A Radeon HD 7970 – lançada oficialmente no dia 22 de dezembro de 2011 – chegou ao mercado no dia 9 de janeiro fazendo jus às expectativas do mercado, ao disponibilizar um expressivo ganho de desempenho sobre a 6970, elevando o patamar da categoria para um nível acima, ou seja, rivalizando muitas vezes com as VGAs dual GPU (segmento ultra top) da geração anterior.

Apesar do robusto desempenho apresentado pela placa, a Radeon HD 7970 tem como “calcanhar de Aquiles” o preço, substancialmente “salgado” (US$ 549 – embora alguns modelos cheguem a US$ 600) em relação às placas 3D de sua categoria da geração passada (algo entre US$ 370-399). Resumindo: embora seja fabulosa, a VGA é um produto para poucos felizardos, principalmente em mercados emergentes, como é o caso do Brasil, que graças aos impostos insanos, elevam o preço da placa para patamares astronômicos, tornando-a quase que um objeto de simples contemplação.

Desta forma, os olhos do mercado voltaram-se naturalmente para a sua “irmã menor”, a Radeon HD 7950, ao prometer um ganho de desempenho expressivo sobre as placas da geração anterior, com a vantagem de possuir um preço mais próximo do orçamento do “cidadão comum”.

Assim como a 7970, a Radeon HD 7950 é equipada com o chip gráfico codinome Tahiti, sendo parte integrante da nova geração de GPUs Southern Islands da AMD.


(Posicionamento da linha Southern Islands - Radeons série HD7000)

Além da Tahiti (segmento intermediário de alto desempenho), que dará origem a uma terceira placa, a Radeon 7930, a geração Southern Islands será composta ainda pelas linhas Pitcairn (segmento intermediário): Radeons 7870 e 7850; e Cape Verde (segmento intermediário de baixo custo): Radeons 7770 e 7750.

Especula-se ainda que a Radeon HD 7990 (dual GPU) é conhecida internamente pela AMD como New Zealand. Quanto aos modelos de entrada (Radeons HD 7400/7500/7600), ainda não há nenhuma informação a respeito de seus codinomes.

A nova geração Southern Islands causou um grande impacto no mercado ao trazer uma série de aprimoramentos em relação às placas da geração passada, além de contar com alguns recursos inéditos, prometendo não apenas trazer mais desempenho, como também uma experiência multimídia ainda mais rica para o usuário.

 (Modelo de referência da Radeon HD 7950)

O primeiro grande destaque refere-se ao seu processo de fabricação. Depois de passar duas gerações em 40nm, a AMD, junto com a TSMC, finalmente refinou a litografia. Agora as novas Radeons HD 7000 contam com o moderno processo em 28nm. Esse refinamento possibilitou não apenas uma redução nos custos de fabricação, como também permitiu que as GPUs atingissem uma maior performance, seja pela possibilidade de clocks maiores, seja pelo aumento da quantidade de Stream Processors/ROPs/TMUs do chip. Outra vantagem diz respeito à redução no consumo de energia proporcional às suas especificações.

No campo dos jogos, o suporte ao DirectX 11.1 talvez seja um dos fatores que mais chamaram a atenção dos gamers. Entretanto, não há muitos detalhes sobre os benefícios da nova API gráfica da Microsoft, que só entrará em cena com a chegada do Windows 8.

Já o ZeroCore Power Technology promete a redução significativa no consumo de energia quando a placa está sendo subutilizada, como por exemplo, quando o usuário está navegando na internet, ou utilizando uma suíte de escritório, por exemplo.

Outros aprimoramentos importantes são o suporte ao PCIe 3.0 (que dobra a largura de banda no tráfego dos dados – impedindo qualquer tipo de gargalo); nova geração do Tessellator (que promete aumentar a performance em games com uso abusivo do Tessellation); Eyefinity 2.0 (que flexibiliza e melhora o uso de múltiplos monitores); HD3D (que amplia o uso da tecnologia 3D); entre outros.


(Detalhe da XFX HD7950 Black Edition Double Dissipation)

Assim como ocorreu com a análise da Radeon HD 7970, a Adrenaline foi “brindada” com uma das melhores (e mais poderosas) placas existentes no mercado. Atendendo pelo nome de XFX HD 7950 Black Edition Double Dissipation, trata-se da “menina dos olhos” da XFX, ou seja, sua placa mais top em se tratando de Radeon 7950.

A linha completa de VGAs da XFX baseadas na Radeon HD 7950 é formada pelos seguintes modelos:

- Core Edition (FX-795A-TNFC) - 800MHz Core Clock
- Double Dissipation Edition (FX-795A-TDFC) - 800MHz Core Clock
- Black Edition (FX-795A-TNBC) - 900MHz Core Cock
- Back Edition Double Dissipation (FX-795A-TDBC) - 900MHz Core Clock


É com satisfação que mais uma vez somos o primeiro e (até o momento) o único portal especializado do país a receber a versão Back Edition Double Dissipation, que segue a mesma “receita de sucesso” de sua “irmã maior”, ou seja, compartilha de forma extremamente harmônica, um visual elegante e simultaneamente “agressivo”, utilizando em sua construção equipamentos de primeiríssima qualidade (padrão Duratec) - além de contar com o reforço de duas onças de cobre no PCB (aumentando tanto a vida útil, quanto o potencial para overclock) – bem como um super sistema de refrigeração com tecnologia Ghost Thermal / HydroCell Thermal, entre outros destaques.

Por último, mas não por menos, como não poderia deixar de ser, pertencente à linha Black Edition, a placa vem de fábrica turbinada, com GPU em 900Mhz e memória em 5.5Ghz (podendo ir muito além deste patamar).

A seguir, veremos como a Radeon HD 7950 se comporta em relação à 7970 e as demais placas da geração anterior, de forma a fazer jus à sua expectativa de ser uma opção mais atrativa em relação a cara 7970, tentando apagar o ótimo desempenho de 6970 e GTX 580.

 

A Arquitetura GCN

Uma das grandes novidades (e destaques) da geração Southern Islands está na utilização de uma arquitetura mais robusta e aprimorada em relação às antigas VLIW5 (Very Long Instruction Word, 5:1 ratio) e VLIW4 (Very Long Instruction Word, 4:1 ratio), presentes nas Radeons das séries 5000 e 6000.

