A Intel anunciou na segunda-feira, dia 3, o lançamento da nova geração de processadores para os segmentos de entrada e intermediário/intermediário de alto desempenho, codinome Haswell.

Apesar de não trazer refinamento na litografia em relação ao Ivy Bridge (linha Core ix 3000), o Haswell (Core ix 4000) tem como grande destaque, a presença de uma nova arquitetura (mais detalhes na seção seguinte), focando na eficiência energética (melhora na razão desempenho x consumo de energia).

Aliás, ao que tudo indica, a Intel parece ter projetado a sua nova geração de processadores, pensando no segmento dos dispositivos portáteis, sobretudo no que diz respeito ao segmento refinado dos ultrabooks.

Apesar do processo de fabricação ter permanecido inalterado em 22nm, a mudança na arquitetura, bem como o amadurecimento da tecnologia de transistores 3D (chamado pela companhia de tri-gate) foram os grandes responsáveis pela otimização no consumo de energia.


Outro ponto de destaque está no aprimoramento na GPU integrada ao die da CPU (lembrando que a geração Haswell pertence ao conceito tecnológico conhecido como APU – unidade de processamento acelerado – para designar um chip que compartilha, no mesmo die, transistores encarregados para executar as tarefas gerais e multimídia/3D). Os novos Core ix 4000 contam com um chip gráfico muito mais robusto – o Intel HD Graphics 4600 – prometendo uma considerável melhora em termos de processamento 3D sobre a GPU do Ivy Bridge.

A análise da Adrenaline será sobre o Core i7-4770K, modelo top da linha da nova geração Haswell, frequência de operação em 3.5Ghz (podendo chegar a 3.9Ghz via Turbo Boost), multiplicadores destravados, quatro núcleos físicos e oito lógicos (capacidade de lidar com oito threads simultâneos), 8MB de memória cache L3, GPU Intel HD Graphics 4600 (com clock máximo de 1,25Ghz) e TDP em 84W. Tudo ao preço sugerido de US$ 339.

No decorrer desta review, veremos mais detalhes sobre os processadores Haswell, bem como descobrir quão veloz e o Core i7-4770K é sobre o Sandy Bridge e demais rivais.

 

Por “dentro” do Haswell

Em 2007, a Intel revelou ao mundo o seu modelo de atualização tecnológica, chamado “Tick-Tock”, como demonstração da dedicação que a companhia tem em continuar a manter-se no topo da inovação no que diz respeito ao refinamento do processo de fabricação de seus processadores, bem como na inserção de novas tecnologias.

O período “Tick” é marcado pela migração para uma nova litografia de uma arquitetura preexistente (como por exemplo, ao migrar dos 65nm para 45nm e depois para 32nm, e assim sucessivamente), enquanto a fase “Tock” é conhecida pelo desenvolvimento de uma nova microarquitetura de processadores, mantendo o atual processo de fabricação.


(Modelo Tick-Tock)

O primeiro grande salto da Intel aconteceu em 2008, quando a companhia saiu da macro arquitetura Core (Merom/Penryn) para a Nehalem, com o advento dos Core i7 (codinome Bloomfield), que representaram a próxima etapa da tecnologia de núcleos múltiplos para a companhia, maximizando de forma inteligente o desempenho para atender à crescente carga de trabalho dos usuários. Com projeto totalmente novo para beneficiar-se do processo high-k de 45nm, os Nehalems liberaram desempenho de processamento paralelo, habilitado por uma controladora de memória integrada e pela tecnologia Intel QuickPath, proporcionando interconexões de alta velocidade para cada núcleo de processamento.

Em seguida, a companhia introduziu uma espécie de segunda geração da microarquitetura Nehalem, chamada Westmere, trazendo como grande novidade uma plataforma global de menor custo para o usuário, com a introdução de um novo padrão de pinagem para as CPUs, o LGA 1156, além dos chipsets P55/P57.

Seguindo a sua estratégia, eis que em 2011, a Intel apresentou a micro arquitetura SNB (Sandy Bridge), composta inicialmente pelos processadores Sandy Bridge com litografia em 32nm (fase Tock), e das novas CPUs Ivy Bridges (fase Tick), trazendo como grande diferencial um processo de fabricação mais refinado em 22nm, além da badalada tecnologia de transistores 3D, mais conhecida como Tri-Gate.


Nos processadores das gerações anteriores, há somente uma via por onde é conduzida a corrente através do transistor, por uma passagem chamada de gate. Com a nova tecnologia, até três correntes poderão passar através de um mesmo duto.

Com o amadurecimento do Tri-Gate, há um melhor desempenho e um menor consumo de energia, superando os resultados alcançados apenas com a redução do tamanho na litografia.

Com o Haswell, a Intel inaugura uma nova arquitetura (fase Tock), focada especialmente em duas vertentes: eficiência energética (sobretudo no segmento portátil/móvel); bem como no desempenho 3D. Assim, não é de se estranhar que a performance geral da nova geração oscile apenas entre 5-15% sobre o Ivy Bridge. Em compensação, o ganho no processamento gráfico pode, em alguns casos, ultrapassar em 50%.


Talvez o grande diferencial em termos de arquitetura com o Haswell, seja o fato de que seja a primeira solução genuína da Intel a pertencer ao conceito SoC (System on a Chip – isto é, um chip que tem todos, ou praticamente todos os itens de um sistema completo). No chip há diversos recursos embarcados, como é o caso do processador em si, GPU, recursos de chipset, controladores de memória, e agora, os reguladores de tensão.

Enquanto que as soluções SoC da ARM ainda estão “presas” à litografia de 28nm, o Haswell é o primeiro  System on a Chip a utilizar o processo FinFET de 22nm. Vale ressaltar que apesar do Ivy Bridge ser o primeiro processador de 22nm, este não passa de uma versão refinada dos 32nm do Sandy Bridge, não tendo, portanto, um projeto  realmente inovador.

Por falar em arquitetura, em se tratando da “linha de frente” do pipeline de processamento, o Haswell teve o seu ramo de previsão aprimorado. Contudo, foi no mecanismo de execução onde a Intel concentrou a maior parte de seus esforços. A companhia aumentou significativamente os tamanhos dos buffers (região de memória temporária utilizada para escrita e leitura de dados) e das estruturas de dados dentro do núcleo da CPU. A janela de execução fora de ordem (out-of-order) cresceu, para alimentar um conjunto ainda mais paralelo de recursos de execução.

Outra novidade advinda com a nova arquitetura foi a adição de novas portas de execução. Foi a primeira vez desde a introdução da microarquitetura Core em 2006, que a Intel fez mudanças neste sentido. Com isso, o Haswell passa a ter 8 portas de execução, contra 6 dos processadores das gerações anteriores.

Em se tratando do conjunto de instruções (ISA), a Intel implementou o suporte para o AVX2 (Extensões Avançadas de Vetor), onde os tipos de dados inteiros foram expandidos para conjuntos SIMD de 256 bits, aumentando sobremaneira o fluxo de dados de Ponto Flutuante (PF) do sistema. Ao dobrar o pico do fluxo de dados de PF,  Intel teve de garantir que as unidades de execução tivessem ampla largura de banda para as memórias caches, de forma a sustentar o desempenho. Desta forma, a companhia teve de dobrar a largura de banda da cache L1 (de 32 para 64 Bytes por ciclo para carregamento e de 16 para 32 Bytes por ciclo para armazenamento), bem como a interface entre a L1 e L2.

