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  1. #1
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    Aug 2005
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    Precisamos da ética

    O caminhão tomba na pista. Mesmo que a carga tenha seguro, que o caminhão tenha seguro, a dor de cabeça será grande. Atraso na entrega ao destinatário, congestionamento no transito, atendimento hospitalar ao caminhoneiro e seu ajudante, boletim de ocorrencia, e por ai vai. Muita dor de cabeça, não é nada para se comemorar, mas o que acontece? De cada 10 que param, talvez 1 seja pra ajudar, o resto é pra roubar a carga.

    É sempre assim, uma realidade mais dos países de baixo nível cultural, uma realidade do Brasil. Alguns desse forum com certeza são do tipo que não perdem a chance de levar vantagem em cima do erro alheio.

    Alguns diriam que comércio é isso, mas não é. Pode ser. Pode até ser nos casos onde a ética não vale nada. Você ganha fazendo o outro perder. Existe esse tipo de comércio, esse tipo de "negócio", mas isso é errado.

    A menina do caixa se engana e lhe dá mais troco, as vezes até mais dinheiro do que o que vc lhe deu, e vc embolsa! Meu caro, isso é errado, é muito errado.

    A loja anuncia um preço errado no site (sim, estou pegando o gancho de outro tópico fechado) e vc corre comprar rapidinho, até avisa pros seus amigos pra que eles comprem também. Meu Deus... isso é errado, é rídiculo.

    Todo os dias temos a chance de lograr os outros, de enganar alguém, de compactuar com o crime, com o erro, com a falta de ética.

    O cara se acha no direito de comprar produto pirateado. Não digo o cara que precisa, mas não tem dinheiro suficiente, como é o caso de softwares muito caros que alguém precisa pra exercer sua profissão ou seus estudos. O cara acha que está na vantagem sendo desonesto. É bonito, afinal, porque não, se a coisa está ali à mão?

    A coisa vai por ai afora. Desde furto simples ou qualificado, passando por estelionato, e mais um monte de outros crimes e contravenções, muita gente vai praticando pequenos delitos, pequenas ofensas, pequenos errinhos que vão se somando e moldando nossa cultura errada.

    Todo mundo rouba. Nem todo mundo, mas muita gente rouba.

    É o pastor vendendo terreno no céu. É o médico receitando remédio em fase de teste porque ganha comissão do laboratório.

    É fábrica de cerveja vendendo mulher pelada, é mulher pelada vendendo cerveja.

    Se tenta enganar no marketing, se tenta enganar nos postos de combustíveis, se tenta enganar nos serviços de telefonia... fixa e celular.

    Inventam coisas que não precisamos e juram que isso é importante. Escravizamos uns aos outros. Eu roubo você, vc me rouba e assim fica tudo certo.

    É o governo roubando as empresas, as empresas roubando os empregados, os empregados roubando as empresas, as empresas roubando o governo.

    Quem rouba mais chora menos. É a lei, é a Lei com L maísculo.

    Lei de Gerson, lei do Lula, lei do brasileiro, lei do miserável, lei do rico.

    O sócio faz esquema com o fornecedor pra roubar o próprio sócio. Os melhores empregados usam da estrutura da empresa pra criar sua base antes de sair pra abrir concorrência.

    A filha usa o dinheiro que era pra pagar a facu pra gastar na balada, e os pais nem sabem que ela já abandonou a escola há quase um ano.

    O moleque mente pra poder comer a menina. A menina mente pra poder segurar o menino.

    As crianças mentem pros pais, os pais mentem pras crianças.

    Afinal... que mundo é esse que criamos?

    Macacos não mentem para serpentes que não mentem para cavalos. A natureza não mente.

    Ou mente?

    Será que nossas mentiras nasceram dos nossos medos, das nossas necessidades ou é simplesmente sem-vergonhice pura e simples?

    Podemos facilmente passar a culpa para os nossos genes, ou devemos assumir a responsabilidade?

    Até quando seremos hipócritas, mentirosos, anti-éticos?

    Porque a questão não é seguir os impulsos mais primários. Para não roubar a carga do caminhão, para não ficar com o troco, precisamos antes de tudo ter ÉTICA, e isso se aprende, se assimila, se adquire.

    Não se nasce ético. Nascemos egoistas, somos egoistas, e vamos todos morrer assim.

    Mas precisamos aprender que nossa sociedade depende da ética para funcionar, e a ética começa em nós mesmos, a todo instante, em cada ação.

    Seja ético. Não roube, não queira tirar vantagem sobre a fragilidade alheia. Ajuda o próximo, ajude sua permanência nesse planeta, sua e das gerações vindouras, praticando a ética.

    Seja ético, não seja burro.



  2. #2
    Sempre antes de proceder ou tomar alguma decisao, verifico neste documento se entra em conflito com algum dos itens listados, veja



    Se estiver tudo dentro dos conformes, eu sigo em frente, caso contrario, nao.

    De resto, nao sou hipocrita, no dia dia vale do bom senso, nao me importo e nao eh do meu respeito o que o cidadao faz da vida dele ou com as coisas dele, eu "policio" somente a minha vida (to sem acento e tudo, teclado EUA win BR) nao a dos outros, sigo o "nao faca pros outros o que nao faria pra si mesmo" e soh.

    Ass.
    Toskoforce
    Última edição por islaide; 03-03-10 às 11:59.

  3. #3
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    Jan 2008
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    Tombar um caminhao de xbox na minha frente, eu coloco um no carro e vou ajudar o motorista.
    Eu devolvo quando me dao dinheiro a mais.
    Compraria da loja com preço errado.
    Nao compro coisa pirata, mas baixo.
    Nao vejo problema com a mulher pelada vendendo cerveja.
    - CPU: I5 2500K @4.7 Ghz OC + Corsair Hydro Series™ H100 / MB: Asus P8Z68-V Pro / RAM: Corsair Vengeance 8gb (2x4gb) DDR3 1600mhz / GPU: Sapphire Tri-X R9 290 OC / SSD: Corsair Force Series™ 3 180GB / PSU: Corsair Professional Series HX750W / Case: Corsair Carbide Series™ 500R / DISPLAY: Dell UltraSharp U2312HM 23" -

  4. #4
    ontem por pouco não fui pro aeroporto pegar o primeiro avião pra passar um tempo longe dessa porra desse país de safados... to a ponto de mandar "um dia de fúria style".. o próximo calhorda q eu encontrar tem grandes chances de ir parar num hospital.. de boa ñ guento mais esse povo safado...

  5. #5
    Boa tarde!
    Leia o mundo como "Vontade e Representação de Schopenhauer" superou Kant , se tu fores cair na psicologia e na filosofia moderna sua definição de ética cairia por água abaixo porque se relativizaria e qualquer tentativa de criar um padrão universal seria inevitável de não se falar de poder e violência.O homem não segue valores éticos e morais universais criado por ele mesmo e sim pela regra da natureza (irracional) e qualquer tentativa massificante de instituir leis universais mutila a natureza humana e gera contra reação do inconsciente e o irracional mutilado começa se dissimular violentamente no racional.Se eu for tentar instituir (veja, usando lei e o direito=poder=violência )e criar uma regra massificante (que se diga ética) e que possa mutilar tua natureza condizendo com meus interesses, tu entraria em contradição com o que tu comes e com teu corpo , porque um exemplo eu sou vegetariano , claro que isso não poderia virá uma lei universal com penalidades para aqueles que não a seguisse, principalmente em relação aqueles que visam interessses econômicos principalmente esta tendência servindo como parâmetros éticos e morais ditando dogmas e penalidades para aqueles que não se condicionam , como outras característica que denominamos ética e que não é, porque acima de tudo a moral não instituída mas dos bons costumes fica do lado da vida e da natureza dos impulsos da vontade do amor dos ser e não de objetos que visam a estagnação da sociedade para uma pequena súcia , , se devemos ensinar algo a alguém que seja em primeiro sem necessidade de instituir uma lei que exerce um estado de "direito de um pequeno grupo com força política e econômica" sobre o direito de outros grupos ou indivíduos acima de tudo , inclusive o direito natural, porque no fundo ,no fundo direito caro companheiro se fores investigar na psicologia deduziria em ser uma violência, então vejamos um esclarecimento de Freud para Einstein sobre o direito:


