salvador. Sofria de freqüentes alucinações por certos períodos ficava muito agitado. Nos períodos de calma, podia circular livremente pelo corredor do hospital, Certo dia o encontrei aí, piscando as pálpebras para o sol através da janela e
    movendo curiosamente a cabeça para um lado e para outro. Logo me pegou pelo braço, querendo me mostrar alguma coisa. Dizia-me que eu devia piscar as pálpebras, olhando para o sol; que eu então poderia ver o pênis do sol. Se eu movesse a cabeça de um lado para o outro, eu também veria o pênis do
    sol, e esta era a origem do vento.
    absorvido nos estudos mitológicos, caiu-me nas mãos um livro de Dieterich, tradução de uma parte do chamado Papiro Mágico de Paris. Dieterich considerava o texto estudado e traduzido por ele como uma liturgia do culto de Mitra. Consiste o mesmo em uma série de prescrições, de invocações e visões. Uma destas visões é descrita com as seguintes palavras: "Da mesma maneira, ver-se-á também, o chamado tubo, origem do vento de serviço. Tu verás, com efeito, uma espécie de tubo pendendo do disco solar, e de tal modo que, em direção às regiões do ocidente sopra um vento infinito; mas quando é o outro vento que sopra na direção das regiões do leste, observarás, da mesma maneira, que a visão voltar-se-á nesta mesma direção". O termo grego para tubo, ¶, significa instrumento de sopro, e na combinação ¶ ¶, em Homero, significa "forte jorro de sangue". Evidentemente uma corrente de vento sopra através do tubo que sai do sol.[319] A visão de meu paciente, no ano de 1906, e o texto grego editado somente em 1910 se achavam suficientemente separados no tempo, de modo a excluir a possibilidade de uma criptomnésia de sua parte e uma transmissão de pensamento, da minha. Não se pode negar o paralelismo evidente entre as duas visões, mas poderíamos afirmar que se trata de uma semelhança meramente casual. Neste caso, não poderíamos esperar nem conexões com idéias análogas nem um sentido íntimo da visão. Esta expectativa, porém, não se concretizou, porque em certas pinturas da Idade Média este tubo é representado, inclusive, sob a forma de mangueira de regar que pende do céu e penetra por baixo das vestes de Maria, no momento da Anunciação, e o Espírito Santo aparece descendo por ele, sob a forma de pomba, para
    fecundar a Virgem. Como sabemos pelo milagre de Pentecostes, o Espírito Santo é representado, desde os tempos antigos, como um vento impetuoso, o  "o vento sopra onde quer  " [Jó 3,8]. "Animo descensus per orbem solis tribuitur": dizse que o Espírito desce pelo círculo do sol. Esta concepção é comum a toda a filosofia clássica tardia e medieval.
    [320] Não consigo, portanto, descobrir nada de casual nestas visões, mas simplesmente o ressurgimento de possibilidades, de idéias que sempre existiram e que podem ser descobertas de novo nas mais diversas mentes e épocas, não sendo, portanto, idéias herdadas! [321] Entrei propositadamente nas particularidades deste caso, para oferecer uma visão concreta daquela atividade psíquica mais profunda qual seja o inconsciente coletivo. Resumindo, gostaria,portanto, de observar que devemos distinguir, por assim dizer, três níveis psíquicos, a saber: 1) a consciência; 2) o inconsciente pessoal que se compõe, primeiramente, daqueles conteúdos que se tornam inconscientes, seja porque perderam sua intensidade e, por isto, caíram no esquecimento, seja porque a consciência se retirou deles (é a chamada repressão) e, depois, daqueles conteúdos, alguns dos quais percepções sensoriais, que nunca atingiram a consciência, por causa de sua fraquíssima intensidade,
    embora tenham penetrado de algum modo na consciência e 3) o inconsciente coletivo, que, como herança imemorial de possibilidades de representação, não é individual, mas comum a todos os homens e mesmo a todos os animais, e constitui a verdadeira base do psiquismo individual. [322] Todo este organismo psíquico corresponde perfeitamente ao corpo que, embora varie sempre de indivíduo para indivíduo, é, ao mesmo tempo e em seus traços essenciais básicos, o corpo especificamente humano que todos temos e que em seu desenvolvimento e em sua estrutura conserva vivos aqueles elementos que o ligam aos invertebrados e, por último, até mesmo aos protozoários. Teoricamente deveria ser possível extrair, de novo, das camadas do inconsciente coletivo não só a psicologia do verme, mas até mesmo a da ameba.

