
Asus Eee Pad Transformer
autor: risastoider
Design e tela
Esse design da traseira, que continua até uma pequena porção da parte frontal, nas bordas, e a coloração grafite levemente puxada para o marrom são os aspectos que tornam o Transformer facilmente identificável perto de outros Androids. Ele não tem a pretensão de seguir os trilhos do iPad e apostar no sucesso certo, mas ousa com um visual diferente e com identidade própria. Nesse aspecto, não há do que reclamar: a Asus está de parabéns por apostar em um design diferente para o tablet.
O design segue a tendência minimalista: sem botões na parte frontal, há apenas a câmera e o logotipo da Asus no mesmo tom grafite da traseira. contrastando pouco com a borda preta. Na lateral esquerda, fica o botão liga/desliga e os controles de volume. Já à direita fica o plug para fones de ouvido, a porta mini-HDMI e a entrada para cartão MicroSD. A última conexão que resta fica na parte inferior, serve para ligar o tablet ao dock-teclado e ao PC.
O acessório, aliás, também é muito bonito. Segue o mesmo padrão de cor do tablet e é muito bem construído. Tem também quase o mesmo peso do tablet, já que também inclui uma bateria extra.
As teclas são no estilo “chiclete” e têm um ótimo tamanho e disposição, superior à média dos netbooks. Ainda acompanha um touchpad com um botão e teclas de atalho para as funções do Android, como voltar para a home, abrir o menu de opções, regular brilho da tela, capturar fotos, ativar/desativar Wi-Fi e Bluetooth e iniciar o navegador, por exemplo. Vale lembrar que, ao contrário do que recebemos para review, a versão brasileira do equipamento trará o teclado brasileiro no padrão ABNT.
O mais legal é que o teclado traz ainda mais alguns recursos para o Transformer e é por isso que dá pra dizer que o aparelho vira um netbook. O dock inclui uma entrada extra para cartões de memória, compatível com mais formatos (MMC/SD/SDHC) e duas USB 2.0 comuns. Isso significa que você pode desde plugar um mouse até um joystick ou pendrive no Transformer. As portas USB, felizmente, ficam cobertas por uma tampinha, prevenindo o acúmulo de poeira. É uma pena que o tablet não contenha nenhuma proteção para o conector para o dock, que requer um cuidado bem especial.
A tela do tablet utiliza a tecnologia IPS, a mesma do iPad, o que se traduz em uma qualidade de imagem excelente, com ótima nitidez e um ângulo de visualização de 178 graus. Ou seja, dificilmente você vai se atrapalhar se não estiver exatamente na frente do equipamento: as imagens estarão sempre claras e visíveis. No sol, o portátil também se comporta bem, basta ajustar um pouco o brilho para conseguir utilizá-lo adequadamente.
O problema é que o display não é oleofóbico. Em pouco tempo, a tela fica repleta de marcas de dedos, que se acumulam mais facilmente do que no iPad e são mais difíceis de limpar, assim como ocorre no Motorola Xoom. No mais, a tela responde muito bem aos comandos, mas ainda é menos aderente que a do Galaxy Tab de 7 polegadas. É, digamos, um pouco mais “escorregadia”.
A vantagem é que o display usa a tecnologia Gorilla Glass o que, em conjunto com a ótima construção do tablet, oferece um nível de proteção bastante satisfatório. A própria Asus demonstrou a resistência da tela, submetendo o tablet a torturas que poucos teriam coragem de tentar em seus próprios aparelhos.
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