
Shank 2 (PS3)
autor: andrei
"Shank 2", sequência de um dos jogos indies mais badalados de 2010, acaba de aterrisar na Playstation Network (também disponível na Xbox Live e no Steam). O primeiro game, embora tenha agradado a muita gente - e crítica - de maneira geral, não era exatamente um primor em termos de produção e tinha vários defeitos que derrubavam a diversão. O segundo jogo não só consegue melhorar em vários aspectos como também diverte mais, exatamente como uma continuação deve ser.

A trama do título é bastante simples: o protagonista Shank se encontra de férias na América do Sul, onde uma força ditatorial opressora abala os povos do local. Ao saber que um dos seus grandes amigos está aprisionado nesse meio, ele não vê melhor oportunidade em se redimir do seu passado criminoso e ajudar aqueles que precisarem. Esse é o foco da história e nada mais de muito importante acontece durante toda a campanha. Por mais que eu me esforçasse em gostar dela, não houve nenhum tipo de novidade realmente atraente que me fizesse ficar atento aos breves falatórios do game. É uma pena, pois poderia ser mais elaborado e convincente.
Jogabilidade
Contudo, isso no fim das contas nem faz muita diferença, pois o que realmente importa em games do gênero beat 'em up 2D é a jogabilidade. Sendo assim, dito e feito: as possibilidades agora aumentaram bastante. Tudo ficou mais ágil e rápido. Não basta ficar esmagando um único botão de ataque, é preciso coordenar com o padrão de defesa (desvio em relamento) e reconhecer o padrão de ataque dos inimigos para poder vencer. Melhor ainda se você fizer combinações entre ataques com armas brancas (canivetes, facas, lâminas), armas de fogo e acessórios como granadas e coquetéis molotov, entre outros diversos itens espalhados pelos cenários. A destruição pode ser tão grande que os inimigos viram pó num piscar de olhos.
O que vale para você, entretanto, também serve para o outro lado. Dessa vez, os adversários estão mais inteligentes e nem tudo é tão tranquilo assim: costumam atacar cooperativamente para enrascá-lo nos locais mais tensos do cenários. Por vezes fiquei espremido em cantos ou em locais que não tinha muitas saídas possíveis e passei um bocado de trabalho. E olha que estou falando somente do nível de dificuldade mais baixa do game (Normal). Experimente jogar no Hard, então, e prepare-se para morrer de vezes até conseguir passar pela mesma área. Não é nada impossível ou frustrante, mas desafiante e instiga a vontade de fazer melhor na próxima tentativa.
Só um detalhe imperdoável: porquê diabos a produtora Klei Entertainment não incluiu uma opção de jogar cooperativamente a campanha solo com, pelo menos, mais uma pessoa (2 players)? Seria tudo tão mais divertido - e teoricamente mais fácil - passar por cada um dos oito estágios com alguém do lado ou até mesmo em rede... Ainda mais porque um jogo desse estilo praticamente pede por ação conjunta para passar por algumas das situações mais complicadas. E não estou falando de puzzles (praticamente não existem), mas alguns dos elementos de plataforma abordadas de "Shank 2" poderiam possibilitar estratégias de ataque bem organizadas, o que traria muito mais emoção às partidas.
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