Como sempre, a Sony arrasou no visual do Xperia S. O telefone é muito bonito, simples e resistente, mas peca em alguns aspectos. Em primeiro lugar, ele é muito quadradão. Se isso dá uma primeira impressão interessante, não se pode dizer o mesmo após muito tempo de uso. É complicado operá-lo com uma mão só, ainda mais para quem tem as mãos pequenas. A curvatura na traseira é mínima e não faz diferença nenhuma na ergonomia. O Xperia arc continua sendo muito mais confortável.
E já que falamos no arc, o Xperia S também transmite a sensação de borda invisível: quando apagado, a tela fica tão preta quanto as bordas, o que dá um efeito muito legal. A companhia também segue a tendência minimalista e aboliu os botões físicos. Quando o aparelho está apagado, aliás,você só vai ver três minúsculos pontinhos brancos.
A coisa muda quando você aperta o botão liga/desliga. Além do display, também acende a faixa transparente na parte inferior da tela. E, dentro dela, a indicação dos botões capacitivos “voltar”, “home” e “opções” também se iluminam. O estranho é que você não deve pressioná-los, mas sim, tocar o dedo na parte logo acima, onde ficam os pontinhos brancos. De primeira, provavelmente, muita gente vai apertar o local errado.
Fora isso, a parte frontal não traz mais nada além do alto-falante, o logo da Sony (não mais Sony Ericsson), o LED de notificações e a câmera frontal, ambos discretíssimos. Abaixo da faixa transparente, a marca “Xperia” está gravada em baixo-relevo.
Na lateral direita, fica a saída HDMI, felizmente protegida por uma portinha. Também estão ali os botões de volume e o de disparo da câmera, ambos cromados. A lateral esquerda abriga apenas a saída microUSB, também protegida por uma tampinha. Na parte de cima, fica o botão liga/desliga e o plug para fones de ouvido de 3.5mm.
A traseira é removível, mas o processo não é tão fácil. Faltou uma ranhura para encaixar a unha e, então, puxar a tampa. Pelo menos, não é preciso remover a bateria para inserir o cartão MicroSIM.
A tela é ótima. Seus 4.3 pixels são ideais para usar o aparelho confortavelmente com uma mão só. Pena que isso fica um pouco prejudicado pelo design quadradão do smartphone: ele é um pouco pesado e largo demais para isso, então, no começo, você vai precisar de um pouco de malabarismo.
O display não tem nenhuma tecnologia super diferenciada como o Super AMOLED da Samsung, mas tem uma boa densidade de pixels, com 342ppi, ainda maior que a do Galaxy S III, algo que é uma tendência nessa nova geração. Isso se traduz em ícones mais definidos e fontes nítidas e legíveis.


A visibilidade das letras, sem dar o zoom na tela, não é tão boa quanto no Galaxy S III e sua tela de 4.8. Mas, assim como no aparelho da Samsung, a tela responde super bem e de forma imediata ao comando do usuário, de forma que o movimento de zoom-in e zoom-out nas páginas pode ser feito rapidamente, sem travamentos. E para quem usa o aparelho com uma mão só, basta dar dois toques para aumentar a página.
O display, porém, não é protegido por Gorilla Glass. Nas especificações oficiais, a Sony só diz que ele tem proteção anti-arranhões. Proteção que não parece ser muito decente, uma vez que a unidade que nos mandaram para análise já veio com alguns arranhões. Bem chato... pelo menos, a tela tem um toque agradável e desliza suavemente.