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categoria : hardwares |
18.11.2009 / 21h54
XFX GeForce GT 220
A NVIDIA lançou, no dia 12 de outubro, a GT 220 (além da G 210), placa baseada no chip GT216 que trouxe duas grandes novidades em se tratando da marca GeForce: a litografia em 40nm e o suporte ao DirectX 10.1.
Voltada para o segmento de baixo custo, a VGA chega em um momento muito delicado para a NVIDIA, onde suas rivais já se encontram no mercado há bastante tempo. Para completar, a GeForce GT 220, além de brigar com as Radeons de com menores preços, ainda tem como concorrente suas próprias “irmãs mais velhas”, como é o caso da 9500 GT/ 9600 GSO.
Inferências a parte, o fato é que a placa traz um chip com processo de fabricação mais refinado e consumo de energia reduzido (TDP em idle de apenas 7W e full em 58W), além de suportar o shader model 4.1 e o DirectCompute presentes no DX 10.1.

(Modelo de referência da GeForce GT 220)
Além disso, a GeForce GT 220 é compatível com a nova versão do Badaboom, software da NVIDIA que permite o usuário converter vídeos para formatos portáteis através da própria GPU (processo chamado de GPGPU/CUDA), trazendo ainda ganhos expressivos na performance de certas aplicações de uso geral, tais como com o Nero Move It e o vReveal.
Apesar de não possuir grande poder de fogo (como pode ser visto nos testes desta review), a VGA poder ser utilizada como placa auxiliar para o processamento da física (PhysX), que começa, aos poucos, a ganhar corpo em diversos games do momento, como "Batman: Arkham Asylum", "Darkest of Days" e "Resident Evil 5".
A GeForce GT 220 (assim como a G 210 e a GT 240) é a primeira placa 3D da NVIDIA a incluir suporte nativo a especificação HDMI 1.3a, que inclui áudio sem compressão de 7.1 canais, também conhecido como áudio de Blu-Ray.
A arquitetura da GT216
Diferentemente do que muitos acreditam, o chip GT216 presente na GeForce GT 220 é uma versão baseada (e simplificada) da GT200, contida, por exemplo, na GTX 285, e não da G92 (GeForces série 9). Assim, a título comparativo com a sua “irmã maior”, enquanto a GeForce GTX 285 conta com 10 conjuntos (clusters) de processamento de texturas (mais conhecidos simplesmente por sua sigla em inglês TPC) - onde cada um possui com 24 streaming processors individuais (SP) e 8 unidades de gerenciamento de texturas (TMU), resultando assim em 240 processor cores (10x24) e 80 TMUs (10x8) - a GT 240 possui apenas 2 TPCs, totalizando 48 processors cores (também conhecidos como shaders processors) (2x24) e 16 TMUs (2x8).Já com a interface de memória, a GTX 285 conta com 8 partições de operações de rasterização (ROP) de 64 bits, gerando, assim, um bus total de 512 bits (8x64). Por sua vez, a GeForce GT 240 tem 2 ROPs de 64 bits, acumulando um bus de 128 bits (2x64). Outra diferença entre os dois chips é o fato de que enquanto as partições de operações de rasterização são capazes de manipular 64 pixels por clock; na GT216, os ROPs estão limitados a apenas 4 pixels por ciclo de clock.

