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A banda larga eleitoral Fonte: http://www.estadao.com.br/estadaodeh...mp523962,0.php
14 de março de 2010 | 0h 00
Ethevaldo Siqueira - O Estadao de S.Paulo
Como estão sendo conduzidos, sem um debate nacional muito mais amplo e sem a participação do Congresso e de todos os setores da opinião pública, o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) e a reativação da Telebrás não passam hoje de bandeiras eleitorais da campanha presidencial da ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil.
E, como o assunto é complexo e de difícil implementação, o governo Lula começa a dar sinais de desorientação e nervosismo na condução do tema. É o que demonstram as declarações desencontradas do segundo escalão, de que o governo só deverá anunciar este ano as linhas gerais do PNBL e que a Telebrás só deverá ser reativada no próximo governo. Em plena campanha, o presidente Lula promete coisas impossíveis como a oferta de acesso de alta velocidade por R$ 10 mensais.
Os sinais de desespero do segundo escalão resultam do temor de que não haja tempo hábil para se recriar a Telebrás, aprovar o PNBL e iniciar a oferta de serviços de banda larga, por preços populares pelo menos a meia dúzia de cidades.
Na cúpula do governo, entretanto, ninguém quer discutir, a face escandalosa do projeto, com a manipulação indecorosa das cotações das ações da velha estatal e a interferência do "consultor" José Dirceu no processo. Esse é o quadro de um governo que nada fez na área de telecomunicações ao longo dos últimos sete anos e que, de repente, descobre um filão tão apetitoso para a campanha eleitoral quanto a banda larga e a inclusão digital.
Franklin Martins, ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, disse em audiência no Senado, na semana passada, que o modelo atual de telecomunicações não deu certo no caso da banda larga. A prova disso é a brutal demanda não atendida. E anuncia: "os estudos mostram que a reativação da Telebrás é o caminho melhor e mais fácil para atender à demanda".
O ministro tem razão num ponto: há uma demanda brutal a ser atendida. Dizemos mais: a banda larga no Brasil é escassa, cara e lenta. É preciso, no entanto, dizer com toda honestidade que tudo isso acontece por três razões: 1) porque o Brasil não tem políticas públicas que estimulem os investimentos de telecomunicações nas áreas mais pobres; 2) porque não há suficiente competição no setor; e 3) porque são cobrados tributos escorchantes, em média de 43,9% sobre o valor dos serviços.
E a lentidão? A banda larga brasileira se torna cada dia mais lenta porque as operadoras não têm feito os investimentos suficientes para atender à demanda crescente de dados baixados, por usuário, com conteúdos de áudio e vídeo - fenômeno que ocorre, aliás, em todo o mundo.
Por que Telebrás? A verdadeira solução desses problemas, no entanto, não passa pela recriação da Telebrás. De que Telebrás o governo está falando? A última delas, ao ser privatizada, em 1998, nos legou a miséria de 14 telefones por 100 habitantes, enquanto o modelo privatizado, com o aporte de R$ 180 bilhões de investimentos, elevou aquela média de 14 para os atuais 110 telefones por 100 habitantes de que dispõe hoje o Brasil.
Sem receita, cheia de dívidas e sob o fogo de centenas de ações judiciais, a Telebrás não passa de um espectro de empresa. Além disso, não conta com um quadro mínimo de especialistas de alto nível, nem dispõe de capital necessário para investir em banda larga. E mesmo que o governo dispusesse de capitais abundantes, é bom lembrar que existem outras áreas muito mais prioritárias, como saúde, educação, previdência e segurança.
Os defensores da nova Telebrás não têm a menor ideia do volume de investimentos exigidos para levar a banda larga às regiões mais remotas do País. Como falta capilaridade à rede brasileira de fibras ópticas, se o governo quisesse levar a fibra óptica a apenas 10% dos domicílios e escolas do País, seria necessário investir algo superior a R$ 100 bilhões nos próximos quatro anos.