    [323] Todos estamos convencidos de que seria totalmente impossível entender o organismo vivo sem considerar sua relação com as condições ambientais. Há um sem-número de fatos biológicos que só podemos explicar como reações ao meio ambiente; assim, por ex., a cegueira do proteus anguinus [espécime dos proteídos], as peculiaridades dos parasitas intestinais, a anatomia específica dos vertebrados que reverteram à vida aquática. [324] O mesmo se pode dizer a respeito da alma. A sua organização peculiar deve estar intimamente ligada às condições ambientais. Esperaríamos que a consciência reaja e se adapte ao presente, porque a consciência é, por assim dizer, aquela parte da alma que tem a ver, sobretudo, com fatos do momento, ao passo que do inconsciente coletivo, como psique atemporal e universal, esperaríamos reações às condições mais universais e permanentes, de caráter psicológico, fisiológico e físico. [325] O inconsciente coletivo até onde nos é possível julgar parece ser constituído de algo semelhante a temas ou imagens de natureza mitológica, e, por esta razão, os mitos dos povos são os
    verdadeiros expoentes do inconsciente coletivo. Toda a mitologia seria uma espécie de projeção do inconsciente coletivo. É no céu estrelado cujas formas caóticas foram organizadas mediante a projeção de imagens, que vemos isto o mais claramente possível. Isto explica as influências dos astros, afirmadas pela
    Astrologia: estas influências mais não seriam do que percepções introspectivas inconscientes da atividade do inconsciente coletivo. Do mesmo modo como as constelações foram projetadas no céu, assim, também outras figuras semelhantes foram projetadas nas lendas e nos contos de fadas ou em personagens
    históricas. Por isso, podemos estudar o inconsciente coletivo de duas maneiras: na mitologia ou na análise do indivíduo. Como não posso colocar este último material ao alcance dos leitores, devo limitar-me à mitologia. Mas a mitologia, por sua vez, é um campo tão vasto, que só posso destacar apenas alguns casos
    mais representativos. Da mesma forma, as condições ambientais são tão numerosas e variadas, que aqui também só podemos tomar apenas alguns exemplos mais ilustrativos.
    [326] Da mesma forma que o organismo vivo com suas características especiais constitui um sistema de funções de adaptação às condições ambientais, assim também a alma deve apresentar aqueles órgãos ou sistemas de funções que correspondem a acontecimentos físicos regulares. Não me refiro às funções sensoriais que dependem de órgãos, mas, antes, a uma espécie de fenômenos psíquicos paralelos aos fatos físicos regulares. Para tomarmos um exemplo: o curso diário do sol e o alternar-se regular dos dias e das noites deveriam refletir-se na psique sob a forma de imagem gravada aí desde tempos imemoriais. Não podemos demonstrar a existência de uma tal imagem, mas, em compensação, descobrimos analogias mais ou menos fantásticas do processo físico: cada manhã um herói divino nasce do mar e sobe no carro do Sol. No ocidente, espera-o uma Grande Mãe, que o devora, assim que anoitece. No ventre de um dragão o herói atravessa o fundo do mar da meia-noite. Depois de um combate terrível com a serpente noturna, ele renasce na manhã seguinte. [327] Este conglomerado mítico contém, sem dúvida, um reflexo do processo físico, e isto é tão óbvio, que muitos pesquisadores, como se sabe, admitem que os primitivos inventaram tais mitos para explicar globalmente os processos físicos. Pelo menos é fora de dúvida que as Ciências e a Filosofia Natural nasceram deste solo nativo, mas que o primitivo tenha imaginado estas coisas apenas por necessidade de explicação, como uma espécie de teoria física ou astronômica, me parece sumamente improvável.
    [328] O que podemos dizer sobre as imagens míticas é, em primeiro lugar, que o processo físico penetrou na psique claramente sob esta forma fantástica e distorcida e aí se conservou, de sorte que o inconsciente ainda hoje reproduz imagens semelhantes. Naturalmente neste ponto surge a pergunta: por
    que a psique não registra o processo natural, mas unicamente as fantasias em torno do processo físico? [329] Se nos transportarmos para a mente do primitivo, imediatamente compreenderemos a razão pela qual isto acontece. Com efeito, ele vive num tal estado de participation mystique, como Lévy-Bruhl
    chamou este fato psicológico, que entre o sujeito e o objeto não há aquela distinção absoluta que se encontra em nossa mente racional. O que acontece fora, acontece também dentro dele, e o que acontece dentro dele, acontece também fora. Presenciei um belo exemplo deste fato quando estive entre os Elgônis,
    uma tribo primitiva de Monte Elgon, na África oriental. Eles costumam cuspir nas mãos, ao nascer do Sol, e voltam as palmas em direção a este, quando se ergue sobre o horizonte. Como a palavra athísta significa, ao mesmo tempo, Deus e Sol, eu lhes perguntei: "O Sol é Deus?" Eles me responderam: "não",
    com uma gargalhada, como se eu tivesse perguntado alguma coisa particularmente estúpida. Como neste preciso momento o Sol se achava a pino no céu, apontei para ele e perguntei: "Quando o Sol está aqui, vós dizeis que ele não é Deus, mas quando está no poente, dizeis que é Deus". Fez-se um silêncio
    embaraçoso, até que um velho chefe tomou a palavra e disse: "É isto mesmo. É verdade: quando o Sol esta aqui em cima, nao e Deus, mas quando se poe, e Deus (ou entao sera Deus)". Para a mente do primitivo e indiferente qual das duas versoes seja a correta. O nascer do Sol e o sentimento da propria
    libertacao constituem para ele um so e mesmo evento divino, da mesma forma que a noite e seus temores sao uma so e mesma coisa. Sua emocao lhe diz muito mais do que a Fisica, por isto ele registra suas fantasias emocionais. Para ele, portanto, a noite significa a serpente e o sopro frio dos espiritos, enquanto
    a manha e o nascimento de um belo deus. [330] Da mesma forma como existem teorias mitologicas que pretendem explicar todas as coisas
    como tendo provindo do Sol, assim tambem existem teorias lunares que fazem o mesmo em relacao a Lua. Isto se deve simplesmente ao fato de que existem realmente inumeros mitos lunares entre os quais toda uma serie em que a Lua e a mulher do Sol. A Lua e a experiencia mutavel da noite. Por isto ela
    coincide com a experiencia sexual do primitivo, coincide com a mulher que e para ele tambem a experiencia da noite. Mas a Lua pode tambem ser a irma inferiorizada do Sol, pois durante a noite os pensamentos maus e emocionais de poder e vinganca perturbam o sono. A Lua e perturbadora do sono; e
    e tambem um receptaculo das almas separadas, pois os mortos voltam de noite, durante os sonhos, e os fantasmas do passado aparecem terrificantes durante a insonia. Assim, a Lua significa tambem a loucura (lunacy). Sao experiencias desta natureza que se gravaram na alma, em lugar da imagem mutavel da Lua.
    [331] Nao sao as tempestades, nao sao os trovoes e os relampagos, nem a chuva e as nuvens que se fixam como imagens na alma, mas as fantasias causadas pelos afetos. Certa vez assistia a um violento terremoto, e minha primeira e imediata sensacao era a de que eu nao estava mais na terra solida e familiar,
    mas sobre a pele de um gigantesco animal que sacolejava sob meus pes. Foi esta a imagem que se gravou e nao o fato fisico. As maldicoes do homem contra os temporais, seu medo perante os elementos desencadeados antropomorfizam a paixao da natureza, e o elemento puramente fisico se transforma em
    um deus furioso. [332] Da mesma maneira que as condicoes do meio ambiente, as condicoes fisiologicas, tambem as pulsoes glandulares provocam fantasias carregadas de afetos. A sexualidade aparece como um deus da fertilidade, como um demonio feminino ferozmente sensual, como o proprio diabo, com pernas caprinas dionisiacas e gestos obscenos, ou como uma serpente terrificante que procura sufocar suas vitimas ate a morte. [333] A fome transforma os alimentos em deuses, e certas tribos de indios do Mexico chegam mesmo a dar ferias anualmente a seus deuses para se recuperarem, privando-os dos alimentos costumeiros
    por um certo tempo. Os antigos faraos eram venerados como comedores dos deuses. Osiris era o trigo, o filho da terra, e por isto as hostias ate o presente devem ser feitas de farinha de trigo, isto e, representam um deus que sera comido, como o fora lacos, o misterioso deus dos misterios eleusinos. O touro de Mitra