(Arquitetura da GTX 285)
Desta forma, analisando apenas os números friamente, pode-se dizer que, em tese, a GeForce GT 220 possui cerca de um quinto ou 20% do poder de processamento de sua “big sister” GTX 285.
Vale ressaltar que, apesar de compartilhar de uma mesma arquitetura da GT200, a GT216 não foi construída através do simples método de “copiar e colar”. Os engenheiros da NVIDIA adicionaram alguns “truques” e novidades ao chip, como é o caso do já mencionado suporte ao DirectX 10.1/Shader Model 4.1, controladora de áudio integrada suportando até 8 canais LPCM e suporte avançado para streams de vídeo nos formatos DivX, VC-1, MPEG-2 e Flash.
Os recursos da GT 220
Confiram abaixo os principais recursos presentes na GeForce GT 220:- 486 milhões de transistores;
- Litografia em 40nm;
- 48 Processors Cores (Stream Processors);
- 8 ROPs;
- 16 TMUs;
- 512MB/1GB de memória DDR2/DDR3/GDDR3;
- Bus de 128 bits;
- Suporte às tecnologias: CUDA, DirectX 10.1/Shader Model 4.1, PureVideo HD Technology, Badaboom, HDMI 1.3a, OpenGL 3.1, OpenCL, DirectCompute e Windows 7.
Um dos pontos chaves da GeForce GT 220 está na litografia (que é o processo utilizado na fabricação do chip) da GT216, por ser a primeira GPU da NVIDIA a utilizar o padrão de 40nm da TSMC. Trata-se de um importante marco para a NVIDIA, uma vez que resultará em redução de custos na fabricação de tais chips gráficos. Além disso, o novo processo de fabricação permitiu que a placa consumisse menos energia (como ressaltado anteriormente: 7W em modo de repouso e 58W quando trabalhando a todo vapor), permitindo ainda um maior potencial para overclock.
Um fato curioso que já vem acontecendo há algum tempo é que, enquanto que a NVIDIA é de certa forma rigorosa com as placas de alto desempenho (no cumprimento das especificações técnicas por parte de suas parceiras), o mesmo não ocorre com as VGAs de baixo custo. Para ter uma idéia, há uma ampla variedade de opções para a GeForce GT 220: a GPU, embora seja marcada por padrão em 625Mhz, há opções no mercado operando em diversas velocidades, algumas delas próximas a 700Mhz. O mesmo para os shaders, que oficialmente trabalha a 1360Mhz, mas com muitas variações.
Contudo, o fato que mais chama a atenção é para a configuração das memórias. Há versões equipadas com DDR2, DDR3 e GDDR3, com clocks oscilando de 800Mhz à 2024Mhz! Todas com bus de 128 bits e com 512MB ou 1GB.
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GeForce 9500 GT | GeForce GT 220 |
GeForce 9600 GSO 512 |
GeForce 9600 GSO |
GeForce 9600 GT |
| Codinome | G96 | GT216 | G94 | G92 | G94 |
| Litografia | 55nm | 40nm | 65nm | 65nm | 55nm |
| Transistores | 314M | 486M | 505M | 754M | 505M |
| Clock GPU | 550 MHz | 625 MHz | 650 MHz | 550 MHz | 650 MHz |
| Shader units | 32 | 48 | 48 | 96 | 64 |
| Clock Shaders | 1400 MHz | 1360 MHz | 1625 MHz | 1375MHz | 1625 MHz |
| ROPs | 8 | 8 | 16 | 8 | 16 |
| TMUs | 8 | 16 | 24 | 24 | 32 |
| Pixel Fillrate | 4.4 GPixels/s |
10.0 GPixels/s |
10.4 GPixels/s |
4.4 GPixels/s |
10.4 GPixels/s |
| Texture Fillrate | 8.8 GTexels/s |
15.0 GTexels/s |
15.6 GTexels/s |
15.4 GTexels/s |
20.8 GTexels/s |
| Qtde. Memória | 256 MB / 512 MB | 512 MB / 1024 MB | 512 MB | 512 MB | 512 MB |
| Interface Memória | 128 bits | 128 bits | 256 bits | 128 bits | 256 bits |
| Clock Memória | 1.0
GHz (DDR2)/ 1.6 GHz (GDDR3) |
800Mhz (DDR2) / 2.02 GHz (GDDR3) |
1.80 GHz (GDDR3) |
1.0
GHz (DDR2) |
1.80 GHz (GDDR3) |
| Memory Bandwidth |
Até 25.6 GB/s | Até 32.4 GB/s | 57.6 GB/s | 16.2 GB/s | 57.6 GB/s |
| TDP Máximo | 50W | 58W | 90W | 105W | 90W |
| Preço | $45-60 | $59-$79 | $40-$60 | $40-$60 | $70-$85 |
Desta forma, o usuário deve ficar atento na hora da compra, para não correr o risco de levar para casa um modelo com desempenho abaixo do visto na web ou na casa de um amigo.
Fechando esse tópico, em uma análise na tabela comparativa acima, podemos concluir que a GeForce GT 220 fica posicionada entre a 9500GT e 9600 GSO de 512MB (G94).
NVIDIA rende-se ao DX 10.1
