Parece até brincadeira, não é? Foi só o Dante mudar seu visual em "DmC" que a Bayonetta também quis dar uma atualizada no seu look; o Dante começou a fazer mais piadas sexuais, Bayonetta encheu-se (ainda mais!) de sex appeal; o Dante ganhou mais combos e armas, Bayonetta chegou a usar a Master Sword do Link para bater em monstros. Então qual a diferença entre "DmC" e "Bayonetta 2"? Por mais que o novo título de Dante tenha ficado muito bom, o segundo jogo da Umbra Witch é o melhor hack and slash dos últimos anos.

"Bayonetta 2", não tem um único ponto baixo, não possui nenhum momento mais chatinho que gere menos adrenalina, e os bosses... cara... eles estão ainda maiores e mais divertidos do que estavam no primeiro título da série de Cereza - [spoiler] verdadeiro nome de Bayonetta [/spoiler]. Provavelmente, é a obra-prima do criador Hideki Kamiya, responsável também pela série "Devil May Cry", para quem não conhece. 

Então "Bayonetta 2" é perfeito? Olha, para ser sincero, chega bem perto de ser; mas, só para não dizer que não fiz meu trabalho de analisar, o game possui dois pequenos problemas. O primeiro é o humor forçado, que se estende pelos diálogos e que não tem a mínima graça, principalmente nas horas que Luka aparece. E o segundo, que muitos jogadores acham que é um grande defeito: os gráficos um pouco serrilhados. Concordo que podiam ser mais bem acabados, mas, na minha opinião, gráficos não tão perfeitos só influenciam negativamente o game quando eles chamam a atenção. E nada tira a atenção de "Bayonetta 2".


Bayonetta satisfaz todas as suas necessidades 

Diferentemente do primeiro "Bayonetta", a sequência não deixa o gamer com um gosttinho de "quero mais" ou com a sensação de que "faltou alguma coisa". O novo jogo da série pode, muito bem, fechar a franquia com chave de ouro sem nenhum pesar*. Isso acontece porque "Bayonetta 2" tem mais de 10 horas de gameplay frenético, seu modo online é divertido e recompensador (vale ressaltar que não tem queda de frame rate), sua história consegue ser melhor do que a do primeiro e incita o replay para conseguir completar o game com medalhas Pure Platinum e conseguir todos os itens.

"Bayonetta 2" também tem mais armas - e, consequentemente, mais combos -, mais fases, mais customizações e mais inimigos do que o primeiro título. Por isso, vai ser difícil o usuário cansar de jogar. É só fazer as contas: devem ter quase dez armas diferentes, sendo que cada combinação gera combos diferentes! Sem contar, ainda, que a dificuldade de "Bayonetta 2" está bem desafiante. Mesmo na dificuldade dois, os inimigos já dão um belo trabalho.

* Não estou dizendo que não deva ter "Bayonetta 3"! Muito pelo contrário: eu adoraria mais um jogo do nível de "Bayonetta 2" e até fiquei feliz com a possibilidade de uma sequência. Só acho que, se Hideki Kamiya quisesse parar por aqui, eu entenderia muito bem. 

Bayonetta gera sorrisos por onde passa

Como já citei o único problema gráfico de "Bayonetta 2" na parte inicial da análise, vamos agora para as suas qualidades na questão do visual. Além de a heroína ter ficado ainda mais atraente com o cabelo curto, os cenários ficaram muito bonitos, as batalhas ficaram bem coloridas (sem nenhum exagero) e os chefes ficaram ainda mais exagerados. Para você ter uma ideia, tem um que você batalha enquanto surfa num furação de água!

Outro ponto gráfico importante é que, em "Bayonetta 2", as cenas sensuais ganharam mais espaço e, mesmo assim, permanecem não sendo gratuitas. Sou do mesmo time que Mad Meyers da Paste Magazine: a série da Umbra Witch não é sex exploitation ou boob-jiggle; é só jogar um pouco para perceber que a heroína não é escrava de sua sensualidade e que nenhum homem é capaz de torná-la mais frágil ou dependente. Bayonetta é bonita, sexy e, mais do que ninguém, sabe usar isso a seu favor e, de quebra, atrai várias pessoas do público masculino e também feminino para o game.


Bayonetta, além de tudo, é música para nossos ouvidos

Destaque para a trilha sonora do novo jogo da bruxa matadora, que conseguiu adaptar músicas já conhecidas para o estilo musical da série (como foi o caso de Moon River, original do filme Bonequina de Luxo) e criou novas trilhas que encaixam perfeitamente com o clima da história. Foi como um tiro no pé da série "Halo": as duas franquias possuem essa ambientação bíblica, mas só "Bayonetta" consegue fazer músicas no estilo gospel tão épicas. Sem brincadeira, todas as músicas ajudam a aumentar ainda mais a experiência maravilhosa que é "Bayonetta 2".

Isso para não falar da dublagem dos personagens e dos sons in-game. Sério, só joguem e apreciem o trabalho da equipe de som de "Bayonetta 2".


Conclusão 

Em um ano com poucos exclusivos de grande porte, a Nintendo conseguiu emplacar três grandes títulos: "Mario Kart 8", "Super Smash Bros." e "Bayonetta 2". E, sem dúvida nenhuma, o jogo hack and slash é o melhor dos três (veja que essa análise saiu antes da versão de WiiU de SSB!). Para quem tinha a falsa ideia de que a série era uma cópia feminina de "Devil May Cry", o novo título veio destruir todos esses achismos.

Um game muito bem produzido, com aúdio excepcional, gráficos muito bem feitos (apesar do serrilhamento), modo de batalha cativante, história imersiva e uma dificuldade equilibrada, "Bayonetta 2" é divertido do início ao fim. E digo mais: um grande candidato aos prêmios de Game of The Year desse ano e aos corações de todo gamer amante de séries de ação (é o que sobra, né? Já que não podemos ser amantes da Bayonetta hehehe).


PRÓS
  • Mais itens, combos, armas e monstros do que o primeiro
  • Dificuldade desafiante
  • Modo online recompensador e divertido
  • 10+ horas de gameplay
  • Lindos cenários
  • História envolvente e minuciosa
  • Chefes mais épicos do que nunca
  • Mais sexy e atraente
  • Vem com o primeiro Bayonetta!
CONTRAS
  • Gráficos um pouco serrilhados; mas nada que atrapalhe o gameplay
  • Humor fraco em algumas partes da história