    representa a fertilidade alimentar da terra. [334] As condicoes psicologicas do meio ambiente naturalmente deixam tracos miticos semelhantes atras de si. Situacoes perigosas, sejam elas perigos para o corpo ou ameacas para a alma, provocam fantasias carregadas de afeto, e na medida em que tais situacoes se repetem de forma tipica, dao origem a arquetipos, nome que eu dei aos temas miticos similares em geral. [335] Dragoes habitam junto aos cursos de agua, de preferencia nos baixios ou outras passagens perigosas; djinns e outros demonios moram em desertos aridos ou em desfiladeiros perigosos; os espiritos dos mortos vivem nas moitas sinistras das florestas de bambu; ondinas traicoeiras e serpentes aquaticas habitam nas profundezas do mar ou nos sorvedouros das aguas. Poderosos espiritos dos ancestrais ou deuses moram em pessoas importantes, e os poderes mortais dos fetiches residem em qualquer coisa estranha ou extraordinaria. A doenca e a morte nunca sao devidas a causas naturais, mas sao invariavelmente produzidas por espiritos ou bruxas. Mesmo a arma que matou alguma pessoa e mana, isto
    e, dotada de forca extraordinaria. [336] E agora perguntar-me-ao: O que dizer dos eventos mais corriqueiros, das realidades mais imediatas e mais proximas de nos, como o marido, a mulher, o pai, a mae, os filhos? Os fatos mais comuns da vida quotidiana, que se repetem eternamente, produzem os arquetipos mais poderosos, cuja atividade incessante e imediatamente reconhecivel em toda parte, mesmo em nossa epoca racionalista. Tomemos como exemplos os dogmas cristaos: a Trindade e constituida por Deus Pai, Filho e Espirito Santo que era representado pela ave de Astarte, a pomba, e tambem se chamava Sofia e possuia natureza
    feminina nos primeiros tempos do Cristianismo. O culto a Maria na Igreja posterior e um sucedaneo evidente dessa pratica. Temos aqui o arquetipo da familia ’n’n’n"num lugar celeste"
     como o expressou Platão  entronizado como formulação do último mistério. Cristo é o esposo, a Igreja é a esposa; a piscina batismal é o utarum ecclesiae [o útero da Igreja], como ainda é chamada no texto da benedictio fontis [bênção da fonte]. A água é benta com sal, dando-nos uma idéia de líquido amniótico ou água do mar. Celebra-se um hierógamos, um casamento sagrado, na bênção do Sabbatum sanctum acima mencionado, onde se mergulha por três vezes uma vela ou círio aceso, na fonte batismal, como símbolo fálico, para fecundar a água e lhe conferir o poder de gerar de novo o neófito (quasimodo genitus), A personalidade mana, o curandeiro [medicine-man] é o pontifex maximus, o Papa; a Igreja é a mater ecclesia, a magna mater dotada de poderes mágicos; os homens são filhos carentes de ajuda e de graça. A sedimentação de todas as poderosas experiências ancestrais de toda a humanidade  ricas de afetos e de imagens  com o pai, a mãe, os filhos, o marido e a mulher, com a personalidade mágica, com os perigos do corpo e da alma, erigiu este grupo de arquétipos em princípios formuladores e
    reguladores supremos da vida religiosa e até mesmo da vida política, num reconhecimento inconsciente de suas tremendas forças psíquicas. [338] Eu descobri que uma compreensão racional destas coisas de modo nenhum as priva de seu valor; pelo contrário, ajuda-nos não somente a sentir, mas a entender sua imensa importância. Esta poderosa projeção permite ao católico experimentar uma parte considerável do seu inconsciente coletivo em uma realidade tangível. Assim, ele não precisa procurar uma autoridade, uma instância superior, uma revelação, alguma coisa que o una ao eterno e intemporal. Estas coisas estão sempre presentes, e ao seu alcance: no Santíssimo Sacramento de cada altar ele tem a presença real de Deus. É o protestante e o judeu que devem procurar: um, porque, por assim dizer, destruiu o corpo da divindade, e o outro, porque nunca o atingiu. Para ambos, os arquétipos que se tornaram uma realidade viva e visível para os católicos
    jazem mergulhados no inconsciente. Aqui, infelizmente, não posso entrar mais profundamente nas diferenças notáveis da atitude de nossa consciência de civilizados face ao inconsciente. Eu gostaria, entretanto, de mostrar que esta questão da atitude é controvertida e evidentemente um dos maiores problemas com que se defronta a humanidade. [339] Isto também é fácil de compreender, tão logo se perceba que o inconsciente, enquanto totalidade de todos os arquétipos, é o repositório de todas as experiências humanas desde os seus mais remotos-inícios: não um repositório morto  por assim dizer um campo de destroços abandonados 
    mas sistemas vivos de reação e aptidões, que determinam a vida individual por caminhos invisíveis e, por isto mesmo, são tanto mais eficazes. Mas o inconsciente não é, por assim dizer, apenas um preconceito histórico gigantesco; é também a fonte dos instintos, visto que os arquétipos mais não são do que formas
    através das quais os instintos se expressam. Mas é também da fonte viva dos instintos que brota tudo o que é criativo; por isto, o inconsciente não é só determinado historicamente, mas gera também o impulso criador  à semelhança da natureza que é tremendamente conservadora e anula seus próprios condicionamentos históricos com seus atos criadores. Por isto, não admira que tenha sido sempre uma questão candente para os homens de todas as épocas e todas as regiões saber qual a melhor maneira de se posicionar diante destas determinantes invisíveis. Se a consciência nunca se tivesse dissociado do inconsciente  acontecimento que se repete eternamente e que é simbolizado como queda dos anjos e desobediência de nossos primeiros pais  este problema nunca teria surgido, nem tampouco a questão da adaptação às condições ambientais. [340] É justamente a existência de uma consciência individual que torna o homem consciente não
    só de sua vida exterior mas também de sua vida interior. Da mesma forma que o meio ambiente assume um aspecto amigável ou hostil para o homem primitivo, assim também as influências do inconsciente lhe parecem um poder contrário com o qual ele deve conviver, como convive com o mundo visível. Suas
    inumeráveis práticas mágicas servem a esse objetivo. No nível mais alto da civilização as religiões e as filosofias preenchem esta mesma finalidade, e sempre que um tal sistema de adaptação começa a faltar, surge um estado geral de inquietação e fazem-se tentativas de encontrar novas formas adequadas de
    convivência com o inconsciente. [341] Mas tais coisas parecem muito distantes para nossa moderna concepção iluminista. Deparome muitas vezes com um riso incrédulo, quando falo dos poderes deste pano de fundo da psique que é o inconsciente e comparo sua realidade com o mundo visível; mas então eu devo perguntar: Quantas pessoas não existem, em nosso mundo civilizado, que ainda professam sua crença em mana e espíritos? Em outras palavras: Quantos milhões não há de Christian Scientists [partidários da Ciência Cristã] e de espíritas? Não quero multiplicar o número destas perguntas. Elas pretendem apenas ilustrar o fato de que
    o problema das determinantes invisíveis da psique continua tão vivo quanto antes, [342] O inconsciente coletivo é a formidável herança espiritual do desenvolvimento da humanidade que nasce de novo na estrutura cerebral de todo ser humano. A consciência, ao invés, é um fenômeno efêmero, responsável por todas as adaptações e orientações de cada momento, e por isso seu desempenho pode ser comparado muitíssimo bem com a orientação no espaço. O inconsciente, pelo contrário, é a fonte de todas as forças instintivas da psique e encerra as formas ou categorias que as regulam, quais sejam precisamente os arquétipos. Todas as idéias e representações mais poderosas da humanidade remontam aos arquétipos Isto acontece especialmente com as idéias religiosas. Mas os
    conceitos centrais da Ciência, da Filosofia e da Moral também não fogem a esta regra. Na sua forma atual eles são variantes das idéias primordiais, geradas pela aplicação e adaptação conscientes dessas idéias à realidade, pois a função da consciência é não só a de reconhecer e assumir o mundo exterior através da
    porta dos sentidos, mas traduzir criativamente o mundo exterior para a realidade visível.
    Continua na natureza da psique...
    Última edição por Raziel7766; 12-03-10 às 02:29.