Muitos acreditam que a GT 220 (assim como a G210 e GT 240), chegou tarde ao mercado. Contudo, vale ressaltar que a placa foi, na verdade, lançada sem maiores alardes em julho, mas ficando restrita ao segmento OEM/integradores de PC.Embora não declare abertamente, comenta-se pelos bastidores que a companhia teria cedido a pressão dos grandes players do mercado OEM. É que a NVIDIA até então mostrou-se contrária a criação de uma geração de chips compatível com o DirectX 10.1 por acreditar que não haveria muito sentido, uma vez que praticamente não existiria (o que depois se provou ser verdade) games compatíveis com tal versão da API gráfica da Microsoft.
Contudo, grandes companhias teriam insistido que a NVIDIA desenvolvesse placas com tal suporte, uma vez que seria um diferencial, ou pelo menos, igualar-se-iam as condições perante a sua rival ATi, sendo motivo para um belo marketing, daqueles estampados do lado de fora do gabinete com os dizeres: “Compatível com o DirectX 10.1!”.
Como o futuro (ou se preferirem, já o presente) pertence ao DirectX 11, não iremos abordar aqui com tanta ênfase e detalhes sobre as novidades advindas com a atualização do DX10.
O DirectX 10.1 manteve, de forma geral, a mesma estrutura base e o modo de programação da versão 10, muito embora tenha trazido várias melhorias. É o caso das instruções dos shaders para vértices, geometria e pixels (vertex, geometry e pixel shaders), graças à atualização para o Shader Model 4.1, bem como o uso de operações com pontos flutuantes de 32 bits (ao invés de 16 bits) e a obrigatoriedade ao filtro de antialiasing FSAA em 4x.
De um modo geral, as novidades advindas com o DirectX 10.1 podem ser divididas em quatro categorias:
- novas capacidades para sombreamento e texturização dos gráficos;
- aprimoramento do filtro anti-aliasing;
- acesso aos dados de forma mais flexível; e
- rigor no cumprimento das especificações para uma melhor compatibilidade nas aplicações.
Esses quatro pontos possibilitaram a criação de novas técnicas para o aprimoramento da qualidade das imagens, como por exemplo a Iluminação Global em Tempo Real (real-time global illumination), que definiu a direção futura da interatividade dos gráficos 3D.
De forma simples, a Iluminação Global é a técnica de renderização que combina os benefícios do mapeamento de luz / sombra com iluminação indireta, com suporte praticamente a ilimitadas fontes de luzes dinâmicas, reflexões realistas e sombras suaves. Com o DirectX 10.1, os desenvolvedores podem usar matrizes de mapas de cubos indexados e shaders de geometria para aplicar a iluminação global eficientemente em tempo real, mesmo com milhares de objetos fisicamente modelados em um cenário complexo e interativo.
Confiram, abaixo, as diferenças das imagens com e sem a técnica:
Renderização sem Iluminação Global
As áreas que estão fora da área da lâmpada do teto sofrem de falta direta de luz, havendo uma “penumbra” uniforme, mesmo em objetos semi-transparentes.
Renderização com Iluminação Global
A luz é refletida pelas superfícies, onde as luzes coloridas são transferidas de uma superfície para outra. Observe como a cor da parede vermelha e verde (não visível) reflete sobre outras áreas na cena. Outro ponto interessante é a cáustica projetada na parede vermelha da luz que atravessa a esfera de vidro.
Fotos
Confiram algumas fotos da placa de vídeo GeForce GT 220 da XFX utilizada nessa review. Em seguida, temos também uma tela do software GPU-Z, que mostra algumas características da placa.
Máquina/Softwares utilizados
Diferente dos testes feitos em outras reviews sobre placas destinadas ao segmento MID e HIGH, em reviews de placas LOW temos que fazer algumas mudanças. Justamente por não alcançarem o mesmo nível de performance.3DMark06, 3DMark Vantage
Rodando o 3DMark06 temos a GT 220 com um score cerca de 10% superior à 9500GT, mas ainda bem longe da 9600GSO. A nova placa da Nvidia também supera a 4650.
Opções Padrões (Default), NoAA NoAF, 1024x768