    Einstein

    Prezado Professor Freud
    A proposta da Liga das Nações e de seu Instituto Internacional para a Cooperação Intelectual,em Paris, de que eu convidasse uma pessoa, de minha própria escolha, para um franco intercâmbio de pontos de vista sobre algum problema que eu poderia escolher, oferece-me excelente oportunidade de conferenciar com o senhor a respeito de uma questão que, da maneira como as coisas estão, parece ser o mais urgente de todos os
    problemas que a civilização tem de enfrentar. Este é o problema: existe alguma forma
    de livrar a humanidade da ameaça de guerra? É do conhecimento geral que, com o progresso da ciência de nossos dias, esse tema adquiriu significado de assunto de vida ou morte para a civilização, tal como a conhecemos; não obstante, apesar de todo o
    empenho demonstrado, todas as tentativas de solucioná-lo terminaram em lamentável fracasso. Ademais, acredito que aqueles cuja atribuição é atacar o problema de forma profissional e prática, estão apenas adquirindo crescente consciência de sua impotência para abordá-lo, e agora possuem um vivo desejo de conhecer os pontos de vistas de homens que, absorvidos pela busca da ciência, podem mirar os problemas do mundo sob a perspectiva que a distância permite.Quanto a mim, o objetivo habitual de meu pensamento não me permite uma compreensão interna das obscuras regiões da vontade e do
    sentimento humano. Assim, na indagação ora proposta, posso fazer pouco mais do que procurar esclarecer a questão em referência e, preparando o terreno das soluções mais óbvias, possibilitar que o senhor proporcione a elucidação do problema mediante o auxílio do seu profundo conhecimento da vida instintiva do homem. Existem determinados obstáculos psicológicos cuja existência um leigo em ciências mentais pode obscuramente entrever, cujas interrela ções e filigranas ele, contudo, é incompetente para compreender; estou convencido de que o senhor será capaz de sugerir métodos educacionais situados mais ou menos fora dos objetivos da política, os quais eliminarão esses obstáculos. Como pessoa isenta de preconceitos nacionalistas, pessoalmente vejo uma forma simples de abordar o aspecto superficial (isto é,administrativo) do problema: a instituição, por meio de acordo internacional, de um organismo legislativo e judiciário para arbitrar todo conflito que surja entre nações. Cada nação submeter-se-ia à obediência às ordens emanadas desse organismo legislativo, a recorrer às suas decisões em todos os litígios, a aceitar irrestritamente suas decisões e a pôr em prática todas as medidas que o tribunalconsiderasse necessárias para a execução de seus decretos.Já de início, todavia, defronto-me com uma dificuldade: um tribunal é uma instituição humana que, em relação ao poder de que dispõe, é inadequada para fazer cumprir seus veredictos, está muito sujeito a ver suas decisões anuladas por pressões extrajudiciais. Este é um fato com que temos de contar; a lei e o poder inevitavelmente andam de mãos dadas, e as decisões jurídicas se
    aproximam mais da justiça ideal exigida pela comunidade (em cujo nome e em cujos interesses esses veredictos são pronunciados), na medida em que a comunidade tem efetivamente o poder de impor o respeito ao seu ideal jurídico.Atualmente, porém, estamos distantes de possuir qualquer organização supranacional competente para emitir julgamentos de autoridade incontestável e garantir absoluto acatamento à
    execução de seus veredictos. Assim, sou levado ao meu primeiro princípio; a busca da segurança internacional envolve a renúncia incondicional, por todas as nações, em determinada medida, à sua liberdade de ação, ou seja, à sua soberania, e é absolutamente evidente que nenhum outro caminho pode conduzir a essa segurança.O insucesso, malgrado sua evidente sinceridade, de todos os esforços, durante a última década, no sentido de alcançar essa meta, não deixa lugar à dúvida de que estão em jogo fatores
    psicológicos de peso que paralisam tais esforços.Alguns desses fatores são mais fáceis de detectar. O intenso desejo de poder, que caracteriza a classe governante em cada nação, é hostil a qualquer limitação de sua soberania nacional. Essa fome de poder político está acostumada a medrar nas atividades, de um outro grupo, cujas aspirações são de caráter econômico, puramente mercenário. Refiro-me especialmente a esse grupo reduzido,porém decidido, existente em cada nação, composto de indivíduos que, indiferentes às condições e aos controles sociais, consideram a guerra, a fabricação e venda de armas simplesmente como uma oportunidade de expandir seus interesses pessoais e ampliar a sua autoridade pessoal.O reconhecimento desse fato, no entanto, é simplesmente o primeiro passo para uma avaliação da situação atual. Logo surge uma outra questão: como é possível a essa pequena súcia dobrar a vontade da maioria, que se resigna a perder e a sofrer com uma
    situação de guerra, a serviço da ambição de poucos? (Ao falar em maioria, não excluo os soldados, de todas as graduações, que escolheram a guerra como profissão, na crença de que estejam servindo à defesa dos mais altos interesses de sua raça e de que o ataque seja, muitas vezes, o melhor meio de defesa). Parece que uma resposta óbvia a essa
    pergunta seria que a minoria, a classe dominante atual, possui as escolas, a imprensa e, geralmente, também a Igreja, sob seu poderio. Isto possibilita organizar e dominar as emoções das massas e torná-las instrumento desta minoria.Ainda assim, nem sequer essa resposta proporciona uma solução completa. Daí surge uma nova questão: como esses mecanismos conseguem tão bem despertar nos homens um entusiasmo extremado, a ponto de estes sacrificarem suas vidas?Pode haver apenas uma resposta. É porque o homem encerra dentro de si um desejo de ódio e destruição.Em tempos normais, essa paixão existe
    em estado latente, emerge apenas em circunstâncias anormais: é, contudo, relativamente fácil despertá-la e elevá-la à potência de psicose coletiva. Talvez aí esteja o ponto crucial de todo o complexo de fatores que estamos considerando, um enigma que só um especialista na ciência dos instintos humanos pode resolver. Com isso, chegamos à nossa última
    questão. É possível controlar a evolução da mente do homem, de modo a torná-lo à prova das psicoses do ódio e da destrutividade? Aqui não me estou referindo tão-somente às chamadas massas incultas.A experiência prova que é, antes de todas, a chamada Intelligentzia a mais inclinada a ceder a essas desastrosas sugestões coletivas, de vez que o
    intelectual não tem contato direto com o lado rude da vida, mas a encontra em sua forma sintética mais fácil na página impressa. Para concluir: até aqui somente falei das
    guerras entre nações, aquelas que se conhecem como conflitos internacionais. Estou, porém, bem consciente de que o instinto agressivo opera sob outras formas e em outras circunstâncias. (Penso nas guerras civis, por exemplo, devidas à intolerância
    religiosa, em tempos precedentes, hoje em dia, contudo, devidas a fatores sociais; ademais, também nas perseguições a minorias raciais.) Foi deliberada a minha insistência
    naquilo que é a mais típica, mais cruel e extravagante forma de conflito entre os homens, pois aqui temosa melhor ocasião de descobrir maneiras e meios de tornar impossíveis qualquer conflito armado.Sei que nos escritos do senhor podemos encontrar respostas, explícitas ou implícitas, a todos os aspectos desse problema urgente e obsessivo.
    Mas seria da maior utilidade para nós todos que o senhor apresentasse o problema da paz mundial sob o enfoque das suas mais recentes descobertas, pois uma tal apresentação bem poderia demarcar o caminho para novos e frutíferos métodos de ação.
    Muito cordialmente,
    Albert EINSTEIN
    Freud

    Carta de Freud
    Viena, setembro de 1932.
    Prezado Professor Einstein,

    Quando soube que o senhor intencionava convidar-me para um intercâmbio de pontos de vista sobre um assunto que lhe interessava e que parecia merecer o interesse de outros além do senhor, aceitei prontamente. Esperava que o senhor escolhesse um problema situado nas fronteiras daquilo que é atualmente cognoscível, um problema em relação ao qual cada um de nós, físico e psicólogo, pudesse ter o seu ângulo de abordagem especial, e no qual pudéssemos nos encontrar, sobre o mesmo terreno, embora partindo de direções diferentes.

    O senhor apanhou-me de surpresa, no entanto, ao perguntar o que pode ser feito para proteger a humanidade da maldição da guerra. Inicialmente me assustei com o pensamento de minha  quase escrevi nossa  incapacidade de lidar com o que parecia ser um problema prático, um assunto para estadistas. Depois, no entanto, percebi que o senhor havia proposto a questão, não na condição de cientista da natureza e físico, mas como filantropo: o senhor estava seguindo a sugestão da Liga das Nações, assim como Fridtjof Nansen, o explorador polar, assumiu a tarefa de auxiliar as vítimas famintas e sem teto da guerra mundial. Além do mais, considerei que não me pediam para propor medidas práticas, mas sim apenas que eu delimitasse o problema da evitação da guerra tal como ele se configura aos olhos de um cientista da psicologia. Também nesse ponto, o senhor disse quase tudo o que há a dizer sobre o assunto. Embora o senhor se tenha antecipado a mim, ficarei satisfeito em seguir no seu rasto e me contentarei com confirmar tudo o que o senhor disse, ampliando-o com o melhor do meu conhecimento  ou das minhas conjecturas.

    O senhor começou com a relação entre o direito e o poder. Não se pode duvidar de que seja este o ponto de partida correto de nossa investigação. Mas, permita-me substituir a palavra poder pela palavra mais nua e crua violência? Atualmente, direito e violência se nos afiguram como antíteses. No entanto, é fácil mostrar que uma se desenvolveu da outra e, se nos reportarmos às origens primeiras e examinarmos como essas coisas se passaram, resolve-se o problema facilmente. Perdoe-me se, nessas considerações que se seguem, eu trilhar chão familiar e comumente aceito, como se isto fosse novidade; o fio de minhas argumentações o exige.

    É, pois, um princípio geral que os conflitos de interesses entre os homens são resolvidos pelo uso da violência. É isto o que se passa em todo o reino animal, do qual o homem não tem motivo por que se excluir. No caso do homem, sem dúvida ocorrem também conflitos de opinião que podem chegar a atingir a mais raras nuanças da abstração e que parecem exigir alguma outra técnica para sua solução. Esta é, contudo, uma complicação a mais. No início, numa pequena horda humana, era a superioridade da força muscular que decidia quem tinha a posse das coisas ou quem fazia prevalecer sua vontade. A força muscular logo foi suplementada e substituída pelo uso de instrumentos: o vencedor era aquele que tinha as melhores armas ou aquele que tinha a maior habilidade no seu manejo. A partir do momento em que as armas foram introduzidas, a superioridade intelectual já começou a substituir a força muscular bruta; mas o objetivo final da luta permanecia o mesmo  uma ou outra facção tinha de ser compelida a abandonar suas pretensões ou suas objeções, por causa do dano que lhe havia sido infligido e pelo desmantelamento de sua força.

