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Projeto em software livre Radar Parlamentar ajuda a entender a política do país

Projeto em software livre Radar Parlamentar ajuda a entender a política do país







O grupo de estudantes da Escola Politécnica da USP (EPUSP) integrantes do PoliGNU, desenvolveu uma forma de ajudar as pessoas a analisarem e entenderem o cenário político brasileiro, o Radar Parlamentar. Criado com software livre, o sistema obtém dados das câmaras de forma automatizada, referentes a propostas e votações, e distribui o resultado em gráficos que mostram o posicionamento ideológico dos partidos e sua distância em relação à situação.

O hacker e estudante do curso de Engenharia Diego Rabatone, um dos integrantes do grupo, explicou que o trabalho manual de verificar cada proposta é bem trabalhoso. "São mais de 700 votações por ano, nao dá para olhar página por página e fazer uma análise", afirmou, durante palestra na Campus Party Brasil 2013. Para automatizar o processo, é preciso um script e um pouco de programação e matemática.

O objetivo dos cálculos, conforme Rabatone, é descobrir semelhanças entre os partidos pelo que eles votam, não pelo que dizem. E o resultado deve contar com o mínimo possível de interpretação por parte dos integrantes do projeto. Todas as contas servem de base para um gráfico que distribui os partidos de forma que, quanto mais aglomerados à esquerda, mais alinhados eles estão com a situação. O gráfico animado mostra a "flutuação" dos partidos, de acordo com os votos dos deputados na câmara.

Além disso, os partidos que aparecem mais acima no gráfico são os mais alinhados ao espectro ideológico da esquerda, enquanto os que ficam na parte de baixo têm mais semelhanças com a direita. "O interessante é que a gente não pensou isso. A gente pegou os números da análise, colocou no gráfico, e esse foi o resultado que apareceu", conta o estudante.


O projeto do Radar Parlamentar existe desde o início de 2012 e mostra  em seu site análises semestrais das Câmara Federal e da Câmara Municipal de São Paulo. O grupo pretende expandir as atividades para outras câmaras e também permitir que outras pessoas também adicionem dados.

O PoliGNU ainda planeja incluir análises mais específicas, dividindo os gráficos por temas e por composição da bancada com elementos como etnia, localização geográfica e gênero. Mas ainda há alguns desafios, como os dados incompletos disponibilizados pelas câmaras e algumas votações de consenso, que não registram especificamente quem votou no que.

Quem quiser conhecer mais o trabalho dos estudantes do PoliGNU pode conferir as análises no http://radarparlamentar.polignu.org/index/.


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