3DMark Vantage
Em cima do 3DMark Vantage, novamente a GT 220 fica em segundo lugar atrás da 9600GSO. A placa aumenta a diferença para a 9500GT, pouco acima dos 20% de vantagem. Já na comparação com a 4650, a briga ficou mais apertada, mas com vantagem da placa da Nvidia.
Opções Padrões (Default), Performance, NoAA NoAF, 1280x1024

Crysis
Como destacamos nas especificações, utilizaremos qualidade média e filtros desativados em alguns games. "Crysis" é um deles.
MEDIUM QUALITY, NoAA NoAF, 1024x768

MEDIUM QUALITY, NoAA NoAF, 1280x1024

MEDIUM QUALITY, NoAA NoAF, 1680x1050

Far Cry 2
Nos testes com "Far Cry 2", resultado um pouco melhor para a GT 220 na comparação com a 4650. Agora temos um empate técnico nas duas resoluções mais altas, com leve vantagem da placa da ATI na resolução mais baixa.
HIGH QUALITY, NoAA NoAF, 1024x768

HIGH QUALITY, NoAA NoAF, 1280x1024

HIGH QUALITY, NoAA NoAF, 1680x1050

F.E.A.R.
Com "F.E.A.R.", game mais antigo de nossos testes, temos vantagem da GeForce GT 220 sobre a 4650 e, logicamente, também sobre a 9500GT. Uma briga inesperada, diga-se de passagem, onde a 4650 e a 9500GT estão praticamente coladas, com a GT 220 um pouco à frente e a 9600GSO dominando como nos demais testes.
HIGH QUALITY, NoAA NoAF, 1024x768

HIGH QUALITY, NoAA NoAF, 1280x1024

HIGH QUALITY, NoAA NoAF, 1680x1050

Tom Clancy's H.A.W.X
Com "Tom Clancy's H.A.W.X", único teste baseado em DirectX 10.1, a GT 220 ficou atrás da 4650, mesmo que por pouca diferença. Apenas esses dois modelos possuem suporte a DX 10.1.
MEDIUM/LOW QUALITY, NoAA NoAF, 1024x768

MEDIUM/LOW QUALITY, NoAA NoAF, 1280x1024

MEDIUM/LOW QUALITY, NoxAA NoAF, 1680x1050

World in Conflict
Nos testes de "World in Conflict", game de estratégia 3D em tempo real da Massive, a briga entre ATI e Nvidia sempre foi muito boa. E com as placas utilizadas nesta review não é diferente.
MEDIUM QUALITY(DX10), NoAA NoAF, 1024x768

MEDIUM QUALITY(DX10), NoAA NoAF, 1280x1024

MEDIUM QUALITY(DX10), NoAA NoAF, 1680x1050

Batman: Arkham Asylum
Rodamos os testes do "Batman: Arkham Asylum" de duas formas: uma com PhysX ativado e outra desativado. Com isso, poderemos ver bem o quanto uma placa de segmento LOW é impactada por essa tecnologia.
Antes, vamos ao teste com PhysX desativado, onde a 9600GSO consegue o melhor resultado, seguida de perto pela 4650. A GT 220 fica atrás da 4650 pela mesma proporção que, por sua vez, tem uma performance pouco acima de 10% superior a 9500GT.
MEDIUM QUALITY, NoAA NoAF, 1024x768, PhysX Desativado

Com PhysX ativado, temos uma mudança considerável. Primeiro pelo simples fato da tecnologia fazer a performance de todas as placas cair consideravelmente, acima dos 50%.
E depois, como já era de se esperar, o fato das placas da Nvidia conseguirem resultados superiores às da ATI. Afinal, os modelos da Nvidia possuem aceleração de hardware para PhysX, ao contrário das placas da ATI.
Reparem que a placa da ATI é afetada de uma forma muito mais acentuada que as placas da Nvidia. Sua performance cai em 83% com relação ao resultado alcançado com PhysX desativado, mostrando o quão é importante o uso de uma placa da Nvidia para rodar a tecnologia PhysX. Faz uma diferença considerável na qualidade final do game, como puderam ver no vídeo acima.
MEDIUM QUALITY, NoAA NoAF, 1024x768, PhysX Ativado

Conclusão
Apesar do belo trabalho da XFX com a produção de uma placa esteticamente bonita e moderna, o chip por trás da GeForce GT 220, o GT216, não trouxe grandes avanços em termos de poder em relação às suas “irmãs mais velhas”, como é o caso da 9500 GT e 9600 GSO.Na verdade, a placa é voltada para alguns nichos específicos de mercado, sendo por exemplo uma excelente opção para quem está procurando montar um PC como central multimídia (HTPC), uma vez que alia os principais pontos para tal: performance para rodar/converter vídeos em alta definição, baixo consumo de energia e suporte ao HDMI 1.3a.
Outro nicho é para aquele usuário que possui um computador equipado com vídeo onboard, pois o ganho de desempenho será considerável, podendo o mesmo ensaiar a se aventurar a jogar acima dos 800x600 e 1024x768, ou ainda “arriscar-se” a utilizar um ou outro filtro em um jogo não tão pesado em resoluções mais modestas.
A GT 220 pode, também, ser uma boa opção para o jogador casual que não está disposto a gastar uma pequena fortuna em uma nova VGA e pretende aposentar sua placa 3D antiga, como por exemplo, as GeForces 6200/6500, as 7300, as Radeons 2300/2400 ou as 3400/3500.
Por fim, a placa confere uma opção interessante para servir como VGA auxiliar no processamento da parte da física dos jogos, deixando a placa “principal” exclusiva para a renderização das imagens/gráficos 3D.