Vale ressaltar que o AVX2 é particularmente útil para o processamento visual de dados comumente encontrado em fluxos de processamento de imagens e vídeos.

O Haswell conta ainda com outra novidade: o suporte às instruções de memória transacional (TSX), que são extensões de instruções x86 com o intuito de aumentar a eficiência do processamento multi-thread. Infelizmente apenas alguns modelos de processadores Core ix 4000 contam com tal recurso.

Outra importante novidade é a separação das frequências de operação em 3 domínios distintos. Um para o processador; um segundo para a GPU; e um terceiro para a memória cache L3. Com isso, cada um dos subsistemas possuem clocks independentes entre si. A ideia da unificação é a de otimizar a eficiência dos recursos, aprimorando, sobretudo, o desempenho 3D (em situações onde a GPU necessite acessar o cache L3, onde este está operando em uma frequência de operação muito baixa (CPU em idle, ou subutilizada). O ponto negativo está no aumento na latência de acesso dos dados na L3. Contudo, há mais largura de banda de acesso oferecida a cada fatia da memória cache. Há agora canais dedicados para acesso a dados e não-dados para o último cache de nível. 

A controladora de memória passou por um aprimoramento, com um melhor rendimento de escrita para a DRAM, suportando maiores frequências de operação.

No que se refere a eficiência energética, a arquitetura Haswell conta com ajustes mais finos no “power gating” (recurso utilizado para reduzir o consumo de energia, ao cortar o fluxo de corrente para os blocos do circuito que não estão atualmente em uso) reduzindo a energia do chipset, além de aumentar as transições dos estados de energia dos núcleos da CPU em 25%, em relação ao Ivy Bridge.

Há ainda o FIVR (Fully Integrated Voltage Regulator – ou Regulador de Tensão Completamente Integrado). Por meio de uma combinação circuitos dentro do die da CPU e no encapsulamento, o Haswell assume a responsabilidade de distribuir as corretas tensões para blocos individuais e controladores (como é o caso da controladora do PCI Express, controladora de memória, processador gráfico, dentre outros). 

Graças a uma tensão de entrada relativamente alta (cerca de 1,8V), é possível gerar um pouco de corrente no encapsulamento e distribuir energia de forma eficiente para todas as áreas do chip. 

De forma a garantir uma ampla compatibilidade com os vários tipos de memória, há uma segunda tensão de entrada dedicada às DRAMs.

Infelizmente, um dos grandes “coringas” presentes na arquitetura Haswell não é compatível com os processadores para desktops. O novo estágio “ocioso ativo” - conhecido como S0ix – que promete reduzir significativamente o consumo de energia – se aplica exclusivamente para as séries Y e U (notebooks de baixo consumo e ultrabooks).

Em se tratando de overclock, a novidade em relação às CPUs das gerações passadas está na presença de ajustes na frequência do clock base (BCLK) dentre as 3 opções predefinidas (100Mhz/125Mhz/167Mhz), conferindo assim um pouco mais de flexibilidade em termos de overclock. Contudo, é necessário possuir um processador modelo “K” (com multiplicadores destravados).

 

Intel HD Graphics 4600

Conforme mencionado nas seções anteriores, um dos grandes destaques da nova arquitetura é a performance 3D. Para tanto, a Intel disponibilizou 3 novos modelos de GPUs para o Haswell: GT1, GT2 e GT3. Enquanto que o GT1 equipará as CPUs de baixo custo/entrada, o GT2 será responsável por integrar a imensa maioria dos processadores da nova geração, incluindo os Core i5 e Core i7.

Conhecido pelo nome comercial Intel HD Graphics 4600, o GT2 possui 25% processadores gráficos que as GPUs presentes na geração Ivy Bridge, ou seja, 20 unidades de execução UE/EU, além de ter seu clock aumentado em 9%, passando de 1150Mhz para 1250Mhz.

 O GT3 equipará alguns modelos especiais, como é o caso do Core i7 4770R. Trata-se da “menina dos olhos” da Intel. Fazendo parte da linha Intel HD Graphics 5000, a GPU contará com 40 UE e clock de até 1300Mhz. Curiosamente a CPU vem com menos memória cache L3 em relação às demais CPUs Core i7 4000, ou seja, 6MB ao invés de 8MB. Em compensação, a GT3 tem a disposição uma eDRAM, ou seja, um buffer de memória que funciona como uma grande memória cache L4. A notícia ruim é que os processadores com o Intel HD Graphics 5000 serão do tipo BGA, ou seja, soldados à placa mãe.

Poder de processamento a parte, as 3 GPUs da geração Haswell suportam as APIs gráficas DirectX 11.1, OpenCL 1.2 e OpenGL 4.0.

Na linha de frente do pipeline gráfico está o novo recurso de fila de processamento. O RS descarrega alguns trabalhos que normalmente a CPU se encarregaria, transferindo-os para a GPU. Para a Intel, qualquer quantidade de processamento que possa ser transferida da CPU para a GPU, resultará em economia de energia (os núcleos do processador entrarão em estágio de ociosidade, enquanto o RS/CS fazem o seu trabalho.

Ao nível do núcleo de shader, a Intel separou o design da GPU em duas partes: seção comum e subseção. A seção comum inclui o rasterizer, o back-end de pixel e o cache L3. Já a subseção inclui todas as unidades de execução e caches de instrução.

No Haswell GT1 e GT2 há uma única fatia comum, enquanto GT3 vê uma duplicação da fatia comum. GT3 semelhante tem dois sub-fatias, embora mais uma vez, a Intel não está falando detalhes sobre a contagem da UE ou velocidades de clock entre GT1/2/3.

Outro aprimoramento presente nas novas GPUs é que o amostrador de textura teve uma melhoria de até 4 vezes no rendimento sobre o Ivy Bridge.

As novas unidades de processamento gráfico contam com o suporte de hardware para o codec SVC (Scalable Video Coding). A ideia por trás do SVC é dar um fluxo de bits de alta resolução a partir do qual as versões de menor qualidade podem ser derivadas. Há enormes implicações para o SVC em aplicações com variações nos níveis de largura de banda e/ou capacidades de decodificação.

As GPUs do Haswell também adicionam um decodificador de JPG de movimento em nível de hardware, bem como codificador de MPEG2.

 

Principais Tecnologias

Seguem abaixo as principais tecnologias e funções da geração Haswell:

Intel Hyper-Threading
O Hyper-Threading Technology (mais conhecido como HT Technology) permite que cada núcleo físico execute múltiplos threads dinamicamente, ou seja, “simula” núcleos lógicos. Dessa forma, um processador com x núcleos comporta-se virtualmente como outro de 2x núcleos.

Essa capacidade é, atualmente, essencial em ambientes de softwares multi-threaded, pois ajudam a melhorar a resposta global do sistema e incrementam, assim, a experiência do usuário.

Alguns dos programas que se beneficiam do recurso são: Adobe Premiere Elements 8, Microsoft Office Excel e Microsoft Windows Live Movie Maker.

Turbo Boost Technology 2.0
A versão 2.0 do Turbo Boost Technology está agora mais dinâmica e inteligente, aprimorando ainda mais a tecnologia da Intel de overclock automático. De forma simples, o Turbo Boost 2.0 oferece maior desempenho quando há espaço disponível para o processador. Essa tecnologia aumenta dinamicamente a frequência dos núcleos ativos se a CPU estiver operando abaixo da potência nominal corrente e dos limites da especificação da temperatura.