Outro aspecto relevante é a desproporção entre a infraestrutura de fibras ópticas do governo e a da iniciativa privada. Enquanto a rede estatal tem apenas 23 mil quilômetros de cabos ópticos, a iniciativa privada conta com mais de 200 mil.
Por que não pensar numa solução revolucionária que seria a integração de tudo isso numa única rede, do tipo unbundling, onde todas operadoras pudessem competir pelos menores custos? Esse é o modelo vencedor do Reino Unido e da Coreia do Sul, por exemplo, em que a redução de custos beneficia todos usuários, com preços e tarifas muito menores. Sem nenhuma estatização.
O que ocorrerá à Telebrás se ela for reativada para competir no mercado nas mesmas condições das operadoras privadas, e com a obrigação de recolher 43,9% de impostos sobre o valor dos serviços? Alguém acredita que ela poderá prestar serviços de boa qualidade, administrar a rede de banda larga com competência e profissionalismo, sem recorrer a subsídios, sem burocracia, sem empreguismo, sem déficits monumentais e sem corrupção? Fiquemos atentos, porque o que está em jogo é o meu, o seu, o nosso dinheiro.
Omissão. Diante do modelo privatizado, o governo tem sido incompetente até para exigir bons serviços das áreas privatizadas, pois enfraquece e tenta esvaziar as agências reguladoras, a começar da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Não fiscaliza adequadamente e com rigor as operadoras. Omite-se diante dos grandes problemas setoriais. Não elabora políticas públicas sérias. Regula mal e ainda confisca os recursos que deveriam ser utilizados para supervisionar o dia a dia das concessionárias e prestadoras de serviços.
Franklin Martins revela seu grau de desinformação diante de tudo isso. E ainda menciona estudos que, em sua opinião, recomendam a reativação da Telebrás. Não existe, porém, nenhum trabalho sério nessa linha. Esses "estudos" são opiniões de assessores de segundo escalão do próprio governo, interessados em cargos e em agradar a ministra Dilma Rousseff.
Confisco. Na realidade, o governo federal só sabe sugar recursos das telecomunicações, confiscando bilhões como faz com o Fundo de Universalização das Telecomunicações (Fust), do qual já enxugou mais de R$ 9 bilhões, desde o ano 2000. Ou como tem feito o Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (Fistel), que carreou R$ 5 bilhões para o Tesouro só no ano passado, ou seja, 10 vezes mais do que o orçamento da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Pode parecer brincadeira, mas a realidade é que, quanto aos seus resultados financeiros, as telecomunicações estão hoje muito mais estatizadas do que no tempo da Telebrás. O setor parece existir para carrear anualmente mais de R$ 40 bilhões de tributos aos Estados e municípios, e mais de R$ 5 bilhões ao governo federal.
Estatal de sucesso? Qual será a chance de sucesso dessa empresa estatal nas condições atuais em que se encontram as telecomunicações brasileiras - e partindo do pressuposto de boa vontade de que a velha estatal não está sendo ressuscitada apenas para consolidar o projeto de poder do PT e para abrir no mínimo 500 vagas para nomeação de afilhados políticos?
Suponhamos que o governo tenha propósitos sérios - e queira oferecer banda larga a preços muito menores do que os atuais (que são caríssimos, sim). É claro que será impossível, sem subsídios, oferecer serviços a R$ 10 por mês, como disse o presidente Lula, com a costumeira tranquilidade com que faz suas declarações sobre problemas que desconhece.
SITE: WWW.ETHEVALDO.COM.BR
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Corrigindo:
a telebras tem apenas 23 mil quilômetros de cabos ópticos, a iniciativa privada conta com mais de 600 mil - somente a embratel as outras nem sei.