  17. #42

    Legal

    Muito legal, eu estou meio sem tempo, mas já salvei o .pdf para ler depois e com tempo vou ler tudo.

    não sou revoltado contra a ciência, releia tudo o que eu disse, falei com intimidade e não com revolta, acredito que ela pode muito mais e que porém ela fica devendo porque se presta a servir ao dinheiro e à guerra, não necessáriamente nesta ordem já que a guerra é onde se torra mais dinheiro no mundo... nem estou tão disposto a ser cientista ou ter trabalhos ou pesquisas pesadas, to suave na nave.

    Não é simples assim para vc ser cientista, um caminho posso dizer é pela USP, vc entra lá prestando vestibular para algum curso tipo matemática, física, química, biologia, etc. depois vc presta um concurso interno deles para um curso chamado Ciências Moleculares...
    Citação Postado originalmente por USP
    O Curso de Ciências Moleculares (CCM) é...
    uma oportunidade para alunos de graduação da Universidade de São Paulo interessados em pesquisa científica e suas aplicações no meio profissional.

    O Curso de Ciências Moleculares valoriza a interdisciplinariedade e permite uma extrema liberdade acadêmica. Aliando um currículo multidisciplinar ao contato com pesquisadores da Universidade, o curso destina-se à formação de cientistas hábeis em diversas áreas da ciência, familiarizados com os conceitos fundamentais de suas disciplinas.

    Lembramos que o processo seletivo não é restrito a ingressantes, mas aberto a todo aluno de graduação de todos os campi da USP.

    Para mais informações:

    •Descrição detalhada e informações sobre como ingressar no curso


    •Mande um email com suas dúvidas


    •Reportagem sobre CCM no Jornal da USP (2004)


    •Calendário dos próximos eventos moleculares (Encerrados para 2009)
    Mas que é muito, mas muito puxado, entretanto se vc não aguentar vc pode retornar ao curso normal que vc havia conseguido colocação.

    Eu não considero tudo virtual, digamos que os pensamentos não são totalmente virtuais assim como a mente não é, os pensamentos funcionam dentro da mente, ambos são virtuais mas a 'eletrônica' é no cérebro, lembra aquele papo de raios de luz do pensamento, pois é nosso cerebro libera também faiscas bem pequeninas, isso já passou na TV, ali ocorre algum tipo de transformação física, muito embora seja tão sofisticado, tão piconanomicrovolt que nem temos como reproduzir ou pesquisar, mas já li teorias falando que ocorrem dentro dos neurônios onde haveriam piconanomicro estruturas tipo DNA ou cadeias de proteína que se modificam logicamente e produzem a mente e seu produto o pensamento...mas para não falar besteira, agora vou parar pois estou sem tempo e depois volto para ler e debater...valeu e um abraço a todos.

  18. #43
    Nem tudo são processos biológicos fonte A natureza da psique
    Exatamente depende da escala e energia de certo modo o mundo é virtual (flutuações do vácuo quântico) mas a partir do momento que estas flutuações quânticas provocam estímulos sensoriais elas viram fontes de nosso estímulos substancia em nós , os sentidos ainda se encontram na escala quântica, agora os elementais não, vem de outra dimensão , não é possível recria-los nesta dimensão , é uma dimensão psiquica , são mais virtuall ainda a fonte é outro universo (hipótese: Energia escura e matéria escura... ) os chakaras centro de consciência expandida apesar de ser provado (não sabia o que era) hoje por exemplo alguns pesquisadores afirmam que são energias vindas através de um vórtice em hipótese deve ser um mini buraco negro hipoteticamente, e o mais impressionante a psique não se encontra dentro do invólucro cerebral se bem que uma parte sim ,mas não todas ,inclusive a maioria e existem estruturas a PRIORI!!
    Jung :

    "Quer dizer, parece que a psique inconsciente possui qualidades que projetam uma luz inteiramente singular sobre sua relação com o espaço e o tempo. Refiro-me aos fenômenos telepáticos espaciais e temporais que, como sabemos, é mais fácil ignorar do que explicar. Sob este aspecto, a Ciência até agora escolheu (com bem poucas exceções) o caminho mais cômodo, que é o de ignorá-los. Devo, porém, confessar que as chamadas capacidades telepáticas me causaram muita dor de cabeça, porque a palavra-chave "telepatia" longe está de explicar o que quer que seja. A limitação da consciência no tempo e no espaço é uma realidade tão avassaladora, que qualquer desvio desta verdade fundamental é um acontecimento da mais alta significação teórica, pois provaria que a limitação no tempo e no espaço é uma determinante que pode ser anulada. O fator anulador seria a psique, porque o atributo espaço-tempo ligar-se-ia a ela, conseqüentemente, no máximo como qualidade relativa e condicionada. Em determinadas circunstâncias, contudo, ela poderia romper a barreira do tempo e do espaço, precisamente por causa de uma qualidade que lhe é essencial, ou seja, sua natureza transespacial e transtemporal. Esta possibilidade de transcender o tempo e o espaço, que me parece muito lógica, é de tão grande alcance, que estimularia o espírito de pesquisa ao maior esforço possível. O desenvolvimento atual de nossa consciência, contudo, está tão atrasado (as exceções confirmam a regra!) que, em geral, nos falta ainda o instrumental científico e intelectual para avaliar adequadamente os fatos da telepatia quanto à sua importância para o conhecimento da natureza da psique. Refiro-me a este grupo de fenômenos, simplesmente para indicar que a ligação da psique com o cérebro, isto é, sua limitação no espaço e no tempo, não é tão evidente nem tão indiscutível como até agora nos têm feito acreditar.Quem conhece, um mínimo que seja, o material parapsicológico já existente e suficientemente testado, sabe muito bem que os chamados fenômenos telepáticos são fatos inegáveis. Um exame crítico e objetivo dos dados disponíveis nos permite verificar que algumas dessas percepções ocorrem de tal maneira, como se não existisse o fator espaço, e outras como se não houvesse o fator tempo. Naturalmente não podemos tirar daí a conclusão metafísica de que no mundo das coisas "em si" não há espaço nem tempo, e que, conseqüentemente, a mente humana se acha implicada na categoria espaço-tempo como em uma ilusão nebulosa. Pelo contrário, verifica-se que o espaço e o tempo são não
    apenas as certezas mais imediatas e mais primitivas para nós, como são também empiricamente observáveis, porque tudo o que é perceptível acontece como se estivesse no tempo e no espaço. Em vista desta certeza avassaladora, é compreensível que a razão sinta a maior dificuldade em admitir a validade da natureza peculiar dos fenômenos telepáticos. Mas quem fizer justiça aos fatos não pode deixar de admitir que sua aparente independência em relação ao espaço e ao tempo é sua qualidade mais essencial. Em suma, nossas percepções ingênuas e nossas certezas mais imediatas não são, estritamente falando, mais do que evidências de uma forma de intuição psicológica a priori que exclui qualquer outra forma. O fato de sermos totalmente incapazes de imaginar uma forma de existir independente do tempo e do espaço não prova absolutamente que tal existência seja impossível. E da mesma forma como de uma aparente independência em relação ao espaço e ao tempo não podemos tirar a conclusão absoluta quanto à realidade de uma forma de existência independente do espaço e do tempo, assim também não nos é permitido concluir, a partir do caráter aparentemente espacial e temporal de nossas percepções, que uma existência independente em relação a espaço e ao tempo é impossível.Em vista dos dados fornecidos pela experiência, não somente nos é permitido, mas é imperioso duvidar da validez de nossa percepção espacial-temporal. A possibilidade hipotética de que a psique toque também em uma forma de existência independente em relação ao espaço e ao tempo constitui um ponto de interrogação que deve ser levado a sério, pelo menos por enquanto. As idéias e as dúvidas de nossos físicos modernos devem aconselhar aos psicólogos a serem prudentes, porque, o que significa, filosoficamente falando, a "limitação do espaço" senão uma relativização da categoria espaço? Algo de semelhante pode facilmente acontecer com a categoria tempo (como também com a causalidade). As dúvidas a este respeito, hoje em dia, têm menos fundamento do que as de outrora.A natureza da psique mergulha em obscuridades, para além dos limites de nossas categorias intelectuais. A alma encerra tantos mistérios quanto o mundo com seus sistemas de galáxias diante de cujas majestosas configurações só um espírito desprovido de imaginação é capaz de negar suas próprias insuficiências." Hoje podemos afirmar que a psique na maioria das partes não se econtra dentro do cérebro e estudos avançaram muito.