A frequência máxima do Turbo Boost Technology é dependente do número de núcleos ativos. A duração em que o processador utiliza a tecnologia depende do volume de trabalho e ambiente operacional, proporcionando o tempo, local e potência exata que o usuário necessita.

Como novidade, a tecnologia pode alterar várias etapas e níveis "por núcleo" nas frequências de operação. Dependendo da carga de trabalho da CPU, um ou mais núcleos do processador será executado acima da sua especificação padrão. O Turbo Boost 2.0 permitirá que a CPU exceda o valor do TDP, quando o resto da plataforma está relativamente tranquila. O ganho na frequência deverá ser de até 37% por um curto período de tempo, enquanto que, na maior parte do cenário, deverá ficar na casa dos 20%. Para os overclockers será interessante saber que cada núcleo do processador pode ser turbinado de forma independente.

Outro destaque é que agora a GPU passa se beneficiar da tecnologia. Assim, quando o sistema percebe que o usuário necessita de mais “poder de fogo” da unidade gráfica, o Turbo Boost aumenta o clock da GPU e, se for o caso, reduz a frequência de operação do processador até chegar em sua velocidade padrão.

Alguns dos softwares que se beneficiam desta tecnologia são o iTunes da Apple, Microsoft Windows Live Photo Gallery, Adobe Premiere Elements e Adobe Photoshop Lightroom.

Controladora de Memória Integrada
A controladora integrada oferece uma impressionante performance na leitura/escrita na memória, através de algoritmos eficientes de aceleração, baixa latência e maior largura de banda de memória.

Smart Cache
O Smart Cache permite a alocação dinâmica e eficiente da memória cache para corresponder às necessidades de cada núcleo. Assim, o total da memória cache não fica restrito a um núcleo dedicado, mas sim compartilhado entre todos os núcleos. Com base nas necessidades de cada um, a memória cache é alocada dinamicamente.

Aplicativos como o Microsoft Excel, que precisam importar uma grande quantidade de dados em cache para funcionar, estão entre os que mais se beneficiam dessa funcionalidade.

Advanced Encryption Standard New Instructions (AESNI)
A AESNI, na verdade, não chega a ser uma nova tecnologia, mas sim um conjunto de seis novas instruções que oferecem suporte completo para os algoritmos de segurança AES (Advanced Encryption Standard ou Padrão de Criptografia Avançada) via hardware.

Essas instruções aceleram a criptografia e decifragem dos dados, utilizando algoritmos AES. Como o AES é implantado em vários protocolos, as novas instruções serão valiosas para uma ampla gama de aplicações, oferecendo um aumento no desempenho em comparação a implementações via software. Além de melhorar a performance, as instruções AESNI fornecem importantes benefícios de segurança, reduzindo ataques de hackers.

Utilitários como o WinZip 14, que utiliza criptografia/descriptografia enquanto comprime/descomprime um arquivo, serão grandes beneficiados pelas novas instruções.

Intel Virtualization Technology (Intel VT-x) e Intel Virtualization Technology for Directed I/O (Intel VT-d)
Ambas as tecnologias permitem que uma plataforma de hardware funcione como múltiplas plataformas "virtuais". Para as empresas, a Intel VT-x e a VT-d oferecem uma maior capacidade de gerenciamento, limitando o tempo de inatividade e mantendo a produtividade do trabalhador através do isolamento das atividades computacionais em partições separadas.

Intel Trusted Execution Technology (Intel TXT)
Trata-se de um conjunto de extensões de hardware altamente versátil para processadores e chipsets da Intel que, com software adequado, melhora a capacidade de segurança da plataforma.

E ainda:

• Intel Quick Sync Video – Promete acelerar em até 17x o processo de codificação/decodificação de vídeos em relação aos IGPs das gerações passadas, uma vez que estas são realizadas via hardware, e parceria com gigantes do setor, como CyberLink, Corel e ArcSoft, habilitando assim a aceleração na conversão de formatos como H.264 e MPEG-2.

Graças, sobretudo, ao aumento na quantidade de núcleos de processamento gráficos (EUs), bem como aos demais aprimoramentos no Intel HD Graphics 4000, o Quick Sync pode, em alguns casos, ter um aumento de 100% no desempenho de codificação/decodificação.

• Intel InTru 3D / Clear Video HD – Permitirá rodar conteúdos em alta definição e em 3D estereoscópico pela TV via HDMI 1.4;

• WiDi 2.0 – Com a atualização do recurso, a Intel permite agora a transmissão sem fio de streaming full HD para TV.

• Intel Insider – Permite que os usuários comprem e aluguem os mais recentes filmes em alta definição (HD) 1080p para seus PCs. Além disso, a tecnologia possibilita aos consumidores o download de filmes antes da data de lançamento.

 

Chipset Intel série 8

Como normalmente ocorre, o lançamento de uma nova geração de processadores representa a chegada de uma nova linha de chipsets (na realidade, com a migração de diversas funções do chipset para a CPU, o termo mais correto atualmente é Platform Controller Hub - PCH). Seja pela necessidade de uma nova pinagem, sejam pelas novas tecnologias embarcadas na CPU. 

Junto com os processadores Haswell para desktops, a Intel lançou 5 opções de chipset/PCH da nova série 8: B85, H87, Q85, Q87 e Z87. Destes, dois são voltados prioritariamente para o mercado doméstico, o H87 (especialmente projetado para o segmento de entrada/intermediário e sistemas HTPCs) e o Z87 (para o mercado intermediário de alto desempenho e entusiasta, que desejam explorar os recursos de overclock dos processadores), ficando os demais para o mercado corporativo.



Diferentemente do que ocorreu com o Ivy Bridge – que possui compatibilidade com as placas mães da geração anterior (Sandy Bridge), o Haswell não possui retrocompatibilidade com as mobos com chipset série 7 (H77, Z75, Z77...). Tudo porque as placas mães equipadas com o PCH Intel série 8 possuem um novo padrão de pinagem. Portanto, sai de cena o socket LGA-1155 para dar entrada o novo LGA-1150. Essa mudança ocorreu fundamentalmente em virtude do novo projeto de fornecimento de energia dos Core ix 4000. A boa notícia é que ao menos, os coolers são compatíveis com os processadores sockets LGa-1155/1156.

De modo macro, o chipset Intel série 8 é muito semelhante ao Intel série 7, com discretas mudanças/aprimoramentos, como é o caso da quantidade de portas SATA 6Gbps e USB 3.0 nativas, e o fim do suporte ao PCI legacy (não confundor com o PCIe). 

A novo PCH possui um total de 14 portas USB, sendo 6 do padrão 3.0. Trata-se de uma evolução sobre as 4 portas USB 3.0 presentes no Intel série 7. Outro fato é que finalmente o USB 3.0 vem embarcado, não necessitando mais de um chip de terceiro.

Em se tratando do link PCI Express 3.0, todos os novos chipsets suportam 16 linhas, na configuração 1x16. Já o Z87 conta ainda com as opções 2x8 ou 1x8 + 2x4, conferindo mais flexibilidade para o uso de múltiplos dispositivos, como é o caso de 2 ou mais placas 3D. Vale mencionar que a configuração x4 de um PCIe 3.0 equivale à largura de banda de um PCIe 2.0 x8, desde, claro, que a placa em questão consiga tirar proveito do PCI Express 3.0.