    Conseguia-se esse objetivo de modo mais completo se a violência do vencedor eliminasse para sempre o adversário, ou seja, se o matasse. Isto tinha duas vantagens: o vencido não podia restabelecer sua oposição, e o seu destino dissuadiria outros de seguirem seu exemplo. Ademais disso, matar um inimigo satisfazia uma inclinação instintual, que mencionarei posteriormente. À intenção de matar opor-se-ia a reflexão de que o inimigo podia ser utilizado na realização de serviços úteis, se fosse deixado vivo e num estado de intimidação. Nesse caso, a violência do vencedor contentava-se com subjugar, em vez de matar, o vencido. Foi este o início da idéia de poupar a vida de um inimigo, mas a partir daí o vencedor teve de contar com a oculta sede de vingança do adversário vencido e sacrificou uma parte de sua própria segurança.

    Esta foi, por conseguinte, a situação inicial dos fatos: a dominação por parte de qualquer um que tivesse poder maior  a dominação pela violência bruta ou pela violência apoiada no intelecto. Como sabemos, esse regime foi modificado no transcurso da evolução. Havia um caminho que se estendia da violência ao direito ou à lei. Que caminho era este? Penso ter sido apenas um: o caminho que levava ao reconhecimento do fato de que à força superior de um único indivíduo, podia-se contrapor a união de diversos indivíduos fracos.

    Lunion fait la force. A violência podia ser derrotada pela união, e o poder daqueles que se uniam representava, agora, a lei, em contraposição à violência do indivíduo só. Vemos, assim, que a lei é a força de uma comunidade. Ainda é violência, pronta a se voltar contra qualquer indivíduo que se lhe oponha; funciona pelos mesmos métodos e persegue os mesmos objetivos. A única diferença real reside no fato de que aquilo que prevalece não é mais a violência de um indivíduo, mas a violência da comunidade. A fim de que a transição da violência a esse novo direito ou justiça pudesse ser efetuada, contudo, uma condição psicológica teve de ser preenchida. A união da maioria devia ser estável e duradoura. Se apenas fosse posta em prática com o propósito de combater um indivíduo isolado e dominante, e fosse dissolvida depois da derrota deste, nada se teria realizado. A pessoa, a seguir, que se julgasse superior em força, haveria de mais uma vez tentar estabelecer o domínio através da violência, e o jogo se repetiria ad infinitum. A comunidade deve manter-se permanentemente, deve organizar-se, deve estabelecer regulamentos para antecipar-se ao risco de rebelião e deve instituir autoridades para fazer com que esses regulamentos  as leis  sejam respeitadas, e para superintender a execução dos atos legais de violência. O reconhecimento de uma entidade de interesses como estes levou ao surgimento de vínculos emocionais entre os membros de um grupo de pessoas unidas  sentimentos comuns, que são a verdadeira fonte de sua força.

    Acredito que, com isso, já tenhamos todos os elementos essenciais: a violência suplantada pela transferência do poder a uma unidade maior, que se mantém unida por laços emocionais entre os seus membros. O que resta dizer não é senão uma ampliação e uma repetição desse fato.

    A situação é simples enquanto a comunidade consiste em apenas poucos indivíduos igualmente fortes. As leis de uma tal associação irão determinar o grau em que, se a segurança da vida comunal deve ser garantida, cada indivíduo deve abrir mão de sua liberdade pessoal de utilizar a sua força para fins violentos. Um estado de equilíbrio dessa espécie, porém, só é concebível teoricamente. Na realidade, a situação complica-se pelo fato de que, desde os seus primórdios, a comunidade abrange elementos de força desigual  homens e mulheres, pais e filhos  e logo, como conseqüência da guerra e da conquista, também passa a incluir vencedores e vencidos, que se transformam em senhores e escravos. A justiça da comunidade então passa a exprimir graus desiguais de poder nela vigentes. As leis são feitas por e para os membros governantes e deixa pouco espaço para os direitos daqueles que se encontram em estado de sujeição. Dessa época em diante, existem na comunidade dois fatores em atividade que são fonte de inquietação relativamente a assuntos da lei, mas que tendem, ao mesmo tempo, a um maior crescimento da lei.

    Primeiramente, são feitas, por certos detentores do poder, tentativas, no sentido de se colocarem acima das proibições que se aplicam a todos  isto é, procuram escapar do domínio pela lei para o domínio pela violência. Em segundo lugar, os membros oprimidos do grupo fazem constantes esforços para obter mais poder e ver reconhecidas na lei algumas modificações efetuadas nesse sentido  isto é, fazem pressão para passar da justiça desigual para a justiça igual para todos. Essa segunda tendência torna-se especialmente importante se uma mudança real de poder ocorre dentro da comunidade, como pode ocorrer em conseqüência de diversos fatores históricos. Nesse caso, o direito pode gradualmente adaptar-se à nova distribuição do poder; ou, como sucede com maior freqüência, a classe dominante se recusa a admitir a mudança e a rebelião e a guerra civil se seguem, com uma suspensão temporária da lei e com novas tentativas de solução mediante a violência, terminando pelo estabelecimento de um novo sistema de leis. Ainda há uma terceira fonte da qual podem surgir modificações da lei, e que invariavelmente se exprime por meios pacíficos: consiste na transformação cultural dos membros da comunidade. Isto, porém, propriamente faz parte de uma outra correlação e deve ser considerado posteriormente. Ver em [[1]].

    Vemos, pois, que a solução violenta de conflitos de interesses não é evitada sequer dentro de uma comunidade. As necessidades cotidianas e os interesses comuns, inevitáveis ali onde pessoas vivem juntas num lugar, tendem, contudo, a proporcionar a essas lutas uma conclusão rápida, e, sob tais condições, existe uma crescente probabilidade de se encontrar uma solução pacífica. Outrossim, um rápido olhar pela história da raça humana revela uma série infindável de conflitos entre uma comunidade e outra, ou diversas outras, entre unidades maiores e menores  entre cidades, províncias, raças, nações, impérios , que quase sempre se formaram pela força das armas. Guerras dessa espécie terminam ou pelo saque ou pelo completo aniquilamento e conquista de uma das partes. É impossível estabelecer qualquer julgamento geral das guerras de conquista. Algumas, como as empreendidas pelos mongóis e pelos turcos, não trouxeram senão malefícios. Outras, pelo contrário, contribuíram para a transformação da violência em lei, ao estabelecerem unidades maiores, dentro das quais o uso da violência se tornou impossível e nas quais um novo sistema de leis solucionou os conflitos. Desse modo, as conquistas dos romanos deram aos países próximos ao Mediterrâneo a inestimável pax romana, e a ambição dos reis franceses de ampliar os seus domínios criou uma França pacificamente unida e florescente.

    Por paradoxal que possa parecer, deve-se admitir que a guerra poderia ser um meio nada inadequado de estabelecer o reino ansiosamente desejado de paz perene, pois está em condições de criar as grandes unidades dentro das quais um poderoso governo central torna impossíveis outras guerras. Contudo, ela falha quanto a esse propósito, pois os resultados da conquista são geralmente de curta duração: as unidades recentemente criadas esfacelam-se novamente, no mais das vezes devido a uma falta de coesão entre as partes que foram unidas pela violência. Ademais, até hoje as unificações criadas pela conquista, embora de extensão considerável, foram apenas parciais, e os conflitos entre elas ensejaram, mais do que nunca, soluções violentas. O resultado de todos esses esforços bélicos consistiu, assim, apenas em a raça humana haver trocado as numerosas e realmente infindáveis guerras menores por guerras em grande escala, que são raras, contudo muito mais destrutivas.

    Se nos voltamos para os nossos próprios tempos, chegamos a mesma conclusão a que o senhor chegou por um caminho mais curto. As guerras somente serão evitadas com certeza, se a humanidade se unir para estabelecer uma autoridade central a que será conferido o direito de arbitrar todos os conflitos de interesses. Nisto estão envolvidos claramente dois requisitos distintos: criar uma instância suprema e dotá-la do necessário poder. Uma sem a outra seria inútil. A Liga das Nações é destinada a ser uma instância dessa espécie, mas a segunda condição não foi preenchida: a Liga das Nações não possui poder próprio, e só pode adquiri-lo se os membros da nova união, os diferentes estados, se dispuserem a cedê-lo. E, no momento, parecem escassas as perspectivas nesse sentido. A instituição da Liga das Nações seria totalmente ininteligível se se ignorasse o fato de que houve uma tentativa corajosa, como raramente (talvez jamais em tal escala) se fez antes. Ela é uma tentativa de fundamentar a autoridade sobre um apelo a determinadas atitudes idealistas da mente (isto é, a influência coercitiva), que de outro modo se baseia na posse da força. Já vimos [[1]] que uma comunidade se mantém unida por duas coisas: a força coercitiva da violência e os vínculos emocionais (identificações é o nome técnico) entre seus membros. Se estiver ausente um dos fatores, é possível que a comunidade se mantenha ainda pelo outro fator.

