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Project Scorpio está sendo um lançamento de console muito diferente dos outros

Project Scorpio está sendo um lançamento de console muito diferente dos outros

06/04/2017 14:44 | | @kerberdiego | Reportar erro





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Diego Kerber

Vida Digital

Hoje ficamos conhecendo o hardware do Project Scorpio e, como prometido, é uma besta. Suas especificações superam tudo que existe no mercado, inclusive o "refresh" da rival Sony com o PS4 Pro. Desde o começo a Microsoft deixou claro que a principal arma do Scorpio seria seu "poder de fogo", mas mesmo assim não deixou de me surpreender a forma como aconteceu o anúncio de hoje. 

Disputas de especificações técnicas em consoles não são novidade. No começo dessa geração muita briga de fanboys foi alimentada pelo "1080p vs 900p", "GDDR5 vs DDR3". Indo mais para o passado, o Mega Drive tinha no topo do aparelho em letras garrafais douradas o "16-BIT", característica técnica da qual se orgulhava.


Será que o Scorpio vai ter escrito "Real 4K" no lado de fora?

Mas a forma como foi apresentado o Scorpio é sem precedentes. Nunca conhecemos tanto das capacidades técnicas de um console antes de... ahm... ter o console. Nem sabemos o design do dito cujo, mas temos imagem do chip, quantidade de núcleos de processamento, arquitetura do chip gráfico... Chega até ser engraçado se você coloca em perspectiva: em muitos lançamentos da Sony a gente precisou que alguém abrisse o videogame e nos disse o que vinha lá dentro.

Nunca o hardware esteve tanto nos holofotes de um lançamento

Acho essa postura da Microsoft excelente. Sabemos que as empresas em geral focam na experiência como um todo, e que o hardware é apenas um meio de atingir esse objetivo. Agora, deliberadamente ficar fazendo mistério sobre as configurações é um saco, e quase um desrespeito com o consumidor. A empresa colocou claramente "as cartas na mesa", e ao mesmo tempo liberou mais espaço para a apresentação na E3 que, se for preenchido com games, pode ser a melhor apresentação da empresa na feira.

Voltando a falar no anúncio em si, não foi só o conteúdo, a forma também foi muito exótica. Ficou por conta do Digital Foundry, conhecido e respeitado por sua análise de hardware e performance em games, falar em detalhes do chip e especificações do videogame. Nada de games, nada de acessórios, nada de TV (ufa), o papo foi hardware porn digno de um lançamento de uma Radeon ou de uma GeForce.

Assim se forma um line-up que no começo achei confuso, mas que na medida que vai se delimitando mais, começa a fazer mais sentido. O gamer que deseja se divertir com games e não quer gastar muito, ou não faz questão de gráficos e taxas altas de quadros, tem o Xbox One S como a melhor opção, enquanto o gamer que quer fazer um investimento de mais longo prazo ou faz questão de alta qualidade e performance (e não está afim de montar um PC), tem o Project Scorpio como a melhor pedida.

De todo o hardware apresentado, gostei de uma forma geral das especificações. São robustas e bastante atualizadas, e utilizar o sistema de vapor chamber para resfriamento, semelhante ao usado pelas GTX 1080/1080 Ti no projeto referência da Nvidia, é uma boa pedida para um hardware compacto que precisa jogar o calor para o lado de fora. Só lamento em relação a CPU: manter a já antiga microarquitetura Jaguar, vendo os excelentes avanços dos AMD Ryzen, é uma pena. Vejamos como isso irá impactar em games, mas na proposta de ser "um verdadeiro 4K" a CPU não será um problema já que a maior carga será para cima da GPU. Pode ser meio velha, mas a microarquitetura Jaguar em um octa-core deve dar conta de rodar games em 60FPS.

Preferia um Ryzen, mas a CPU Jaguar deve dar conta

Agora que sabemos o hardware que estará no Scorpio e seu potencial, só falta descobrir os games que estarão nele. O hardware está ótimo, as possibilidades são muitas, mas é importante manter a visão geral e é preciso de títulos interessantes que façam bom uso dessa potência toda.

Quanto mais acirrada ficar a guerra de exclusivos, melhor para todos nós. Mesmo que não seja na sua plataforma de preferência, quanto mais games excelentes no mundo, melhor para todos nós.

Diego Kerber
Sub-editor

Twitter: @kerberdiego

Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego colabora com a Adrenaline na produção de notícias e artigos na coluna "Vida Digital".



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