
Sony Ericsson Xperia PLAY
autor: risastoider
Câmeras, multimídia e desempenho
Apesar das limitações de resolução, o resultado é bem positivo. Afinal, devemos reconhecer de que não adianta muito uma câmera capaz de gravar vídeos em FullHD que, no entanto, apresenta granulações e ruído. As imagens do Xperia PLAY são nítidas e com pouquíssima granulação, especialmente em boas condições de luminosidade.
O mesmo ocorre nas fotos, em geral, com resultados bem melhores que aos dos smartphones Motorola e comparáveis às da linha Galaxy da Samsung. Porém, mesmo com boa iluminação, as fotos apresentam um pouco de granulação. Mas as cores aparecem vívidas e fieis e a nitidez faz com que a câmera do PLAY sirva muito bem para a maioria das situações. Como de costume, porém, as fotos noturnas não ficam muito boas, mesmo com as configurações de fotografias noturnas ativadas.
Não há um botão físico de disparo da câmera, o que faz falta para muita gente. Assim, o controle deve ser feito diretamente na tela. A Sony Ericsson poderia ter aproveitado até os botões do gamepad que ficam sempre acessíveis, mesmo quando o smartphone está “fechado”: os gatilhos L e R. Por que não configurar um deles para acionar a câmera? Seria uma solução interessante, e não exigiria a adição de mais um botão extra.
Falta também uma câmera frontal, recurso cada vez mais presente nos modelos que vêm sendo lançados. Não é algo essencial, mas, a julgar pelo preço que se paga no PLAY, seria um adicional interessante.
No mais, não há nenhum grande destaque. Para a reprodução de músicas, por exemplo, ao menos a Sony Ericsson deu uma boa recauchutada no player padrão do Android que, no PLAY, segue a mesma identidade visual da interface proprietária da companhia. Além disso, o smartphone conta com a adição do interessante botão "infinito", que mostra várias informações agrupadas de um artista selecionado.
Quanto aos vídeos... bem, nada de reprodução em FullHD aqui. Mas, felizmente, com todos os softwares e drivers da Sony Ericsson devidamente instalados, o sistema operacional pergunta, no momento da cópia para a memória do telefone, se você quer conveter os arquivos para um formato compatível com o PLAY. Nas nossas tentativas, o recurso funcionou com êxito. Foi possível converter vários vídeos em alta resolução e assistí-los no aparelhinho em uma qualidade excelente, totalmente condizente com a tela do dispositivo. Já que não há saída HDMI para espelhar os vídeos em uma tela maior, a perda de resolução não fará diferença.
Uma boa notícia para quem temia a questão da autonomia da bateria: de fato, percebemos que ela dura um pouco mais no PLAY do que em outros modelos da linha Xperia e smartphones de outras marcas. Não chega a ser fenomenal, é claro. Qualquer smartphone hoje em dia não fica carregado por mais de dois dias em atividade, mas o Xperia PLAY aguentou bastante, mesmo com brilho no máximo, algumas horas de jogatina e conexão com a Internet. Podemos dizer que nem sempre é preciso recarregá-lo no final do dia: o smartphone consegue sobreviver até uma parte do dia seguinte. Com pouquíssimo uso, então, a bateria pode durar quase uma semana.
O desempenho, no geral, é bom. Apesar de seu processador single-core, a performance não fica tão abaixo de modelos top de linha, como o Atrix e o Galaxy S II. A escolha do hardware pela Sony Ericsson se mostrou bem equilibrada, aliando bom desempenho nas tarefas gerais, belo resultado em games, e uma autonomia de bateria satisfatória com tudo isso em conjunto. É uma pena que, sem o Tegra 2, uma série de jogos ficam simplesmente incompatíveis com o telefone. Um sacríficio importante, que pode deixar dúvidas sobre a vantagem de ter um controle físico quando alguns dos melhores games disponíveis para Android simplesmente não irão rodar no aparelho.
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