    As idéias a que se faz o apelo só podem, naturalmente, ter importância se exprimirem afinidades importantes entre os membros, e pode-se perguntar quanta força essas idéias podem exercer. A história nosensina que, em certa medida, elas foram eficazes. Por exemplo, a idéia do pan-helenismo, o sentido de ser superior aos bárbaros de além-fronteiras  idéia que foi expressa com tanto vigor no conselho anfictiônico, nos oráculos e nos jogos , foi forte a ponto de mitigar os costumes guerreiros entre os gregos, embora, é claro, não suficientemente forte para evitar dissensões bélicas entre as diferentes partes da nação grega, ou mesmo para impedir uma cidade ou confederação de cidades de se aliar com o inimigo persa, a fim de obter vantagem contra algum rival. A identidade de sentimentos entre os cristãos, embora fosse poderosa, não conseguiu, à época do Renascimento, impedir os Estados Cristãos, tanto os grandes como os pequenos, de buscar o auxílio do sultão em suas guerras de uns contra os outros. E atualmente não existe idéia alguma que, espera-se, venha a exercer uma autoridade unificadora dessa espécie. Na realidade, é por demais evidente que os ideais nacionais, pelos quais as nações se regem nos dias de hoje, atuam em sentido oposto. Algumas pessoas tendem a profetizar que não será possível pôr um fim à guerra, enquanto a forma comunista de pensar não tenha encontrado aceitação universal. Mas esse objetivo, em todo caso, está muito remoto, atualmente, e talvez só pudesse ser alcançado após as mais terríveis guerras civis. Assim sendo, presentemente, parece estar condenada ao fracasso a tentativa de substituir a força real pela força das idéias. Estaremos fazendo um cálculo errado se desprezarmos o fato de que a lei, originalmente, era força bruta e que, mesmo hoje, não pode prescindir do apoio da violência.

    Passo agora, a acrescentar algumas observações aos seus comentários. O senhor expressa surpresa ante o fato de ser tão fácil inflamar nos homens o entusiasmo pela guerra, e insere a suspeita, ver em[[1]], de que neles exige em atividade alguma coisa  um instinto de ódio e de destruição  que coopera com os esforços dos mercadores da guerra. Também nisto apenas posso exprimir meu inteiro acordo. Acreditamos na existência de um instinto dessa natureza, e durante os últimos anos temo-nos ocupado realmente em estudar suas manifestações. Permita-me que me sirva dessa oportunidade para apresentar-lhe uma parte da teoria dos instintos que, depois de muitas tentativas hesitantes e muitas vacilações de opinião, foi formulada pelos que trabalham na área da psicanálise?

    De acordo com nossa hipótese, os instintos humanos são de apenas dois tipos: aqueles que tendem a preservar e a unir  que denominamos eróticos, exatamente no mesmo sentido em que Platão usa a palavra Eros em seu Symposium, ou sexuais, com uma deliberada ampliação da concepção popular de sexualidade ; e aqueles que tendem a destruir e matar, os quais agrupamos como instinto agressivo ou destrutivo. Como o senhor vê, isto não é senão uma formulação teórica da universalmente conhecida oposição entre amor e ódio, que talvez possa ter alguma relação básica com a polaridade entre atração e repulsão, que desempenha um papel na sua área de conhecimentos. Entretanto, não devemos ser demasiado apressados em introduzir juízos éticos de bem e de mal. Nenhum desses dois instintos é menos essencial do que o outro; os fenômenos da vida surgem da ação confluente ou mutuamente contrária de ambos. Ora, é como se um instinto de um tipo dificilmente pudesse operar isolado; está sempre acompanhado  ou, como dizemos, amalgamado  por determinada quantidade do outro lado, que modifica o seu objetivo, ou, em determinados casos, possibilita a consecução desse objetivo. Assim, por exemplo, o instinto de autopreservação certamente é de natureza erótica; não obstante, deve ter à sua disposição a agressividade, para atingir seu propósito. Dessa forma, também o instinto de amor, quando dirigido a um objeto, necessita de alguma contribuição do instinto de domínio, para que obtenha a posse desse objeto. A dificuldade de isolar as duas espécies de instinto em suas manifestações reais, é, na verdade, o que até agora nos impedia de reconhecê-los.

    Se o senhor quiser acompanhar-me um pouco mais, verá que as ações humanas estão sujeitas a uma outra complicação de natureza diferente. Muito raramente uma ação é obra de um impulso instintual único (que deve estar composto de Eros e destrutividade). A fim de tornar possível uma ação, há que haver, via de regra, uma combinação desses motivos compostos. Isto, há muito tempo, havia sido percebido por um especialista na sua matéria, o professor G. C. Lichtenberg, que ensinava física em Göttingen, durante o nosso classicismo, embora, talvez, ele fosse ainda mais notável como psicólogo do que como físico.

    Ele inventou uma bússola de motivos, pois escreveu: Os motivos que nos levam a fazer algo poderiam ser dispostos à maneira da rosa-dos-ventos e receber nomes de uma forma parecida: por exemplo, "pão  pão  fama" ou "fama  fama  pão". De forma que, quando os seres humanos são incitados à guerra, podem ter toda uma gama de motivos para se deixarem levar  uns nobres, outros vis, alguns francamente declarados, outros jamais mencionados. Não há por que enumerá-los todos. Entre eles está certamente o desejo da agressão e destruição: as incontáveis crueldades que encontramos na história e em nossa vida de todos os dias atestam a sua existência e a sua força. A satisfação desses impulsos destrutivos naturalmente é facilitada por sua mistura com outros motivos de natureza erótica e idealista. Quando lemos sobre as atrocidades do passado, amiúde é como se os motivos idealistas servissem apenas de excusa para os desejos destrutivos; e, às vezes  por exemplo, no caso das crueldades da Inquisição  é como se os motivos idealistas tivessem assomado a um primeiro plano na consciência, enquanto os destrutivos lhes emprestassem um reforço inconsciente. Ambos podem ser verdadeiros.

    Receio que eu possa estar abusando do seu interesse, que, afinal, se volta para a prevenção da guerra e não para nossas teorias. Gostaria, não obstante, de deter-me um pouco mais em nosso instinto destrutivo, cuja popularidade não é de modo algum igual à sua importância. Como conseqüência de um pouco de especulação, pudemos supor que esse instinto está em atividade em toda criatura viva e procura levá-la ao aniquilamento, reduzir a vida à condição original de matéria inanimada. Portanto, merece, com toda seriedade, ser denominado instinto de morte, ao passo que os instintos eróticos representam o esforço de viver. O instinto de morte torna-se instinto destrutivo quando, com o auxílio de órgãos especiais, é dirigido para fora, para objetos. O organismo preserva sua própria vida, por assim dizer, destruindo uma vida alheia. Uma parte do instinto de morte, contudo, continua atuante dentro do organismo, e temos procurado atribuir numerosos fenômenos normais e patológicos a essa internalização do instinto de destruição. Foi-nos até mesmo imputada a culpa pela heresia de atribuir a origem da consciência a esse desvio da agressividade para dentro. O senhor perceberá que não é absolutamente irrelevante se esse processo vai longe demais: é positivamente insano. Por outro lado, se essas forças se voltam para a destruição no mundo externo, o organismo se aliviará e o efeito deve ser benéfico.

    Isto serviria de justificação biológica para todos os impulsos condenáveis e perigosos contra os quais lutamos. Deve-se admitir que eles se situam mais perto da Natureza do que a nossa resistência, para a qual também é necessário encontrar uma explicação. Talvez ao senhor possa parecer serem nossas teorias uma espécie de mitologia e, no presente caso, mitologia nada agradável. Todas as ciências, porém, não chegam, afinal, a uma espécie de mitologia como esta? Não se pode dizer o mesmo, atualmente, a respeito da sua física?

    Para nosso propósito imediato, portanto, isto é tudo o que resulta daquilo que ficou dito: de nada vale tentar eliminar as inclinações agressivas dos homens. Segundo se nos conta, em determinadas regiões privilegiadas da Terra, onde a natureza provê em abundância tudo o que é necessário ao homem, existem povos cuja vida transcorre em meio à tranqüilidade, povosque não conhecem nem a coerção nem a agressão. Dificilmente posso acreditar nisso, e me agradaria saber mais a respeito de coisas tão afortunadas. Também os bolchevistas esperam ser capazes de fazer a agressividade humana desaparecer mediante a garantia de satisfação de todas as necessidades materiais e o estabelecimento da igualdade, em outros aspectos, entre todos os membros da comunidade. Isto, na minha opinião, é uma ilusão.
    Eles próprios, hoje em dia, estão armados da maneira mais cautelosa, e o método não menos importante que empregam para manter juntos os seus adeptos é o ódio contra qualquer pessoa além das suas fronteiras. Em todo caso, como o senhor mesmo observou, não há maneira de eliminar totalmente os impulsos agressivos do homem; pode-se tentar desviá-los num grau tal que não necessitem encontrar expressão na guerra.
    Nossa teoria mitológica dos instintos facilita-nos encontrar a fórmula para métodos indiretos de combater a guerra. Se o desejo de aderir à guerra é um efeito do instinto destrutivo, a recomendação mais evidente será contrapor-lhe o seu antagonista, Eros. Tudo o que favorece o estreitamento dos vínculos emocionais entre os homens deve atuar contra a guerra. Esses vínculos podem ser de dois tipos. Em primeiro lugar, podem ser relações semelhantes àquelas relativas a um objeto amado, embora não tenham uma finalidade sexual. A psicanálise não tem motivo porque se envergonhar se nesse ponto fala de amor, pois a própria religião emprega as mesmas palavras: Ama a teu próximo como a ti mesmo. Isto, todavia, é mais facilmente dito do que praticado. O segundo vínculo emocional é o que utiliza a identificação. Tudo o que leva os homens a compartilhar de interesses importantes produz essa comunhão de sentimento, essas identificações. E a estrutura da sociedade humana se baseia nelas, em grande escala.

