Resident Evil 7 voltou fazendo a alegria de quem gosta de um "jogo de cagaço". Depois de sobrevivermos com nossa equipe à maratone de 9 horas encarando o game, é chegado o momento de mais um membro do Adrenaline tentar passar o jogo: o PC Baratinho. Infectamos nosso computador de baixo custo e ficamos cautelosamente observando as mutações.

[Resident Evil 7: Biohazard] Game é um excelente retorno às raízes do terror
9 horas de Resident Evil 7! Confira nosso gameplay do jogo do início ao fim!

Começamos os testes com hardware que vem sendo o básico até o momento:

- AMD FX-8300 - R$ 430
- Gigabyte AM3+ mATX GA-78LMT-USB3 - R$ 318
- PowerColor Red Dragon RX 460 2GB - R$ 498
- HD de 1TB Seagate Barracuda 1TB - R$ 260
- 8GB de memória RAM - 2x R$ 149
- Fonte 350W -  R$ 157
- Tela, mouse e teclado reaproveitados de PCs velhos - R$ 0 

Total: R$ 1.961

Começamos rodando o game em resolução FullHD e qualidade média, com a maioria dos efeitos desligados, tivemos resultados ruins com a Radeon RX 460 2GB, com oscilações nos FPS especialmente em ambientes mais abertos, onde eles despencam para abaixo dos 40FPS com frequência, e alguns quadros ficam tanto tempo na tela que é perceptível sua exibição por tempo excessiva.

Tentando mais margem, tanto em performance quanto em memória, trocamos para a RX 460 de 4GB, um modelo overclockado da Sapphire, e o consumo da VRAM subiu rapidamente para acima dos 3GB, mostrando que Resident Evil 7 fica "mais confortável" em uma placa com mais de 2GB. Mesmo assim, agora com uma taxa de FPS mais alta, ainda tivemos problemas com os tempos dos quadros, renderizados de forma muito inconstante tirando toda a fluidez da cena e tornando o gameplay desconfortável.

Com a AMD tivemos frametimes mais inconstantes

Mudamos para o lado da Nvidia, para ver como está "o lado verde da força". Em termos de performance geral, considerando os quadros renderizados por segundo, a performance da Nvidia não foi muito melhor que a AMD nesse game. Porém, analisando o gráfico dos frametimes (tempo que cada quadro leva para ser finalizado) a GTX 1050 e 1050 Ti, tiveram uma cadência muito mais constante na duração dos quadros, com menos atropelos. Isso torna essas duas placas bem mais interessantes para rodar esse game já que até é possível jogar com os modelos Radeon, porém para melhorar o frametimes é melhor baixar um pouco mais a qualidade (trazer para um 900p mínimo) para conseguir mais margem de desempenho.

A Nvidia trouxe resultados semelhantes em termos de FPS, mas superiores na cadência dos quadros

Na decisão entre a GTX 1050 e 1050 Ti, a quantidade menor de VRAM e performance disponível faz com que haja quedas eventuais para abaixo dos 40FPS nos trechos mais desafiantes, fazendo com que a GTX 1050 Ti vire a nossa indicação para encarar Resident Evil 7. Além da performance, ajudou muito o fato dessa placa enfim começar a aparecer por preços mais convidativos:

- AMD FX-8300 - R$ 430
- Gigabyte AM3+ mATX GA-78LMT-USB3 - R$ 318
- Zotac GeForce GTX 1050 Ti 4GB - R$ 680
- HD de 1TB Seagate Barracuda 1TB - R$ 260
- 8GB de memória RAM - 2x R$ 149
- Fonte 350W -  R$ 157
- Tela, mouse e teclado reaproveitados de PCs velhos - R$ 0 

Total R$ 2.143

Então não vai dar para jogar com a AMD? Não é bem assim. Mudando a qualidade gráfica e colocando em 900p conseguimos oscilações menores nos frametimes, e foi possível um gameplay mais confortável mesmo com a Radeon RX 460 2GB. Também é bom lembrar que apesar da redução considerável no preço da GTX 1050 Ti, ela ainda está perto da RX 470 (que aparece abaixo dos R$ 800, eventualmente), uma placa com uma performance consideravelmente superior e que compensa o investimento adicional, para os que puderem desembolsar.