    Aprofundando nos sentidos , um resumo, um material ainda superficial...

    Como notamos a "realidade", um resumo simples :

    [COLOR="rgb(139, 0, 0)"]Sentido[/COLOR]

    Do ponto de vista da biologia e ciências cognitivas, os sentidos são os meios através dos quais os seres vivos percebem e reconhecem outros organismos e as características do meio ambiente em que se encontram. O adjetivo correspondente aos sentidos é sensorial.
    Os animais normalmente têm órgãos especializados para essas funções. No Humano, são geralmente considerados cinco sentidos e os órgãos onde residem:
    O tato reside nos terminais nervosos da pele;
    O olfato reside na pituitária, dentro do nariz;
    A audição reside na cóclea, no ouvido interno;
    O paladar reside nas papilas gustativas da língua; e
    A visão reside na retina dos olhos.
    Há também outros sentidos menos discutidos no ensino escolar dedicados ao equilíbrio, percepção do próprio corpo (propriocepção) e a sensação de calor.
    Outros animais possuem outros órgãos dos sentidos, como as antenas dos artrópodes e a linha lateral dos peixes.

    ]Percepção

    A percepção de cores: um dos aspectos da percepção visual.
    Em psicologia, neurociência e ciências cognitivas, percepção é a função cerebral que atribui significado a estímulos sensoriais, a partir de histórico de vivências passadas. Através da percepção um indivíduo organiza e interpreta as suas impressões sensoriais para atribuir significado ao seu meio. Consiste na aquisição, interpretação, seleção e organização das informações obtidas pelos sentidos. A percepção pode ser estudada do ponto de vista estritamente biológico ou fisiológico, envolvendo estímulos elétricos evocados pelos estímulos nos órgãos dos sentidos. Do ponto de vista psicológico ou cognitivo, a percepção envolve também os processos mentais, a memória e outros aspectos que podem influenciar na interpretação dos dados percebidos.

    O estudo da percepção

    A percepção é um dos campos mais antigos dos processos fisiológicos e cognitivos envolvidos. Os primeiros a estudar com profundidade a percepção foram Hermann von Helmholtz, Gustav Theodor Fechner e Ernst Heinrich Weber, A Lei de Weber-Fechner é uma das mais antigas relações quantitativas da psicologia experimental e quantifica a relação entre a magnitude do estímulo físico (mensurável por instrumentos) e o seu efeito percebido (relatado). Mais adiante Wilhelm Wundt fundou o primeiro laboratório de psicologia experimental em Leipzig em 1879.
    Na filosofia, a percepção e seu efeito no conhecimento e aquisição de informações do mundo é objeto de estudo da filosofia do conhecimento ou epistemologia. Em geral a percepção visual foi base para diversas teorias científicas ou filosóficas. Newton e Goethe estudaram a percepção de cores e algumas escolas, como a Gestalt, surgida no Século XIX e escolas mais recentes, como a fenomenologia e o existencialismo baseiam toda a sua teoria na percepção do mundo.

    [COLOR="rgb(139, 0, 0)"]Percepção e realidade[/COLOR]