Para quem não sabe, a terceira geração do PCIe dobra a taxa de transferência em relação ao PCIe Gen 2 (passando de 16GB/s para 32GB/s – nas placas acessórias. Com isso, o ganho saiu de 500MB/s para 1GB/s por pista/linha), evitando assim qualquer possibilidade de gargalo no tráfego dos dados. Trata-se de algo fundamental para as placas 3D mais poderosas.

Em relação às memórias, os chipsets da série 8 continuam a seguir o padrão do segmento, ou seja, são do tipo dual-channel (bus de 128 bits), com DDR3 aos pares. Embora no “papel”, esteja escrito a compatibilidade oficial com memória de 1333/1600Mhz, a geração Haswell suporta DDR3 com frequências bem acima deste valor, ultrapassando os 2800Mhz.

 

Core i7 4770K

A nova geração Haswell mantém inalterada o esquema de nomenclatura das demais gerações da linha Core ix, ou seja, após a denominação "Core", há as clássicas inscrições para identificar a qual família pertence o processador. Se é de baixo custo, utiliza-se o termo i3, se intermediário – i5, e se for de alto desempenho – i7. Em seguida, há uma identificação numérica de quatro dígitos, onde o primeiro (numeral 4), serve para indicar que se trata da quarta geração Core. Já os três dígitos seguintes indicam os modelos.

Pode haver ainda, a presença de um sufixo – na verdade uma letra – para indicar que se trata de versões especiais de seus “irmãos” tradicionais. Assim, a letra “K” indica que o processador em questão tem os multiplicadores destravados (aceitando assim um alto potencial para overclock). Há ainda os modelos com “S” e “T”, versões de baixo consumo (com menor clock), respectivamente com TDP de 65W e 45/35W. Com o Haswell, a Intel adicionou uma nova possibilidade, o “R”, que tem como grande atrativo, a presença de uma GPU muito mais robusta (GT3) que o Intel HD Graphics 4600 (GT1/GT2), chamado de Iris Pro Graphics 5000 (com variações entre 5000/5100/5200).

Feitos os esclarecimentos, vamos ao que interessa. A Intel lançou inicialmente 13 modelos baseados na nova geração Haswell. Destes, 6 pertencentes à linha Core i7 e 7 ao Core i5. As diferenças entre as duas séries estão basicamente no suporte ao Hyper Threading e na quantidade de memória cache L3, abaixo detalhados:

- Core i7: 4 núcleos físicos / 8 núcleos lógicos ou 8 threads simultâneos | 8 MB L3 (a exceção do 4770R com 6MB.

- Core i5: 4 núcleos físicos / 4 threads simultâneos (sem suporte ao Hyper Threading) | 6 MB L3 (a exceção do 4570T com 2 núcleos físicos / 4 núcleos lógicos ou 4 threads simultâneos e 4MB.


Die do Ivy Bridge com GPU GT2


Die do Haswell com GPU GT2


Conforme antecipado logo na introdução, tivemos o privilégio de receber a versão mais poderosa da linha Ivy Bridge, o Core i7 4770K.

A CPU tem frequência de operação em 3.5Ghz (podendo chegar a 3.9Ghz via Turbo Boost), quatro núcleos físicos e oito lógicos (capacidade de lidar com oito threads simultâneos), 8MB de memória cache L3, GPU Intel HD Graphics 4600 e TDP em 84W.

Infelizmente tratam-se de praticamente as mesmas especificações do 3700K, que por sua vez quase não mudam em relação ao 2700K! Ou seja, clocks idênticos (3.5Ghz/3.9Ghz) e mesma quantidade de memória cache L3! Não é por acaso que a Intel falou em ganho entre 5-15% superior aos Ivy Bridge.  Em compensação, a GPU Intel HD Graphics 4600 deverá oferecer ganhos entre 20-40%, podendo chegar a 100% (no caso do Iris Pro Graphics 5200) em relação ao Intel HD Graphics 4000 presente nos Core ix 3000. A presença de uma GPU bem mais poderosa Core i7 4700K foi a grande responsável pelo discreto aumento (7W) na dissipação térmica do processador sobre o 3700K, passado de 77W para 84W. Em compensação, graças as otimizações no design de fornecimento de energia, a quarta geração da linha Core consome menos energia (especialmente em idle – modo ocioso) em relação aos processadores da terceira geração.

Ao analisar a quantidade de transistores, é possível perceber com mais clareza a eficiência energética na microarquitetura Haswell. Enquanto que o Ivy Bridge possui 1,4 bilhão de transistores, a nova geração conta com 1,6 bilhão. Em virtude da manutenção da litografia em 22nm, a área do die do chip passou de 160 mm² para  177 mm².

Fim de papo. Nas próximas seções será possível perceber o comportamento do Core i7 4770K em relação aos demais competidores.

 

Fotos, Máquinas/Softwares utilizados

Abaixo temos algumas fotos do processador e da mainboard utilizada, uma Gigabyte Z87X-OC, modelo bastante diferenciado destinado a usuários entusiastas que procuram overclockar o sistema, justamente os mesmos que optam pelos processadores com "K" como o Core i7 4770K analisado.

Máquinas utilizadas nos testes:
- Intel Core i7 4770K (3.5GHz) + Gigabyte Z87X-OC

- AMD FX-8150 (3.6GHz) + MSI 990FXA-GD80
- AMD FX-8350 (4.0GHz) + MSI 990FXA-GD80
- AMD A10-5800K (3.8GHz) + ASUS F2AB5-V PRO

- Intel Core i7 3960X (3.3GHz) + ASUS Rampage IV Extreme
- Intel Core i7 3770K (3.5GHz) + Intel DZ77SLK50K
- Intel Core i5 3570K (3.4GHz) + Intel DZ77SLK50K
- Intel Core i7 2600K (3.4GHz) + ASUS P8Z68-V Pro

Todas placas-mãe e processadores utilizaram os mesmos hardwares abaixo para os testes:
- Placa de vídeo: NVIDIA GeForce GTX 680 referência
- Memórias: 8 GB G.Skill ARES @ 1600MHz (2x4GB)
- SSD: Corsair Force GT 240GB Sata III
- HD: Seagate ST31000528AS 1TB SATA II 7200RPM
- Fonte de energia (PSU): XFX ProSeries 850W PSU

Sistema Operacional e Drivers:
- Windows 7 64 Bits com Updates
- Intel INF 9.4.0.1017
- Intel HD Graphics Drivers 15.31.9.3165
- AMD Catalyst 13.6
- NVIDIA GeForce 320.18

Aplicativos/Games:
- Adobe Photoshop CS5
- CineBENCH 11.5
- PCMark 8
- MaxxMEM
- x264 FHD Benchmark 1.0.1
- wPrime 2.09

- 3DMark 11 (DX11)
- Aliens vs Predator (DX11)
- BioShock Infinite (DX11)
- GRID 2 (DX11)
- Tomb Raider (DX11)

 

CPU-Z, GPU-Z

Abaixo algumas telas do CPU-Z e GPU-Z mostrando detalhes do processador e sistema utilizado, sendo as telas do CPU-Z relacionadas ao processador, placa-mãe e memórias, e do GPU-Z relacionada ao vídeo integrado do Core i7 4770K. 




 

Temperatura

Nos testes de temperatura, todos os modelos comparados utilizam o "cooler box" que acompanha o processador.

No primeiro teste, com o sistema ocioso, o comportamento do 4770K é semelhante as versões anteriores, com baixa temperatura. 