Superficialmente falando, o design VLIW era composto por unidades de Stream Processors (também chamados de ALUs), preparadas para lidar com o processamento dos shaders. No padrão VLIW5 a AMD dividiu a arquitetura em quatro unidades para lidar com shaders do tipo simples e um do tipo complexo, no VLIW4 (Radeons 6900), extinguiu-se a divisão entre shaders simples e complexos, ficando “apenas” quatro Stream Processors para lidar com shaders de complexidade mediana.


(Arquitetura VLIW5)


(Arquitetura VLIW4)

Com a chegada da nova geração de GPUs, a AMD resolveu dar um passo a frente em termos de arquitetura, ao desenvolver um design que não ficasse limitado apenas ao processamento gráfico, como ocorreu com o VLIW.

Chamado pela companhia de Graphics Core Next – GCN (Novo Core Gráfico), a nova arquitetura possui significativas mudanças em seu design, de forma a remover algumas ineficiências presentes no VLIW.

O GCN é a base de uma GPU que tem um bom desempenho tanto em tarefas gráficas, quanto de computação geral. Para lidar com o processamento de tarefas de uso geral, foi introduzida uma nova unidade modelo de computação na arquitetura. Essa nova unidade foi projetada para melhorar o aproveitamento, elevar a capacidade de processamento e de multitarefa do chip gráfico.


(Arquitetura GCN - Compute Unit)

Assim, a base do novo cluster de shaders da arquitetura Graphics Core Next – chamada pela AMD de Compute Unit (CU) é composta dos seguintes elementos:

• 16 Unidades SIMD de largura;
• 64 KB nos registradores por Unidade SIMD.

Vale ressaltar que cada Compute Unit possui na realidade quatro Unidades SIMD, totalizando assim 64 shaders processors/stream processors. Levando-se ainda em conta que a GPU Tahiti (Radeon 7900) é composta por 32 CUs, chegamos então à conclusão de que o novo chip gráfico tem um total de 2.048 stream processors (64 SIMDs x 32 CUs) – pelo menos no caso da Radeon HD 7970.

Seguindo a velha receita das fabricantes de GPU, a AMD utilizou o artifício de desabilitar algumas unidades computacionais, resultando assim na redução de algumas de suas macro especificações. Assim, ao invés de 32 CUs, a Radeon HD 7950 conta com 28 Compute Units, resultando assim em 1.792 stream processors (64 SIMDs x 28 CUs).

A redução na quantidade de CUs impactou ainda no total de unidades de texturas, uma vez que cada unidade computacional está associado a 4 TMUs. Assim, a Radeon 7950 possui um total de 112 unidades de texturas (28 CUs x 4 TMUs), contra 128 TMUs (32 CUs x 4 TMUs) da 7970.

É importante ainda destacar que a nova geração Southern Islands (ao menos a linha 7900) é composta ainda das seguintes características:

• Engine com design de Geometria Dupla / motores de Computação Assíncrono;
• 8 render backends / 32 ROPs do tipo Color por ciclo de clock / 128 ROPs do tipo Z/Stencil por clock;
• Engine composta por 768KB R/W de cache L2;

A unidade computacional presente na arquitetura GCN possui praticamente a mesma força em termos de processamento de ponto flutuante por clock que as GPUs da geração anterior. O mesmo vale para a quantidade do tamanho dos registradores (para unidades de vetores). Cada CU possui seus próprios registradores e dados locais compartilhados.


(Arquitetura GCN - Hierarquia de Cache)

Embora tanto as Radeons 6900 quanto as 7900 possuam a capacidade de processar 64 operações em paralelo, pesa em favor da Southern Islands o fato de contar com apenas quatro processadores de vetores com 16 elementos, contra 16 processadores de vetores com quatro elementos. Outra vantagem para a arquitetura GCN é que esta possui ainda um processador escalar.

Outro importante aprimoramento implementado pela AMD na nova arquitetura diz respeito ao fato de a Graphics Core Next não necessitar de paralelismo de nível de instrução, ou seja, cada uma das quatro unidades de vector de largura 16 SIMD executa um diferente conjunto de processos, sendo todo o conjunto de envergadura 64, necessitando de apenas quatro ciclos.


(Arquitetura GCN - Diagrama do bloco)

Ainda que o poder computacional de ponto flutuante tenha permanecido quase idêntico por CU, a arquitetura GCN é mais eficiente que a anterior, na medida em que, ao dispensar o paralelismo de nível de instrução, o resultado da compilação das instruções também se torna muito mais simples, traduzindo em mais eficiência e, portanto, melhor desempenho.

De certa forma, o GCN é muito semelhante à arquitetura MIMD (Múltiplas Instruções, Múltiplos Dados) presente na geração Fermi da NVIDIA, ou seja, trata-se de um chip focado no conceito da computação de uso geral – GPGPU, podendo ser utilizado tanto para o processamento gráfico, quanto para realizar tarefas que atualmente são tratadas pelo processador.

 

Aprimoramentos e novidades

A nova geração Southern Islands não trouxe “apenas” mais desempenho. As Radeons 7000 possuem ainda uma série de novos recursos e o aprimoramento de outros já presentes nas gerações passadas, de forma a agregar ainda mais valor tangível e intangível ao usuário.

Tessellation Gen 9
Para quem ainda não sabe, o Tessellation (tess), tenha sido provavelmente uma das grandes “estrelas” presentes no DirectX 11. Sua função é a de melhorar consideravelmente a qualidade de uma cena, ao acrescentar uma imensa quantidade de detalhes geométricos às imagens. Entretanto, tal recurso gerou um grande esforço computacional extra às GPUs, resultando, em muitos casos, no comprometimento do desempenho.

Talvez essa tenha sido a principal crítica feita às Radeons das gerações 5000 e 6000, uma vez que elas não estavam devidamente preparadas para lidar com um grande fluxo de trabalho gerado pelo tess. Ainda que a linha 6000 tenha dado um importante salto em relação à 5000 nesse quesito, as placas da geração passada ainda estavam distantes de suas rivais em matéria de Tessellation.

