
HiS Radeon HD 5970
O segredo por trás da Radeon 5970
Na verdade, o grande “segredo” por trás da Hemlock está no chip PLX, também conhecido como “PLX PCI Express bridge”, que - como o próprio nome sugere - faz o papel de uma “ponte” na comunicação entre os dois chips. Em outras palavras, a placa funciona em uma espécie de CrossFire interno.
Desta forma, os 3.200 Stream Processors estão divididos em dois chips Cypress, cada um com 1.600, agrupados em dois grandes blocos de 800 SPs, detalhados abaixo.
Conforme pode ser visto na imagem a seguir, cada GPU possui 20 clusters do tipo SIMD, cada um com 16 thread processors. Por sua vez, cada thread processor conta com 5 stream cores, resultando assim em 1.600 shader cores (20x16x5) por chip. Vale destacar que do total de 80 unidades de texturas - TMUs (por chip) - 4 estão presentes por cluster SIMD.

(Imagem seccionada da arquitetura mostrando apenas uma GPU)
Assim como na RV770, a Cypress conta com 5 unidades de stream processors por Thread Processor (segmento), onde um deles pode ser considerado como unidade central, que fica responsável por lidar com instruções de shaders complexos.
Obviamente que os SPs receberam melhorias necessárias para lidar com o DirectX 11 e toda uma gama de novas instruções.
Embora a RV770 já utilize as novas e ultra rápidas memórias GDDR5, a ATi equipou a nova geração Evergreen com uma espécie de “segunda geração” de GDDR5, na qual as mudanças de clocks agora acontecem de forma muito mais rápida e eficiente, sem qualquer cintilação. Como resultado, as velocidades das memórias podem diminuir quando a placa não estiver sendo utilizada a “pleno vapor”, economizando assim uma significativa quantidade de energia e, consequentemente, reduzindo o calor.
Outra novidade é o código para detecção de erro presente dentro da controladora de memória (de 256 bits), que passa agora a procurar e corrigir qualquer discrepância de dados da memória, automaticamente corrigindo-o. O maior beneficiário é sem dúvida o overclocker. Enquanto as VGAs das gerações passadas apresentavam altas taxas de erros na renderização dos dados (como o aparecimento de “fantasmas” na tela), quando se aumentava a velocidade das memórias, na RV870 agora isso praticamente não ocorre mais, pois o novo algoritmo de detecção de erro faz a correção do dado na controladora, disponibilizando assim a informação precisa.
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