CONFIGURAÇÃO PARA O TESTE:

Sistema ocioso (idle)

OBS.:

  • Temperatura ambiente em 25ºC
  • Medida em graus Celsius
  • Quanto MENOR, melhor

[ TEMPERATURA (CPU) | INTEL CORE I7-4770K ]

Intel Core i5 3570K
25
Intel Core i7 3770K
31
Intel Core i7 4770K
32
AMD FX-8350
37
AMD FX-8150
38
AMD A10-5800K
42

Quando estressamos o processador com o wPrime, o 4770K mostra que teve melhora na dissipação do calor quando comparado ao 3770K, processador Ivy Brydge que possui o mesmo clock, 3.5GHz. Um detalhe importante aqui, é que tanto o FX-8150 como o FX-8350 estão utilizando o cooler que acompanha o FX-8350, desenvolvido pela Cooler Master, empresa conceituada nesse tipo de produto. 

CONFIGURAÇÃO PARA O TESTE:

Rodando wPrime

OBS.:

  • Temperatura ambiente em 25ºC
  • Medida em graus Celsius
  • Quanto MENOR, melhor

[ TEMPERATURA (CPU) | INTEL CORE I7-4770K ]

AMD FX-8150
57
AMD FX-8350
59
Intel Core i5 3570K
66
Intel Core i7 4770K
72
AMD A10-5800K
77
Intel Core i7 3770K
78

 

Consumo de energia

Além de teste em modo ocioso, criamos duas situações de testes de consumo com o sistema sendo exigido, uma apenas dos modelos com vídeo integrado rodando o 3DMark 11 e outra com todos os sistema rodando com uma NVIDIA GeForce GTX 680 referência.

IDLE (Sistema ocioso)
Começamos pelo teste com o sistema em modo ocioso, com o Core i7 4770K se comportamento muito bem, com a temperatura entre o 3570K e o 3770K, mostrando avanço nesse quesito como já era esperado.

CONFIGURAÇÃO PARA O TESTE:

Sistema ocioso (idle)

OBS.:

  • Consumo do sistema inteiro
  • Resultados em Watts
  • Quanto MENOR, melhor

[ CONSUMO DE ENERGIA | INTEL CORE I7-4770K ]

Intel Core i5 3570K
33
Intel Core i7 4770K
36
Intel Core i7 3770K
39
AMD A10-5800K
40

Rodando o 3DMark 11
Quando colocamos os sistema com vídeo integrado rodando o 3DMark 11, o 4770K perde uma posição na tabela, mas ainda assim se comporta muito bem, fica empatado tecnicamente com o 3770K, como existe um avanço no quesito desempenho tanto do processador como do vídeo integrado, podemos considerar o resultado favorável ao novo 4770K.

Vale destacar que o 2600K não está na tabela devido não suportar DirectX 11. Também colocamos o resultado da APU A10-5800K da AMD, que consome consideravelmente mais, apesar de seu processador seu bem mais modesto em relação a desempenho, seu vídeo integrado é muito bom e equiparado ao HD Graphics 4600 do Core i7 4770K. 

CONFIGURAÇÃO PARA O TESTE:

Rodando 3DMark 11

OBS.:

  • Consumo do sistema inteiro
  • Resultados em Watts
  • Quanto MENOR, melhor

[ CONSUMO DE ENERGIA | INTEL CORE I7-4770K ]

Intel Core i5 3570K
85
Intel Core i7 3770K
103
Intel Core i7 4770K
105
AMD A10-5800K
133

+ GTX 680 rodando 3DMark 11
Quando adicionamos uma placa de vídeo GeForce GTX 680 nos sistemas, o comportamento do 4770K foi muito bom, ficando atrás apenas dos modelos Ivy Bridge utilizados nos comparativos, o que já era esperado visto que o 4770K possui TDP mais alto.

CONFIGURAÇÃO PARA O TESTE:

Rodando 3DMark 11

OBS.:

  • Consumo do sistema inteiro
  • Resultados em Watts
  • Quanto MENOR, melhor

[ CONSUMO DE ENERGIA | INTEL CORE I7-4770K ]

Intel Core i7 3570K + GTX 680
260
Intel Core i7 3770K + GTX 680
272
Intel Core i7 4770K + GTX 680
277
Intel Core i7 2600K + GTX 680
294
AMD A10-5800K + GTX 680
301
Intel Core i7 3960X + GTX 680
343
AMD FX-8150 + GTX 680
367
AMD FX-8350 + GTX 680
372

 

CineBench, x264 FullHD

CineBENCH 11.5
Começamos os testes de desempenho em aplicações com o CineBench, que testa o processador convertendo uma imagem. Reparem que o Core i7 4770K perdeu apenas para o 3960X, processador da linha Extreme que possui um valor bem mais alto. O ganho do 4770K sobre o 3770K ficou na casa de 7%, um pouco abaixo da diferença entre o 3770K e o 2600K.

CONFIGURAÇÃO PARA O TESTE:

R11.5: Teste modo CPU (multi)

OBS.:

  • Resultados em pontos calculados pelo aplicativo
  • Quanto MAIOR, melhor

[ CINEBENCH | INTEL CORE I7-4770K ]

Intel Core i7 3960X
9.63
Intel Core i7 4770K
8.14
Intel Core i7 3770K
7.54
AMD FX-8350
7.08
Intel Core i7 2600K
6.79
Intel Core i5 3570K
6.00
AMD FX-8150
5.97

x264 Full HD Benchmark
Em um teste de conversão de vídeo FULL HD, o 4770K se comporta um pouco melhor, se aproximando mais do 3960X e aumentando a diferença para o 3770K em 10%, o porém é que o FX-8350 da AMD se mostrou muito bem nesse teste, colando no novo processador da Intel.

CONFIGURAÇÃO PARA O TESTE:

Padrão

OBS.:

  • Resultados em FPS
  • Quanto MAIOR melhor

[ X264 FULL HD | INTEL CORE I7-4770K ]

Intel Core i7 3960X
26.30
Intel Core i7 4770K
24.30
AMD FX-8350
23.90
Intel Core i7 3770K
21.80
AMD FX-8150
19.60
Intel Core i7 2600K
19.50
Intel Core i5 3570K
17.80

 

wPrime, Adobe Photoshop

wPrime
Rodando o wPrime, teste que estressa todos os cores do processador, o Core i7 4770K não teve grande melhora sobre o 3770K, ficando na casa de 2%, bem abaixo do esperado para um produto de nova geração.

CONFIGURAÇÃO PARA O TESTE:

1024M

OBS.:

  • Resultados em segundos calculados pelo aplicativo
  • Quanto MENOR, melhor

[ WPRIME | INTEL CORE I7-4770K ]

Intel Core i7 3960X
176.001
Intel Core i7 4770K
220.288
Intel Core i7 3770K
225.422
Intel Core i7 2600K
242.861
AMD FX-8350
267.587
AMD FX-8150
283.404
Intel Core i5 3570K
322.016

Photoshop CS5
Com o Photoshop CS 5 e o filtro extrude, o 4770K assume a ponta da tabela, mas apenas 4% a frente do 3770K. Nesse teste o comportamento do 3960X não é tão bom como nos anteriores, colocando ele na quinta posição, a frente apenas dos processadores da AMD utilizados nos comparativos.