A AMD implementou ainda na arquitetura GCN, uma nova geração de Tesselator (Gen 9) em sua Engine de Geometria, que trouxe as seguintes otimizações:

• Reutilização de vértice ampliado;
• Melhorias no buffer de memória fora do chip;
• Ampliação nos caches de parâmetro.

Assim, as Radeons HD 7000 tiveram um aumento de desempenho nos fatores de Tessellation na ordem de até 500% em relação às Radeons 6900.

DirectX 11.1
Em matéria de marketing, um dos maiores apelos das novas Radeons HD 7000 será a compatibilidade com a nova versão da API gráfica da Microsoft, o DirectX 11.1. Entretanto, até o Windows 8 chegar, tal recurso ficará apenas no papel. Ainda assim, as principais novidades do DX11.1 serão:

• Rasterização independente de objeto;
• Interoperabilidade flexível entre computação gráfica e vídeo;
• Suporte nativo ao Stereo 3D.

ZeroCore Power Technology
Trata-se de um recurso bastante interessante para o usuário (e para o meio ambiente), ainda que não traga nenhum tipo de ganho. Embora este recurso não traga nenhum aumento na performance ou melhoria na qualidade da imagem, o ZeroCore Power Technology possibilita uma economia bastante interessante na conta de luz no final do mês.

Com as preocupações em torno de um mundo mais “verde” e ambientalmente correto, a AMD fez um verdadeiro “golaço” ao disponibilizar um consumo de energia virtualmente zero para as Radeons da geração Southern Islands quando subutilizadas, como, por exemplo, ao surfar na web, mandar e-mails, utilizar suíte de escritório, entre outras tarefas rotineiras do dia a dia.

Na realidade, a companhia vem, nas últimas gerações, aumentando a sua preocupação no que diz respeito ao – digamos – consumo passivo de suas placas. Para se ter ideia da evolução obtida, em 2008, quando as Radeons tinham litografia em 55nm, o consumo em idle (em modo ocioso) era de até 90W! Essa patamar mudou consideravelmente com as VGAs em 40nm, caindo para até 20W.

Contudo, o que parecia já muito bom, ficou ainda melhor. Com a nova geração, a AMD conseguiu reduzir o TDP para apenas 2,7W, quando a GPU é demandada em menos de 95% de seu “poder de fogo”. A eficiência (e confiança) no ZeroCore Power Technology é tão grande, que até mesmo a ventoinha da GPU é desligada! Algo que seria insano de se imaginar há alguns anos.

Engana-se, porém, quem acha que os benefícios de um menor nível de consumo pararam por aí. A AMD conseguiu reduzir significativamente o TDP máximo da Radeon HD 7970 para impressionantes 210W! São 40W a menos do que a Radeon HD 6970! Em outras palavras, a nova geração Southern Islands tem uma relação de performance por watt absurdamente mais eficiente que as placas das gerações passadas.

Eyefinity 2.0
Embora a tecnologia de uso simultâneo de múltiplos monitores ainda seja algo para poucos (principalmente em mercados emergentes como é o caso do Brasil) , é inegável que o Eyefinity trouxe uma verdadeira revolução para o mercado ao permitir o uso de até seis telas por VGA (a depender do tipo de Radeon utilizada).

Conforme pode ser visto abaixo, as possibilidades para a tecnologia são inúmeras, permitindo o uso de imagens independentes, simultâneas ou um misto das duas. É possível, por exemplo, o uso de três monitores para formar uma única imagem panorâmica, com o quarto independente, quatro telas simultâneas formando um grande painel e mais duas independes da primeira e entre si. E por aí vai.

A nova geração Southern Islands trouxe como novidade o Eyefinity 2.0, que flexibiliza o uso dos múltiplos monitores. Agora, com as Radeons HD 7000, o usuário não necessita ter os mesmos monitores com as mesmas resoluções. Assim, em caso de três telas de tamanhos diferentes, é possível ajustar as resoluções independentemente, e utilizar simultaneamente os monitores.

Por falar em ajustes de resolução, com a introdução do driver Catalyst 12.2, a AMD permitirá que o usuário configure a resolução do monitor como bem entender, permitindo, por exemplo, 3072x768, ou 5040x1050, entre outras.

Outra novidade presente no Eyefinity 2.0 foi a ampliação da largura de banda de sinal do monitor. Com isso, o usuário pode agora utilizar resoluções de 16k x 16k! É possível, por exemplo, configurar cinco telas em modo Paisagem 5.1, com resolução de 2560x1600 pixels. Ou seja, um imenso painel de 12800x1600 pixels, em uma resolução de 20MPixels.

Vale ressaltar que o Eyefinity 2.0 foi um dos grandes responsáveis pela utilização de uma configuração de memória tão robusta na Radeon 7900. São ao todo 3GB de memória com interface de 384 bits.

HD3D (Stereo 3D)
Apesar de ter ficado “inerte” por várias gerações em se tratando do recurso 3D, a AMD não apenas recupera o tempo perdido, como fez importantes aprimoramentos no HD3D (tecnologia estereoscópica 3D).

A primeira delas – e a mais natural – é a de expandir o HD3D para o Eyefinity. Assim, com a chegada do driver que habilite esta função, o usuário passará a poder utilizar o 3D em mais de um monitor.

Outra importante melhoria diz respeito a expansão na especificação HDMI 1.4a, que passa agora a suportar empacotamento de quadro para Stereo 3D, permitindo uma ampliação nos framerates. As Radeons da série 7900 são as primeiras VGAs a suportar HDMI de 3GHz com empacotamento de quadro para Stereo 3D. Entretanto, o recurso está limitado às restrições da especificação HDMI 1.4a. Assim, as maiores configurações para jogos 3D são: 720p60 ou 1080p24.

Por último, mas não por menos, o usuário poderá agora, sobre o HDMI, configurar a resolução da tela em 1080P, obtendo assim 60Hz por olho (120Hz no total). Até então tal recurso não era possível, uma vez que sobre o HDMI, era possível apenas 24/30Hz em cada olho.

