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Palmer Luckey de fora do Oculus Rift: co-fundador da Oculus deixa o Facebook

Palmer Luckey de fora do Oculus Rift: co-fundador da Oculus deixa o Facebook

31/03/2017 09:56 | | @joao_gan | Reportar erro

31/03/2017 09:56 | | @joao_gan | Reportar erro





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O Facebook anunciou oficialmente a saída do Palmer Luckey da sua equipe de desenvolvedores. Há algum tempo não se tinha notícias do excêntrico co-fundador do Oculus e agora vemos que possivelmente a rede social só estava "esperando a poeira baixar" para dar adeus a Luckey.

"Palmer vai deixar saudades. Seu espírito inventivo ajudou a impulsionar a revolução VR moderna e a criar uma indústria. Nós somos gratos a tudo que ele fez pela Oculus e pelo VR, e nós lhe desejamos o melhor."

Palmer Luckey não foi só um dos principais criadores do Oculus Rift e uma grande alavanca para o hype da Realidade Virtual que hoje vivemos. Ele se tornou basicamente "a cara" do produto e da tecnologia, especialmente depois de estampar essa icôncia capa na revista Time e virar nosso apontador de coisas oficial para os VideoCasts:

O sucesso e o potencial da Oculus fez com que o Facebook investisse US$ 2 bilhões na compra da empresa, se tornando chefe de Luckey e da equipe. Depois da aquisição bilhonária, não tardou para aparecerem duas polêmicas que, apesar de não serem mencionadas na declaração oficial, é impossível não especular seu envolvimento na saída de Luckey:

A primeria foi o processo da Zenimax contra a empresa. O processo começou ainda em 2014, apenas dois meses depois da aquisição pelo Facebook. O litígio terminou neste ano com uma decisão favorável à Zenimax, o que ficou "feio" para a Oculus e o Facebook que acabou sendo envolvido no processo.

A segunda polêmica foi o apoio "secreto" de Luckey a Donald Trump durante a campanha pela presidência dos Estados Unidos. Quando a informação veio à tona, muitos desenvolvedores e compradores ameaçaram boicotar o Oculus Rift, o que certamente deve ter desagradado a liderança do Facebook, principalmente pelo posicionamento majoritariamente anti-Trump tomado pela maioria das empresas do Vale do Silício durante a campanha.

É difícil especular o que Luckey tem planejado pela frente, mas o lugar dele não vai ficar vago nem por um segundo. Em janeiro deste ano o Facebook já contratou seu substituto: ninguém menos que Hugo Barra, o brasileiro que representava a Xiaomi no Ocidente.


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