    Uma queixa que o senhor formulou acerca do abuso de autoridade, ver em [[1]] leva-me a uma outra sugestão para o combate indireto à propensão à guerra. Um exemplo da desigualdade inata e irremovível dos homens é sua tendência a se classificarem em dois tipos, o dos líderes e o dos seguidores. Esses últimos constituem a vasta maioria; têm necessidade de uma autoridade que tome decisões por eles e à qual, na sua maioria devotam uma submissão ilimitada. Isto sugere que se deva dar mais atenção, do que até hoje se tem dado, à educação da camada superior dos homens dotados de mentalidade independente, não passível de intimidação e desejosa de manter-se fiel à verdade, cuja preocupação seja a de dirigir as massas dependentes. É desnecessário dizer que as usurpações cometidas pelo poder executivo do Estado e a proibição estabelecida pela Igreja contra a liberdade de pensamento não são nada favoráveis à formação de uma classe desse tipo. A situação ideal, naturalmente, seria a comunidade humana que tivesse subordinado sua vida instintual ao domínio da razão. Nada mais poderia unir os homens de forma tão completa e firme, ainda que entre eles não houvesse vínculos emocionais. No entanto, com toda a probabilidade isto é uma expectativa utópica. Não há dúvida de que os outros métodos indiretos de evitar a guerra são mais exeqüíveis, embora não prometam êxito imediato. Vale lembrar aquela imagem inquietante do moinho que mói tão devagar, que as pessoas podem morrer de fome antes de ele poder fornecer sua farinha.

    O resultado, como o senhor vê, não é muito frutífero quando um teórico desinteressado é chamado a opinar sobre um problema prático urgente. É melhor a pessoa, em qualquer caso especial, dedicar-se a enfrentar o perigo com todos os meios à mão. Eu gostaria, porém, de discutir mais uma questão que o senhor não menciona em sua carta, a qual me interessa em especial. Por que o senhor, eu e tantas outras pessoas nos revoltamos tão violentamente contra a guerra? Por que não a aceitamos como mais uma das muitas calamidades da vida? Afinal, parece ser coisa muito natural, parece ter uma base biológica e ser dificilmente evitável na prática. Não há motivo para se surpreender com o fato de eu levantar essa questão. Para o propósito de uma investigação como esta, poder-se-ia, talvez, permitir-se usar uma máscara de suposto alheamento. A resposta à minha pergunta será a de que reagimos à guerra dessa maneira, porque toda pessoa tem o direito à sua própria vida, porque a guerra põe um término a vidas plenas de esperanças, porque conduz os homens individualmente a situações humilhantes, porque os compele, contra a sua vontade, a matar outros homens e porque destrói objetos materiais preciosos, produzidos pelo trabalho da humanidade. Outras razões mais poderiam ser apresentadas, como a de que, na sua forma atual, a guerra já não é mais uma oportunidade de atingir os velhos ideais de heroísmo, e a de que, devido ao aperfeiçoamento dos instrumentos de destruição, uma guerra futura poderia envolver o extermínio de um dos antagonistas ou, quem sabe, de ambos. Tudo isso é verdadeiro, e tão incontestavelmente verdadeiro, que não se pode senão sentir perplexidade ante o fato de a guerra ainda não ter sido unanimemente repudiada. Sem dúvida, é possível o debate em torno de alguns desses pontos. Pode-se indagar se uma comunidade não deveria ter o direito de dispor da vida dos indivíduos; nem toda guerra é passível de condenação em igual medida; de vez que existem países e nações que estão preparados para a destruição impiedosa de outros, esses outros devem ser armados para a guerra. Mas não me deterei em nenhum desses aspectos; não constituem aquilo que o senhor deseja examinar comigo, e tenho em mente algo diverso. Penso que a principal razão por que nos rebelamos contra a guerra é que não podemos fazer outra coisa. Somos pacifistas porque somos obrigados a sê-lo, por motivos orgânicos, básicos. E sendo assim, temos dificuldade em encontrar argumentos que justifiquem nossa atitude.

    Sem dúvida, isto exige alguma explicação. Creio que se trata do seguinte. Durante períodos de tempo incalculáveis, a humanidade tem passado por um processo de evolução cultural (Sei que alguns preferem empregar o termo civilização). É a esse processo que devemos o melhor daquilo em que nos tornamos, bem como uma boa parte daquilo de que padecemos. Embora suas causas e seus começos sejam obscuros e incerto o seu resultado, algumas de suas características são de fácil percepção. Talvez esse processo esteja levando à extinção a raça humana, pois em mais de um sentido ele prejudica a função sexual; povos incultos e camadas atrasadas da população já se multiplicam mais rapidamente do que as camadas superiormente instruídas. Talvez se possa comparar o processo à domesticação de determinadas espécies animais, e ele se acompanha, indubitavelmente, de modificações físicas; mas ainda não nos familiarizamos com a idéia de que a evolução da civilização é um processo orgânico dessa ordem. As modificações psíquicas que acompanham o processo de civilização são notórias e inequívocas. Consistem num progressivo deslocamento dos fins instintuais e numa limitação imposta aos impulsos instintuais. Sensações que para os nossos ancestrais eram agradáveis, tornaram-se indiferentes ou até mesmo intoleráveis para nós; há motivos orgânicos para as modificações em nossos ideais éticos e estéticos. Dentre as características psicológicas da civilização, duas aparecem como as mais importantes: o fortalecimento do intelecto, que está começando a governar a vida instintual, e a internalização dos impulsos agressivos com todas as suas conseqüentes vantagens e perigos.

    Ora, a guerra se constitui na mais óbvia oposição à atitude psíquica que nos foi incutida pelo processo de civilização, e por esse motivo não podemos evitar de nos rebelar contra ela; simplesmente não podemos mais nos conformar com ela. Isto não é apenas um repúdio intelectual e emocional; nós, os pacifistas, temos uma intolerância constitucional à guerra, digamos, uma idiossincrasia exacerbada no mais alto grau. Realmente, parece que o rebaixamento dos padrões estéticos na guerra desempenha um papel dificilmente menor em nossa revolta do que as suas crueldades.

    E quanto tempo teremos de esperar até que o restante da humanidade também se torne pacifista? Não há como dizê-lo. Mas pode não ser utópico esperar que esses dois fatores, a atitude cultural e o justificado medo das conseqüências de uma guerra futura, venham a resultar, dentro de um tempo previsível, em que se ponha um término à ameaça de guerra. Por quais caminhos ou por que atalhos isto se realizará, não podemos adivinhar. Mas uma coisa podemos dizer: tudo o que estimula o crescimento da civilização trabalha simultaneamente contra a guerra.

    Espero que o senhor me perdoe se o que eu disse o desapontou, e com a expressão de toda estima, subscrevo-me,
    Cordialmente,
    Sigm. Freud

    Existe documentários não sei se tu já havia visto , mas ...de qualquer forma fica aqui como complemento e adversidade para sustentar a informação :


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    E seria um equívoco da minha parte não recorrer a opinião de um multi disciplinar pesquisador como o Jung em um tema de natureza da psicologia humana acima de tudo :

    "Vamos .permitir que nos privem da nossa liberdade individual? O que podemos fazer para evitar um desenvolvimento desta natureza?
    Numa época em que a massificação se apresenta tão claramente, com todas as suas conseqüências destrutivas, é claro que não se pode negar mais a seriedade, ou melhor, a ameaça do problema de individuação, já que este representa a grande alternativa da cultura ocidental. É um fato que o súdito de um Estado ditatorial seja privado da sua liberdade individual, e também é um fato que estamos ameaçados por este desenvolvimento político, sem sabermos como combatê-lo. Por isso é que se nos apresenta, com toda premência, a seguinte questão: Vamos .permitir que nos privem da nossa liberdade individual? O que podemos fazer para evitar um desenvolvimento dessa natureza?
    719 Vamos à procura de medidas coletivas, e com isso reforçamos a massificação, ou seja, justamente aquilo que queremos combater. Contra o efeito massificante de todas as medidas coletivas, existe somente um meio: a acentuação e a elevação de valor do indivíduo. Faz-se necessária uma mudança de conceito, ou seja, um verdadeiro reconhecimento do homem todo. Isto só pode ser tarefa de cada um, e tem que começar por cada um, para ser verdadeiro. Esta é a mensagem do nosso sonho, que se dirige ao sonhador; uma mensagem do fundamento instintivo coletivo da humanidade. As grandes organizações políticas e sociais não podem ter o seu fim em si mesmas, mas devem ser medidas de emergência temporárias. Da mesma forma como os Estados Unidos se viram na necessidade de quebrar os grandes "trusts", assim se revelará, com o tempo, como uma necessidade, a tendência à destruição das organizações gigantescas, porque elas corroem, como um câncer, a natureza humana, no momento em que a sua finalidade está nelas mesmas, conseguindo, desta forma, autonomia. A partir deste momento, elas avançam por cima do homem e fogem ao seu controle. Ele se transforma na sua vítima e se perde na loucura de uma idéia que ficou sem dono. Todas as grandes organizações em que o indivíduo se perde estão expostas a este perigo. Contra essa ameaça vital, parece-me que realmente existe só um meio, ou seja, a "valorização" do indivíduo. Carl Gustav Jung um dos maiores psicólogos que existira.
    Fonte de referência Um mito moderno
    UM MITO MODERNO SOBRE COISAS VISTAS NO CÉU
    OBRAS COMPLETAS DE C. G. JUNG - VOLUME X/4
    EDITORA VOZES, 2a EDIÇÃO
    PETRÓPOLIS, 1991"


