A Razer é uma empresa californiana especializada em acessórios e eletrônicos gamers, fundada em 1998. Nos últimos anos, vem se afirmando como grande potência do ramo e referência no quesito inovação, sendo considerada uma das gigantes do mercado com cada vez mais produtos de qualidade.

A Razer é famosa por ser muito especializada em um público entusiasta, diferente de outras empresas que têm apenas algumas linhas com essa intenção. A Razer, por sua vez, enfoca a grande maioria de seus produtos neste nicho de mercado. Por esta razão, se torna referência em belos designs, excelentes acabamentos e às vezes, no alto preço que esta especificidade demanda.

O produto avaliado hoje não podia ser diferente, é voltado para gamers e entusiastas. Seu nome é Razer Electra, e trata-se de um headphone mais simples, de forma a alcançar aqueles que não procuram por algo com muitas funcionalidades e por um "preço mais acessível", em comparação com seus outros produtos. O Electra foi desenvolvido para ser usado em smartphones, notebooks e demais dispositivos portáteis, embora funcione também em computadores.

Confira seu desempenho nas páginas seguintes.

 

Especificações:

Headphone 

  • Drivers: 40 ímãs de neodímio milímetros com cobre-clad bobina de alumínio
  • Resposta de Freqüência: 25 - 16.000 Hz
  • Impedância: 32 ?
  • Sensibilidade 1kHz: 104 dB ± 3 dB
  • Entrada de energia: 50 mW
  • Cabo: cabo de 1,3 m bainha de borracha
  • Conector: 3,5 mm banhado a ouro para fone de ouvido

Microfone

  • Resposta de freqüência: 100 - 10.000 Hz
  • Relação sinal-ruído: 58dB
  • Sensibilidade (1kHz): -44 dB + / -4 dB
  • Pick Up padrão: Omni-direcional
Requisitos
  • Uso de áudio: Dispositivos com 3,5 milímetros de áudio jack
  • Uso de áudio + Microfone: Dispositivos com áudio de 3,5 mm + mic combinado jack (Compatível com Apple iPhone ®, HTC ®, o BlackBerry ® e outros)

 

Acabamento

Se você ainda tem dúvida quanto à qualidade do acabamento dos produtos da Razer, provavelmente não conhece muitos de seus produtos. O emprego de materiais de ponta fazem com que qualquer um de seus acessórios sejam daqueles que você tem certeza de que durará um bom tempo, além de serem previamente testados para satisfazer suas necessidades.

Com relação ao Electra, é claro que, por ser um produto um pouco mais barato que a maioria, com a proposta de alcançar um mercado menos exigente por não ter muitas funcionalidades; você consegue notar que até o acabamento é mais simples. Nada que possa influenciar na qualidade do produto em si.


Todo o headphone foi produzido com plástico e tecido, a parte externa dos fones utiliza o primeiro material, enquanto a haste que os ligam, assim como a almofada que revestirá sua orelha, utilizam tecidos. O protetor da orelha e da parte superior da haste é feito com uma espécie de imitação de couro, já bastante conhecida pelo público. Já a parte inferior da haste, assim com a parte interna do fone, tem aquele tecido com furinhos, para faciltiar a ventilação e evitar aumento de temperatura na sua cabeça. Por isso, o conforto em sua orelha é indiscutível, as espumas e os tecidos empregados dão um bom aconchego para uso diário. Talvez seja um problema o uso deles nas ruas quando estiver com um sol forte, pois talvez o "couro sintético" comece a fazer suas orelhas suarem e te dê uma sensação esquisita de abafamento.

 

Design

O design do Electra acompanha sua proposta. Nada de muitas cores, iluminações a leds ou curvas em demasia. Ele é simples e pode até se chamado de bonito, mas mesmo que sua proposta seja esta, talvez algumas pessoas sintam falta de um pouco mais de detalhes - por ser um acessório gamer - afinal, é isso que diferencia um acessório entusiasta de um convencional.

Deixando de lado a qualidade do som, que existem tanto em produtos para gamers quanto em produtos "normais", o que realmente faz um entusiasta preferir este tipo de periférico, é justamente sua especificidade em quesitos como logotipos exagerados, cores ultra-vibrantes, design chamativo, luzes para todo lado e etc. Mais ou menos algo que os faça ter a sensação de poder, força ou mesmo por ter conjuntos de acessórios totalmente diferentes dos convencionais encontrados em supermercados.

O Electra não dá tanto esta sensação, embora tenha dois logos da Razer em cada lado dos fones, o nome "Razer" em destaque na parte superior e seja feito todo em preto e verde-limão, eu ainda o julgaria como discreto para os pares de entusiastas gamers que eu conheço. "Se é pra comprar um headset gamer sem ser extravagante, prefiro comprar um da Clone mesmo, que é 20 vezes mais barato..", argumentaria a maioria deles, com certeza.

Por outro lado, e isso é o mais esquisito de tudo, trata-se de um acessório projetado para dispositivos portáteis. Será mesmo que alguém gostaria de andar por aí com algo muito espalhafotoso nas orelhas enquanto joga no seu tablet? 

