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O que é M.2 e para que ele serve

O que é M.2 e para que ele serve

14/05/2014 19:18 | | @Adrenaline | Reportar erro

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Em 2009 foi anunciada a conexão Mini-SATA, que abreviada virou mSATA. Essa conexão foi criada com o proposito de possibilitar o desenvolvimento, em especial, de drives de SSD com tamanhos reduzidos voltados a dispositivos compactos como notebooks. A conexão é bastante semelhante a PCI Express Mini CARD, também conhecida por vários outros nomes como Mini PCIe, mPCIe etc.

Mesmo sendo um formato destinado a notebooks, algumas empresas lançaram placas-mãe desktop com suporte a esse formato, tentando adicionar um diferencial em alguns produtos nesse mercado que é bastante concorrido.

Com o avanço da indústria e, naturalmente, a necessidade de se criar algo novo, chega ao mercado a conexão M.2, claramente uma conexão que vem para "substituir" a mSATA, prometendo melhorias, especialmente para drives de SSD, seu principal propósito de existir, até que provem o contrario.


(mSATA = drive maior, M.2 = drive menor da Intel)

A conexão M.2 tem a mesma velocidade que a conexão SATA Express, 10Gb/s, e ambos formatos ganham força com o lançamento dos chipsets Serie 9. Como as tecnologias agora são suportadas de forma nativa, a leitura ocorre sem necessidade de um controlador específico para esses padrões, que geraria maior custo e dificuldade de implementação. É importante que se diga que a conexão M.2 já estava disponível em alguns produtos que procuravam se diferenciar, como no caso da placa-mãe Asus Maximus VI Impact, mas dificilmente seria difundida, já que poucas empresas investiram nesse tipo de conexão até o momento, cenário que deverá mudar nos próximos meses.

Por se tratar de transferência de dados, Gb/s = Gigabits e Mb/s = Megabits


(modelo de drive padrão M.2 da Kingston)

Mas diferente do mSATA, que era uma conexão bem mais comum em notebooks do que placas-mãe desktop, a conexão M.2 virou praticamente padrão em toda placa-mãe com chipset Serie 9(H97 e Z97), afinal seu ganho de desempenho(ao menos em teoria) sobre SATA3 justifica sua implementação. Na imagem abaixo vemos a conexão M.2 em uma placa-mãe desktop, sempre lembrando que temos 4 tamanhos diferentes para drives M.2, de 42mm, 60mm, 80mm e 110mm, mas nada impede que uma marca lance um espaço maior visando oferecer a possibilidade de drives mais compridos, que por logica possibilitariam mais memórias NAND e consequentemente maior capacidade.

Um detalhe curioso é que, nesse primeiro momento, aparentemente temos mais placas-mãe com suporte ao conector M.2 do que SATA Express. Um exemplo está sobre as placas-mãe da linha RoG da Asus, onde nenhuma vem com suporte a SATA Express, somente M.2.

Vale a pena o upgrade?

Assim como a conexão SATA Express, devido ser uma tecnologia que começará a ganhar força agora com o lançamento dos chipset Intel Serie 9, existe uma carência bem grande de produtos e, consequentemente, o upgrade é indicado pensando em médio prazo.

Um fato curioso que chamou a atenção junto com o lançamento das placas com chipset Serie 9 foi um modelo de placa da ASRock, a Z97-Extreme6, que traz uma conexão chamada por eles de Ultra M.2, com mesma pinagem da M.2 tradicional, dessa forma trazendo a mesma compatibilidade, só que trabalhando em canal PCIe Gen3 x4 e não em Gen2 x2, com velocidade subindo de 10Gb/s para 32Gb/s em seu melhor desempenho, valor consideravelmente acima do anunciado pela Intel como limite máximo, mostrando que a conexão ainda podem trazer novidades a curto prazo, desde que o hardware seja preparado, como é o caso desse modelo de placa-mãe. Vejam abaixo o ganho de desempenho de acordo com a ASRock.

Na imagem abaixo, uma ilustração do processo modificado pela ASRock para chegar ao ganho do slot Ultra M.2. Um detalhe que deve ser levado em consideração é que o drive SSD deve ser compatível com a velocidade do barramento do socket M.2, no caso PCIe Gen3 x4.


(Ultra M.2 em azul vs M.2 tradicional em vermelho)

É importante que se diga que as empresas sempre anunciam a velocidade máxima da conexão, em muitos casos nunca atingida, como é o caso do SATA3 e seus 600Mb/s. Um SSD topo de linha chega aos 550Mb/s, que representa quase 10% a menos.


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