UVD3 - Unified Video Decoder
Para quem ainda não sabe, a tecnologia Decodificação de Vídeo Universal (UVD) da AMD já está no mercado há bastante tempo, sendo consideradas uma das plataformas mais eficientes no processamento de vídeos, e que de tempos em tempos recebe melhorias por parte da companhia.

Com a chegada da geração Southern Islands, a AMD fez pequenos, mas importantes aprimoramentos, como é o caso do suporte, via hardware,  da decodificação de vídeos usando a codificação MVC (Multi-View Codec), MPEG-4 e DiVX . A AMD adicionou ainda um pequeno recurso chamado Dual Stream HD+HD.

PCIe Gen 3

À medida que novas gerações de placas chegavam ao mercado, gerou um temor nos analistas de que o padrão de interface de comunicação PCI Express chegaria a um ponto em que não conseguiria dar mais vazão ao fluxo de dados com a intensidade necessária, gerando assim um verdadeiro gargalo para o desempenho da VGA.

Este temor, contudo, se diluiu, com o recente anúncio da geração 3 do PCIe, que dobrou a taxa de transferência em relação ao PCIe Gen 2, garantindo assim tranquilidade para as futuras placas 3D.

Com o novo patamar de desempenho advindo da Southern Islands, a AMD garantiu o suporte ao PCI Express 3.0 nas novas Radeons HD 7000, encerrando assim qualquer tipo de temor em relação a gargalo de desempenho.

Com o PCIe Gen 3, a largura de banda saltou de 16GB/s para 32GB/. Já nas placas acessórias instaladas, o ganho saiu de 500MB/s para 1GB/s por pista/linha. Assim, os dispositivos que utilizam a configuração x16 podem utilizar de 16GB/s, ou 128Gbps. Vale ressaltar, contudo, que para se beneficiar do PCI Express 3.0, o usuário deverá ter um sistema totalmente preparado e compatível com tal recurso. Assim, além de uma VGA PCIe Gen 3.0, tanto a placa-mãe quanto o processador deverão suportar a novidade.

 

Os recursos da Radeon 7950

Confiram os principais recursos presentes na Radeon HD 7950:

• 4,3 bilhões de transistores;
• Litografia em 28nm;
• 1792 Stream Processors;
• 32 ROPs;
• 112 TMUs;
• GPU: 800Mhz (900Mhz na XFX HD7950 Black Edition Double Dissipation)
• VRAM: 5.0Ghz (5.5Ghz na XFX HD7950 Black Edition Double Dissipation)
• 3 GB de memória GDDR5;
• Bus de 384 bits;
• Suporte às tecnologias: DirectX 11.1; Eyefinity 2.0; Accelerated Video Transcoding (AVT); AMD Accelerated Parallel Processing (APP) para DirectCompute 5.1 e OpenCL 1.2; programação Microsoft C++ AMP; CrossFireX; HD3D; Unified Video Decoder 3 (UVD3); Morphological Anti-Aliasing; CSAA; HDMI 1.4a; Dolby TrueHD e DTSHD Master Audio;
• ZeroCore Power Technology
• Suporte ao PCI Express Gen 3 


(Close no chip Tahiti)

Analisando os números acima, podemos perceber claramente que a AMD deu uma significativa turbinada em algumas das especificações da Radeon HD 7950 em comparação a 6950 (é possível perceber com mais nitidez na tabela apresentada no final desta seção). Embora a sua base comparativa natural seja a 6950, a comparação com a 6970 é mais do que justificável, ainda mais se levarmos em conta o preço da Cayman XT.

A primeira informação que salta aos olhos é a quantidade de transistores: 4,3 bilhões. Esse número é 63% maior do que a sua “irmã mais velha”, com 2,64 bilhões. Apesar de toda essa imensa quantidade de transistores, incrivelmente a área do die da Tahiti é de apenas 365 mm², 6,17% menor que o das Radeons HD 6900. Essa “fórmula mágica” só foi possível graças à nova arquitetura Graphics Core Next, mas fundamentalmente devido ao refinamento no processo de fabricação em 28nm.

Aliás, a uma primeira vista, a arquitetura GCN parece não ter disponibilizado um grande aumento de desempenho 3D em si (salvo algumas exceções, como, por exemplo, a nova unidade Tessellator). Sua grande força está mesmo em oferecer uma grande performance em tarefas de uso geral (recurso chamado de GPGPU), transformando assim a VGA em um poderoso processador.

Embora tenha condições de possuir a GPU rodando bem acima de 1Ghz, curiosamente a AMD não alterou o clock da GPU em relação a Radeon 6950, permanecendo assim em 800Mhz, 80Mhz a menos que a 6970. No caso específico da XFX HD 7950 Black Edition Double Dissipation, esse valor é 12,5% acima do modelo de referência, ou seja, 900Mhz.

Não está muito clara a razão da AMD ter sido tão comedida neste sentido. Há quem diga que seja para manter o TDP baixo, em 200W - mesmo valor da 6950 e 50W abaixo da 6970 - ou uma estratégia para o lançamento de versões especiais consideravelmente mais poderosas, sem contar, é claro, na hipótese de deixar “espaço” para as placas da geração seguinte, as Radeons 8000, que deverão manter a mesma litografia em 28nm.

Para alimentar os 200W, a placa possui dois conectores extra de energia, ambos de 6 pinos, capazes de prover até 225W (somado aos 75W do barramento PCIe). A AMD recomenda uma fonte de energia (PSU) real de 500W.

Em relação às memórias, a Radeon HD 7950 tem VRAM trabalhando no mesmo clock em relação a 6950, ou seja, 5.0Ghz, ficando 500Mhz abaixo da 6970. No caso específico da XFX HD 7950 Black Edition Double Dissipation, esse valor é 10% acima do modelo de referência, ou seja, 5.5Ghz. Entretanto, a AMD fez um belo upgrade nesse quesito, ao aumentar não apenas a quantidade de VRAM da placa (de 2GB nas 6900 para 3GB), além de aumentar em 50% a interface de memória, passando assim dos atuais 256 bits para 384 bits. Isso permitiu um ganho na largura de banda em 50% sobre a 6950 e de 36% sobre a 6970, chegando a 264 GB/s. Assim como na Radeon HD 7970, a 7950 utiliza uma configuração não múltipla de dois, ou seja, diferente dos tradicionais 128 bits, 256 bits e mesmo 512 bits.