Na verdade eu ainda não consigo imaginar um grande público que prefira usar um headphone qualquer a fones de ouvidos em aparelhos portáteis nas ruas. Tudo bem que vez ou outra a gente vê alguém com um headphone grande, mas imaginar que seja um público grande o suficiente para ainda dividir este grupo a aqueles que comprariam algo mais específico ainda - que seria um headphone gamer -, sem funcionalidades extras como bluetooth,  por um preço equivalente a excelentes headphones tidos como "normais". Não sei não..

E pensando por esta visão, eu já acho ele muito chamativo para se andar nas ruas, enquanto que o normal é que as pessoas queiram chamar a menor atenção possível  - principalmente no Brasil com sua desigualdade social. Esta contradição pode criar uma certa "crise de identidade" no Electra: "Sou ou não sou feito para chamar a atenção? Mas, nas ruas? E se sou, porque não tenho mais detalheschamativos além do verde limão e do tamanho descomunal? Sou ou não sou feito para gamers hardcores? Mas para gamers hardcores de tablets e smartphones? Oh, céus.."

 

Funcionalidades

Aqui não há muito o que enrolar. O Electra faz bem o seu trabalho. Nada excepcional que possa sugerir que ele seja o melhor headphone estereo que você já usou, mas também, se você não é perito em qualidade de som, vai cumprir todas as suas expectativas com relação a isso. O som dele é bom, o grave é bom e o agudo também. Mas também não maravilhoso. É melhor sim que um fone de ouvido, mas não sei se é tão bom ao ponto de te fazer correr o risco de andar com algo verde-limão na cabeça no meio do shopping. Mas vai saber, hoje em dia usam cada coisa..

De funcionalidade extras, temos apenas duas simples: o produto acompanha dois cabos diferentes para uso no mesmo lugar. Um deles tem um pequeno microfone e três "pinos" no conector que vai no dispositivo que você irá usar; o outro, não tem o microfone e tem apenas dois níveis de conexão.

Essas conexões equivalem ao número de canais de áudio que o cabo suporta. No primeiro cabo, os dois primeiros níveis correspondem aos dois canais de áudio estéreo, e o terceiro corresponde ao microfone. No segundo cabo, há suporte apenas ao som estéreo.

A razão da existência destes dois cabos - que podem ser substituídos no headset por meio de uma conexão com trava - segundo a Razer - é a de que você pode usar o headset tanto em aparelhos portáteis quanto em PCs, utilizando-os "quando necessário". Mas o microfone deste headphone, como você deve ter percebido, usa apenas um conector (plugue)- ao invés de dois como você deve estar acostumado - isso significa que ele só funciona em aparelhos que tenham suporte à tecnologia "mic combined jack". Esta é a mesma tecnologia que os fones de ouvido que acompanham os celulares usam: apenas um conector, tanto para enviar o som do microfone ao dispositivo quanto para receber o áudio para os fones.

Ok, mas aí eu pergunto: seria mesmo necessário ter dois cabos - um com microfone e outro não? Não seria mais fácil ter apenas o com microfone e você usá-lo quando necessário ou quando o aparelho suportasse? Qual é mesmo a função do cabo sem o microfone, se ele faz o mesmo papel do outro, só que sem o microfone? Enfim..

Outra coisa, o comprimento de ambos os cabos são curtíssimos. Ambos têm apenas 1.3 m de comprimento. Fique atento se você resolver utilizar o Electra em seu computador, o cabo só será suficiente se você tiver uma entrada para microfone frontal no seu computador.

 

Conclusão

O Electra mostrou nesta review ter um público muito específico, mais específico ainda do que o público que a Razer já está acostumada a lidar. Desta vez, para se dar bem no mercado, este headphone não terá que convencer só os gamers de plantão, o Electra terá que conquistar os mais fervorosos e hardcores jogadores de games de dispositivos portáteis, que prefiram um grande e chamativo headphone a bons fones de ouvidos intra-auriculares, pagando mais caro (59 dólares ou 229 reais) apenas por carregar o logo de uma empresa.

Essa é uma estratégia perigosa da Razer, uma vez que aposta que muitas pessoas possam estar dispostas a pagar um preço mais alto por um headphone entusiasta, que seu microfone só funciona em aparelhos portáteis (salvo raras exceções) e com cabos curtíssimo - feitos especificamente para usá-lo em portáteis. Isso sem contar que ele não tem nada de especial em comparação com qualquer outro headphone convencional além de estampar a marca da empresa.

Sou um grande fã e entusiasta da Razer, mas, desta vez, tenho de dar o braço a torcer. Na minha humilde opinião, acho que a aposta deles neste produto foi um pouco equivocada. Mas tomara que eu quebre a cara.

Para finalizar, tenho duas perguntas: 1 - Você, andaria com um destes na rua?  2 - Alguém faz ideia de pra que raios serve o cabo sem microfone?

AVALIAÇÃO:

Acabamento

9.0

Design

7.0

Funcionalidades

7.0

Preço

6

Nota final

PRÓS
  • Acabamento já conhecido dos produtos Razer
  • É um headphone entusiasta para uso em portáteis - não existem muitos
  • Tem suporte a "mic combined jack"
CONTRAS
  • Cabo curto - só serve mesmo para portáteis
  • Não tem funcionalidades extras como bluetooth
  • Traz um cabo extra - sem microfone - inútil
  • É muito grande e chamativo para ser usado nas ruas
  • Preço muito salgado