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheir...t_illusion.jpg

    Imagem ambígua. O animal da figura pode ser um coelho ou um pato. Um exemplo de "percepção mutável"
    Na psicologia, o estudo da percepção é de extrema importância porque o comportamento das pessoas é baseado na interpretação que fazem da realidade e não na realidade em si. Por este motivo, a percepção do mundo é diferente para cada um de nós, cada pessoa percebe um objeto ou uma situação de acordo com os aspectos que têm especial importância para si própria.
    Muitos psicólogos cognitivos e filósofos de diversas escolas, sustentam a tese de que, ao transitar pelo mundo, as pessoas criam um modelo mental de como o mundo funciona (paradigma. Ou seja, elas sentem o mundo real, mas o mapa sensorial que isso provoca na mente é provisório, da mesma forma que uma hipótese científica é provisória até ser comprovada ou refutada ou novas informações serem acrescentadas ao modelo (v. Método científico).
    À medida que adquirimos novas informações, nossa percepção se altera. Diversos experimentos com percepção visual demonstram que é possível notar a mudança na percepção ao adquirir novas informações. As ilusões de óptica e alguns jogos, como o dos sete erros se baseiam nesse fato. Algumas imagens ambíguas são exemplares ao permitir ver objetos diferentes de acordo com a interpretação que se faz. Em uma "imagem mútável", não é o estímulo visual que muda, mas apenas a interpretação que se faz desse estímulo.
    Assim como um objeto pode dar margem a múltiplas percepções, também pode ocorrer de um objeto não gerar percepção nenhuma: Se o objeto percebido não tem embasamento na realidade de uma pessoa, ela pode, literalmente, não percebê-lo. Os primeiros relatos dos colonizadores da América relataram que os índios da América Central não viram a frota naval dos colonizadores que se aproximavam em sua primeira chegada. Como os navios não faziam parte da realidade desses povos, eles simplesmente não eram capazes de percebê-los no horizonte e eles se misturavam à paisagem sem que isso fosse interpretado como uma informação a considerar. Somente quando as frotas estavam mais próximas é que passaram a ser visíveis. Qualquer pessoa nos dias atuais, de pé em uma praia espera encontrar barcos no mar. Eles se tornam, portanto, imediatamente visíveis, mesmo que sejam apenas pontos no horizonte.
    Passa-se a considerar cada vez mais a importância da pessoa que percebe, durante o ato da percepção. A presença e a condição do observador modificam o fenômeno.
    As percepções são normais se realmente correspondem àquilo que o observando vê, ouve e sente. Contudo, podem ser deficientes, se houver ilusões dos sentidos ou mesmo alucinações. Esta ambiguidade da percepção é explorada em tecnologias humanas como a camuflagem, mas também no mimetismo apresentado em diversas espécies animais e vegetais, como algumas borboletas que apresentam desenhos que se assemelham a olhos de pássaros, que assustam os predadores potenciais. Algumas flores também possuem seus órgão sexuais em formatos atraentes para os insetos polinizadores.
    Teorias cognitivas da percepção assumem que há uma pobreza de estímulos. Isto significa (em referência à percepção) que as sensações, sozinhas, não são capazes de prover uma descrição única do mundo. As sensações necessitam de enriquecimento, que é papel do modelo mental. Um tipo diferente de teoria é a ecologia perceptual, abordagem de James J. Gibson. Gibson rejeita a tese da pobreza de estímulos ao mesmo tempo que rejeita que a percepção seja o resultado das sensações. Ao invés disso, ele investigou quais informações são efetivamente apresentadas aos sistemas perceptivos. Ele e outros psicólogos que trabalham com esse paradigma explicam como o mundo pode ser explicado como um organismo móvel através de leis de projeção da informação sobre o mundo em matrizes de energia. A especificação é um mapeamento 1:1 de alguns aspectos do mundo em uma matriz de percepção; dado um mapa deste tipo, nenhum enriquecimento é necessário e a percepção é direta.

    ]Fatores que influenciam a percepção


    Os olhos são os órgãos responsáveis pela visão, um dos sentidos que fazem parte da percepção do mundo.
    O processo de percepção tem início com a atenção que não é mais do que um processo de observação seletiva, ou seja, das observações por nós efetuadas. Este processo faz com que nós percebamos alguns elementos em desfavor de outros. Deste modo, são vários os fatores que influenciam a atenção e que se encontram agrupados em duas categorias: a dos fatores externos (próprios do meio ambiente) e a dos fatores internos (próprios do nosso organismo).
    [editar]Fatores externos
    Os fatores externos mais importantes da atenção são a intensidade (pois a nossa atenção é particularmente despertada por estímulos que se apresentam com grande intensidade e, é por isso, que as sirenes das ambulâncias possuem um som insistente e alto); o contraste (a atenção será muito mais despertada quanto mais contraste existir entre os estímulos, tal como acontece com os sinais de trânsito pintados em cores vivas e contrastantes); o movimento que constitui um elemento principal no despertar da atenção (por exemplo, as crianças e os gatos reagem mais facilmente a brinquedos que se movem do que estando parados); e a incongruência, ou seja, prestamos muito mais atenção às coisas absurdas e bizarras do que ao que é normal (por exemplo, na praia num dia verão prestamos mais atenção a uma pessoa que apanhe sol usando um cachecol do que a uma pessoa usando um traje de banho normal).
    [editar]Fatores internos
    Os fatores internos que mais influenciam a atenção são a motivação (prestamos muito mais atenção a tudo que nos motiva e nos dá prazer do que às coisas que não nos interessam); a experiência anterior ou, por outras palavras, a força do hábito faz com que prestemos mais atenção ao que já conhecemos e entendemos; e o fenómeno social que explica que a nossa natureza social faz com que pessoas de contextos sociais diferentes não prestem igual atenção aos mesmos objetos (por exemplo, os livros e os filmes a que se dá mais importância em Portugal não despertam a mesma atenção no Japão).
    [editar]princípios da percepção


    Princípio da figura e fundo. Percebemos um vaso ou duas faces se entreolhando, dependendo da escolha do que é figura (o tema da imagem) e o que é fundo.
    Na percepção das formas, as teorias da percepção reconhecem quatro princípios básicos que a influenciam:
    a tendência à estruturação ou princípio do fechamento - tendemos a organizar elementos que se encontram próximos uns dos outros ou que sejam semelhantes;
    segregação figura-fundo - explica que percebemos mais facilmente as figuras bem definidas e salientes que se inscrevem em fundos indefinidos e mal contornados (por exemplo, um cálice branco pintado num fundo preto);
    pregnância das formas ou boa forma - qualidade que determina a facilidade com que percebemos figuras bem formadas. Percebemos mais facilmente as formas simples, regulares, simétricas e equilibradas;
    constância perceptiva - se traduz na estabilidade da percepção (os seres humanos possuem uma resistência acentuada à mudança).
    [editar]Outros fatores
    Em relação à percepção da profundidade, sabe-se que esta advém da interacção de factores orgânicos (características do nosso corpo) com factores ambientais (características do meio ambiente). São exemplos dos factores orgânicos: a acomodação do cristalino que é uma espécie de lente natural de que dispomos para focar convenientemente os objectos; e a convergência das linhas de visão (a posição das linhas altera-se sempre que olhamos para objectos situados a diferentes distâncias).
    Para exemplificar os factores ambientais temos o princípio do contraste luz-sombra (as partes salientes dos objectos são mais claras que as restantes, em função da iluminação recebida) e a grandeza relativa (a profundidade pode ser representada variando o tamanho e a distância dos objectos pintados. Os objectos mais distantes parecem-nos mais pequenos do que aqueles que estão mais próximos).
    [editar]Tipos de Percepção

    O estudo da percepção distingue alguns tipos principais de percepção. Nos seres humanos, as formas mais desenvolvidas são a percepção visual e auditiva, pois durante muito tempo foram fundamentais à sobrevivência da espécie (A visão e a audição eram os sentidos mais utilizados na caça e na proteção contra predadores). Também é por essa razão que as artes plásticas e a música foram as primeiras formas de arte a serem desenvolvidas por todas as civilizações, antes mesmo da invenção da escrita. As demais formas de percepção, como a olfativa, gustativa e tátil, embora não associadas às necessidades básicas, têm importante papel na afetividade e na reprodução.
    Além da percepção ligada aos cinco sentidos, os humanos também possuem capacidade de percepção temporal e espacial.
    [editar]Percepção visual
    Ver artigo principal: Percepção visual


