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categoria : hardwares |
19.12.2009 / 14h57
Nvidia 3D Vision
autor: mauro
Como você já deve saber a essa altura do campeonato, uma das grandes novidades no mundo dos games em 2009 não foi nenhum título em especial, nem mesmo uma placa de vídeo que chamou a atenção entre as demais. Estamos falando do Nvidia 3D Vision – um kit, composto por óculos especiais e acessórios, destinado a mudar a experiência que o usuário tem com os games para PC, transformando-os em 3D estereoscópico.
A correria em busca da perfeição gráfica por parte de desenvolvedores e usuários é cada vez mais forte. Mas você já parou para pensar que por mais que os gráficos se tornem mais detalhados e reais, de nada adianta se você ainda enxerga tudo isso de forma “plana”? É aí que entra a tecnologia do 3D estereoscópico, acrescentando profundidade a essas imagens.
Mas o que é 3D estereoscópico? Primeiramente, é importante lembrar que não se trata exatamente de uma tecnologia nova. Na verdade, os primeiros estudos e óculos especiais voltados a esse objetivo datam da década de 1840, na Inglaterra. No entanto, trata-se de uma tecnologia em constante evolução.
Lembra dos óculos com celofane verde e vermelho? Pois é, o 3D estereoscópico funciona com esse princípio: direcionando imagens 2D diferentes para cada um dos olhos, e, com a junção das duas durante o processamento visual, o cérebro interpreta uma ilusão de profundidade, acrescentando finalmente a terceira dimensão ao que você está vendo.
Entendendo a tecnologia
Os óculos com lentes verdes e vermelhas dos quais falei antes são uma solução simples e barata que até hoje funcionam. Você mesmo pode fazer o seu em casa e experimentar um pouco dessa visualização com determinadas imagens na web e alguns vídeos específicos já disponíveis no Youtube. A própria Nvidia oferece de brinde em algumas placas de vídeo um modelo de óculos plásticos desse tipo, chamando-os de Nvidia 3D Vision Discover (foto abaixo). No entanto, esta já se trata de uma tecnologia defasada quando comparada aos “shutter glasses” – como é o caso do 3D Vision “principal”.
Os óculos coloridos podem ser usados em qualquer tipo de monitor, ao contrário dos shutter glasses que precisam de uma frequência especial. Já a partir disso, você pode ter uma idéia de que o resultado da primeira tecnologia é bastante inferior ao da segunda, sem falar na perda das cores reais da imagem, quando você passa tudo por filtros de duas cores específicas.
Imagem: How Stuff Works
Agora, o que são exatamente os shutter glasses (também chamados de “óculos estereoscópicos ativos”)? Resumidamente, eles funcionam “fechando e abrindo” as duas lentes de LCD de forma alternada e muito rápida. Cada olho emite uma imagem diferente ao cérebro, e com essa alternância feita a uma velocidade imperceptível, o cérebro recebe a ilusão da profundidade.
Imagens do monitor exibindo Modern Warfare 2 com 3D Vision ativado e desativado
Loucura, não? Pois é, mas para que isso funcione sem sobrecarregar o cérebro, é necessário que o monitor emita uma frequência de 120 Hz – daí a necessidade de monitores específicos, como o Samsung Syncmaster 2233RZ (do qual fizemos uma review recente). Com essa frequência sendo distribuída de forma alternada pelos óculos, cada olho recebe cerca de 60 Hz, o que corresponde a 60 imagens por segundo. E assim é feita a mágica.
Requisitos
Para total compatibilidade com o 3D Vision, são necessários três itens: configuração de PC adequada, monitor adequado e uma placa de vídeo GeForce compatível. Confira:2) Monitores e televisores compatíveis:
o 1920x1080 Desktop Displays
o HDTVs
3) Placas de vídeo:
O Kit
Os óculos têm um design interessante, lembrando acessórios de filmes futuristas dos anos 80 e 90. Você poderia até frequentar algumas baladas e ambientes descolados com eles sem que ninguém percebesse que se trata na verdade de um acessório para computador – mas é claro que você não vai fazer isso, a não ser que não tenha medo de danificar o aparelho.