    Aconselho uma leitura em http://pt.wikipedia.org/wiki/Jean-Jacques_Rousseau que ajudou a proteger a sociedade no estado do direito , em obras como Ocontrato social , direito nautral, Liberdade natural,etc

    Trechos famoso de frases de obras de Rousseau:

    "O homem nasce livre, e em toda parte é posto a ferros. Quem se julga o senhor dos outros não deixa de ser tão escravo quanto eles."
    "A maioria de nossos males é obra nossa e os evitaríamos, quase todos, conservando uma forma de viver simples, uniforme e solitária que nos era prescrita pela natureza"
    "O verdadeiro fundador da sociedade civil foi o primeiro que, tendo cercado um terreno, lembrou-se de dizer 'isto é meu' e encontrou pessoas suficientemente simples para acreditá-lo. Quantos crimes, guerras, assassínios, misérias e horrores não pouparia ao gênero humano aquele que, arrancando as estacas ou enchendo o fosso, tivesse gritado a seus semelhantes: 'Defendei-vos de ouvir esse impostor; estareis perdidos se esquecerdes que os frutos são de todos e que a terra não pertence a ninguém'"
    "E quais poderiam ser as correntes da dependência entre homens que nada possuem? Se me expulsam de uma árvore, sou livre para ir a uma outra"
    "A meditação em locais retirados, o estudo da natureza e a contemplação do universo forçam um solitário a procurar a finalidade de tudo o que vê e a causa de tudo o que sente"
    "A única instituição que ainda se constitui natural é a Família "
    "O escravo não é propriedade do outro, mas não deixa de ser homem ".
    "O homem é bom por natureza. É a sociedade que o corrompe."
    "Mesmo quando cada um de nós pudesse alienar-se não poderia alienar a seus filhos: eles nascem homens e livres, sua liberdade lhes pertence e ninguém, senão eles, pode dispor dela. Antes de chegar à idade da razão, o pai pode, em seu nome, estiuplar as condições de sua conservação, do seu bem-estar, porém, não dá-los irrevogável e incondicionalmente porque um dom semelhante contraria os fins da natureza e sobrepuja os limites da finalidade paternal. Seria, pois, preciso para que um governo arbitrário fosse legítimo, que, em cada geração o povo fose dono de aceitá-lo ou de rejeitá-lo; porém, então o governo não seria arbitrário."
    Sobre o governo, que para Rousseau é "Um corpo intermediário entre os súditos e o soberano, para sua mútua correspondência, encarregado da execução das leis e da conservação da liberdade, tanto civil como política.", e a submissão do povo aos chefes [governantes] diz: "É somente um incumbência, um cargo, pelo qual simples empregados [governantes] do soberano [povo] exercem em seu nome o poder de que os faz depositários, e que ele pode limitar, modificar e reivindicar quando lhe aprouver."
    "Se houvesse um povo de deuses, ele seria governado democraticamente. Um governo tão perfeito não convém aos homens.
    [editar]Os grandes princípios da filosofia rousseauniana

    O estado de natureza humano
    O estado de natureza, tal como concebido por Rousseau, está descrito principalmente em seu livro Discurso sobre a Origem e Fundamentos da Desigualdade Entre Homens.
    A definição da natureza humana é um equilíbrio perfeito entre o que se quer e o que se tem. O homem natural é um ser de sensações, somente. O homem no estado de natureza deseja somente aquilo que o rodeia, porque ele não pensa e, portanto, é desprovido da imaginação necessária para desenvolver um desejo que ele não percebe. Estas são as únicas coisas que ele poderia "representar". Então, os desejos do homem no estado de natureza são os desejos de seu corpo. "Seus desejos não passam de suas necessidades físicas, os únicos bens que ele conhece no universo são a alimentação, uma fêmea e o repouso".



    A justiça humana se encontrou em um paradoxo tão imenso que todo mundo sabe que as leis e o julgamento nunca se esgotam porque está errado, porque nunca vão conseguir frear a natureza , pelo contrário gera uma contra reação muito mais forte e intensa tentando oprimí-la e domestica-la pelo poder e que através de Freud chegamos na definição de "direito."

    Inclusive estava investigando a psicologia moderna e filosofia moderna serviu como sustentáculo para também contribuir com o cinema como o fime Avatar James Cameron educação e entretenimento.

    Última edição por Raziel7766; 03-03-10 às 14:58.

  6. #6
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    Por isso que os países desenvolvidos são desenvolvidos (duh),por exemplo: no Japão pode-se considerar um dos povos mais "honrosos",tanto é que antigamente quando os samurais não conseguiam proteger o seu senhor (daimiyou) eles se matavam ou para não cair na mão dos inimigos e até a WWII tinham os kamikazes,hoje não é tanto,mais ainda tem muita honra,assim como os países da Europa.
    #dilmarainha
    #xôcoxinha
    #sexoanalcontraocapital
    #reaçaopressor
    #bolsafamilia

  7. #7
    Achei interessante , já que se trata de um tema social complementar com o seguinte material, e são essenciais as questões aqui abordadas, mais detalhes nas referências:


    O que é o Movimento Zeitgeist?
    Obs: zeitgeist pronuncia-se zaitgaisst

    Movimento Zeitgeist não é político. Não reconhece nações, governos, raças, religiões, credos ou classes. Muito pelo contrário, reconhecemos a Terra como uma ÚNICA Família. Chegamos à conclusão de que estas distinções são falsas e desatualizadas e estão longe de serem fatores positivos ao verdadeiro potencial e crescimento humano coletivo. Suas bases estão na divisão do poder e estratificação, e não na união e igualdade, que são nossos objetivos. Embora seja importante entender que tudo na vida é uma progressão natural, devemos também reconhecer que a espécie humana tem a habilidade de retardar drasticamente e paralisar o progresso através de estruturas sociais obsoletas, dogmáticas e, por conseguinte, entrar em desarmonia com a natureza. O mundo que vemos hoje, cheio de guerras, corrupção, elitismo, poluição, pobreza, epidemias, abusos aos direitos humanos, desigualdade e crime, é o resultado desta paralisia.

    O Movimento Zeitgeist é na verdade o Braço Ativista do Projeto Vênus.



    O Projeto Vênus

    O Projeto Vênus apresenta uma direção nova e ousada para a humanidade que envolve nada menos do que o redesenho total da nossa cultura. Há muitas pessoas hoje que estão preocupadas com os graves problemas que enfrentam nossa sociedade: o desemprego, a criminalidade, a substituição do homem pela tecnologia, o excesso de população e um declínio nos ecossistemas da Terra.Como você vai ver, o Projeto Vênus é dedicado a enfrentar todos esses problemas através da cooperação ativa na investigação, desenvolvimento e aplicação de soluções viáveis. Através do uso de abordagens inovadoras para a consciência social, incentivo à educação, e uma aplicação coerente do melhor que a ciência e a tecnologia podem oferecer diretamente ao sistema social. O projeto Venus oferece um plano global para a recuperação social em que, os seres humanos, tecnologia e natureza serão capazes de coexistir em longo prazo num estado de equilíbrio sustentável.
    Assista o Zeitgeist Addendum para entender melhor o Porjeto Vênus

    O Objetivo

    Os Meios são o Fim:

    Pretendemos restaurar a consciência de meio ambiente e de necessidades fundamentais através de uma compreensão mais atual de quem e o que realmente somos, somado a como a ciência, natureza e a tecnologia (ao invés de religião, política e dinheiro) detém as chaves para nosso crescimento pessoal, não apenas como indivíduos, mas como civilização nos âmbitos estrutural e espiritual. O foco central dessa conscientização é o reconhecimento dos elementos emergentes e simbióticos da lei natural, e como se alinhar com este entendimento como a base de nossas instituições pessoais e sociais. A vida na Terra pode, e vai, florescer num sistema que crescerá continuamente de modo positivo, onde conseqüências sociais negativas como camadas sociais, guerra, preconceito, elitismo e atividades criminosas vão ser constantemente reduzidas e, idealisticamente, eventualmente inexistentes no comportamento humano.

    Essa possibilidade de mudança é, obviamente, muito difícil de ser considerada, uma vez que a sociedade nos condicionou a pensar que crime, corrupção e desonestidade “fazem parte” do sistema, e que sempre vai existir gente que quer abusar, ferir e tirar vantagem dos outros. A religião é a maior promotora dessa propaganda, onde a mentalidade do “nós e eles” ou do “o bem e o mal” promovem essa falsa suposição.

    A realidade é que vivemos em um sistema que produz escassez. A conseqüência dessa escassez é que os humanos devem se comportar de forma auto-preservativa, mesmo que isso signifique ter que enganar ou roubar para conseguirem o que querem. Nossa pesquisa concluiu que Escassez é um dos fatores fundamentais para desvios de comportamento humano, levando também, de outras maneiras, a formas complexas de neurose fora a opressão social e os níveis de condicionalidades, gerando uma agressiva contra reação.

    Seres humanos não são bons ou ruins… eles estão indo, eternamente mudando composições das experiências de vida que os influenciam. A “qualidade” de um ser humano se existisse algo assim, está diretamente relacionada à como ele foi criado e aos sistemas de crença aos quais ele foi condicionado.

    Esse simples fato vem sendo gravemente ignorado e hoje em dia as pessoas pensam primitivamente que competição, ganância e corrupção são elementos “embutidos” no comportamento humano e que, portanto, precisamos ter prisões, polícia e conseqüentemente uma hierarquia de controle diferenciado para que a sociedade possa lidar com essas “tendências”. Isso é totalmente ilógico e falso.