    O triângulo de Kaniza demonstra o princípio do fechamento. Tendemos a ver um triângulo branco sobreposto à figura, como uma figura completa e fechada, embora ele só seja sugerido por falhas nas demais formas que compõem a figura.
    A visão é a percepção de raios luminosos pelo sistema visual. Esta é a forma de percepção mais estudada pela psicologia da percepção. A maioria dos princípios gerais da percepção foram desenvolvidos a partir de teorias especificamente elaboradas para a percepção visual. Todos os princípios da percepção citados acima, embora possam ser extrapolados a outras formas de percepção, fazem muito mais sentido em relação à percepção visual. Por exemplo, o princípio do fechamento (ver figura ao lado) é melhor compreendido em relação a imagens do que a outras formas de percepção.
    A percepção visual compreende, entre outras coisas:
    Percepção de formas;
    Percepção de relações espaciais, como profundidade. Relacionado à percepção espacial;
    Percepção de cores;
    Percepção de intensidade luminosa.
    Percepção de movimentos
    [editar]Percepção auditiva
    Ver artigo principal: Percepção auditiva
    A audição é a percepção de sons pelos ouvidos. A psicologia, a acústica e a psicoacústica estudam a forma como percebemos os fenômenos sonoros. Uma aplicação particularmente importante da percepção auditiva é a música. Os princípios gerais da percepção estão presentes na música. Em geral, ela possui estruturação, boa-forma, figura e fundo (representada pela melodia e acompanhamento) e os gêneros e formas musicais permitem estabelecer uma constância perceptiva.
    Entre os fatores considerados no estudo da percepção auditiva estão:
    Percepção de timbres;
    Percepção de alturas ou freqüências;
    Percepção de intensidade sonora ou volume;
    Percepção rítmica, que na verdade é uma forma de percepção temporal;
    Localização auditiva, um aspecto da percepção espacial, que permite distinguir o local de origem de um som.
    [editar]Percepção olfactiva


    perfumes

    O olfacto é a percepção de odores pelo nariz. Este sentido é relativamente tênue nos humanos, mas é importante para a alimentação. A memória olfactiva também tem uma grande importância afetiva. A perfumaria e a enologia são aplicações dos conhecimentos de percepção olfactiva. Entre outros fatores a percepção olfactiva engloba:
    Discriminação de odores, que estuda o que diferencia um odor de outros e o efeito de sua combinação;
    O alcance olfactivo.
    Em alguns animais, como os cães, a percepção olfactiva é muito mais desenvolvida e tem uma capacidade de discriminação e alcance muito maior que nos humanos.
    [editar]Percepção gustativa
    O paladar é o sentido de sabores pela língua. Importante para a alimentação. Embora seja um dos sentidos menos desenvolvidos nos humanos, o paladar é geralmente associado ao prazer e a sociedade contemporânea muitas vezes valoriza o paladar sobre os aspectos nutritivos dos alimentos. A arte culinária e a enologia são aplicações importantes da percepção gustativa. O principal fator desta modalidade de percepção é a discriminação de sabores.
    [editar]Percepção tátil


    ]Uma placa de sinalização em Braille

    O tato é sentido pela pele em todo o corpo. Permite reconhecer a presença, forma e tamanho de objetos em contato com o corpo e também sua temperatura. Além disso o tato é importante para o posicionamento do corpo e a proteção física.
    O tato não é distribuído uniformemente pelo corpo. Os dedos da mão possuem uma discriminação muito maior que as demais partes, enquanto algumas partes são mais sensíveis ao calor. O tato tem papel importante na afetividade e no sexo. Entre os fatores presentes na percepção tátil estão:
    Discriminação tátil, ou a capacidade de distinguir objetos de pequenos tamanhos. (Importante, por exemplo, para a leitura em Braille);
    Percepção de calor;
    A percepção da dor.
    [editar]Percepção temporal
    Não existem órgãos específicos para a percepção do tempo, no entanto é certo que as pessoas são capazes de sentir a passagem do tempo. A percepção temporal esbarra no próprio conceito da natureza do tempo, assunto controverso e tema de estudos filosóficos, cognitivos e físicos, bem como o conhecimento do funcionamento do cérebro (neurociência).
    A percepção temporal já foi objeto de diversos estudos desde o século XIX até os dias de hoje, quando é estudado por técnicas de imagem como a ressonância magnética. Os experimentos destinam-se a distinguir diferentes tipos de fenômenos relevantes à percepção temporal:
    a percepção das durações;
    a percepção e a produção de ritmos;
    a percepção da ordem temporal e da simultaneidade.
    Resta saber se estes diferentes domínios da percepção temporal procedem dos mesmos mecanismos ou não e também algumas novas considerações que decorrem da escala de tempo utilizada. Segundo o psicólogo francês Paul Fraisse, é preciso distinguir a percepção temporal (para durações relativamente curtas, até alguns segundos) e a estimativa temporal que é designada como a apreensão de longas durações (desde alguns segundos até algumas horas). Estes fatores envolvem ainda os ciclos biológicos, como o ritmo circadiano.
    [editar]Percepção espacial
    Assim como as durações, não possuímos um órgão específico para a percepção espacial, mas as distâncias entre os objetos podem ser efetivamente estimadas. Isso envolve a percepção da distância e do tamanho relativo dos objetos. A razão para separar a percepção espacial das outras modalidades repousa no fato de que aparentemente a percepção espacial é supra-modal, ou seja, é compartilhada pelas demais modalidades e utiliza elementos da percepção auditiva, visual e temporal. Assim, é possível distinguir se um som procede especificamente de um objeto visto e se esse objeto (ou o som) está aproximando-se ou afastando-se. O lobo parietal do cérebro representa um papel importante neste tipo de percepção.
    [editar]Propriocepção
    Ver artigo principal: Propriocepção
    Propriocepção é a capacidade em reconhecer a localização espacial do corpo, sua posição e orientação, a força exercida pelos músculos e a posição de cada parte do corpo em relação às demais, sem utilizar a visão. Este tipo específico de percepção permite a manutenção do equilíbrio e a realização de diversas atividades práticas. Resulta da interação das fibras musculares que trabalham para manter o corpo na sua base de sustentação, de informações táteis e do sistema vestibular, localizado no ouvido interno e responsável pelo equilíbrio.
    O conjunto das informações dadas por esses receptores permitem, por exemplo, desviar a cabeça de um galho, mesmo que que não se saiba precisamente a distância segura para se passar, ou mesmo o simples fato de poder tocar os dedos do pé e o calcanhar com os olhos vendados, além de permitir atividades importantes como andar, coordenar os movimentos responsáveis pela fala, segurar e manipular objetos, manter-se em pé ou posicionar-se para realizar alguma atividade.
    [editar]Intensidade da percepção