CONFIGURAÇÃO PARA O TESTE:

CS5: Filtro Extrude (CPU) res.: 10500x10500

OBS.:

  • Resultado em tempo decorrido para aplicar o filtro
  • Size: 10 pixels, Depth: 20, Random
  • Imagem de teste com resolução 5182x9754
  • Tempo medido em segundos
  • Quanto MENOR, melhor

[ ADOBE PHOTOSHOP | INTEL CORE I7-4770K ]

Intel Core i7 4770K
154.6
Intel Core i7 3770K
161.4
Intel Core i5 3570K
162.4
Intel Core i7 2600K
167.7
Intel Core i7 3960X
192.1
AMD FX-8350
224.1
AMD FX-8150
234.0

 

Conversão de vídeo, PCMark 8

Conversão de vídeo
Através do software CyberLink MediaEspresso, fizemos testes de conversão de vídeo com os processadores com vídeo integrado, sendo esse um dos grandes diferenciais desse tipo de produto.

Reparem na tabela abaixo, que além do Core i7 4770K assumir a primeira colocação, ele ficou 20% na frente do i7 3770K e do i5 3570K. Vale destacar que esse teste utiliza o vídeo integrado para agilizar o processo de conversão do vídeo, por isso os dois modelos Ivy Bridge estão empatados, afinal ambos tem o mesmo vídeo integrado.

A Intel se mostra bem a frente da AMD nesse tipo de teste, alias, bem a frente da próxima NVIDIA e suas placas com CUDA. Para nível de comparação, o Core i7 3960X com a GTX 680 demorou 40 segundos, quase três vezes o tempo do Core i7 4770K com seu vídeo integrado HD Graphics 4600. 

CONFIGURAÇÃO PARA O TESTE:

Teste COM uso do GPU, 1920x1080

OBS.:

  • Conversão de vídeo em formato .M2TS para .MP4 H264 - FULL HD
  • Teste com o tempo necessário para finalizar a conversão do vídeo (em segundos)
  • Quanto MENOR, melhor

[ CYBERLINK MEDIAESPRESSO | INTEL CORE I7-4770K ]

Intel Core i7 4770K
15
Intel Core i5 3570K
18
Intel Core i7 3770K
18
Intel Core i7 2600K
24
AMD A10-5800K
103

PCMark 8
Com uma bateria de testes do recém anunciado PCMark 8(por enquanto liberado apenas para sites de reviews), que testa diversos hardwares do sistema, entre eles processador e vídeo, o Core i7 4770K se comportou bem, mas surpreendentemente foi ultrapassado pelo AMD FX-8350, 2% mais rápido.

o ganho do 4770K sobre o 3770K ficou na casa de 5%, bem aquém do que se esperava por ser um produto de nova linha. 

CONFIGURAÇÃO PARA O TESTE:

Padrão modo HOME - Benchmark

OBS.:

  • Quanto MAIOR, melhor
  • Teste com uso do hardware Open CL do dispositivo
  • Quanto MAIOR, melhor
  • Teste padrão do modo HOME - Benchmark

[ PCMARK 8 | INTEL CORE I7-4770K ]

Intel Core i7 3960X
4709
AMD FX-8350
4334
Intel Core i7 4770K
4235
Intel Core i7 3770K
4008
AMD FX-8150
3832
Intel Core i5 3570K
3818
Intel Core i7 2600K
3751
AMD A10-5800K
3507

 

Testes com o vídeo integrado

Agora vamos aos testes com o vídeo integrado do Core i7 4770K, baseado no HD Graphics 4600. Vale destacar que a Intel ainda lançou processador com vídeo integrado ainda mais potentes que os da série 4600, chamados de "Iris" e que levam o nome Iris 5000/5100/5200. Essa linha de vídeo integrado mais potente está disponível em outros processadores que vamos analisar futuramente.

3DMark 11
Começamos nossos testes com o 3DMark 11 e já vemos o grande avanço quando se trata do vídeo integrado da Intel, com aumento de nada menos do que 44% do HD Graphics 4600 presente no 4770K sobre o HD Graphics 4000 presente no 3770K e no 3570K.

OI resultado também tornou o vídeo integrado da Intel mais rápido que as soluções da AMD, algo inimaginável a alguns meses/anos. 

CONFIGURAÇÃO PARA O TESTE:

ENTRY, 1024x600

OBS.:

  • Aplicativo baseado em DirectX 11
  • Resultados em pontos calculados pelo aplicativo
  • Quanto MAIOR, melhor

[ 3DMARK 11 | INTEL CORE I7-4770K ]

Intel Core i7 4770K
2736
AMD A10-5800K
2513
Intel Core i7 3770K
1514
Intel Core i5 3570K
1501
Intel Core i7 2600K
0

Aliens vs Predator
Quando o assunto é game, a diferença entre o HD Graphics 4600 e o Radeon 7660D caiu, na verdade deixou de existir, sendo que os dois ficam empatados tecnicamente.

O ganho do HD Graphics 4600 sobre o 4000 aqui foi de 20%, possivelmente devido o game usar bem mais o vídeo do que o cpu, diferente do 3DMark 11 onde o cpu tem um peso mais forte. 

O vídeo integrado do 2600K não suporta DX 11, consequentemente nenhum dos testes que fizemos.

CONFIGURAÇÃO PARA O TESTE:

LOW, AA 0x AF 0x, 1280x720

OBS.:

  • Game baseado em DirectX 11
  • Resultados em FPS médio
  • Quanto maior, melhor

[ ALIENS VS PREDATOR | INTEL CORE I7-4770K ]

Intel Core i7 4770K
40.6
AMD A10-5800K
40.3
Intel Core i7 3770K
32.1
Intel Core i5 3570K
30.9
Intel Core i7 2600K
0.0


BioShock Infinite
No BioShock Infinite o HD Graphics 4600 se mostrou novamente 20% superior ao HD Graphics 4000, mas não foi páreo para o vídeo integrado Radeon 7660D do A10-5800K, que está 37% a frente. Nesse caso pode ser que updates de drivers ajudem um pouco a Intel, basta ver como acontece com a AMD e NVIDIA, que conseguem boas melhorias de desempenho com otimização específica para determinados games.

CONFIGURAÇÃO PARA O TESTE:

Medium, AA FXAA AF 8x, 1280x720

OBS.:

  • Game baseado em DirectX 11
  • Resultados em FPS médio
  • Quanto maior, melhor

[ BIOSHOCK INFINITE | INTEL CORE I7-4770K ]

AMD A10-5800K
37.34
Intel Core i7 4770K
27.31
Intel Core i7 3770K
21.85
Intel Core i5 3570K
21.21
Intel Core i7 2600K
0.00


GRID 2
O recém lançado GRID 2 foi desenvolvido pela Codemasters em parceria com a Intel, visando melhorar a otimização dos hardwares da empresa, especialmente dos novos processadores "Haswell".

Apesar dessa parceria, vemos abaixo que o HD Graphics 4600 ainda não conseguiu se equiparar a solução integrada da AMD, ficando quase 50% atrás. O desempenho quando rodando sobre o 4770K foi 27% superior ao ganho do 3770K.

CONFIGURAÇÃO PARA O TESTE:

High, 1280x720

OBS.:

  • Quanto MAIOR, melhor
  • Resultados em FPS

[ GRID 2 | INTEL CORE I7-4770K ]

AMD A10-5800K
51.1
Intel Core i7 4770K
34.6
Intel Core i7 3770K
25.0
Intel Core i5 3570K
23.9
Intel Core i7 2600K
0.0


Tomb Raider
Em nosso último teste de desempenho do vídeo integrado, rodando o game Tomb Raider em qualidade media, vemos que o desempenho do HD Graphics 4600 presente no Core i7 4770K foi bom, se aproximando bastante da APU A10-5800K e sua Radeon 7660D, com diferença de apenas 10%.