Em uma de suas laterais você encontra a discreta bateria, onde há ainda o conector min-USB para carregá-la conectando ao PC. De acordo com o manual, basta uma carga de 4 horas para que você use o acessório por cerca de 40 horas de jogo. Na outra lateral está o receptor de sinal remoto e um botão de liga/desliga. No entanto, os óculos se desligam ou desligam automaticamente assim que uma aplicação compatível é iniciada ou encerrada no Windows. Há ainda um LED que indica o nível de bateria: Quando ele está verde, ainda há bastante carga, mas quando fica vermelho é indicativo de que a bateria está prestes a acabar.
O emissor de sinais remotos é bastante compacto, em formato de pirâmide e pode ser ligado e desligado a qualquer momento através de um botão, mesmo com o jogo rodando. Ao fazer isso, você instantaneamente ativa ou desativa o 3D Vision. É interessante fazer isso algumas vezes nas primeiras horas de uso para sentir as diferenças quanto ao uso do sistema em relação ao jogo sendo executado da maneira convencional.
Outro item interessante presente no emissor é uma roda de regulagem do nível de profundidade do efeito 3D. Girando essa roda, você pode ir do máximo até o mínimo de profundidade, em busca da configuração ideal – mas sobre isso vamos falar mais detalhadamente no próximo passo desta review.
A Experiência
Muito pode ser dito sobre o uso do 3D Vision, mas pouco pode ser demonstrado na prática. Isso porque, logicamente, é necessário experimentar a tecnologia com os próprios olhos. Mas o que pode ser dito é que realmente se trata de uma experiência inovadora que certamente representa um passo à frente na história da tecnologia 3D.Confesso que fui testar o produto sem estar exatamente muito empolgado, achando que “não seria isso tudo”, mas felizmente acabei me surpreendendo. Realmente o efeito visual que a sensação de profundidade acrescenta aos jogos torna tudo mais interessante. Dá até uma certa saudade quando você volta a jogar outros games da maneira convencional.
Em um primeiro momento sua vista pode levar um leve “susto” ao experimentar a tecnologia, mas você pode começar aplicando um nível mais leve de profundidade para ir acostumando a vista e o cérebro com o passar das horas e dos dias. Basta usar a roda de regulagem do emissor de sinais com o game em andamento para encontrar uma configuração confortável para sua situação.
Agora vamos falar do que interessa: a experiência do 3D Vision com os jogos. Experimentei três jogaços que funcionam muito bem com a tecnologia: Call of Duty: Modern Warfare 2, Resident Evil 5 e Batman: Arkham Asylum. O resultado com os três me agradou muito, mas curiosamente, o Resident Evil 5 – que de acordo com os rankings da Nvidia é o mais compatível com 3D Vision dentre esses três títulos – foi o que menos me impressionou na prática, mas talvez isso seja mais pelo jogo ser menos dinâmico do que os outros dois do que pelo resultado visual em si.
Começando pelo Modern Warfare 2, já posso confirmar o que outros usuários já têm declarado a respeito: os games de tiro em primeira pessoa são os jogos que aparentemente mais vão tirar proveito desta tecnologia. Enxergar todos os inimigos, tiros, cenários e demais detalhes com sensação de profundidade, sem um personagem “atrapalhando” no meio da tela, torna a experiência bem mais imersiva.
Quando você leva um tiro e o sangue jorra na tela, você vê isso no primeiro plano, enquanto todo o restante da ação se desenrola nos planos seguintes, por exemplo. Você se torna capaz de enxergar sua arma em profundidade, e os inimigos e pontos do cenário que estão distantes realmente se tornam distantes. Com isso, fica mais intuitiva a tarefa de planejar suas ações no jogo, mirar nos inimigos e tudo mais. Por mais realista que seja o gráfico sem essa tecnologia, não há nada que compense essa sensação.