    O "x" da questão é que para melhorar fundamentalmente as coisas, você deve começar a procurar causas-raiz. O sistema de punição da sociedade atual é antiquado, desumano e improdutivo. Quando um assassino em série é pego, muita gente se manifesta a favor da morte daquela pessoa. Isso é ultrapassado. Uma sociedade verdadeiramente sã, que entende o que somos e como nossos sistemas de valores são criados, iria pegar o individuo e aprender sobre os motivos por trás de suas ações violentas. Essa informação iria então para um departamento de pesquisa que considera a educação como meio para acabar com tais ocorrências.

    É hora de parar de remediar. É hora de começar uma nova abordagem social que utilize os conhecimentos atuais. Tristemente, nossa sociedade continua amplamente baseada em determinações e resoluções ultrapassadas e supersticiosas. É importante ressaltar que não há utopias ou conclusões. Todas as evidências indicam infinitas atualizações em todos os níveis. Por sua vez, são nossas ações pessoais cotidianas que moldam e perpetuam os sistemas sociais que adotamos. Ainda, paradoxalmente, são as influências do ambiente que criam nossas perspectivas e, portanto, nossas visões de mundo. Logo, a verdadeira mudança nascerá não só do ajuste de nossas decisões e compreensões pessoais, mas também da mudança das estruturas sociais que as influenciam.

    Os sistemas elitistas de poder são pouco afetados por protestos tradicionais e movimentos políticos. Devemos dar um passo além dessas “rebeliões do sistema” e trabalhar com uma ferramenta muito mais poderosa: parar de apoiar o sistema, ao mesmo tempo em que propagamos o conhecimento, a paz, a união e a compaixão. Não podemos “lutar contra o sistema”. Ódio, ira e a mentalidade de “guerra” são um modo ineficaz de obter mudança, pois eles perpetuam a mesma ferramenta que os sistemas de poder corruptos estabelecidos utilizam para manter o controle.

    Distorção e Paralisia:
    Precisamos entender que todos os sistemas são Emergentes e estão constantemente em evolução, juntamente com a realidade de que todos nós estamos Simbioticamente conectados à natureza e uns aos outros de modo simples, porém muito profundo, levando à percepção de que nossa integridade pessoal é equivalente à do resto da sociedade. Então, perceberemos o quão distorcida e invertida é a nossa sociedade atual e como sua perpetuação é a causa maior de sua instabilidade. Por exemplo, o Sistema Monetário é há muito tempo considerado uma força positiva na nossa sociedade graças à sua alegação de que produz incentivos e progresso. Na verdade, o sistema monetário tornou-se um veículo para a divisão e o controle totalitário.

    Ele é a expressão máxima do lema “Dividir e conquistar”, pois em seu núcleo estão as suposições de que (1) Devemos lutar uns com os outros para sobreviver (2) Seres humanos precisam de um “estímulo” recompensador para fazer coisas significativas.

    Quanto ao Número 1 (Devemos lutar uns com os outros para sobreviver), essa característica da competição no sistema é o que produz corrupção em todos os níveis da sociedade, pois parte do “nós contra eles”. Muitos argumentam que o sistema de “livre comércio” é bom... Mas ele é corrupto nos dias de hoje, graças as políticas ruins, favorecimento, auxílios financeiros, etc. Eles supõem que se um mercado livre “puro” fosse instituído, as coisas seriam melhores. Isso é falso, pois o que você está vendo hoje é o livre mercado em funcionamento com todas as suas desigualdades e corrupção. Não há lei que vá impedir vendas privilegiadas, conspirações, monopólios, abuso de mão-de-obra, poluição, obsolescência calculada e coisas do tipo... Isso é o que o sistema baseado em competição cria com eficiência, pois é baseado na premissa de tirar vantagem dos outros para obter lucro. Ponto final.

    Precisamos começar a abandonar esses ideais opressivos e caminhar em direção de um sistema projetado para cuidar das pessoas... Não para forçá-las a lutar por sua sobrevivência. Quanto ao Número 2 (“Seres humanos precisam de um ‘estímulo’ recompensador para fazer coisas significativas), essa é uma perspectiva triste e incrivelmente negativa do ser humano. Supor que uma pessoa precise ser “motivada estruturalmente” ou “forçada” a fazer algo é simplesmente absurdo. Lembre-se de quando você era criança e não tinha a menor idéia do que fosse dinheiro. Você brincava, era curioso e fazia muitas coisas... Por quê? Porque você queria. No entanto, conforme o tempo passa em nosso sistema, a curiosidade e auto-motivação naturais são extirpadas das pessoas, pois elas são forçadas a se ajustar a um sistema de trabalho especializado, fragmentado, quase predefinido para poderem sobreviver. Por sua vez, isso costuma criar uma revolta interior natural nas pessoas devido à obrigação e foi assim que separamos os momentos de “lazer” e de “trabalho”. A preguiça que aqueles que defendem o sistema monetário (por alegar que ele cria estímulo) não reconhecem este fato. Numa sociedade verdadeira, as pessoas seguem suas inclinações naturais e trabalham para contribuir para a sociedade – não porque são “pagas” para isso, mas porque têm uma consciência maior de que colaborar com a sociedade ajuda tanto a si próprias quanto a todas as outras pessoas. Esse é o estado elevado de consciência que esperamos transmitir. A recompensa por sua contribuição para a sociedade e o bem-estar daquela sociedade... o que, por consequência, é também o seu bem-estar.

    Agora, colocando as coisas em perspectiva, é importante entendermos que nosso mundo é atual e inegavelmente conduzido por um pequeno grupo dominador em altos cargos nas instituições dominantes em nossa sociedade – Negócios e Finanças. O funcionamento do governo é regido pela influência e poder das corporações e dos bancos. O elemento vital é o dinheiro, que na verdade é uma ilusão e hoje tem pouca relevância para a sociedade, servindo como meio de manipulação e desunião num tipo de organização social que gera elitismo, crime, guerras e camadas sociais.

    Ao mesmo tempo, as pessoas aprendem que ser “correto” é o que lhes atribui valor como seres humanos. Este conceito de “correto” está diretamente ligado aos valores vigentes na sociedade. Logo, aqueles que aceitam ou apóiam as visões do sistema social são considerados “normais”, enquanto aqueles que discordam são “anormais” ou “subversivos”. Seja isso o dogma de uma tradição social ou o alinhamento com uma religião mundialmente estabelecida, a base é a mesma: o Materialismo Intelectual. Quando percebemos que o conhecimento e, consequentemente, as instituições estão em constante evolução, vemos que qualquer sistema de crença que declare “saber” tudo, sem espaço para o debate, é uma perspectiva errônea. A religião, baseada na fé, é a grande agente de distorção, já que alega ter respostas definitivas sobre as origens mais complexas da humanidade, e isso simplesmente não é possível num universo emergente.

    Compreendendo isso, percebemos então que as pessoas que foram condicionadas a aceitar completamente esses ensinamentos estáticos são tão perigosas quanto as Estruturas de Poder Estabelecidas, pois se tornam “guardiãs voluntárias do status quo”. Isso se aplica a todos os sistemas, principalmente ao político, ao financeiro e ao religioso. Uma vez que a identidade das pessoas se associa às doutrinas da ética de um País, Religião ou Empresa, torna-se muito difícil mudá-la, já que sua identidade está mesclada às das ideologias que lhe foram impostas. Assim, os ensinamentos estáticos seguem perpetuando a doutrina da instituição, simplesmente para manter sua integridade pessoal como eles a percebem. Precisamos quebrar esse ciclo, pois ele paralisa nosso crescimento não só como indivíduos, mas como sociedade.

    Verdade e Transição

    Uma vez que nós compreendamos que a integridade de nossa existência como pessoa está diretamente relacionada à integridade do Planeta Terra, da vida e de todos os outros seres humanos, teremos então um caminho predefinido. Além disso, quando percebermos que são a ciência, a tecnologia e, portanto, a criatividade humana que trazem progresso para nossas vidas, seremos capazes de reconhecer nossas verdadeiras prioridades para o crescimento pessoal e social e para o progresso. Posto isso, podemos ver que a Religião, a Política e o Sistema de Trabalho baseado em Dinheiro/Competição são modos desatualizados de operação social que agora precisam ser abordados e transcendidos. Nossa meta é um sistema social que funciona sem dinheiro ou política, ao mesmo tempo em que permite que as superstições percam terreno à medida que a educação avançar. Ninguém tem o direito de dizer ao outro em que acreditar, pois nenhum ser humano tem a compreensão completa de nenhum assunto. Entretanto, se prestarmos atenção aos processos naturais da vida, podemos ver como eles se alinham à natureza e assim nosso caminho fica mais claro. Por exemplo, muitas pessoas estão preocupadas com o crescimento populacional, enquanto comentários assustadores de pessoas como Henry Kissinger sugerem que seja necessário algum tipo de “redução”. Porém, a pergunta principal continua sendo: o crescimento populacional é tão ruim assim? A resposta é: em uma perspectiva científica, o planeta pode suportar muito mais pessoas se necessário, desde que haja investimentos em alta tecnologia. 70% do nosso planeta é coberto de água e cidades sobre o mar (um dos muitos projetos de Jacque Fresco são o próximo passo). Por sua vez, a educação sobre o funcionamento da vida informará às pessoas sobre as consequências de seus interesses reprodutivos e o crescimento populacional será reduzido naturalmente à medida que as pessoas percebam como elas estão ligadas ao planeta à capacidade de sustentação.