Outro significativo avanço na Radeon 7950 em comparação a 6950 diz respeito à quantidade de Stream Processors e TMUs/TAUs, passando respectivamente de 1408/88 para 1792/112. Ou seja, um incremento em 27%. Em relação a 6970 o incremento foi mais discreto, de 16%. Já os ROPs mantiveram-se inalterados em 32.

Conforme já mencionado no tópico anterior, a Tahiti conta com o suporte para o PCI Express 3.0, dobrando a largura de banda no tráfego de dados para 32GB/s. Aliás, a linha Radeon HD 7900 é inovadora em muitos sentidos. Além de ser a primeira VGA compatível com o PCIe Gen 3, é ainda a primeira a contar com litografia High-K em 28nm e suporte para o DirectX 11.1.

O poder computacional da HD 7950 também merece destaque, podendo atingir em cálculos de precisão simples cerca de 2,87 TFlops (teraflops ou trilhões de operações de ponto flutuante por segundo). É um grande avanço comparado à geração anterior, principalmente da 6950 com 2.25 TFlops. Isso com a diferença de que a arquitetura Graphics Core Next é mais previsível em termos de performance atualmente usável, enquanto nas gerações anteriores baseadas nas arquiteturas VLIW-5 e VLIW-4, a performance atual depende muito de diversos fatores, como interdependência entre operações e distribuição das operações pelo compilador.

Tal fato resulta, em alguns casos, em baixos níveis de aproveitamento das ALUs (unidades lógicas de aritmética em tradução livre). Na nova arquitetura GCN, a GPU lida bem tanto com algoritmos seriais como mais paralelizados, garantindo performance muito mais consistente em computação pela GPU.

A versão de referência da Radeon HD conta com um robusto bloco dissipador de alumínio com tecnologia de câmara de vapor (vapor chambre) composto por 41 aletas com 15,5cm de comprimento, 8,5cm de largura e 2,5cm de altura. Para ajudar na dissipação do calor, a placa possui ainda uma ventoinha de 75x20cm que puxa o ar do gabinete e empurra-o para fora pela parte traseira.

A Radeon HD 7950 possui duas pontes de conexão multi GPU, permitindo assim a adição de duas ou mais placas, em configuração CrossFireX. O modelo de referência oferece ainda um par de conectores DL-DVI, uma porta HDMI 1.4a e dois sockets mini DisplayPort 1.2.

 

XFX HD7950 Black Edition Double Dissipation

A XFX teve atenção especial na seleção de componentes da placa, desde o PCB até a FAN usada na refrigeração. A placa usa capacitores sólidos, circuito impresso construído com 2 onças de cobre (cerca de 28,36 gramas) e Ferrite Core Chokes que usam 25% menos energia com menor ruído e filtragem de frequências mais altas que os Ferrite Chokes comuns. O PCB especial proporciona temperaturas de 5% a 10% mais baixas na GPU, melhora a capacidade de overclocking entre 10% e 30%, com impedância duas vezes menor, e melhor eficiência energética. Falando em overclocking, até mesmo o BRACKET usado foi pensado nisso, com frestas mais largas para melhorar o fluxo de ar.

As GPUs que equipam a série Black Edition são escolhidas por um processo especial que, segundo a XFX, identifica as melhores GPUs (estimadas em 1%) que podem alcançar frequências de operação mais altas. As placas da série oferecem alta performance ao usar clocks mais altos que o modelos de referência, mantendo o consumo de energia similar devido ao uso dos componentes especiais que compõem a série.

O cooler usa o chamado Ghost Thermal Technology, uma nova solução de refrigeração da XFX que melhora o fluxo de ar entre o PCB e os componentes básicos, eliminando o acúmulo de calor dentro da caixa de resfriamento encontrado em outras soluções e que é resolvido com o aumento da rotação da FAN. A nova tecnologia usa alumínio, que além de ser leve e melhorar a dissipação de calor, dá um visual mais bacana à placa comparado ao plástico usado normalmente.

A versão analisada, Double Dissipation, como indica o nome, conta com duas FANs (ventoinhas), o que garante excelente fluxo de ar com baixo nível de ruído, privilegiando o silêncio ao mesmo tempo em que mantém a placa inteira refrigerada. Segundo a XFX, essa solução gera fluxo de ar até três vezes maior, resultando em temperaturas até 7ºC mais baixas e com nível de ruído até 13dBa menor.

O cooler da XFX utiliza tecnologia HydroCell, baseada na tecnologia de Câmara de Vapor (Vapor Chamber Technology - VCT)

O VCT foi usado inicialmente na Radeon HD 5970 e o príncipio do HydroCell é o mesmo: o calor emanado pela GPU aquece o fluido dentro da zona de vaporização, fazendo-o evaporar. O vapor do fluido se move através do vácuo até que se choque com a zona de condensação. Nesse estágio, o vapor se condensa, voltando ao seu estágio inicial líquido (liberando o calor no processo). O fluido é então absorvido pela zona de transporte (por meio do processo de capilaridade), onde é então levado de volta para o ponto inicial do processo, a zona de vaporização, fechando o ciclo para então ser repetido.

A tecnologia VCT é utilizada também em outras soluções de resfriamento de placas da AMD como as HD 6900 e também da NVIDIA, a partir da GTX 580.

A XFX foi minuciosa na seleção dos componentes do cooler, até mesmo a FAN usada foi especialmente projetada para operação por até dez mil horas, graças a ventoinha Duratec IP-5X, que é à prova de poeira.

O sistema de refrigeração empregado na XFX HD 7950 BE DD gerou resultados excelentes, como poderá ser visto na seção de teste. 

 

Fotos

As fotos abaixo mostram o belo acabamento da XFX Radeon HD 7950 Black Edition Double Dissipation, placa que traz uma série de diferenciais também na parte visual na comparação com um modelo referência da AMD.