enquanto o governo quer dar mais de 1bilhão por 23 mil quilômetros de cabos ópticos ele poderia pagar menos por 600 mil da Embratel. -
banda larga por 10 reais. só se for muito burro pra acreditar nisso. ou se for uma banda larga de 128 kbps. -
Pode ser ate Banda Larga LULA Silva S.A. O Importante é beneficiar a quem precisa. E outra, opinião do Estadão pra mim é lixo e não me interessa. Core2duo E6550 + Mobo GA-P35-DS3
4096 Ram DDR2 667 Kingston
Windows Vista x64 Business SP1 Pt-Br
HD 200G Samsung SATA2
Geforce 8600GT 256m GDDR3 -
Por isso a Oi e a Telefônica não tem dinheiro para investir na rede,Ficam comprando "materias" e jornalistas em midias que todos sabem que se vendem pelo maior lançe. MSI K9A2 PLATINUM + PHENOM II X4 945@3.0+HIPER TX2 => 2X2 GB PATRIOT VIPER 1066=>CROSSFIRE HD4850+GFXCHILLA => EDIFIER C2 => CORSAIR HX520W => LN32A550 32" Full HD =>SEAGATE .12 RAID 0 2X160(SO)/1TB(Backup)=>A4TECH X7(G800 e OSCAR XL-750BK). -
Em plena campanha, o presidente Lula promete coisas impossíveis como a oferta de acesso de alta velocidade por R$ 10 mensais.
alta velocidade???
e... so pode ser 56 k ai sim e alta velocidade 
alta velocidade e so 30 mb pra cima -
quem tiver plano melhor, dinheiro pra investir ou quiser se candidatar a presidência da república chega ai, pelo que vemos só aparece nego criticando, mas dá idéia melhor não
se tiver 200 bilhões pra investir em fibra e + aparelhos chega mais, se só tiver reclamações fico grato em não ouvir/ler -
 Postado originalmente por revolts2 __________________________________________________ __
Corrigindo:
a telebras tem apenas 23 mil quilômetros de cabos ópticos, a iniciativa privada conta com mais de 600 mil - somente a embratel as outras nem sei.
enquanto o governo quer dar mais de 1bilhão por 23 mil quilômetros de cabos ópticos ele poderia pagar menos por 600 mil da Embratel. Bom acredito que sera dado um grande passo ou nao, isso so vamos descobrir com o inicio do servico para a populacao onde as empresas privadas nem se quer sabem que existem, entao e aguardar, e a respeito de propraganda do PT para eleger a Dilma, isso ja estava na cara, politicos so fazem projetos para o beneficio proprio(90%) e populacao (10%). Gostaria de saber a respeito dessa fibra optica da Embratel que o governo poderia adiquirir por menos, nao me recordo de algo em torno dissol. Alguem poderia me explicar? Core 2 Quad 2.66/12mb,| Seagate 500gb 7200rpm| Msi Radeon HD 3870 OC| Asus P5k3-Deluxe| 4Gb/1333 Markvision MacBook Pro, MC373BZ/A c/ Intel Core i7 de 2.66GHz, 4GB, 500GB GVT 15mb -
 Postado originalmente por não quero um nome quem tiver plano melhor, dinheiro pra investir ou quiser se candidatar a presidência da república chega ai, pelo que vemos só aparece nego criticando, mas dá idéia melhor não
se tiver 200 bilhões pra investir em fibra e + aparelhos chega mais, se só tiver reclamações fico grato em não ouvir/ler está tudo aqui as mentiras e verdades deste plano eleitoral e ideias que se fossem postas em pratica estariamos pagando hoje por 100mb menos de R$500 com telefonia ilimitada, iptv e muitas outras coisas incluidas. http://www.wirelessbrasil.org
de uma atenção especial para os artigos do Rogério Gonçalves e da Flávia Lefèvre Guimarães  Postado originalmente por shadowy Bom acredito que sera dado um grande passo ou nao, isso so vamos descobrir com o inicio do servico para a populacao onde as empresas privadas nem se quer sabem que existem, entao e aguardar, e a respeito de propraganda do PT para eleger a Dilma, isso ja estava na cara, politicos so fazem projetos para o beneficio proprio(90%) e populacao (10%). Gostaria de saber a respeito dessa fibra optica da Embratel que o governo poderia adiquirir por menos, nao me recordo de algo em torno dissol. Alguem poderia me explicar?  tb não me recordo, mas deve estar em algum topico que postei aqui a alguns meses atras, a fonte que retirei foi daqui: http://www.wirelessbrasil.org -
Quando bati o olho no nome do jornal: "O Estadão de São Paulo", parei de ler.