    [editar]Lei de Weber-Fechner
    Pierre Bouguer (1760) e depois Ernst Heinrich Weber (1831) estudaram a menor variação perceptível para determinados estímulos. Para isso apresentaram estímulos variáveis a diversos indivíduos para determinar o funcionamento quantitativo de diversos tipos de percepção. A lei de Bouguer-Weber estipulava que o limiar sensorial (a menor diferença perceptível entre dois valores de um estímulo) aumenta linearmente com o valor do estímulo de referência. O médico Gustav Fechner (inventor do termo psicofísica) modificou essa lei, para que ela se tornasse válida aos valores extremos do estímulo: "a sensação varia como o logaritmo da excitação". Esta lei pode ser aplicada a diversas formas de percepção. Não se sabe ao certo a causa neurológica dessa lei, mas ela pode ser percebida em diversos fenômenos da percepção. Por exemplo, na percepção de alturas, as pessoas percebem intervalos iguais, quando suas freqüências variam exponencialmente. Por exemplo, a relação entre as freqüências de 220 Hz e 440 Hz é percebida como um intervalo de uma oitava. A relação entre 440 Hz e 880 Hz é percebida como um intervalo igual de uma oitava, mesmo que a distância real entre as freqüências não seja igual. Relações semelhantes se aplicam à percepção de intensidade sonora, intensidade luminosa, cores e diversos outros aspectos da percepção.

    [editar]Percepção Social

    Um último aspecto a ser considerado é o fato de que a percepção de certos aspectos relacionados a características humanas, ou mesmo a "construção da percepção" de certas características humanas, também pode ser constituída socialmente. Questões de gênero, raça, nacionalidade, sexualidade e outras, também podem ser interferidas por uma forma de percepção que é construída socialmente.
    Um dos estudos recentes mais significativos sobre estes aspectos foi desenvolvido pelo historiador brasileiro José D'Assunção Barros (1967) que examinou a construção social da percepção relativamente a certos aspectos como as diferenças de sexualidade ou as diferenças étnicas (http://www.scielo.oces.mctes.pt/pdf/...75/n175a05.pdf)
    A obra mais densa deste autor sobre o assunto foi o livro A Construção Social da Cor (Petropolis: Vozes, 2009). Neste livro, José D'Assunção Barros procura mostrar que as chamadas "diferenças de cor" também são construídas socialmente e historicamente. Ele procura examinar a história da construção e atualização de noções como "raça negra", "identidade negra", e "raça" de maneira geral. D'Assunção Barros mostra como, à época da montagem do tráfico escravista que introduziu a Escravidão Moderna, começou a ser construída uma "identidade negra" (sob o signo de "raça negra") às custas da desconstrução de outras identidades que já existiam na África do período que precede a implantação do Escravismo Colonial.
    Ao Escravismo Moderno, interessava paradoxalmente conservar e dissolver as identidades étnicas africanas ancestrais(zulus, ibos, nuers, ashantis, tekes, e inúmeras outras). Como os traficantes de escravos obtinham seus suprimentos de cativos das guerras intertribais africanas, eles se interessavam em conservar bem vivas, na África, as hostilidades recíprocas entre etnias africanas. Isto porque, quando as diferentes tribos étnicas guerreavam entre si, os vencidos eram vendidos como escravos para os europeus. Contudo, uma vez enviados para o Novo Mundo, para o trabalho compulsório no Sistema Colonial (séculos XVII ao XIX), já interessava aos colonizadores dissolver as identidades étnicas africanas em uma única e nova identidade, a "raça negra". Então, as etnias eram misturadas e se favorecia a percepção de que todos os africanos eram negros (em detrimento da percepção de que eram nuers, ibos, zulus, tekes, e assim por diante). Em suma: para o trabalho escravo na América - a outra ponta do sistema escravista - já não interessavam mais as antigas identidades étnicas americanas, e sim uma única identidade negra indiferenciada. Com isto, as pessoas de origem européia passavam a ser ensinadas a perceberem os africanos como "negros", e os africanos transplantados para o Brasil também eram ensinados a se autoperceberem como "negros" (eram levados, portanto, ao esquecimento de suas identidades ancestrais na África). Da mesma forma, "europeus" e "africanos" aprendiam a se enxergar como "brancos" e "negros", a se perceberem como "raças" diferenciadas. É a isto que José D'Assunção Barros pretende se referir quando fala em uma "Construção Social da Cor", ou em uma construção social da percepção étnica (http://publique.rdc.puc-rio.br/desig..._desdiv_n3.pdf).
    O mesmo raciocínio pode ser aplicado a outros aspectos, tal como as diferenças relacionadas à sexualidade, conforme postula José D'Assunção Barros em um artigo publicado na revista Análise Social (http://www.scielo.oces.mctes.pt/pdf/...75/n175a05.pdf) A maneira como percebemos o que é "se homem" ou "ser mulher" é também uma construção social, assim como constituem também uma construção social as formas como as sociedades percebem os diferentes modos humanos de vivenciar a sexualidade.


    Sobre a percepção Fonte: Widipédia (Enciclopédia livre)

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Percep%C3%A7%C3%A3o
    http://en.wikipedia.org/wiki/Perception
    Última edição por Raziel7766; 12-03-10 às 15:41.

  19. #44
    Data de Ingresso
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    Citação Postado originalmente por Soro Ver Post
    Uma coletânea com muitos dos mistérios que a Ciência não divulga. Um prato cheio para religiosos ou céticos, malucos ou normais se esbaldarem.
    Cara, muito bacana esse link aí que você deixou. Tem muito caso que em segundos você mesmo "cria " uma resposta (mesmo que seja errada, hehe) e que aplaca seu imaginário. Mas tem muita coisa que te deixa com cara de "wtf".

    Ao contrário de muita gente que postou, que quer provar que sabe, que faz, que acontece, que tem conhecimento, eu agradeço pelo link e vou ficar aqui, ruminando as possibilidades que existem pelo mundo afora e que vamos morrer sem descobrir.

    Vlw Soro.
    go ahead, make my day

  20. #45
    Espero aqui que o material apresentado seja, de grande valia é lógico que é mais extenso , mas o enfoque foi apresentar o material e as referências dos estudos que já foram feitos até mesmo para orientar aqueles que possuem tais dons e ainda não conseguiu desenvolvê-los , se trata de uma material de um dos maiores cientistas da mente muito intenso e complexo com estudos maravilhosos e que já foram expandidos.Para transcender isso somente seria sabedoria hinduísta e Budistas mas todos nós sabemos o quão é difícil compreender algo que todos em alguns aspectos possui ainda uma imaturidade de sentidos tanto psicológicos quanto físicos de experiências deste nível ligadas principalmente as técnicas hinduístas e budistas (nirvana) de meditações e as ativações dos Chakras existem diversas técnicas com um pouco de esforço encontram algum mestre que pode ajudar.Qualquer coisa ainda posso acrescentar mais informação aconselho o departamento de parapsicologia do Rio de Janeiro conforme a disponibilidade para aqueles que querem ajudar a pesquisa e possuem dons parapsicológicos . Abraços!


    Última edição por Raziel7766; 12-03-10 às 21:37.



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