    Na verdade, o único verdadeiro “governo” que pode haver é o gerenciamento da Terra e de seus recursos. A partir daí, todas as possibilidades podem ser consideradas. Por isso, é necessária uma unificação intelectual entre os países, pois as informações mais valiosas que podemos ter como espécie são uma avaliação detalhada e completa do que temos nesse planeta. Assim como você avalia o solo e os recursos antes de plantar algo, precisamos fazer o mesmo com o planeta para otimizar aquilo que podemos fazer enquanto espécie, em termos de recursos.

    Naturalmente, muitos que analisarem as idéias apresentadas acima vão perguntar: “Como podemos fazer isso, considerando o sistema de valores distorcidos em vigência? Como faremos essa transição? Essa é a pergunta mais difícil. A resposta: temos que começar de algum lugar. Há muitas coisas que podem ser feitas por uma única pessoa ou comunidade que podem começar a moldar essa visão. O passo mais importante é a educação.

    Em 15 de março de 2009 (o Dia Z, como foi chamado em 2008) haverá uma série de ações mundiais para aumentar a consciência sobre esse caminho sociológico. Nossa esperança é termos encontros regionais em tantas cidades, estados e países quanto for possível. Nós aqui do zeitgeistmovement.com vamos trabalhar para oferecer material em todas as línguas que pudermos e faremos o possível para ajudar cada subgrupo. Nós nunca pediremos dinheiro. Estamos aqui para ajudar, pois entendemos uma verdade central que está esquecida há muito tempo: quanto mais você dá, mais você recebe.

    Obrigado por sua ajuda.




    Referências:

    http://www.thevenusproject.com/
    YouTube - Futuro by design parte 1

    Movimento Zeitgeist do Rio Grande do Norte
    http://thezeitgeistmovement.com/
    http://www.zeitgeistmovie.com/
    http://www.zeitgeistrio.zxq.net/
    Última edição por Raziel7766; 03-03-10 às 17:09.

  8. Risada

    A etica é algo muito legal meu, esse papo todo do Epicuro e tal...

    Mas a realidade é outra, atualmente etica é dinheiro no bolso.

    A cultura é essa, não é falta de cultura não! mas sim uma cultura predatória e egoista, que estimula e impulsiona o consumismo e a busca de vantagem em tudo, a cultura da inversão de valores.

    Esse é mais um fator gerador de monstros e bichos peçonhentos da sociedade, é mais um mecanismo do sistema que falha em proteger as pessoas sendo permissivo com relação aos que se dão bem pela falta de honestidade.

    Isso cria os sociopatas, porque diferente dos psicopatas, esquizofrenicos, psicoticos e outros patologicos, estes não tem problemas no campo psiquiatrico mas sim uma severa ruptura para com o pacto social e uma busca de tirar vantagem ao ponto de perder a sensibilidade, a empatia e dissimular uma personalidade aceita socialmente embora longe das vistas das pessoas cometam crimes de gravidade e similaridade aos doentes mentais.

    Não havendo tratamentos, os sociopatas estão se beneficiando e se espalham em escala geometrica pelo mundo, em um futuro próximo não existirão mais pessoas de brio e etica, estas coisas com o tempo serão relegadas ao passado e tudo o que podemos esperar de uma sociedade assim é que os conflitos sejam cada vez piores e que as pessoas tenham cada vez maior restrição em suas vidas porque o mecanismo de defesa para esse fenômeno será o de tratar a todos com desconfiança e impedir o acesso e ações deles com relação aos que atuam com sociopatia e que não podem ser identificados por profissionais mas apenas quando são pegos em flagrante e suas dissimulações não funcionam.

    A sociopatia pode ser definida como: transtorno da personalidade anti-social ou transtorno da personalidade dissocial.

    Os sociopata caracterizam-se pelo seu egocentrismo, desprezo por todo género de leis, regras e obrigações, assim como pelo bem estar alheio.
    Não se trata de nenhum tipo de atraso mental, na medida em que os indivíduos sociopatas apresentam um QI normal e até acima da média. Eis algumas característica da Sociopatia e dos traços que definem um sociopata:


    Perfil do Sociopata

    - Desprovidos de qualquer sentimento de remorso e de valores morais, recorrem da mentira, calúnia, insultos, sedução, intimidação, ameaças e violência, para verem satisfeitas as suas vontades.

    - São incapazes de ser fieis, ou leais e muito menos de amar alguém, inclusivamente os filhos, colocando-os muitas vezes em risco.

    - Não se compadecem pelo choro alheio. As manifestações emocionais das outras pessoas são-lhe completamente indiferentes. Se for preciso ainda agridem e humilham mais a pessoa que está em sofrimento, para que esta se cale, alegando precisar de silêncio.

    - São covardes, porque atacam sobretudo aqueles que dificilmente poderão reagir às suas agressões. Tendem a culpar as suas vítimas dos seus actos mais insanos, chamando-lhes loucas, estúpidas e outras ofensas, sublinhando que são merecedoras de todo o sofrimento que lhes incute.

    - Revelam uma necessidade doentia de manipular tudo e todos. Os ciúmes doentios são uma constante. Exigem controlo absoluto do dinheiro, horários, etc. Quando perdem o comando das situações, reagem violentamente, com ataques de fúria que se podem traduzir em agressões.

    - Nos relacionamentos, (mesmo entre pais e filhos), perdem a calma com facilidade, passando rapidamente da serenidade para a gritaria, com acessos de grande raiva. Dão pontapés e murros nas paredes, mobílias, e, eventualmente nas pessoas que os rodeiam.

    - Não sentem qualquer arrependimento dos actos que comentem, mas podem fingir na perfeição uma crise de remorsos, se entenderem que isso lhes pode trazer algum benefício pessoal.

    - A incapacidade de cumprir horários e regras sociais, leva-os a optarem pelo trabalho por conta própria, de modo a assumirem sempre o comando das situações.

    - Verifica-se uma baixa tolerância à frustração, reagindo às contrariedades como crianças birrentas.

    - Os sociopatas são sedutores por excelência. A postura charmosa fá-los parecer afáveis. Este aspecto teatral da personalidade destes indivíduos torna-os de tal modo convincentes que poucos desconfiam do lado perverso e obscuro que os define.

    - Socialmente são gentis, calmos, por norma bem vistos pela comunidade& muitos só se apercebem do seu lado perverso, momentos antes de morrerem nas mãos do sociopata.
    Mais sobre o assunto SOCIOPATIA: http://virtualpsy.locaweb.com.br/index.php?art=164&sec=99

    Então essa é minha teoria com relação aos que negam todos valores sociais e humanos, mesmo que desconheçam estão todos caminhando em direção a inversão de valores que desemboca no ato anti social, a ruptura para com os valores e para com o pacto social e finalmente logo, só sobrarão SOCIOPATAS no mundo.


    A teatralidade e manipulação social dos sociopatas é tão convincente que poucas pessoas, após algum contato duradouro com os sociopatas, são capazes de imaginar o seu lado negro, mau e perverso. Esses atributos os sociopatas são capazes de esconder durante toda vida. Vítimas fatais de sociopatas violentos percebem seu verdadeiro lado apenas alguns momentos antes de sua morte.

    Como a psiquiatria não tem uma avaliação unicamente binária da situação, como a obstetrícia que considera as grávidas e não grávidas, a sociopatia tem vários graus, desde simplesmente os socialmente perniciosos, passando pelas personalidade odiosas, até criminosos brutais do tipo "Silêncio dos Inocentes". Muitas personalidades conhecidas no campo da política, da polícia, das finanças e das empresas podem portar o caráter sociopático. Felizmente, apenas uma parte dos sociopatas se transforma em criminosos violentos, estupradores e assassinos seriais. Parece haver um amplo consenso entre os psiquiatras que a sociopatia é intratável.
    Última edição por M0Z4R7.3D; 04-03-10 às 11:12.

  9. #9
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    É muito texto num tópico só, portanto perdoem-me mas não lii tudo.

    Em relação ao assunto abordado eu concordo plenamente que o ideal é o que foi descrito no primeiro post, porém uma sociedade que siga esse modelo é totalmente utópica e sem a menor chance de adequação no mundo atual.
    Corsair TX 750W | Intel Core i5 3570K + Hyper TX3 | AsRock Z77PRO4-M | Markvision 16GB DDR3 1333MHz| PNY GTX 660 TI
    OCZ 240GB SSD Agility 3 | Seagate 500GB 7200.12 SATAII | Seagate 2x 2TB Green SATAIII | Samsung LED 27" TA550 + LED 18.5" SA300 | Logitech G15
    A4Tech X7 Oscar 750BK | Coolermaster HAF 922 | Phillips SHP 2700 | LiveTIM 50Mbps | Microsoft Windows 7 Professional x64


  10. #10
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    Não vejo utopia nenhuma em ser ético ou tentar ser ético. Eu sou. Porque outros não podem ser? Não sou santo, não sou moralista, não pretendo ser perfeito. Apenas não desço ao nível de guardar o troco a mais ou roubar carga tombada.

    Os pequenos delitos me incomodam mais que os grandes, porque qualquer pequeno delito só é pequeno porque não pode ser grande. Se tem a chance, o pequeno deliquente se torna grande. De poder ao homem e irá conhece-lo.

    Por isso a ética é tão importante, pois alguns homens chegarão mais alto que outros, estarão numa posição de domínio e influência sobre a sociedade, e se são homens sem ética, pobre dessa sociedade governada por bandidos.

    Brasileiros em geral não prezam a ética, apenas reclamam o leite derramado.

    Por não serem éticos, não conhecem a ética e seu valor, e por isso elegem homens sem ética, bandidos de boa fala e dentes de lobo.
    Última edição por Soro; 06-03-10 às 19:06.



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