Em Resident Evil 5, de cara a primeira coisa que você já percebe são as curvas de sua parceira Sheva Alomar em profundidade. Por mais nerd que isso possa soar, confesso que dei uma bela “rodeada” nela com a câmera para conferir o efeito visual causado por essa novidade, se é que você me entende. Esse tipo de experiência só nos leva a imaginar o nível de realismo que futuros games e softwares em 3D estereoscópico ativo poderão proporcionar daqui a mais alguns anos, quando os gráficos estiverem ainda mais realistas.
Mas chega de secar a Sheva e vamos andando pelo cenário da primeira fase do game, que se passa em uma amedrontadora cidade da África infestada por zumbis. Ao sinal dos primeiros inimigos bizarros que aparecem, você já sente o impacto que a profundidade adiciona ao clima de ação e horror do game, com os zumbis pulando em sua direção. Garanto que é mais emocionante do que assistir a um filme de terror em 3D no cinema. Isso sem falar nos detalhes dos cenários, que passam maior realismo com os diferentes planos sendo captados pela sua visão.
Falando em detalhes de cenário, não poderíamos deixar de comentar o Batman: Arkham Asylum. É impressionante como experimentar esse game com o 3D Vision deixa você muito mais “no clima” da aventura detetivesca de Batman se infiltrando nos corredores sombrios do enorme hospício. As texturas dos personagens, como o próprio Batman com sua armadura e o corpo escamoso do Croc, deixam você admirado. E detalhes como fumaça, vapor, paredes e demais objetos com profundidade tornam tudo muito mais imersivo, acrescentando um pouco mais de adrenalina a esse game que já é bastante emocionante mesmo com a visualização convencional.
Outro detalhe que vale a pena ser mencionado é o fato de o software do 3D Vision exibir informações na tela do game pertinentes ao melhor ajuste para otimizar a experiência 3D. Ou seja, ele diz ao jogador o que mudar nas configurações de vídeo do jogo para melhorar a performance de exibição, como pode ser visto na figura abaixo.
No entanto, como nem tudo é perfeito, há alguns pontos fracos que constatei no uso do 3D Vision. O primeiro deles é que a imagem fica levemente mais opaca – o que se deve provavelmente ao efeito do preenchimento das telas de LCD dos óculos em velocidade imperceptível a nível consciente. Já o segundo motivo é a queda na taxa de frames por segundo, mas me atrevo a afirmar que não se trata de uma perda tão significativa, já que é tanta informação sendo absorvida pelo seu cérebro em meio ao processamento do efeito 3D que esses frames perdidos acabam passando despercebidos.
Mas vejamos o desempenho em números nos testes a seguir.
Testes
Fizemos alguns testes de performance para ver como o sistema se comporta com a tecnologia 3D. Abaixo temos alguns benchmarks que podem esclarecer algumas dúvidas.O primeiro ponto a ser destacado é que existe uma perda considerável de performance, isso quer dizer que placas de vídeo destinadas ao segmento low não são recomendadas para o uso do 3D Vision - apesar de que seria no mínimo estranho alguem montar um sistema com um monitor desse nível e um óculos 3D e ter uma placa de vídeo de baixo custo, mas não custa avisar.
O segundo ponto é que não existe diferença de performance com o game rodando a 120Hz ou 60Hz, em ambos os casos a performance será a mesma como podem ver abaixo. Mas, novamente lembrando, o modo 3D só pode ser ativado em 120 Hz.
E por último, existe uma diferença na performance com relação ao V-Sync ativado ou desativado, sendo que o sistema consegue resultado melhor no desempenho quando o V-Sync está ativado.
HIGH QUALITY, 4xAA 8xAF, 1680x1050

Para os que ainda não conhecem a função do V-Sync, vamos repetir o que foi dito na review do monitor Syncmaster 2233RZ: "A sincronização vertical (V-Sync) elimina cortes na imagem. Em jogos com cenas de movimento muito dinâmicas, é possível ativar esta opção sem que a imagem fique borrada. Em monitores de 60 Hz, o uso do V-Sync elimina os cortes, porém compromete a taxa de frames por segundo, deixando a imagem borrada".