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 Postado originalmente por Alexbezerra Pode ser ate Banda Larga LULA Silva S.A. O Importante é beneficiar a quem precisa. E outra, opinião do Estadão pra mim é lixo e não me interessa. A opinião é de Ethevaldo Siqueira e não do Estadão, somente foi publicada lá.
Beneficiar de que maneira? Se for para oferecer serviço meia boca e além do mais EU pagar, como já faço com bolsa família, bolsa escola, mensalão, panetones? Não, hoje não, só amanhã (como diria José Simão). -
Na Bahia só pra ilustar, 42% da População se beneficia direta ou indiretamente do BOLsA ESMOLA!!!
Realmente vivemos uma Democracia ou seja a "Ditadura do Proletariado" ou melhor dizendo POVÂO, realmente a cada dia que passa o Brasil se nivela mais por baixo, na rasa cova da mediocridade e só ver as pesquisas eleitorais.
PS: Sobre o posts acima logo se vê pela sua falta de respeito, que defendem e aprovam esta gentalha corrupta e safada que vive de retórica e populismo, ARGH o futuro do Brasil eh preocupante e como muitos dizem, MALDITA INCLUSÂO DIGITAL!!!
Última edição por BANIDO_2X; 18-03-10 às 16:44.
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 Postado originalmente por mash A opinião é de Ethevaldo Siqueira e não do Estadão, somente foi publicada lá.
Beneficiar de que maneira? Se for para oferecer serviço meia boca e além do mais EU pagar, como já faço com bolsa família, bolsa escola, mensalão, panetones? Não, hoje não, só amanhã (como diria José Simão). Quem achou bonitinho e legal foi estadão pra publicar. Brasileiro poderá ter banda larga de R$ 25 a R$ 35 por mês
O governo retomará as reuniões do grupo que elabora o Plano Nacional de Banda Larga em abril, afirmou nesta quinta-feira (18) o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. De acordo com o ministro, estão sendo discutidos preços na faixa entre R$ 25 e R$ 35.
Segundo Bernardo, deve ser utilizada a rede de fibra ótica da antiga Eletronet e que agora pertence ao governo. O mecanismo de acesso pode ser feito em parceria com empresas privadas. [A empresa] terá o acesso à fibra ótica e vai fornecer para o usuário. Vamos condicionar que tenha um preço compatível.
Para Paulo Bernardo, não poderá haver, nesse caso, venda casada, em que a operadora oferece a internet com o telefone fixo, uma vez que isso ampliaria os custos para o usuário. A ideia é que, depois de lançado, o projeto de uso da fibra ótica se dissemine pelo país em dois anos.
A interrupção dos trabalhos ocorreu porque a segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), que será lançado no final deste mês, atropelou o andamento das discussões. "Estamos formatando a fase final do PAC 2, então suspendemos um pouco a discussão de banda larga, mas está tudo formulado, só falta bater martelo."
Paulo Bernardo salientou que a internet ainda é acessada por um número limitado de pessoas no Brasil. "E grande parte não é por meio de banda larga. Isso precisa ser resolvido." Ele relatou, durante o programa, dificuldades pessoais de acessar o serviço quando está em viagem. Core2duo E6550 + Mobo GA-P35-DS3
4096 Ram DDR2 667 Kingston
Windows Vista x64 Business SP1 Pt-Br
HD 200G Samsung SATA2
Geforce 8600GT 256m GDDR3 -
 Postado originalmente por Alexbezerra
Para Paulo Bernardo, não poderá haver, nesse caso, venda casada, em que a operadora oferece a internet com o telefone fixo Legal é o Ministro do Planejamento saber que é venda casada o que a Telecômica faz e ficar nesta ^^
Tenho telefone no apto por causa do speedy.
Enfim, deiax o tópico rolar...
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