Já comparado ao 3770K tivemos ganho semelhante ao teste anterior, na casa de 25%. 

UPDATE - 13/06/2013: Os testes do Core i7 3770K e Core i5 3570K estavam errados e foram atualizados 

CONFIGURAÇÃO PARA O TESTE:

Medium, AA FXAA AF 4x, 1280x720

OBS.:

  • Game baseado em DirectX 11
  • Resultados em FPS médio
  • Quanto maior, melhor

[ TOMB RAIDER | INTEL CORE I7-4770K ]

AMD A10-5800K
50.2
Intel Core i7 4770K
41.0
Intel Core i7 3770K
30.5
Intel Core i5 3570K
28.7
Intel Core i7 2600K
0.0

Futuras versões dos drivers de vídeo da Intel podem trazer boas melhoras para os novos "processadores", leia-se vídeo integrado, assim como acontece com os pacotes de drivers de AMD e NVIDIA. Agora é esperar e torcer para que a Intel de o devido suporte a esse quesito. 

 

Testes com uma GeForce GTX 680

Além dos testes com o vídeo integrado, fizemos uma série de testes com os sistemas rodando em conjunto com uma NVIDIA GeForce GTX 680 referência, confiram abaixo os resultados:

3DMark 11
No 3DMark 11 o 4770K assumiu a ponta da tabela, empatado tecnicamente com a Core i7 3960X como melhores processadores de nossos testes combinados a GTX 680. Por outro lado vemos a pequena diferença entre vários modelos, inclusive com o 2600K na frente do 3770K na tabela.

CONFIGURAÇÃO PARA O TESTE:

PERFORMANCE, 1280x720

OBS.:

  • Aplicativo baseado em DirectX 11
  • Resultados em pontos calculados pelo aplicativo
  • Quanto MAIOR, melhor

[ 3DMARK 11 | INTEL CORE I7-4770K ]

Intel Core i7 4770K + GTX 680
9689
Intel Core i7 3960X + GTX 680
9684
Intel Core i7 2600K + GTX 680
9361
Intel Core i7 3770K + GTX 680
9356
Intel Core i5 3570K + GTX 680
8961
AMD FX-8350 + GTX 680
8958
AMD FX-8150 + GTX 680
8655
AMD A10-5800K + GTX 680
7145

Aliens vs Predator
Se a diferença entre alguns processadores é pequena no 3DMark 11, é nula no game Aliens vs Predator, sendo que podemos considerar empate técnico entre todos os modelos comparados, inclusive com a APU A10-5800K em pé de igualdade com os demais, ou seja, game onde o que importa é a placa de vídeo e não o processador.

CONFIGURAÇÃO PARA O TESTE:

HIGH / ULTRA HIGH, AA 4x AF 16x, 1920x1080

OBS.:

  • Game baseado em DirectX 11
  • Resultados em FPS médio
  • Quanto maior, melhor

[ ALIENS VS PREDATOR | INTEL CORE I7-4770K ]

Intel Core i7 4770K + GTX 680
59.6
Intel Core i7 3960X + GTX 680
59.5
Intel Core i7 2600K + GTX 680
59.4
AMD FX-8150 + GTX 680
59.3
AMD A10-5800K + GTX 680
59.3
Intel Core i5 3570K + GTX 680
59.3
AMD FX-8350 + GTX 680
59.2
Intel Core i7 3770K + GTX 680
59.0


Metro Last Light
Com o Metro Last Light, novamente o 4770K fica na ponta da tabela, mas novamente seguido de perto por praticamente todos os demais modelos, com exceção da APU A10-5800K quem tem processamento consideravelmente inferior aos demais.

CONFIGURAÇÃO PARA O TESTE:

Very High, 16xAF, Tessellation: Very High, AF 16x, 1920x1080

OBS.:

  • Game baseado em DirectX 11
  • Resultados em FPS médio
  • Quanto MAIOR, melhor

[ METRO LAST LIGHT | INTEL CORE I7-4770K ]

Intel Core i7 4770K + GTX 680
50.00
Intel Core i7 2600K + GTX 680
49.00
Intel Core i7 3960X + GTX 680
48.50
AMD FX-8350 + GTX 680
48.00
Intel Core i7 3770K + GTX 680
48.00
AMD FX-8150 + GTX 680
47.50
Intel Core i5 3570K + GTX 680
47.50
AMD A10-5800K + GTX 680
43.50

Tomb Raider
Por fim, rodando o Tomb Raider o 4770K perde algumas posições na tabela, mas nada que represente um problema, sendo que novamente vemos que quem está "mandando" no desempenho é a placa de vídeo e não o processador, com todos os modelos paticamente empatados, curiosamente com o que possui processador mais fraco na primeira colocação.

CONFIGURAÇÃO PARA O TESTE:

Ultimate, AA FXAA AF 16x, 1920x1080

OBS.:

  • Game baseado em DirectX 11
  • Resultados em FPS médio
  • Quanto maior, melhor

[ TOMB RAIDER | INTEL CORE I7-4770K ]

Intel Core i5 3570K + GTX 680
55.8
AMD A10-5800K + GTX 680
55.2
Intel Core i7 3960X + GTX 680
54.9
Intel Core i7 4770K + GTX 680
54.6
AMD FX-8350 + GTX 680
54.3
Intel Core i7 3770K + GTX 680
54.2
Intel Core i7 2600K + GTX 680
54.2
AMD FX-8150 + GTX 680
54.0

 

Overclock

Overclockamos o sistema utilizando um cooler de alto desempenho, afinal overclockar o mesmo para clocks altos com o cooler box pode trazer problemas ao processador além de gerar limitação no overclock e consequentemente não possibilitar clocks a altura do que um modelo com "K" pode aguentar.

Em nossos primeiros testes colocamos a 4.5GHz(45x100), aumentando um pouco também o clock do vídeo integrado, para 1400MHz. Nas reviews de placas-mãe Z87 pretendemos fazer overclocks mais altos.

Como estamos utilizando uma placa-mãe topo de linha e excelente para essa prática, A Gigabyte Z87X-OC, não tivemos nenhuma dificuldade para overclockar o sistema.

Confiram abaixo a tela do GPU-Z, em seguida alguns testes: 


Temperatura
A temperatura quando overclockado para 4.5GHz subiu para 85 graus, alto já que utilizamos um cooler topo de linha para o overclock, modelo Noctua NH-D14. Fizemos alguns testes overclockando o processador para 4.5GHz com o cooler box, a temperatura chegou a perigosos 102 graus, mesmo com o sistema estável, não é recomendado manter o processador por longo tempo nessa temperatura.

CONFIGURAÇÃO PARA O TESTE:

Rodando wPrime

OBS.:

  • Temperatura ambiente em 25ºC
  • Medida em graus Celsius
  • Quanto MENOR, melhor

[ TEMPERATURA (CPU) | INTEL CORE I7-4770K ]

AMD FX-8150
57
AMD FX-8350
59
Intel Core i5 3570K
66
Intel Core i7 4770K
72
AMD A10-5800K
77
Intel Core i7 3770K
78
Intel Core i7 4770K @ 4.5GHz
85

CineBENCH 11.5
Em se tratando de desempenho, quando overclockamos o Core i7 4770K para 4.5GHz o ganho de desempenho foi de 20%, suficiente para deixa-lo a frente do 3960X no CineBench.