Conclusão
Agora vem a pergunta: Vale a pena investir em uma tecnologia como o 3D Vision neste momento? E a resposta é: Se você é um entusiasta da tecnologia, adora jogar no PC e já quer se inserir no que muito provavelmente será a tendência dos próximos anos, vale.Alguns podem dizer que a tecnologia do 3D evoluiu de forma relativamente lenta. A impressão que temos é justamente essa, se considerarmos que há 20 anos a Sega lançava óculos semelhantes para o seu console de 8 bits Master System. Era o SegaScope, que também funcionava no esquema "shutter glasses", mas a uma frequência muito mais baixa que cansava muito a vista e o cérebro, sem falar na qualidade gráfica dos consoles da época, que de realista não tinha nada.
Com o passar dos anos, vimos um avanço signifativo na tecnologia 3D voltada ao cinema, mas finalmente alguém voltou a prestar atenção nos gamers. O fato é que, apesar do grande foco da NVidia neste momento ser o público gamer, os frutos do 3D Vision serão colhidos também em outras áreas do entretenimento visual. Como divulgado recentemente (leia a notícia aqui), em breve teremos Blu-ray em 3D no mercado, e os shutter glasses são a única tecnologia de vizualização totalmente recomendada neste momento.
Nesta página dentro do site da NVidia, é possível baixar alguns vídeos em alta resolução para visualização em 3D com os óculos. O Youtube também já está preparado para o 3D, com vídeos como este em alta definição sendo publicados no site. Caso você seja proprietário do 3D Vision, já pode dar uma conferida para sentir o que deve se tornar cada vez mais popular nos próximos anos.
Se vídeo em 3D de qualidade já é algo totalmente viável, logicamente a visualização de fotos estereoscópicas também é. O proprio kit 3D Vision acompanha um aplicativo destinado à visualização de fotos em 3D, trazendo alguns arquivos de imagem como demonstração para os usuários. Certamente a tendência a partir daqui é o investimento nessa tecnologia, já que a concorrente AMD já anunciou que deverá divulgar sua solução 3D já no próximo ano.
Então o que podemos esperar para daqui em diante é o surgimento de diversos dispositivos voltados à captura e visualização em 3D, como câmeras e mais monitores e televisores, além da melhoria gradativa da taxa de frames por segundo nos games rodando em 3D - já que as placas de vídeo evoluem a cada ano. Portanto, pode colocar seus óculos, e "boa viagem".
Tira-Dúvidas
Devido à grande repercussão da review, resolvemos incluir uma página extra com respostas às perguntas mais comuns feitas nos comentários. Lembrando que é interessante que você tenha lido as seções "Introdução" e "Entendendo a tecnologia" para melhor compreender sobre o assunto. Aí vão as perguntas:
- Por que os óculos precisam de bateria?
Os óculos 3D Vision são do tipo “shutter glasses”. Em uma tradução livre, seria algo como “óculos de persiana”. Tendo esse conceito em mente, é fácil entender seu funcionamento: As duas lentes são na verdade telas de LCD que “se fecham” como persianas, preenchendo-se totalmente de preto a uma velocidade imperceptível e de forma alternada. Também são enviados sinais remotos do computador (atráves do emissor em formato de pirâmide) para os óculos e vice-versa, ativando as telas de LCD de acordo com o aplicativo em processamento. Para que tudo isso ocorra, é necessário que os óculos disponham de energia elétrica.
- O que é a “convergência” no funcionamento dos óculos?
Sem entrar em detalhes fisiológicos, a convergência é a característica da visão que nos permite focar objetos em primeiro plano. Na tecnologia 3D, é ela que nos dá a impressão de vermos objetos de perto. Na maioria dos games atuais, as configurações de convergência já vêm pré-ajustadas para uso com 3D Vision pela própria Nvidia (por esse e outros motivos é importante manter o software atualizado). No entanto, o usuário pode ajustar por conta própria, para buscar manualmente uma configuração ideal à sua experiência. Isso pode ser feito habilitando as configurações avançadas do 3D Vision, como mostra a figura abaixo.