Temos o sistema de cooler GHOST THERMAL TECHNOLOGY totalmente estilizado com duas FANs, e uma faixa de ponta a ponta em uma das laterais com o modelo do chip, assim como nome do sistema de cooler mencionado.


Abaixo, algumas fotos comparando a HD 7950 com a HD 7970(em cima), mostrando que ambas as placas são quase idênticas, se não fosse o conector de 8 pinos da 7970.

Mais abaixo temos algumas fotos comparando a 7950 com a 6950 e com a 5850, todas placas HIGH quando lançadas.

 

Máquina/Softwares utilizados

Como de constume, utilizamos uma máquina TOP de linha baseada em um processador Intel Core i7 980X overclockado para 4.2GHz.

As placas utilizadas nos comparativos foram - além da VGA analisada - por parte de modelos com chip AMD: XFX Radeon HD 7970 BE DD, HiS Radeon HD 6990, XFX Radeon HD 6970 e XFX Radeon HD 6950 e XFX Radeon HD 5870. Já por parte da NVIDIA, utilizamos as placas GeForce GTX 590, GTX 580 e GTX 570.

Um detalhe importante de ser mencionado: a mainboard G1.Assassin não tem suporte ao barramento PCI-Express 3.0, dessa forma tanto a HD 7950 como a 7970 rodam em 2.0, mesmo trazendo suporte ao 3.0. Futuramente faremos um artigo no qual pretendemos comparar a diferença de velocidade entre os barramentos. 

Abaixo, fotos do sistema montado com a XFX Radeon HD 7950 BE DD.

A seguir, os detalhes da máquina, sistema operacional, drivers, configurações de drivers e softwares/games utilizados nos testes.

Máquina utilizada nos testes:
- Mainboard Gigabyte G1.Assassin
- Processador Intel Core i7 980X @ 4.2GHz
- Memórias 6 GB DDR3-1600MHz G.Skill (3x2GB)
- HD 1TB Sata2 Western Digital Black
- Fonte XFX ProSeries 1000W
- Cooler Thermalright Venomous X

Sistema Operacional e Drivers:
- Windows 7 64 Bits
- Intel INF 9.2.0.1030
- Catalyst 12.1 WHQL: Placas AMD
- ForceWare 285.62 WHQL: Placas Nvidia

Configurações de Drivers:
3DMark
- Anisotropic filtering: OFF
- Antialiasing - mode: OFF
- Vertical sync: OFF
- Demais opções em Default

Games:
- Anisotropic filtering: Variado através do game testado
- Antialiasing - mode: Variado através do game testado
- Texture filtering: High-Quality
- Vertical sync: OFF
- Demais opções em Default

Aplicativos/Games:
- 3DMark 11 1.0.3 (DX11)
- Unigine HEAVEN Benchmark 2.5 (DX11)

- Aliens vs Predator (DX11)
- Batman Arkham City (DX11)
- Crysis Warhead (DX10)
- Crysis 2 (DX11)
- DiRT 3 (DX11)
- HAWK 2 (DX11)
- Just Cause 2 (DX10.1)
- Mafia II (DX9)
- Metro 2033 (DX11)

 

GPU-Z, Temperatura e Consumo de energia

Abaixo temos a tela principal do aplicativo GPU-Z com detalhes técnicos da XFX Radeon HD 7950 Black Edition Double Dissipation, mostrando seus clocks mais altos em relação a um modelo referência, com core em 900MHz (default = 800MHz) e memórias em 5.5GHz (default = 5.0GHz).


Temperatura
Iniciamos nossa bateria de testes com um bench bastante importante: a temperatura do chip, tanto em modo ocioso como em uso contínuo.

Em modo ocioso (idle), a XFX HD 795

0 BE DD registrou 36ºC, sendo a placa mais fria entre as usadas nesta análise. Certamente o grande responsável por este excelente desempenho é o ZeroCore Power Technology, já mencionado no review.

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Medimos o pico de temperatura durante os testes do 3DMark 11 rodando em modo contínuo. A XFX HD 7950 BE DD registrou 67ºC ficando em segundo lugar, 5ºC mais quente que a XFX HD 7970 BE DD e 1ºC mais fria que a HD 5870, graças à excelente solução de refrigeração GHOST THERMAL TECHNOLOGY da XFX, que além da eficiência e baixo nível de ruído, apresenta também um visual bem bacana.

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Retiramos os testes de consumo de energia do site Anandtech.com, confiram abaixo. 

Em modo ocioso (também conhecido como idle), o consumo de energia da XFX HD 7950 BE DD assim como da 7970 estão entre os menores das placas listadas. Já o consumo da XFX HD 7950 BE DD rodando o benchmark do jogo Metro 2033 ficou entre a 5870 e 6970, e 38 Watts abaixo do modelo de referência da HD 7970.

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3DMark 11, Heaven 2.5

Com o 3DMark 11, versão mais recente do aplicativo para testes de desempenho de placas de vídeo mais famoso do mundo, o desempenho da nova arquitetura GCN da AMD mostra bastante força bruta, com vantagem de 44.12% para a HD 7950 em relação a HD 6950. Comparando com a GTX 580, a vantagem da XFX HD 7950 DD BE ficou em torno de 11.3%.

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Unigine HEAVEN 2.5 - DirectX 11
Trata-se de um dos testes sintéticos mais “descolados” do momento, pois tem como objetivo mensurar a capacidade das placas 3D em suportar os principais recursos da API gráfica DirectX 11, como é o caso do Tessellation.

Destacamos que a HD 6950 está apresentando artefatos nesse teste e sempre trava logo no inicio, não sabemos o motivo mas possivelmente foi devido ao famoso BiOS MOD dela para uma HD 6970 que fizemos e que agora mostra as consequências.

O teste foi dividido em duas partes: uma sem e outra com o uso do Tessellation, ambas a 1920x1080 com o filtro de antialiasing em 8x e anisotropic em 16X.

Neste primeiro teste, com o tessellation desativado, a  XFX HD 7950 BE DD ficou cerca de 36.5% à frente da GTX 580 e 39.5% à frente da HD 6970. Como citado anteriormente, não foi possível compará-la à HD 6950 devido ao problema de artefatos que nossa placa está apresentando.