CONFIGURAÇÃO PARA O TESTE:

R11.5: Teste modo CPU (multi)

OBS.:

  • Resultados em pontos calculados pelo aplicativo
  • Quanto MAIOR, melhor

[ CINEBENCH | INTEL CORE I7-4770K ]

Intel Core i7 4770K @ 4.5GHz
9.80
Intel Core i7 3960X
9.63
Intel Core i7 4770K
8.14
Intel Core i7 3770K
7.54
AMD FX-8350
7.08
Intel Core i7 2600K
6.79
Intel Core i5 3570K
6.00
AMD FX-8150
5.97
AMD A10-5800K
3.31

wPrime
Já no wPrime, mesmo com ganho de 21% quando o processador overclockado para 4.5GHz, o resultado ainda não foi suficiente para superar o score do 3960X, mas foi por pouco, menos de 3%.

CONFIGURAÇÃO PARA O TESTE:

1024M

OBS.:

  • Resultados em segundos calculados pelo aplicativo
  • Quanto MENOR, melhor

[ WPRIME | INTEL CORE I7-4770K ]

Intel Core i7 3960X
176.001
Intel Core i7 4770K @ 4.5GHz
181.336
Intel Core i7 4770K
220.288
Intel Core i7 3770K
225.422
Intel Core i7 2600K
242.861
AMD FX-8350
267.587
AMD FX-8150
283.404
Intel Core i5 3570K
322.016

3DMark 11
Já no 3DMark 11, o maior efeito de overclock fica relacionado ao HD Graphics 4600, que subimos de 1250MHz para 1400MHz. Essa mudança resultou em aumento de 8%, com pontuação de quase 3k.

CONFIGURAÇÃO PARA O TESTE:

ENTRY, 1024x600

OBS.:

  • Aplicativo baseado em DirectX 11
  • Resultados em pontos calculados pelo aplicativo
  • Quanto MAIOR, melhor

[ 3DMARK 11 | INTEL CORE I7-4770K ]

Intel Core i7 4770K @ 4.5GHz
2957
Intel Core i7 4770K
2736
AMD A10-5800K
2513
Intel Core i7 3770K
1514
Intel Core i5 3570K
1501
Intel Core i7 2600K
0

Aliens vs Predator
Por fim, rodando o Aliens vs Predator o ganho ficou na casa de 7%, bom para o overclock feito no vídeo integrado.

CONFIGURAÇÃO PARA O TESTE:

LOW, AA 0x AF 0x, 1280x720

OBS.:

  • Game baseado em DirectX 11
  • Resultados em FPS médio
  • Quanto maior, melhor

[ ALIENS VS PREDATOR | INTEL CORE I7-4770K ]

Intel Core i7 4770K @ 4.5GHz
43.6
Intel Core i7 4770K
40.6
AMD A10-5800K
40.3
Intel Core i7 3770K
32.1
Intel Core i5 3570K
30.9
Intel Core i7 2600K
0.0

 

Conclusão

Embora a nova geração de processadores Haswell tenha gerado uma grande expectativa no mercado, os resultados práticos apresentam comportamentos distintos. No que diz respeito ao desempenho do processamento geral, os Core ix 4000 não passam de uma mera evolução de seus “irmãos mais velhos”. Contudo, ao analisar o processamento gráfico, a quarta geração da linha Core obteve resultados expressivos, assim como aconteceu na comparação Ivy Bridge vs Sandy Bridge. E na análise do Core i7 4770K não foi diferente.

Conforme demonstrou nossa bateria de testes, o 4770K obteve uma discreta melhora sobre o 3770K, com índices oscilando entre 3-15%. O ganho pode parecer pouco (e para muitos usuários, de fato o é), mas está dentro da margem “histórica” do segmento nos últimos tempos. Contudo, esse tímido aumento no desempenho é um fator que leva o consumidor a pensar duas vezes antes de pensar em fazer um upgrade. Ainda mais no caso da nova geração Haswell, onde o usuário deverá ainda ter de gastar com a compra de uma nova placa mãe.

A situação da nova geração melhora com os modelos especiais “K” quando o assunto é overclock. Aliás, não se justifica a aquisição de uma CPU criada para OC, se o usuário não pretende turbina-la. Com frequência de operação em 4.5Ghz (lembrando que o processador sai de fábrica em 3.5Ghz), o Core i7 4770K “mostra para o que veio”, melhorando o desempenho em alguns casos em mais de 20%. O resultado geral só não melhor porque a temperatura se elevou bastante (18%), reforçando a premissa do uso de um sistema de refrigeração robusto. Lembre-se que clocks altos quase que sempre estão associados a voltagens mais altas e no final da linha, o processador sendo mais exigido, consequentemente seu tempo de vida diminuiu dependendo o nível do overclock.

Quando o assunto é desempenho 3D, a linha Haswell dá um show, ao exibir bons ganhos. Algo praticamente impensável aconteceu com a nova geração de processadores da Intel: desempenho gráfico para brigar com as GPUs integradas Radeons presentes na linha de APUs Vision da AMD. Pelo menos foi o que aconteceu nos testes com Aliens vs. Predator e Tomb Raider. E mesmo nos testes onde a Intel Graphics HD 4600 não foi párea para brigar com a solução de sua rival – como foi o caso de GRID 2 e Bioshock Infinite, a nova GPU da Intel mostrou melhora respectiva de 25% e 38%. E olhe que estamos falando da Intel Graphics HD 4600 e não da HD 5200, que deve ser em alguns casos 2 vezes mais poderosa que a sua “irmã menor”.

Outro fato positivo está na temperatura. Com o processador estressado (rodando o wPrime), o 4770K registrou 72 graus Celsius, contra 78 do 3770K. E percebam que não houve refinamento na litografia, além do fato da GPU rodar com uma frequência de operação maior que a Intel Graphics HD 4000. Já o consumo de energia mostrou-se bem parecido ao 3770K, sendo mais eficiente quando ocioso, e consumindo praticamente o mesmo que o Core i7 da geração anterior no 3D Mark11.

Nos testes onde foi adicionado uma VGA off board (em nosso teste, uma GTX 680), o resultado só reforça o que a grande maioria dos gamemaníacos já sabem: pouco importa (ou muito pouco importa) o processador utilizado (desde que não se utilize uma CPU muito antiga, ou algum modelo de baixo custo). Isso é devido porque mais de 90% dos games são do tipo “GPU Bound”, ou seja, são extremamente dependentes do chip gráfico, e não do processador.

Ao que tudo indica, a nova geração Haswell deverá ser um “divisor de águas” para a Intel no que se refere ao segmento dos dispositivos móveis, sobretudo nos ultrabooks, com promessa de aumento no desempenho e maior autonomia de bateria. No que se refere aos desktops, a nova geração de processadores mantém o prestígio da linha Core, sem, no entanto, ser algo verdadeiramente “revolucionário”. 

Intel Core i7 4770K
 

AVALIAÇÃO:

Performance

9.0

Preço

8.5

Tecnologias

10.0

Inovação

9.5

Overclock

9.0

Nota final

PRÓS
  • Ótimo ganho de desempenho do vídeo integrado HD Graphics 4600 sobre o 4000
  • Baixo consumo de energia mesmo com aumento do TDP
  • Supera o Core i7 3960X em várias aplicações
  • Bom potencial de overclock com ganho expressivo de performance
CONTRAS
  • Pouco ganho de desempenho do CPU sobre modelo top da série Ivy Bridge
  • Esquenta de mais quando overclockado
  • Necessidade de nova mainboard pela mudança de socket