- Pessoas que usam óculos de grau podem usar o 3D Vision?
Sim. Inclusive este é um dos motivos para que a Nvidia tenha incluído algumas peças extras de diferentes tamanhos para ajustar o apoio do óculos 3D no nariz, de acordo com o que o usuário achar mais confortável.
- Qual a diferença dos demais óculos 3D para o 3D Vision?
Os óculos de lentes plásticas de duas cores são um método bastante antigo e popular de se conseguir a visualização em 3D, mas não oferecem os melhores resultados quanto ao nível de profundidade e convergência, e também pecam pela perda na fidelidade de cores, já que a imagem passa por um filtro colorido. Quanto aos óculos 3D utilizados em cinemas, há diversas tecnologias no mercado mundial, porém o grande diferencial está no fato de que a regulagem do nível de profundidade e convergência das salas de cinema é feita de forma a não causar estranhamento ou náuseas na maioria das pessoas, deixando assim o efeito 3D em um “meio termo”. Já com o 3D estereoscópico (shutter glasses, como é o caso do 3D Vision), é possível regular o nível do efeito 3D através da interface do software, além de não haver o problema com as cores. Os resultados dessa tecnologia tendem a ser mais avançados, a ponto de ser adotada como padrão para visualização de Blu-ray em 3D a partir de 2010.
- Televisores de 120Hz são compatíveis?
Sim, porém é necessário ficar atento aos modelos recomendados pela Nvidia (ver seção “Requisitos”). Para que um televisor seja compatível com o 3D Vision, precisa ser do tipo HDTV DLP 1080p.
- Poderia falar mais sobre a experiência dos games com 3D Vision?
Devido à nossa agenda apertada de pautas para o final do ano, não pudemos testar tantos games com o 3D Vision quanto gostaríamos, além dos três mencionados na review. No entanto, nosso leitor Alex contribuiu para essa seção com seu depoimento, como podem ler abaixo:
“Quando se muda a profundidade, se faz necessário também corrigir a convergência que é a junção ou separamento das imagens em 3D. Basicamente existem dois ajustes: um para a imagem "sair do monitor" - ou seja, o pop out/convergência - e a segundo pra dar noção de profundidade. Para a imagem sair do monitor, tende-se a tirar os óculos e ajustar a imagem do objeto de perto, de modo que virem uma só, ou o mais próximo a isso. Para ganhar profundidade, você faz a mesma coisa só q com o objeto de fundo. Um exemplo seria o Call of Duty: Se você colocar a arma na posição de mira e tirar os óculos, fazendo a imagem da arma ficar uma só, quando voltar a colocar os óculos, a arma vai estar "fora do monitor" mas o fundo meio "embaçado", dificil de focar.
Se você tirar os óculos e fazer o fundo virar uma imagem só, aí vai ganhar sensação de profundidade na tela, mas perde o foco da mira que está perto. Mas tanto a convergência como a profundidade trabalham em conjunto e vai ser uma tarefa pessoal você determinar qual é o caso melhor para você na hora. Não precisa “juntar” as imagens sempre, pode ter um meio termo q fique muito bom (há poucos jogos que não permitem mudar a convergência, já em outros ela é automática).
O sistema leva uma semana em média para a pessoa se adaptar à profundidade, e no primeiro momento fica dificil fazer a mudança de foco em 3D de forma rápida sem perder a noção. Com isso, sem querer a pessoa fica "vesga" ou "tonta" por alguns segundos. Um jogo que considero o melhor título em 3D até o momento é o Avatar. O cenário é enorme, com uma imersão muito grande, ao contrário do Batman que é mais fechado. Ignorando a história, eles são as melhores opções de 3D, além de Resident Evil 5 e Left 3 Dead 2.”
Agradecemos ao Alex e aos demais leitores que manifestaram suas dúvidas.