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As posições se mantiveram usando o tessellation ativado em modo normal, com a  XFX HD 7950 BE DD manteve a vantagem em relação a GTX 580, ficando 33.2% à frente. A vantagem para a HD 6970 manteve-se na casa dos 39%.

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Aliens vs Predator

Chegamos finalmente ao ponto alto da review: os testes em jogos!

Nada melhor do que começar por Aliens vs Predator, game que traz o suporte ao DX11 e que foi muito bem recebido pelo público e crítica.

A XFX Radeon HD 7950 Black Edition Double Dissipation ficou à frente da HD 6970 e da GTX 580, condição que se mantém nos testes em 1680x1050 e 1920x1080. A desvantagem para a XFX Radeon HD 7970 ficou em torno de 12%.

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Batman Arkham City

Lançado no final de 2011, a sequência Batman Arkham City é um dos games mais elogiados de 2011, mesmo que apresentando problemas relativos à API DirectX 11 na versão para PC. Utilizamos a versão atualizada que corrige o problema.

A XFX HD 7950 BE DD mostrou-se bastante forte no teste em 1680x1050, ficando à frente da HD 6990 e GTX 580.

Assim como no Unigine Heaven 2.5, a HD 6950 travou constantemente e não conseguiu finalizar os testes com o Batman Arkham City. Essa é a única HD 6950 que temos e ela está dando artefatos em alguns testes.

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Em 1920x1080, a  XFX HD 7950 BE DD trocou de posição com a HD 6990, ficando logo atrás por uma diferença de apenas 7.5%.

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Crysis Warhead

O FPS futurístico da Crytek fez muito barulho por trazer uma qualidade gráfica bem superior a dos concorrentes e por ser considerado por muito tempo como um dos games que mais exigia recursos do computador, principalmente das placas 3D. Assim, nada melhor do que submeter as VGAs da review pelo crivo de "Crysis Warhead".

Aqui a  XFX HD 7950 BE DD ficou bem próxima de sua irmã mais potente e apenas um pouco à frente da GTX 580. Comparada à HD 6950 foi 38% e 41.7% superior nos testes em 1680x1050 e 1920x1080, respectivamente.

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Crysis 2

Para os testes com o Crysis 2, utilizamos a ferramenta Adrenaline Crysis 2 Benchmark Tool, que lançamos ano passado e é utilizada por praticamente todos os websites internacionais para benchmarks com o Crysis 2. O game, como todos sabem, é referência em qualidade de imagem, e no mês de junho 2011 finalmente ganhou seu patch com suporte ao DirectX 11, já que originalmente o game vinha apenas em DX9.

No Crysis 2, a XFX HD 7950 BE DD ficou atrás apenas da irmã mais potente por uma pequena diferença de menos que 10%. Comparada à HD 6950 a vantagem foi gigante, chegando a quase 74% no teste em 1920x1080.

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DiRT 3

DiRT 3 é o game mais recente de uma das séries de corrida off-road de maior sucesso da história da indústria dos jogos eletrônicos. Lançado em junho de 2011, o game traz o que existe de melhor em tecnologia da API DirectX 11. Os testes com o game foram feito utilizando a ferramenta Adrenaline Racing Benchmark Tool.

A XFX HD 7950 BE DD ficou cerca de 15% atrás da XFX HD 7970 BE DD, já comparada à HD 6950 a vantagem foi de 36.3% no teste em 1680x1050 e 37.6% no teste em 1920x1080. A GTX 580 ficou logo atrás mas por pequena desvantagem.

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HAWX 2

Agora é a vez da NVIDIA. Em HAWX 2, simulador aéreo da Ubisoft, a empresa tem grande vantagem sobre os modelos da AMD.

Este benchmark causou polêmica desde antes de seu lançamento, quando a AMD lançou nota à imprensa alegando que a Ubisoft (desenvolvedora do HAWX 2) deixou de usar código otimizado para todas as GPUs em benefício de um código que prejudicaria a performance das placas Radeon ao utilizar técnicas de renderização que tem melhor desempenho no Fermi da NVIDIA. Este, é sabido, tem maior poder de processamento de geometria ao renderizar até quatro triângulos por ciclo de clock, enquanto a HD 6800 (placa lançada na mesma época que o benchmark foi disponibilizado) renderiza apenas um triângulo por ciclo de clock.

Enfim, vamos aos resultados! A XFX Radeon HD 7950 Black Edition Double Dissipation empatou tecnicamente com a GTX 570, porém comparada à HD 6950, apresentou ganhos expressivos em torno de 45%.

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Just Cause 2

Para fazer o "contra peso", as placas da série Radeon dominam em todos os segmentos rodando o Just Cause 2, curiosamente apoiado pela NVIDIA.

A XFX HD 7950 BE DD praticamente empatou com a GTX 590, placa top de linha equipada com duas GPUs usadas na GTX 580, um feito e tanto. A vantagem em relação à HD 6950 foi de 46.7%.

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Mafia II

Mafia II trouxe a continuação do aclamado game de ação em terceira pessoa ambientado no obscuro mundo da máfia italiana dos anos 40 e 50, nos EUA.

A XFX HD 7950 DD BE, como aconteceu na análise da HD 7970 feita em janeiro pela Adrenaline, apresentou baixa performance neste teste, possivelmente devido à problemas no driver Catalyst ou mesmo algum problema na engine do jogo. O resultado disto é que a placa apresentou o pior resultado entre as placas testadas, condição que se repete em ambas as resoluções usadas.

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Metro 2033

Trata-se de um FPS da 4A Games baseado em um romance homônimo russo, que conta a saga dos sobreviventes de uma guerra nuclear ocorrida em 2013 que se refugiam nas estações de metrô. O game, que faz uso intensivo da técnica de Tessellation e demais recursos do DirectX 11, desbancou de Crysis o título de jogo mais pesado. Sendo assim, nada melhor do que observar como se comportam as VGAs sob este intenso teste.

Metro 2033 utiliza vários recursos do DirectX 11 de forma intensiva, levando as placas ao limite. A XFX HD 7950 BE DD ficou à frente da GTX 580 em cerca de 17.9%, enquanto a diferença para a HD 6950 foi de 41.42%.

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Subindo a resolução a vantagem da XFX Radeon HD 7950 BE DD sobre a GTX 580 subiu para 21.6% e para 45.16% sobre a HD 6950.

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Overclock: Temperatura, 3DMark 11

Nos tempos de hoje, lançar um produto para o mercado entusiasta e não dar atenção a overclock é correr um risco bastante alto, mas a AMD foi além com a Radeon HD 7970, e agora vamos ver se fez a mesma coisa com a 7950. Vale salientar antes de mais nada que a placa que estamos testando já é overclockada de fábrica, com core a 900MHz(default é 800MHz) e memórias a 5.5GHz(default é 5.0GHz).

Para overclockar a placa utilizamos o aplicativo Afterburner da MSI, diferente do overclock que fizemos na review da 7970, onde usamos as opções do próprio driver da AMD. Colocamos a placa com core a nada menos que 1100MHz, incríveis 300MHz acima de um modelo referência. Já as memórias colocamos a 6GHz, nada menos que 1GHz acima da referência.

Para tal overclock, subimos o Powertune(controle de energia dentro do CCC) para +20%, depois disso usando o Afterburner subimos a voltagem para 1.200, clock do core para 1.100MHz e memórias para 1.500MHz. A placa ficou totalmente estável sem nenhum problema. Deixamos os FANs trabalhando em modo automático, mas o recomendado para overclocks mais altos é manter ele em 60 ou mesmo 65% para evitar problemas.

Vale ressaltar que não é recomendado deixar a placa trabalhando em clocks altos constantemente.

Abaixo a tela do GPU-Z e uma tela com as configurações utilizadas no Afterburner. Vale destacar que a 7950 aguenta ir ainda mais longe, com core a 1150MHz e memórias a 1.550MHz por exemplo.


Lembramos também que a 7970 se utilizando um aplicativo como o Afterburner com alteração na voltagem pode ir bem além do que a 7950 como já destacamos na review dela e em outras notícias no portal. 

Temperatura
A XFX HD 7950 BE DD registrou a segunda menor temperatura entre todas as outras desta análise. Porém com o overlock a temperatura aumentou 12ºC, quase 18%, colocando-a entre as mais quentes. Frisando que usamos o perfil de resfriamento automático da placa e usamos voltagem extra para alcançar clocks mais altos.

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3DMark 11
O resultado do 3DMark 11 mostrou uma melhora de aproximadamente 16%, bom resultado para o percentual de overclock usado.

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Overclock: AvsP, Crysis 2 e DiRT 3

Além do 3DMark 11, fizemos testes com a placa overclockada na resolução de 1920x1080 em alguns games. Vamos acompanhar abaixo como a placa se comportou.

Aliens vs Predator
Neste teste, o ganho com overclock foi de 11.2%.

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Crysis 2
Em Crysis 2, o ganho foi de 12.7%.

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Metro 2033
Como em Crysis 2, o ganho ficou na casa dos 12%.

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Conclusão

Assim como ocorreu com sua irmã maior, a Radeon HD 7950 conseguiu elevar o patamar de sua categoria, com ganhos expressivos em relação a 6950, ficando, inclusive, algumas vezes a frente da Radeon 6990 (com dois chips gráficos).

Embora seja algo entre 10-15% mais lenta que a 7970, a Radeon HD 7950 é entre 18-25% mais barata que a sua “irmã maior”, tendo, portanto, um custo benefício mais interessante. Com esta diferença de cerca de US$ 100-150 (no Brasil, algo que pode chegar a R$ 400-700), o usuário poderá economizar para comprar outro acessório. Ainda assim, a placa padece do mesmo problema crônico da nova geração Southern Islands: preços acima da média do mercado.

A capacidade de overclock do Tahiti Pro usado na Radeon HD 7950 é excelente, porém o ganho relativo não é tão substancial, o que refletiu na nota 8.5 para o quesito Overclock. Se o ganho fosse um pouco mais linear, com certeza, seria nota 10. Lembrando que a capacidade de overclock varia de placa para placa, algumas podem ir um pouco além enquanto outras podem não alcançar clocks tão altos.

Saindo um pouco da parte do desempenho e indo para tecnologias, a Radeon HD 7950 possui os mesmos destaques das demais placas da geração Southern Islands, isto é, tem chip gráfico com a moderna litografia em 28nm,  suporte ao DirectX 11.1, PCI Express 3.0, Eyefinity 2.0, HD3D aprimorado, ZeroCore Power Technology, só para citar algumas.

A utilização da nova arquitetura chamada pela AMD de Graphics Core Next, conferiu uma robustez muito maior para a computação de tarefas gerais (conhecido como GPGPU).

Se tudo isso já não fosse suficiente, a XFX criou uma placa ainda mais diferenciada com a HD 7950 Black Edition Double Dissipation, compartilhando de forma extremamente harmônica, visual elegante e simultaneamente “agressivo”, além de utilizar equipamentos de primeiríssima qualidade (padrão Duratec) na sua construção, bem como possuindo um reforço estrutural de duas onças de cobre no PCB (aumentando tanto a vida útil, quanto o potencial para overclock) e um super sistema de refrigeração com tecnologia Ghost Thermal / HydroCell Thermal, garantindo maior eficiência na dissipação térmica e menor ruído.

AVALIAÇÃO:

Performance

9.5

Preço

8.5

Tecnologias

10.0

Diferenciais

10.0

Overclock

8.5

Nota final

PRÓS
  • Overclockada de fábrica (900MHz contra 800Mhz);
  • Ótimo potencial para overclock mais agressivo sem trazer problemas físicos;
  • Projeto diferenciado da XFX (cooler de alto padrão e componentes de primeiríssima qualidade);
  • Excelente acabamento;
  • Bastante silenciosa, quando em uso gera muito menos barulho que a 6970/6950;
  • Suporte a inúmeras tecnologias de ponta, como DX11.1, PCIe 3.0, Eyefinity 2.0, HD3D multimonitor, ZeroCore Power...
  • Performance digna de placa TOP
CONTRAS
  • Poderia custar US$ 50-100 a menos